Greve dos médicos entra hoje na pauta de discussão da Alepi
Decretada a ilegalidade do movimento, os médicos decidiram recorrer da decisão
29/03/2012
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa recebe nesta quinta-feira (29), para uma audiência pública, representantes de órgãos e entidades que atuam no setor da saúde no Estado. A audiência atende a uma solicitação do deputado estadual Firmino Filho (PSDB), que argumenta que é necessária a discussão para buscar uma solução para as reivindicações da categoria médica que deflagrou um movimento grevista recentemente.
Foram convidados para participar da audiência representantes das secretarias estaduais de Saúde, Fazenda e Administração, da Prefeitura de Teresina, do Sindicato dos Médicos do Piauí, da Associação Piauiense de Medicina, do Conselho Regional de Medicina, do Ministério Público Estadual e do Ministério Público Federal.
A manifestação dos médicos iniciou no dia 5 de março. A categoria chegou a suspender o movimento, mas retomaram após tentativas frustradas de negociação. No entanto, uma decisão judicial, expedida pelo desembargador Erivan Lopes nesta segunda-feira, obrigou os médicos a voltarem as atividades.
Em Assembleia Geral realizada nesta terça-feira (27), os médicos ligados à Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) aprovaram a proposta de recorrer da decisão judicial. Ao mesmo tempo, resolveram pela manutenção da paralisação dos médicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS) até o dia 4 de abril.
O deputado tucano explica que é função do legislativo incentivar o diálogo entre os representantes das entidades médicas e o Governo para que se possa buscar um entendimento que possa garantir a normalidade do atendimento às pessoas que precisam.
"Uma greve tem como seus principais prejudicados justamente aquelas pessoas mais pobres, que não podem pagar um plano de saúde e que acabam ficando impedidas de ter acesso à saúde. O legislativo tem a obrigação de intermediar esse conflito, de colocar as duas partes frente a frente e de tentar uma solução para o impasse. É isso que estamos tentando fazer", argumenta Firmino Filho.
Repórter: Mayara Martins/Jornal O DIA

