Agespisa confirma que água usada por vendedores é imprópria para consumo

Ambulantes do Mercado Central foram flagrados utilizando água de vazamento para hidratar milho, frutas e verduras

11/01/2017 08:01h

Em vistoria realizada na manhã de ontem (10), a Agespisa confirmou que a água utilizada por vendedores ambulantes do Mercado Central, localizados entre os cruzamentos das avenidas João Cabral e Desembargador Freitas, era imprópria para o consumo. Durante a vistoria, o gerente de Negócios Norte/Oeste da Agespisa, Djaci Sousa, constatou que a água utilizada pelos vendedores era proveniente de um vazamento de tubulação e, ao entrar em contato com o solo, poderia estar contaminada e imprópria para consumo. 
Em visita feita pelo Jornal ODIA, no local do vazamento, os vendedores afirmaram que utilizavam a água por acreditar que, por ser proveniente de um cano da Agespisa, estava limpa. A água era utilizada para hidratar milho verde, frutas e verduras comercializados no local. “Essa água está limpa, todo mundo aqui usa”, diz um ambulante, ao lavar as mãos no buraco. 
Já a vendedora Leidiane dos Santos diz não usar a água do buraco porque contém resíduos do solo, como areia, podendo causar prejuízos para a saúde dos clientes que consomem os seus produtos. “Essa água é cheia de areia, eu prefiro ir ali na loja e pedir um balde de água emprestado. Como eu vendo milho cozido, não tenho como usar essa água suja para cozinhar o milho”, destaca. 
Além disso, a vendedora afirma que este não é o primeiro vazamento na região. Ela conta que sempre que a Agespisa corrige um vazamento, outro aparece a poucos centí- metros. “Eu vendo milho aqui há mais de 15 anos. Toda vez, eles vêm e tapam o buraco, e depois abre um novo buraco, com um novo vazamento. É sempre assim”, diz Leidiane dos Santos. 
Problema é corrigido 
Ainda na manhã de ontem (10), a Agespisa deslocou uma equipe para o cruzamento das avenidas João Cabral e Desembargador Freitas para fazer a correção do vazamento. Segundo o gerente de Negócios Norte/Oeste da Agespisa, Djaci Sousa, as redes de distribuição do local são feitas de cimento amianto e têm cerca de 50 anos. Ao todo, a rede de abastecimento de água de Teresina mede cerca de 400 quilômetros. 
Ele afirma ainda que, por serem antigas, as redes estão bastante deterioradas e possuem baixa resistência, facilitando a ocorrência de vazamentos. “Nesse caso, a população tem que ligar para a Agespisa para solicitar o envio de uma equipe para corrigir o vazamento. A rede de abastecimento de água de Teresina mede cerca de 400 quilômetros, então não temos como saber cada vazamento que acontece na cidade”, argumenta. 
Para fazer relatar ocorrências de vazamentos, problemas na tubulação ou sobre a interrupção do abastecimento d’água na Capital, o consumidor pode entrar em contato com a ouvidoria da Agespisa através do telefone 0800 086 8888
Edição: Virgiane
Por: Nathália Amaral

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