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Notícias Nas capitais

08 de outubro de 2012

Salvador terá segundo turno com ACM Neto e Pelegrino

Opositores dos partidos DEM e PT se enfrentarão no dia 28 de outubro

A eleição para a prefeitura de Salvador será decidida no segundo turno entre ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT).

Segundo a Justiça Eleitoral, ACM Neto recebeu 518.976 votos, o que corresponde a 40,17% dos votos válidos (excluindo brancos e nulos). Pelegrino teve 513.350 votos, o equivalente a 39,73%. A diferença entre os candidatos foi de 5.626 votos, menos de 1%.

"Nós fizemos o nosso trabalho e vamos manter no segundo turno. O Ibope mais uma vez errou na Bahia. Eu tenho que agradecer todo dia ao povo de Salvador por ter me dado essa votação",disse o candidato democrata em seu comitê de campanha em Salvador na noite deste domingo (7).

"A leitura é que nós saímos com 13% e chegamos empatados. Nós sempre apostamos que essa eleição seria definida no segundo turno. Acho que nós vamos ganhar a eleição", afirmou o candidato Nelson Pelegrino, do PT, em seu comitê de campanha, logo após resultado parcial da disputa.

ACM Neto é deputado federal pelo terceiro mandato. O candidato democrata disputou as eleições municipais em Salvador em 2008, quando João Henrique (PP) foi reeleito prefeito da capital baiana.

ACM Neto iniciou a campanha eleitoral aparecendo em primeiro lugar na primeira pesquisa Ibope divulgada em Salvador. Nas duas pesquisas seguintes, manteve-se na frente. Nas duas últimas edições da pesquisa, foi apontada possibilidade de segundo turno em Salvador.

Pelegrino afastou-se das atribuições como deputado federal (quarto mandato) para entrar pela quarta vez na disputa pelo cargo de prefeito de Salvador. Ele começou a aparecer na frente da pesquisa Ibope nas edições divulgadas em 27 de setembro e 6 de outubro.

Durante a corrida eleitoral, Pelegrino e ACM Neto trocaram uma série de críticas. A disputa foi marcada principalmente pelos direitos de respostas que cada candidato conseguiu junto à Justiça Eleitoral.

Propostas de ACM Neto
Dentre as principais propostas apresentadas pelo candidato do Democratas, está a criação das "prefeituras-bairros" com o objetivo de levar a gestão municipal para várias partes da cidade. O candidato apresentou também a proposta de criar o "Centro de Operações de Salvador" para viabilizar a melhoria da viabilidade urbana. Para os passageiros de ônibus, o candidato prometeu o "bilhete único integrado por três horas para que com apenas um bilhete o usuário possa usar trem, ônibus e metrô. Na área da saúde, o democrata afirmou pretender implantar um "Programa Integrado para a Infância" e expansão no sistema de atendimento de creches, além da construção de centros de educação integral.P

Propostas de Pelegrino
Dentre as principais propostas apresentadas pelo candidato do PT, está a campanha "Trânsito Livre", que visa construir viadutos e novas vias, como a Avenida 29 de Março. Na área da saúde, ele propôs implantar oito centros integrados de atenção à saúde, chamados também de policlínicas, que terão 13 especialidades médicas, além da criação da ambulância e helicóptero SOS no Ar. No quesito mobilidade urbana, ele apontou a implantação do sistema integrado de transporte coletivo, englobando as linhas 1 e 2 do metrô e recuperar os trens do subúrbio.

Veja o resultado completo:

ACM Neto (DEM) - 518.976 (40,17%)
Pelegrino (PT) - 513.350 (39,73%)
Mário Kertész (PMDB) - 121.894 (9,43%)
Márcio Marinho (PRB) - 84.094 (6,51%)
Hamilton Assis (PSOL) - 33.650 (2,60%)
Da Luz (PRTB) - 20.143 (1,56%)

Brancos - 72.972 (4,84%)
Nulos - 141.443 (9,39%)
Abstenção - 375.022 (19,93%)

Número de mulheres eleitas prefeitas aumenta 31,5% no país

As mulheres conquistaram 663 prefeituras, representando 12,03% do total de prefeitos

Com a quase totalidade de urnas apuradas, o número de mulheres eleitas para as prefeituras no 1º turno aumentou 31,5% nestas eleições em relação ao 1º turno de 2008, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apenas uma candidata se elegeu prefeita de capital, Teresa Surita (PMDB), em Boa Vista. O percentual de candidatas do sexo feminino também aumentou, crescendo 21,3% neste ano, em relação a 2008.

