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Mãe pode ser indiciada pelo estupro de filha de 12 anos com deficiência

Segundo a denúncia, a mãe sabia que a filha estava sendo violentada e não comunicou o caso à Polícia.

13/09/2017 15:28h

A mãe da criança de 12 anos, vítima de estupro pelo próprio padrasto na cidade de Esperantina, pode ser indiciada por estupro. A informação é do titular da Delegacia de Esperantina, o delegado Leonardo Alexandre. De acordo com o delegado, a mãe sabia que a criança, que sofre de deficiência intelectual, era vítima de violência sexual, mas teria se omitido e não denunciado o caso para a Polícia. Os abusos teriam sido cometidos na casa da onde a mãe morava com o padrasto e a menina.

O padrasto, identificado como Rogério Lopes Fernandes, foi preso preventivamente na tarde de ontem (12), após uma denúncia do Conselho Tutelar. A suspeita é de que a criança estava sendo violentada sexualmente há, pelo menos, um ano. “No ano de 2016, a mãe soube que ele estava estuprando a filha e o colocou para fora de casa, mas dias depois ela acabou aceitando ele de volta, e os abusos continuaram”, relata o delegado.

O caso só chegou ao Conselho Tutelar após a menina ter relatado os abusos aos professores da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Esperantina, local onde a vítima recebe acompanhamento por possuir deficiência intelectual. “Só depois que ela relatou que estava sofrendo os abusos para os professores, foi que o Conselho Tutelar foi acionado. Nós fizemos o exame de corpo delito e foi constatada a violência sexual”, explica o delegado.

Após receber a denúncia, o Conselho Tutelar noticiou o caso na delegacia de Esperantina. Na ocasião, a juíza Lidiane Batista deferiu o mandado de prisão preventiva contra Rogério Lopes Fernandes. Após ser preso, o suspeito teria negado os crimes em depoimento para a Polícia Civil. A previsão para conclusão do inquérito é de 10 dias.

Por: Nathalia Amaral

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