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Trabalhadores de Teresina fazem passeata contra Reforma Trabalhista

Diversas categorias e movimentos de juventude se uniram em protesto contra mudanças na legislação que entram em vigor amanhã (11).

10/11/2017 12:22h - Atualizado em 10/11/2017 13:08h

Passeata protestou diante do prédio do Ministério do Trabalho, na Avenida Frei Serafim (Foto: Andrê Nascimento/ O Dia)

Diversas categorias de trabalhadores, partidos e movimentos sociais de Teresina saíram novamente às ruas para protestar contra as reformas do Governo Michel Temer. Mais de 500 pessoas se reuniram na Praça Rio Branco e percorreram as ruas do Centro da capital manifestando indignação principalmente contra a reforma trabalhista, que entra em vigor amanhã (11).

O movimento local acompanha a mobilização nacional de trabalhadores contra a reforma, considerada um retrocesso e uma tentativa de desmanche de direitos trabalhistas. Em diversos estados, trabalhadores estão realizando manifestações semelhantes. Felipe Leão, servidor e diretor do Unacon Sindical, entidade de representação dos servidores da Controladoria Geral da União e Secretaria do Tesouro Nacional, comenta que apesar de a reforma entregar em vigor já neste sábado, o protesto é um “primeiro grito”.

"Os trabalhadores já conseguiram fazer grandes manifestações ao longo do ano, em muitos casos reprimidos com bombas de gás lacrimogênio e tiros, como aconteceu em Brasília, eu estava lá”, disse Felipe Leão. “Hoje estamos reunidos dirigentes sindicais, representando entidades sindicais de todo o país. Acreditamos que não só os trabalhadores da iniciativa pública, mas também da privada e do campo vão sofrer muito com as reformas trabalhista e previdenciária”.

(Foto: Andrê Nascimento/ O Dia)

O diretor comentou a portaria mudou o conceito legal de trabalho escravo: “É um retrocesso de 200 anos na nossa república. Para ser considerado escravizado, o trabalhador tem que, praticamente, está acorrentado novamente”, disse Felipe.

Para o professor Maklandel Aquino, membro do PSOL, o movimento de hoje é uma forma da classe trabalhadora dizer que não está conformada com as reformas. “Por que a CLT foi praticamente rasgada. A questão do negociado, que agora irá se sobrepor ao legislado, nunca esteve fora das possibilidades dos acordos entre patrão e empregado. O que a legislação trabalhista nos garantia ao trabalhador era o mínimo de condição digna de trabalho e de vida”, opina.

(Foto: Andrê Nascimento/ O Dia)

Diversas entidades sindicais, representando trabalhadores da educação estadual, professores da UESPI, trabalhadores da Agespisa e dos Correios,  radialistas, além de outras categorias e movimentos de juventude, como o RUA e o Mais, participaram da passeata, que percorreu a praça Rio Branco, a praça Bandeira, a praça Pedro II e parou diante do prédio do Ministério do Trabalho, na avenida Frei Serafim. 

Edição: Nayara Felizardo
Por: Andrê Nascimento

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