Em Assembleia Geral realizada no dia 11/02/16, no Auditório Central do Pirajá, às 10h, na cidade de Teresina/PI, foi deflagrada paralisação dos serviços hoje(12) e greve por tempo indeterminado a partir do dia 15 de fevereiro.
Depois de muitas tentativas de negociação com o Governo, sem sucesso, o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Estadual do Piauí (SINTUESPI), representado por 94 (noventa e quatro) servidores da UESPI, votou e decidiu por unanimidade a deflagração de greve.
Mesmo diante de tantas tentativas de serem ouvidos e atendidos, o Governo simplesmente ignorou a humilhante situação por que passam os Técnicos Administrativos da UESPI, e nem mesmo atendeu a um acordo pré-estabelecido no atual Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), Lei PCCS 6.303/2013, que seria um reajuste salarial de 10%, reajustando apenas 4% daquele.
Dentre outras reivindicações estão em pauta: Aprovação da reformulação do PCCS; Melhores condições de trabalho, Auxílio alimentação implantado no contracheque; Melhorias salariais; Reajuste salarial restante referente ao mês de dezembro/2015; Progressões e Promoções funcionais e Insalubridade.
Para se ter ideia da situação dos Técnicos da UESPI, o vencimento básico da categoria desta Instituição de Ensino Superior (IES) não chega nem ao valor do salário mínimo nacional, devendo para isso, o Governo complementar em contracheque e equipará-lo ao valor nacional.
Trata-se de um vencimento aquém de qualquer servidor de nível fundamental e o mais vergonhoso entre toda e qualquer categoria de Técnico Administrativo de uma IES. Esse mesmo governo coage pessoas de vínculo terceirizado e bolsistas (detalhe, esses têm seus pagamentos sempre em atraso) para exercerem funções acadêmicas que somente os técnicos deveriam exercer, praticando o desvio de função, ato que deve ser, além de tudo, denunciado ao MPE.
Técnicos da UESPI de Picos
Assembleia em Teresina