Quando Camila Fortes, estudante de pós-graduação, pediu para a mãe lhe ensinar os primeiros passos no crochê, não imaginava que pudesse usar a atividade como uma forma de complementar sua renda pessoal, estava mais preocupada com o aprendizado, como ela mesma diz. “Começamos a produzir algumas peças, mas a gente não vendia e também não usava, aí surgiu a ideia de criamos uma marca para que pudéssemos vender. A gente não tinha um plano de receber encomendas, porque era muito do aprendizado”, relata.
Foi assim que surgiu ao Minha Gente, Eu Quero! uma loja virtual especializada em artigos de crochê totalmente artesanais. Uma maneira que a estudante encontrou de driblar a crise econômica e incrementar seus rendimentos financeiros. De acordo com os dados da pesquisa “Negócios de Impacto Social e Ambiental”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o ramo da economia criativa e artesanato atraem 19,4% dos negócios de impacto social no país.
Flávia é uma das brasileiras que usam o Instagram para vender seus produtos. (Foto: Reprodução)
Segundo outra pesquisa, realizada em 2015 pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), e patrocinada no Brasil pelo Sebrae, revelou que a taxa de empreendedorismo no País foi de 39,3%, a maior desde 2002, quando o Brasil atingiu o índice de 20,9% quanto ao número de empresas em funcionamento em todo o seu território, uma variável considerada alta em comparação com outros países.
Considerando o mesmo levantamento, a taxa de brasileiros que decidiu abrir um negócio próprio era de 36% em 2015, antes era de 13%, representando o maior crescimento desde 2010. Nesse contexto está a Use Lacre, empresa da jornalista Flávia Bacelar que teve a ideia de vender acessórios para as amigas, mas com o crescimento do negócio acabou mudando seu público.
“Comecei com acessórios e mudei para camiseta. Fui fazer uma para mim e postei no meu Instagram pessoal, daí começaram a perguntar se eu fazia para vender, e acabei colocando na loja, e dei continuidade”, comenta a microempreendedora.
Tanto Flávia quanto Camila usam a internet para fazer divulgação dos produtos ofertados por suas marcas. Elas contam que as plataformas virtuais possibilitam uma maior praticidade e um maior alcance.
“Pelas redes sociais eu acho mais prático, porque eu não tenho os gastos de ter que manter loja, faço tudo na minha casa. Uso meu Instagram e o das amigas para poder alcançar outras pessoas. O fato de ser virtual é mais prático, aí é só combinar e entrego, dá para resolver tudo por telefone”, conta a jornalista.
O uso das redes sociais, como ferramenta da divulgação, consegue dar tanta visibilidade aos negócios, que muitas vezes as artesãs terminam tendo que controlar as encomendas, para dar conta da produção. “Dou assistência nas redes para poder divulgar o trabalho, mas não 100% para investir nisso para ter mais clientes e encomendas, porque senão eu não daria conta”, revela Camila.
E o retorno financeiro do trabalho divulgado nas redes sociais é muito rentável para quem está disposto a investir. “Atualmente estou me mantendo financeiramente apenas com a loja, então o retorno para mim é muito bom. Trabalho muito na divulgação da loja, e mantenho sempre um contato muito próximo com os clientes, que sempre retornam e encomendam outra coisa”, afirma a proprietária da loja Use Lacre.
Confira a matéria completa na edição desta quarta-feira do Jornal O Dia.