O ano letivo de 2018 inicia no final deste mês na maioria das escolas particulares de Teresina. E as livrarias estão lotadas de pais em busca dos melhores preços, que também sofreram reajustes no valor. No entanto, segundo Raimunda Ferreira, gerente de uma livraria no Centro de Teresina, os livros estão cerca de 8% a 10% mais caros.
A gerente explica que os preços são estabelecidos pelas editoras e repassados às livrarias que tem gerado muitas reclamações por parte dos clientes. A procura pelos materiais escolares iniciou ainda em dezembro, quando os pais ocuparam as lojas antes do reajuste de preços.
Com a proximidade do início do ano letivo, a movimentação nas livrarias é grande. Foto: Moura Alves/ODIA
Para o período, Raimunda Ferreira ressalta que aumenta o quadro de funcionários da loja e o acervo de livros para atender à demanda. Além disso, os estabelecimentos apostam em facilidades para chamar a atenção dos clientes. “Aqui, a gente estabelece que os clientes que deixam a lista conosco e compram todos os livros com a gente, nós encapamos os livros. Além de descontos para quem pagar à vista e parcelamento em todos os cartões”, afirma.
Após o período de recesso por conta das festas de final de ano e a proximidade do início das aulas, a lojista acredita que o movimento aumentará, especialmente por conta daqueles pais que deixam as compras para última hora.
Mas este não é o caso da vendedora Graça Ferreira, que conta que tirou férias neste mês para se dedicar à procura dos materiais escolares para a filha. A expectativa é de preços altos, tanto nos livros quanto em materiais como mochilas, e é por isso que a mãe não se limita a comprar somente em uma loja.
“Sempre fica mais caro, quando vai mudando de série, parece que os preços aumentam. Eu conto com a ajuda do marido para pagar os materiais e também com a avó da minha filha, que vai dar uma ajuda”, fala.
Já a pedagoga Tatiana Oliveira relata que está quase concluindo a compra de livros da filha, que vai cursar o 4º Ano do Ensino Fundamental, e reparou que os preços estão altos e até mesmo os descontos diminuíram. “Ano passado, consegui 20% de desconto; este ano, diminuiu para 18%”, frisa.
Para Tatiana, a mudança de série aumenta a quantidade de livros e, por isso, o valor gasto com material didático também é maior. Ela afirma que até mesmo existe dificuldade em trocar os livros nas feiras, porque as editoras mudam alguns itens do material e as escolas não aceitam. “Trocar está sendo mais difícil porque todo ano as editoras trocam nem que seja uma folha do livro e as escolas não aceitam”, comenta.
Reaproveitamento
Por sua vez, Rozeana Aguiar, técnica em saúde bucal, conta que costuma aproveitar os livros da filha mais velha, que são usados pela filha mais nova no ano seguinte. Apesar de sempre comprar livros novos, ela relata que aproveita o que conseguir e, por isso, consegue uma economia a mais. “Tento economizar o máximo possível no fim do ano por conta dessa compra que tem que ser feita, então priorizo os livros. Não troco os livros porque em séries iniciais tem aquela questão de livros de cortar, pintar, então não dá, mas futuramente pretendo comprar usado”, indica.