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Pandemia pode causar surto de miopia entre crianças e adolescentes

O número crescente de casos de crianças e adolescentes com miopia tem preocupado profissionais que cuidam da saúde visual. Pessoas com miopia conseguem ver objetos próximos com nitidez, mas os distantes são visualizados como se estivessem embaçados, desfocados. 

O tema ganha ênfase no Dia das Crianças, comemorado nesta segunda-feira, 12. Segundo o Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria, a pandemia de coronavírus, que obrigou os jovens a ficarem ainda mais tempo diante de celulares, tablets e computadores, pode gerar uma onda de pessoas com problemas que, se não tratados previamente, podem se transformar em alterações oculares e visuais graves.

“O optometrista é o profissional que atua no atendimento primário da saúde da visão. Estamos observando um aumento bastante grave de casos de problemas oculares. A grande maioria é tratável, sem necessidade de intervenções invasivas. Todavia, sabemos que grande parte desses pacientes, principalmente jovens, não está tendo esse cuidado, e isso é muito preocupante, pois tem repercussão direta na vida desses adolescentes e crianças”, destaca a presidente do CBOO, Eriolanda Bretas.

De acordo com o Ministério da Saúde, 30% das crianças em idade escolar no Brasil apresentam problemas de visão, que, quando não diagnosticados, afetam o aprendizado e podem até ser causa de evasão escolar. 


Pandemia pode causar surto de miopia entre crianças e adolescentes. Foto: Reprodução

Já a Organização Mundial da Saúde aponta a miopia como a epidemia do século e prevê que, no próximo ano, cerca de 35% da população esteja sofrendo com o problema de visão. Em 2050, o número de casos pode alcançar 52%. Mas, de acordo com a OMS, de 60% a 80% dos casos são evitáveis ou tratáveis, bastando diagnosticar e tratar precocemente.

Diferente do técnico em óptica, responsável por receber a receita e transferi-la para o equipamento que produz a lente ou os óculos, os profissionais optometristas têm formação de nível superior e estão habilitados para avaliar a condição de todo o sistema visual, aferindo sua integridade e sinais de deficiência visual que possam ser corrigidas com o uso de óculos, lentes de contato ou reabilitação visual. Esses profissionais também estão aptos a identificar doenças que necessitem da intervenção médica, quando o paciente é encaminhado ao corpo clínico.

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