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Criança dá entrada no HUT com suspeita de ter sido estuprada

Menino tem 4 anos e apresentava uma lesão nas partes íntimas. Polícia foi acionada e um adolescente de 15 anos é suspeita do crime.

17/02/2017 08:46h - Atualizado em 17/02/2017 13:10h

No final da noite de ontem (16) o Hospital de Urgências de Teresina (HUT) recebeu uma criança de quatro anos de idade sob suspeita de ter sido vítima de um estupro. Segundo o diretor do hospital, o médico Gilberto Albuquerque,o menino apresentava uma lesão nas partes íntimas que pode ser associada à esta prática criminosa.

O caso se iniciou após policiais do 6º BPM serem acionados, via Copom, para atender a um chamado de suspeita de estupro no povoado Cerâmica Cil, na zona Sul de Teresina. Ao chegarem ao local, eles identificaram o possível agressor, que seria um adolescente de 15 anos. Ele foi apreendido na manhã de hoje. 

Gilberto Albuquerque afirma que a criança foi atendida no começo da noite de ontem. "A equipe médica fez uma avaliação e houve detecção de uma possível lesão anal, uma fissura foi identificada. Isso é uma suspeita de que pode ter havido estupro ou penetração”, explica o diretor do HUT. O menino deu entrada no hospital acompanhado da mãe, que informou ter apenas ouvido o grito da criança na sala e quando chegou, o encontrou ferido.

A direção do hospital acionou o Conselho Tutelar, que iniciou o acompanhamento do caso. Por não haver maior gravidade do ponto de vista médico, a criança foi liberada para registro de um Boletim de Ocorrência e realização de exames no Instituo Médico Legal (IML).

A conselheiro tutelar da zona Sul, Sofia Helena Mendes, informou quando a equipe do Conselho chegou ao HUT, a família do menino já tinha deixado o hospital com a criança, mas que foi informado em detalhes pela equipe médica do quadro detectado. "O hospital imediatamente pediu que eles se dirigissem até a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, que fica logo ali ao lado, e eles estiveram lá e registraram o BO. O menino estava acompanhado dos pais e dos tios", relata a conselheira.

Os conselheiros, então, foram até a DPCA para conversar com os familiares e conhecer a criança. O órgão informou que está acompanhando o caso de perto e que já pediu que os pais compareçam à sede do Conselho para uma conversa sobre o acompanhamento psicológico que o menino deverá receber.

Sofia Helena destaca que a polícia está ciente do caso e há inclusive um suspeito. "Nosso papel é garantir que a estrutura familiar da vítima não se dissolva e que ela possa crescer sem nenhum tipo de trauma em relação a isso. Nesse sentido, o acompanhamento psicológico é fundamental", disse.


Por: Maria Clara Estrêla

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