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21 de Novembro de 2008 09:18  +  - Tamanho da fonte: 14

Teresina está fora do risco de surto de dengue

Levantamento, feito pelo Ministério da Saúde em 161 municípios e todas as capitais brasileiras, constata que Teresina está fora das situações de alerta e de risco de surto da dengue, devido à baixa infestação de larvas do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença.

De acordo com o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado ontem pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em Brasília, o índice de infestação da capital do Piauí ficou em apenas 0,2%, bem abaixo de 1%, considerada uma faixa satisfatória de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). O levantamento
foi feito entre outubro e a primeira quinzena de novembro.

A OMS trabalha com três faixas de risco da infestação da larva do mosquito. A satisfatória, que inclui Teresina, é quando o índice de infestação é até 0,9% de estratos (áreas de 9 mil a 12 mil imóveis com características semelhantes). Entre 1% e 3,9%, o índice é considerado “alerta” e, de 4% a 7,9%, passa ser “risco de surto”.

Das 161 cidades que fizeram coleta e avaliação dos dados, cinco estão em situação de risco de surto – Epitaciolândia
(AC), Várzea Grande (MT), Mossoró (RN), Itabuna (BA) e Camaçari (BA). Na avaliação das capitais, 14 estão em estado de alerta. São elas: Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Salvador (BA), São Luís (MA), Recife (PE), Natal (RN), Aracaju (SE),
Maceió (AL), Belém (PA), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Goiânia (GO). De um modo geral, o levantamento mostra que houve melhora dos dados este ano em relação ao ano passado.

De acordo com o LIRAa, em 2008, dos 2.324 estratos avaliados, 1.344 apresentaram índice de infestação abaixo de 1%.
A quantidade de locais com este perfil em 2008 correspondeu a 57,8% do total de estratos avaliados. Em 2007, o percentual foi de 53,8% de um grupo de 2.130. Quando os locais avaliados (estratos) apresentam menos de 1%, significa que há menos de uma casa com larvas do mosquito da dengue para cada grupo de 100, no momento da realização desse trabalho.

Apesar da melhora apontada pela análise dos estratos, o Ministério da Saúde diz que a dengue exige alerta constante e ações contínuas. “É importante que os prefeitos que se reelegeram e aqueles que vão assumir o cargo em janeiro dêem prioridade ao combate à dengue para evitar surtos e óbitos pela doença”, afirmou o ministro Temporão. “A população
também deve contribuir colocando areia nos pratos dos vasos de planta, verificando se a caixa d’água está bem
tampada, se a calha está desobstruída, eliminando a água parada em piscinas, não acumular lixo, entre várias outras medidas simples e eficazes”, acrescentou.
Autor/Fonte:  Jornal O Dia  |  Edição:  Adara Gomes

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