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Medicamentos excepcionais estão em falta há três meses em Teresina

A procura pelos remédios necessários para o controle de doenças crônicas ou raras, como diabetes e mal de Alzheimer, começa cedo na Farmácia de Medicamentos Excepcionais, no Centro de Teresina. Porém, alguns pacientes que precisam dos remédios de uso contínuo reclamam que não têm recebido os medicamentos.

Para ter acesso aos remédios, o paciente deve levar seus documentos pessoais (RG, comprovante de residência e Cartão Nacional do SUS), além do Laudo para Solicitação de Medicamento Excepcional (LME), prescrição médica e exames comprobatórios da patologia em questão.

A educadora física Márcia de Castro Moreira é uma das prejudicadas com a falta de remédios. Moradora do bairro Renascença, na zona Sudeste de Teresina, ela está há três meses sem receber o medicamento. Ela é transplantada renal e não pode passar longos períodos sem receber o medicamento. “Faço uso contínuo de dois medicamentos, o Azatiopla e o Prografe. O primeiro eu não recebo há três meses, o segundo consegui receber. Sem o uso contínuo do Azatiopla corro o risco de o meu organismo rejeitar o rim transplantado”, conta Márcia de Castro Moreira.�

Foto: Marcela Pachêco/O Dia

Farmácia fornece, gratuitamente, 147 medicamentos usados para o tratamento de 30 doenças

O próximo retorno de Márcia à Farmácia de Medicamentos Excepcionais está marcado para o mês de fevereiro. “No atendimento, não me deram a confirmação se o pedido desse remédio já foi feito”, acrescenta. A transplantada se queixa que a falta do medicamento tem provocado o surgimento de outras doenças. “Minha pressão tem aumentado”, disse.

Para ter acesso ao medicamento, o paciente deve levar os documentos pessoais (RG, comprovante de residência e Cartão Nacional do SUS), além do Laudo para Solicitação de Medicamento Excepcional (LME), prescrição médica e exames comprobatórios da patologia em questão.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), órgão que faz a gestão da Farmácia de Medicamentos Excepcionais, reconhece a falta de alguns remédios e explica que o problema foi gerado porque a antiga gestão da Sesapi não pagou os fornecedores. “A Secretaria Estadual estar fazendo um levantamento de quais remédios estão em falta, e vai regularizar a situação”, declarou em nota.

Por mês, a compra de medicamentos excepcionais que estão incluídos na lista básica do Sistema Único de Saúde (SUS) custa ao governo do Piauí R$ 3 milhões. São fornecidos 147 medicamentos usados para o tratamento de 30 doenças. Quando foi criado, o Programa de Medicamentos Excepcionais era financiado pelo Ministério da Saúde. Hoje, estados e municípios também financiam a compra de remédios de uso contínuo. No Piauí, pelo menos nove mil pacientes são cadastrados no programa.