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"Mulher que tem filho fica cansada de estar em casa", diz deputado Mainha

O parlamentar defendeu a reforma trabalhista e disse que após três meses de licença, a mulher quer voltar ao trabalho

28/04/2017 14:37h - Atualizado em 28/04/2017 18:08h

O deputado federal Mainha (PP) comentou as manifestações que ocorreram durante todo o dia desta sexta-feira (28), que tem como motivos fundamentais a tramitação das reformas trabalhista e previdenciária no Congresso Nacional. Como forma de protesto às mudanças previstas nos dois textos, que são as principais bandeiras do governo Temer (PMDB), populares aderiram à greve geral e foram para ruas manifestar.


"Após três meses de licença maternidade, mulher fica cansada de estar em casa" (Foto: Moura Alves/ODIA)

Segundo o parlamentar piauiense, a reforma trabalhista é positiva. Para defender a sua afirmação, Mainha usou o exemplo da mulher que acabou de ter filho. “Depois de três meses, a mulher já está cansada de ficar em casa, mas a lei não permite que ela volte ao trabalho. Com a reforma, ela poderá negociar e voltar antes do fim da licença maternidade”, disse o deputado.

Mainha disse ainda que as manifestações são de bases sindicais e que os manifestantes não têm conhecimento sobre o que foi aprovado na Câmara. “As pessoas pensam que nó retiramos diretos trabalhistas, mas, na verdade, a reforma trabalhista vai trazer mais liberdade para as negociações, sem suprimir direitos que estão na constituição”, explicou.

Consequência

Os parlamentares não acreditam que as manifestações consigam influenciar a votação da reforma previdenciária, que deve acontecer nas próximas semanas na Câmara Federal. Para o deputado Mainha, a matéria já passou pelas modificações necessárias. “Não sei se ela [reforma previdenciária] vai passar porque ela é mais complexa do que a trabalhista. Mas já houve muitas alterações. Agora, tem que saber o que querem. Querem continuar como está, sem reforma?”, questionou. 

Heráclito Fortes afirmou que os protestos populares não vão mudar os votos para a próxima votação. “O que está faltando são as classes interessadas no processo irem para o Congresso discutir, porque quando chegam lá é atacando. Isso corta o diálogo”, comentou.

Já Assis Carvalho (PT) afirmou que as manifestações são contra as reformas, mas, principalmente, às implicações das aprovações das matérias na sociedade. “As reformas são uns desmonte ao nosso país. O protesto é para dar um recado claro de que nós não aceitamos o que estão tentando impor à nossa nação”, pontuou.   

O Deputado Átila Lira (PSB) informou, por meio da assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o assunto. A assessoria do Júlio César (PSD) também disse que o deputado não poderia atender nossas ligações porque ele estava finalizando a declaração do Imposto de Renda.

Os deputados Rodrigo Martins (PSB), Marcelo Castro (PMDB) e Paes Landim (PTB) não atenderam as ligações. Até o fechamento desta matéria, as assessorias dos deputados Silas Freire (PR) e Iracema Portela (PP) não enviaram as informações solicitas pela reportagem.

Edição: Nayara Felizardo
Por: Ithyara Borges

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