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Comerciantes pensam em desistir do trabalho após arrombamentos

Há 46 anos trabalhando em uma banca de revista no centro de Teresina, o senhor Tomaz José da Rocha Filho, 65 anos, pensa em desistir do trabalho por conta da onda de arrombamentos e roubos registrados na região nos últimos meses. Há três meses, sua banca de revista, localizada na Praça João Luís Ferreira, foi alvo da ação de criminosos e na madrugada de hoje (19), a situação voltou a se repetir.

Inseguro, o comerciante acumula prejuízos. “Há três meses, cheguei aqui de manhã e encontrei a chapa de proteção da banca arrombada e vários produtos faltando. Quando foi hoje, cheguei e a porta da frente estava arrancada, com a banca aberta e além de terem levados vários produtos, ainda subtraíram cerca de R$ 800,00”, relata.

E dessa vez não foi só a banca do sr. Tomaz que foi alvo da ação criminosa. Segundo ele, outros quatro estabelecimentos situados na Praça João Luís Ferreira também foram arrombados essa madrugada. A situação de insegurança aumenta e o prazer em trabalhar, conforme ele afirma, vai embora.


Arrombamentos são constantes na Praça João Luís Ferreira, segundo comerciantes - Foto: Reprodução

“Não tenho mais prazer em trabalhar e estou pensando em desistir, porque você vem aqui fazer seu trabalho honestamente e fica à mercê da insegurança. A gente acha que não vale à pena, que é enxugar gelo. Frustra mesmo”, é o que diz o comerciante, fazendo um apelo aos órgãos de segurança, pedindo que haja mais policiamento naquela região do Centro, sobretudo durante a noite, que é quando os arrombadores costumam agir.

É que, segundo o sr. Tomaz, é difícil ver policiais e guardas municipais fazendo rondas pela Praça João Luís quando o dia começa a escurecer. 

O Portal O Dia entrou em contato com o comando da Guarda Civil Municipal de Teresina e conversou com o comandante da corporação, o capitão Monteiro, sobre a situação. Ele informou que a Guarda faz patrulhamento somente das 7 horas da manhã até as 23 horas todos os dias e que durante a madrugada, quando os arrombadores costumam agir, a segurança do Centro é feita pela Polícia Militar.

“No nosso período, temos quatro viaturas circulando pelo Centro, cada uma com três guardas, enquanto os demais ficam nos postos das principais praças. Estamos intensificando esse trabalho, mas sabemos que esses criminosos agem mais no fim da noite e madrugada, um horário em que não atuamos. O patrulhamento a partir das 23 horas é com a Polícia Militar”, esclareceu o capitão.

A reportagem tentou contato com o coronel Lacerda, comandante do 1º Batalhão, que atende a região do Centro de Teresina, mas até o momento as ligações não foram atendidas. O espaço segue abertos para futuras manifestações pela Polícia Militar.