Em 2012, as mulheres conquistaram 663 prefeituras, representando 12,03% do total de prefeitos eleitos. Em 2008, terminado a primeira etapa da eleição, haviam sido eleitas 504 prefeitas, ou, 9,12% do total.

É a primeira eleição municipal com a vigência da lei 12.034/2009, que estabelece que "cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% (trinta por cento) e o máximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo".

Nas cidades com resultados já definidos, o estado com maior número de prefeituras que devem ser comandadas por mulheres é Minas Gerais, com 71 eleitas, como é o caso de Elisa Costa (PT) em Governador Valadares, seguido por São Paulo, com 67, Bahia (64), Paraíba (49) e Maranhão (41).

O Acre foi o único estado que não elegeu representantes do sexo feminino para o cargo de prefeito.

Nas capitais, apenas uma mulher foi eleita: Teresa Surita (PMDB) conquistou a prefeitura de Boa Vista, com 39,26% (57.066 dos votos válidos). Boa Vista não tem 200 mil eleitores e, portanto, as eleições não vão ao segundo turno.

No segundo turno, também apenas uma mulher tem chances de assumir uma prefeitura de capital: em Manaus, a candidata Vanessa Graziotin (PC do B) concorre com Artur Neto (PSDB).

Em 2008, nas capitais, duas prefeitas haviam sido eleitas no primeiro turno: Micarla Sousa (PV), em Natal, e Luizziane Lins (PT), em Fortaleza. Naquele ano, o segundo turno não teve eleitas do sexo feminino nas capitais.

Candidaturas

De um total de 15.128 candidatos registrados concorrendo ao cargo de prefeito em 2012, 2.026 (13,39%) eram do sexo feminino e 13.102 (86,61%), do sexo masculino.

Já em 2008, o número de candidaturas foi de 15.142. As mulheres foram 1.670 (11,02% do total), enquanto os homens tiveram 13.472 (90,88%).

Eduardo Paes comemora, com samba, sua reeleição no Rio de Janeiro

Cantor Arlindo Cruz fez show por volta das 21h30

Eduardo Paes (PMDB) foi reeleito prefeito do Rio de Janeiro neste domingo (7), em primeiro turno, em resultado confirmado às 18h40. Após se pronunciar na porta de sua casa, na Gávea Pequena, na Zona Sul, o prefeito seguiu acompanhado do governador Sérgio Cabral, de seu vice Adilson Pires e de sua família para o Parque de Madureira, no subúrbio do Rio, para comemorar a vitória (no vídeo, Paes samba ao som da bateria da Portela).

O cantor Arlindo Cruz fez show por volta das 21h30. Em seguida, quem subiu ao palco foi a bateria da Portela. O prefeito reeleito Eduardo Paes chegou ao local às 21h40 e ficou até 22h20.

Quando a bateria da escola de samba subiu ao palco, o próprio Eduardo Paes puxou o samba-enredo deste ano da escola de Madureira. Paes agradeceu aos votos que recebeu dos eleitores da Zona Norte do Rio de Janeiro. "Foram vocês que me elegeram. Vou fazer muito para vocês. Chega de cidade partida."

Segundo a PM, cerca de 6 mil pessoas acompanham a festa do Eduardo Paes no parque de Madureira.

O governador Sérgio Cabral disse que não se surpreendeu com a porcentagem que reelegeu Eduardo Paes. Ele disse que a reeleição é resultado da parceria entre o governo estadual, municipal e federal e das obras realizadas em áreas mais carentes da cidade.

Cabral afirmou que o candidato do PMDB para o governo do estado é o seu vice Luiz Fernando Pezão. No entanto, Pezão ainda não se considera candidato.

