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Comissão da Câmara votará PEC da eleição direta na próxima terça (23)

A PEC do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) sugere que, em caso de vacância do cargo de presidente em em até seis meses do fim do mandato, novas eleições diretas sejam convocadas no país.

19/05/2017 12:47h

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), marcou para a próxima terça-feira (23), a votação da admissibilidade da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que estabelece eleições diretas.

"O que estamos fazendo agora é a retomada da PEC na pauta em razão de um apelo de vários deputados que entenderam que era o momento de pautá-la. Houve um consenso neste sentido que esta PEC fosse apreciada na próxima semana. Não sei exatamente se como o primeiro item", disse Pacheco após encerrar a sessão desta terça por falta de quórum.

Presidente Michel Temer (PMDB) deixa o Palácio Jaburu, nesta quinta-feira
Presidente Michel Temer deixa o palácio do Jaburu (Foto: Ueslei Marcerino/Folha de São Paulo)

A PEC do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) sugere que, em caso de vacância do cargo de presidente em em até seis meses do fim do mandato, novas eleições diretas sejam convocadas no país.

O texto é uma proposta de mudança à Constituição, que atualmente diz que, em caso de queda do presidente tendo decorrido pelo menos dois anos do mandato, o próximo ocupante deve ser escolhido por eleições indiretas, ou seja, por escolha do parlamento.

A PEC (227/2016) foi apresentada em junho do ano passado e ainda não havia sido apreciada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

Aprovada a admissibilidade da PEC na CCJ, o texto segue para uma comissão especial a ser instalada na Câmara. Se o parecer do colegiado for aprovado, vai para plenário, onde precisa ser aprovado por um mínimo de 308 votos em dois turnos. Depois disso, segue para o Senado, onde tem que ser aprovado por 49 votos.

"Exigimos eleições diretas já. Exigimos democracia já. Só um presidente legitimamente eleito pelo voto popular terá as condições de tirar o Brasil deste lamaçal em que está mergulhado", afirmou em plenário o deputado Wadih Damous (PT-RJ).

Fonte: Folha de São Paulo

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