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Petrobras retoma venda de campos terrestres no Nordeste; são 50 no total

A Petrobras retomou nesta segunda (28) processo de venda de campos de petróleo em terra na Bahia e no Rio Grande do Norte. São 50 campos que já haviam sido oferecidos ao mercado antes da suspensão do programa de desinvestimentos pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Refinaria da Petrobras (Foto: Rovena Rosa / Arquivo Agência Brasil)

A estatal dividiu os projetos em três pacotes, um para cada polo produtor (estrutura que inclui, além dos campos, instalações para armazenamento da produção). 

Dois desses polos estão na Bahia: Buracica, que tem sete campos produtores, e Miranga, com nove campos. 

No Rio Grande do Norte, a estatal está vendendo o polo Riacho da Forquilha, com 34 campos produtores.

Segundo a empresa, a produção média de petróleo e gás nos três polos foi de 20,4 mil barris de óleo equivalente em 2016.

Nesta segunda (28), foi lançado o prospecto (ou teaser) da venda, para chamar empresas interessadas a participar do processo.

A venda é parte do plano de desinvestimentos da Petrobras, que prevê arrecadar US$ 21 bilhões até o fim de 2018.

BR Distribuidora 

Após anunciar uma operação de limpeza do balanço da BR para venda de ações, a Petrobras comunicou ao mercado que contratou Rafael Salvador Grisolia para o cargo de diretor financeiro da distribuidora.

A nomeação de Grisolia foi aprovada em reunião do conselho de administração da BR na última sexta (25) e comunicada em nota divulgada nesta segunda (28).

Grisolia é engenheiro de produção e já atuou na área financeira de empresas como Esso, Cosan, Grupo Trigo SA e Cremer.

Quando foi convidado para a BR, comandava a área financeira da Inbrands.

A busca de um nome de fora da empresa tem por objetivo melhorar a percepção do mercado sobre a companhia antes do processo de abertura de capital, que deve ser realizado até o fim do ano.

Na sexta, a estatal anunciou a aprovação de uma reestruturação societária na subsidiária, que vai receber aporte de R$ 6,3 bilhões e transferir à holding recebíveis de acordo com a Eletrobras para o pagamento de dívidas pela compra de combustíveis.

A expectativa é que a operação melhore o preço das ações da BR que devem ser oferecidas ao investidores privados.