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Ex-governador Anthony Garotinho é preso por corrupção pela PF

Ele apresentava seu programa de rádio diário quando três agentes da Polícia Federal chegaram para cumprir o mandado

13/09/2017 11:55h - Atualizado em 13/09/2017 12:32h

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho foi preso na manhã desta quarta-feira (13). Ele é investigado na Operação Chequinho. A Polícia Federal cumpriu mandado de prisão domiciliar enquanto Garotinho apresentava seu programa diário na Rádio Tupi,na zona norte da capital fluminense. A prisão do ex-governador foi pedida em junho, pelo Ministério Púbico.

Garotinho está sendo levado pelo carro da PF, até Campos dos Goytacazes, onde a prisão domiciliar será cumprida. Quando os agentes da PF chegaram para cumprir o mandado de prisão, o ex-governador estava apresentando o programa de rádio. Ao ser preso, Garotinho foi substituído pelo radialista Cristiano Santos, que atribuiu a ausência do apresentador do “Fala, Garotinho” a problemas nas cordas vocais.


Ele chegou a ser preso preventivamente no primeiro semestre de 2017 pela Operação 'Chequinho'. Foto: Wilton Junior/Agência Estado

A prisão foi determinada nesta quarta pelo do juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral. O magistrado também determinou que o ex-governador utilize tornozeleira eletrônica, fique impedido de usar telefone celular e tenha contato apenas com familiares próximos e advogados. Para o juiz, a prisão de Garotinho é necessária porque, segundo o magistrado, há fortes indícios de que o grupo liderado por ele segue cometendo crimes, destruindo provas e ameaçando testemunhas.

Manhães também o condenou à prisão em regime fechado por corrupção eleitoral, associação criminosa e supressão de documentos públicos. Mas a sentença só poderá ser cumprida se for confirmada em julgamento na segunda instância.

Garotinho é acusado de comprar votos em troca de cadastrar eleitores no programa Cheque Cidadão. De acordo com informações preliminares, a prisão é domiciliar, e ele será levado para casa, em Campos.

Cheque Cidadão 

De acordo com o juiz, quando era secretário de Governo da administração de Rosinha, em Campos, Garotinho desviou R$ 11 milhões do programa municipal Cheque Cidadão, de assistência a famílias carentes, para um esquema paralelo pelo qual candidatos a vereador distribuíam cartões eletrônicos, com R$ 200 cada, para potenciais eleitores. Foram cadastrados de maneira irregular, de acordo com a acusação, 17.500 eleitores. Com isso, segundo Manhães e o Ministério Público, o ex-governador pretendia garantir forte base de apoio ao seu candidato à prefeitura Dr. Chicão (PR), que acabou derrotado.

Em novembro do ano passado, Garotinho foi preso preventivamente pela Polícia Federal, como parte de investigações relativas ao uso do programa Cheque Cidadão, do município de Campos, para compra de votos. O ex-governador chegou a ser preso preventivamente junto com vereadores do município fluminense, mas obteve habeas corpus do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Fonte: Congresso em foco

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