Letras que rompem as barreiras e ganham aceitação mundial. É assim que pode ser descrito o trabalho do compositor piauiense Beetholven Cunha, que além do reconhecimento�local, verá parte de seu trabalho exibido internacionalmente em paÃses como Uruguai e Chile, ainda este ano.
Foto: Divulgação
Beetholven Cunha atua como compositor desde cedo, mas viu seus primeiros trabalhos serem reconhecidos em 2001, em São Paulo. Segundo ele, a parte mais interessante do trabalho de um compositor é ver sua obra interpretada. “Inúmeras �vezes chorei ao findar uma obra, mas me emocionava muito mais em vê-la interpretada. A minha obra tem sido muito bem recebida tanto por estudantes quanto por músicos experientes. Tenho respeitado e aprendido muito com o público, mas como compositor penso que o público não é o mais� importante e sim o ouvinte atentoâ€, comenta.
O compositor ressalta que encara o ofÃcio como um sacerdócio e que procura sempre compor�com regularidade. O aprendizado, segundo ele, é constante. “Neste processo busco respeitar�o que sou e aprender sempre com os novos pensamentos composicionais. O mercado brasileiro tem inúmeras deficiências, principalmente para um compositor vivoâ€, avalia.
Para ele, o espaço que é dado aos novos compositores é bem mais amplo no Sul e Sudeste do Brasil.�Beetholven lamenta que o compositor brasileiro, para sobreviver, tenha que trabalhar em outras coisas. “Busco quebrar este estigma todos os dias, mas infelizmente, ele existeâ€, pontua. Ele destaca que, no Piauà tem outros nomes com projeção no cenário da composição e cita Fred Marroquim, Joaquim Ribeiro, Paula Molinari e Emmanuel Coelho Maciel, que�têm reconhecimento internacional de seus trabalhos.
“Temos uma nova geração também que vem produzindo coisas muito interessantes, entre�estes Ramon Pessoa. As orquestras da UFPI vem generosamente interpretando nosso material, mas não existe um campo oficial para a composição no PiauÃâ€, ressalta.
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