Piauí

Falta de segurança lidera reclamações em hopitais da zona Sul de Teresina

Vereadores de Teresina estão percorrendo hospitais para verificar principais problemas

atualizado em 21/02/2012 16:08

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A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Teresina visitou mais oito hospitais na manhã desta terça-feira (21), para verificar possíveis deficiências nos atendimentos durante o carnaval.

As unidades de Saúde dos bairros Monte Castelo, Dirceu, Promorar, Parque Piauí, e ainda os hospitais de Urgência de Teresina (HUT), da Polícia Militar (HPM), Getúlio Vargas (HGV) e a maternidade Dona Evangelina Rosa foram fiscalizados pelo grupo. A falta de segurança e de equipamentos foram as queixas mais frequentes entre funcionários e pacientes.

O primeiro centro de saúde visitado pela comissão foi o HGV. O grupo aguardou alguém da diretoria do hospital por 35 minutos, mas nenhum dos três diretores estava no local para acompanhar a comissão.

"Foi frustrante a visita ao HGV, pois o local recebeu grandes investimentos e o que aparenta é a subutilização do local", lamentou a vereadora Rosário Bezerra, membro da comissão. A parlamentar falou que é preciso haver um diálogo mais intenso entre o Governo do Estado e o Executivo municipal. "Nós recebemos reclamações sobre as indicações políticas. Os diretores precisam ter o perfil para o cargo que ocupam" frisou Bezerra.

No Hospital de Urgência a situação foi bem diferente. Todos os quatro diretores estão de plantão durante todo o feriado e os gerentes estão em revezamento planejado previamente.

"Não tem como a direção se afastar, sobretudo em um período como este. A presença da direção é importante para dar suporte aos outros funcionários e para resolver possíveis imprevistos", informou a diretora-geral, Clara Leal. A gestora disse ainda que todos os médicos escalados estão cumprindo plantão e, como é esperado o fluxo de pacientes aumentar, principalmente nesta quarta-feira, outros profissionais estão de sobreaviso.

 

Na maternidade Evangelina Rosa foi constatada a sobrecarga de pacientes. Cerca de cinco médicos estão de plantão todos os dias, mas, de acordo com funcionários, o número é insuficiente em algumas ocasiões. Segundo eles, a falta de preparo das maternidades municipais é a principal causa da lotação. Já no Hospital da Política Militar acontece o contrário. Dos 100 leitos existentes no local, apenas cinco estão ocupados.

Funcionários dos hospitais do Dirceu, Monte Castelo e Promorar se queixaram da falta de segurança nas unidades de saúde. Nesse último, vários trabalhadores do local reclamaram da falta de um técnico em radiologia para operacionalizar a máquina de ultrassonografia, das freqüentes quedas de energia e pela ausência de um gerador no hospital.https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif