Em fevereiro de 2017, a cesta de alimentos básicos em Teresina recuou -1,22% em comparação com janeiro e custou R$ 376,48, sendo a 14ª mais cara entre as 27 cidades pesquisadas. Em 12 meses, a variação anual foi de -0,38%, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizadas mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
No mês de fevereiro/2017 houve retração no valor médio do feijão carioca (-14,76%), tomate (-3,18%), leite integral (-2,42%), carne bovina de primeira (-1,32%). O açúcar cristal não apresentou variação. Os demais produtos apresentaram aumento: manteiga (4,41%), café em pó (4,11%), óleo de soja (3,21%), banana (2,21%), farinha de mandioca (0,81%), pão francês (0,53%), arroz branco agulhinha (0,25%).
(Foto: Marcelo Camargo/ Fotos Públicas)
Nos últimos 12 meses, 8 produtos tiveram alta acumulada de preços: manteiga (52,07%), café em pó (35,84%), farinha de mandioca (29,37%), leite integral (19,73%), arroz agulhinha (15,13%), óleo de soja (13,07%), açúcar cristal (10,64%) e o pão francês (3,57%). Os demais tiveram retração: tomate (-36,79%), feijão carioca (-4,89%), banana (-4,33%), e a carne bovina de primeira (-0,18%).
Em relação ao tempo de trabalho para adquirir os produtos da cesta, observou-se que o trabalhador teresinense cumpriu jornada de 88 horas e 23 minutos em fevereiro de 2017, menor que o tempo necessário calculado em janeiro, 89 horas e 29 minutos. Em fevereiro de 2016 a jornada necessária foi maior que em fevereiro de 2017, sendo 94 horas e 29 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos previdenciários, verifica-se que o trabalhador teresinense, remunerado pelo piso nacional, comprometeu, em fevereiro de 2017, 43,67%, dos vencimentos com a cesta, que em janeiro de 2017, o percentual exigido era de 44,21%. Já em fevereiro de 2016, 46,68% do salário eram destinados para a aquisição da cesta.
Salário Mínimo Necessário
Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em fevereiro de 2017, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.658,72, ou 3,90 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em janeiro de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.811,29, ou 4,07 vezes o mínimo. Em fevereiro de 2016, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.725,01, ou 4,23 vezes o piso vigente, que equivalia a R$ 880,00.