"Ainda temos muito o que fazer, 2013 será um ano que temos muitas coisas para entregar. Não tenho dúvidas de quem representar esta chapa sairá campeão nas próximas eleições", disse Luiz Fernando Pezão.

Com a apuração completa, pouco depois das 20h, o candidato do PMDB teve 64,60% dos votos válidos (2.097.733), e Marcelo Freixo (PSOL), 28,15% (914.082).

"Vou trabalhar muito. Dar a cara a tapa, sem receio de voltar atrás caso tome alguma atitude errada", disse Paes em seu discurso da vitória.

Paes esteve à frente da disputa eleitoral desde o início. Entre suas principais bandeiras de campanha estava a implantação novos corredores expressos BRTs, como a TransOeste, e a evitalização da Zona Portuária.

Freixo, que ficou em segundo lugar, teve o apoio de grandes artistas brasileiros - como Chico Buarque, Caetano Veloso e Wagner Moura - mas não conseguiu reverter o resultado. Após a derrota, eledesejou sorte ao prefeito reeleito, mas disse que vai fazer oposição. "Se alguém acha que fizemos muito, não imagina o que vamos fazer a partir de hoje", disse.

07 de outubro de 2012

Partidos ‘nanicos' elegem oito vereadores em Teresina

Siglas como o PTC saíram de um para três representantes na Câmara

Nem tão pequenos assim. Os partidos chamados de nanicos conquistaram oito das 29 vagas na Câmara dos Vereadores de Teresina. Siglas como PT do B, PHS e PPS terão representantes no parlamento municipal na próxima legislatura. E o PTC, que nas eleições de 2008 elegeu apenas um vereador, aumentou em 300% sua bancada.

A eleição desses vereadores é fruto de uma estratégia recente na política do Piauí. Ao invés de buscarem nomes de peso, conhecidos como "puxadores de votos", eles seguem o caminho exatamente inverso: lançam inúmeros candidatos para tentar atingir o coeficiente eleitoral.

A menos votada entre os pequenos foi a gerente comercial Celene Fernandes da Silva, do PT do B. Ela obteve somente 1736 votos. A coligação "Unidos por Teresina", da qual ela fez parte, também elegeu Ricardo Bandeira (PSDC). O empresário contabilizou 2318 votos.

O grupo formado por PPS e PSC também escolheu a melhor fórmula. Os votos obtidos pela coligação foram suficientes para eleger dois candidatos: Teresinha Medeiros (PPS), com 2240 votos, e Luís André, também do PPS, com 2008 votos.

Já o PHS, que formou uma frente com o PRP e o PSL, ficou com uma cadeira. Natural do Maranhão, Maria Aparecida Oliveira Moura Santiago, a Cida, conseguiu 2032 votos e entrou na 27ª vaga.

Entre os pequenos, o melhor desempenho foi o do PTC. O partido elegeu três representantes. A bancada será formada por Valdemir Virgino, Jeová Alencar e Edvan Silva. Este último atribui sua vitória a um esforço coletivo, que envolveu familiares e amigos. "Não sou de família tradicional, não sou conhecido em toda a cidade, mas consegui levar minha mensagem", diz o vereador eleito, que elege a educação como prioridade para o futuro mandato.

Mais votada

Entre os 29 vereadores eleitos nas eleições deste ano, 13 são atuais vereadores. A mais votada entre todos foi a petebista Graça Amorim, que parte para seu terceiro mandato com 9372 votos.

A votação expressiva aumenta a responsabilidade. É assim que a parlamentar encara o resultado das urnas. "Esse é o resultado de um trabalho em equipe e de muita dedicação. Tivemos que buscar mais apoios e agora vou trabalhar para honrar e representar a altura essas pessoas", declara.

Renovação

A Câmara de Teresina terá 16 novatos. São eles: Carlos Filho (PTB), Tiago Vasconcelos (PSB), Inácio Carvalho (PP), Antônio Aguiar (PTB), Aluísio Sampaio (PDT), Paulo Roberto da Iluminação (PTB), Dudu (PT), Paixão (PT), Jeová Alencar (PTC), Edvan Silva (PTC), Antônio José Lira (DEM), Ricardo Bandeira (PSDC), Teresinha Medeiros (PPS), Cida (PHS), Luís André (PPS) e Celene (PT do B).

