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“Renúncia seria o ato mais sensato”, diz cientista político

Para Cleber de Deus, se for confrmada a gravação, Governo Temer não irá possuir nenhuma legitimidade

19/05/2017 08:54h

Um dia após a divulgação da delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, o cientista político Cléber de Deus acredita que a renúncia do presidente Michel Temer seria o “ato mais sensato”. Joesley entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) gravação de conversa na qual ele e Temer falaram sobre a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB -RJ), preso na Operação Lava Jato. 

Cientista diz que não há perspectivas de melhora e preocupação é em torno de quem vai substituir Temer (Foto: O Dia)
“Essa é uma situação extremamente complicada. As expectativas são muito limitadas. Este seria o momento mais apropriado para a renúncia porque não há mais legitimidade nenhuma, se for confirmada a gravação. Não tem mais condições também a tramitação das reformas no Congresso”, pontuou. 

De acordo com Cléber de Deus, não há perspectivas de melhora. A preocupação deve ser com quem irá suceder Michel Temer caso ele venha a deixar o poder. Na tarde de ontem, o presidente disse que permanece no cargo. Ontem também o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente. Há ainda a possibilidade de Temer sobre processo de impeachment pelo Congresso Nacional. 
“A classe política toda padece de qualquer credibilidade e isso contribui para uma grande instabilidade. Mas alguém terá que assumir”, ressaltou o cientista político. 
Cleber de Deus destacou ainda os impactos da atual crise política a longo prazo. Além de Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB) também foi citado na delação dos empresários Joesley e Wesley Batista. Aécio foi afastado do cargo de senador e da presidência nacional da sigla. 
“Nesse momento, a economia estava voltando a respirar. Agora está tudo complicado novamente. O país vai entrar, muito provavelmente, em uma situação de convulsão social. Em um cenário de caos, não dá para prever nada. As consequências são para a economia, o total descrédito da população, que reflete na instabilidade democrática”, finalizou.
Por: Ithyara Borges

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