Corretores de imóveis constatam uma redução no valor cobrado por aluguéis e pela compra de casas e apartamentos em Teresina. Esta queda é ainda mais forte no mercado de vendas. De acordo com o índice FipeZap, que acompanha o preço do metro quadrado em 20 cidades brasileiras, houve queda nominal média de 0,72% frente a julho, a maior retração mensal da série histórica iniciada em 2008.
“Diante da crise econômica no Brasil, o mercado imobiliário deu uma desaquecida. Sendo que, por volta de 2009, esse mercado teve uma super alta de valores por parte dos proprietários”, explica Daniel Pereira, gerente de locação. Na época do aquecimento do mercado imobiliário, os próprios proprietários de imóveis perceberam que era o momento de subir os aluguéis. Este processo se repete atualmente, contudo, para a redução de valores.
Daniel pontua que as imobiliárias estão recebendo orientações dos donos de imóveis para diminuir o valor dos aluguéis. “Isto porque, é melhor ter o imóvel alugado do que desocupado, visto que, no caso de apartamentos, por exemplo, o proprietário vai tirar dinheiro do próprio bolso para pagar a taxa de condomínio”, conta.
Foto: Assis Fernandes/ ODIA
Segundo o gerente de locação, esta queda é geral, mas afeta principalmente o comercial. “Com a crise, um dos setores que mais pisa no freio é o comercial, ninguém quer investir, tirar um montante grande de dinheiro em uma inconstância política que estamos”, pondera.
Diante deste cenário, para não deixar o imóvel parado, os proprietários estão decidindo reduzir os preços para alugar o mais rápido possível. “Ontem mesmo, o proprietário de uma casa que está para alugar, por R$ 2.700, me ligou pedindo para mudar e baixar para R$ 2.100, chegando até a R$ 1.900”, relata.
As vendas também estão mais difíceis. “Como as facilidades de financiamento, que eram oferecidas pela Caixa Econômica Federal, estão passando por mudanças, está mais difícil efetuar vendas”, conta o gerente. Ao tempo em que os valores estão caindo, o fluxo de clientes buscando aluguéis não diminuiu.
Segundo Daniel Pereira, isto se deve à necessidade intrínseca da moradia. Este fluxo é composto tanto pelas pessoas que já estão em contrato firmado, quanto para pessoas em busca de novos contratos. “Principalmente de estudantes que vêm de outras cidades para Teresina. Todo ano, fechamos muitos contratos”, acentua.