Perderam mandatos

Para alguns vereadores da atual legislatura, o resultado das eleições foi amargo. Não conseguiram renovar o mandato sete deles. Estão na lista dos derrotados: Luiz Humberto, o Sebim (PSDB), R. Silva (PP), José Ferreira (PSD), Renato Berger (PSDB), Zé Nito (PMDB), Urbano Eulálio (PSDB) e Décio Solano (PT).

Divisão por bancadas

Partido do prefeito Elmano Férrer, o PTB terá a maior bancada, formada por quatro vereadores. Em seguida vêm PSB, PT e PTC, com três representantes, e PSD, PSDB, PPS e PV, com dois. Com apenas um vereador aparecem as bancadas do PRB, PP, PDT, PSDC, PT do B, PHS, DEM e PMDB.

Serra e Haddad disputam segundo turno em São Paulo

Candidatos do PSDB e PT receberam maior número de votos

O segundo turno das eleições para prefeito de São Paulo será disputado entre os candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Segundo a Justiça Eleitoral, com 99% dos votos apurados neste domingo (7), Serra teve 1.864.071 votos, o que corresponde a 30,80% dos votos válidos. Haddad recebeu 1.754.808 votos, o equivalente a 28,99%.

Serra foi governador do estado de São Paulo (2007 a 2010), prefeito da capital paulista (2005 e 2006), ministro do Planejamento (1995 e 1996) e da Saúde (1998 a 2002) no governo Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), senador (1995 a 2003), deputado federal (1987 a 1994) e candidato à presidência da República em 2002 e 2010.

Haddad foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças na gestão da prefeita Marta Suplicy em São Paulo e ministro da Educação entre 2005 e 2012, quando se licenciou para disputar a Prefeitura de São Paulo. O convite partiu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu a escolha de Haddad em detrimento de nomes tradicionais do PT, como o de Marta.


Propostas

Haddad destacou durante sua campanha a ideia de criação de um Bilhete Único Mensal, no valor de R$ 140, que permitirá ao usuário de transporte na capital fazer um número ilimitado de viagens, a construção de 150 km de corredores de ônibus e a parceria com Metrô para novas estações. Ele prometeu extinguir a taxa de inspeção veicular. Na área de educação, promete construir 20 CEUs e abrir 150 mil vagas em creches em parceria com União e 100 mil no Pronatec.

Serra se comprometeu, na área da saúde, a interligar os sistemas estadual e municipal, que contam com mais de 1 mil unidades; criar mais 30 AMAs 24h e formar 100 mil cuidadores de idosos e deficientes. Para aumentar a segurança, prometeu colocar mais câmeras de vigilância, investir na GCM e dobrar a Operação Delegada, colocando mais 8 mil PMs nas ruas. Em educação, pretende criar escolas técnicas, ampliar vagas em creches, aumentar a carga horária nas escolas e valorizar professores.

Campanha

Ao longo da campanha, pesquisas chegaram a não apontar a disputa entre os dois candidatos no 2º turno. As primeiras pesquisas de intenção de voto após a definição dos candidatos apontavam a liderança isolada de Celso Russomanno, do PRB.

Nas duas semanas que antecederam a votação, candidatos usaram o horário eleitoral e entrevistas para apontar problemas nas propostas de Russomanno. Haddad concentrou as críticas no bilhete proporcional. Ele afirmou que a ideia do candidato do PRB resultaria em mais despesas para famílias pobres que moram mais longe e benefício para as famílias ricas, que moram perto do Centro.

Questões religiosas pautaram parte da campanha deste ano. O pastor Marcos Pereira, presidente nacional do PRB e coordenador da campanha de Russomanno, havia publicado em seu blog em maio de 2011, um texto que associa o "kit anti-homofobia", que ficou conhecido como "kit gay", à influência da Igreja Católica. O texto voltou a circular durante a campanha e foi considerado pela Arquidiocese de São Paulo. Dom Odilo Scherer emitiu notas e chegou a realizar um encontro com Russomanno.

Nesta semana, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal, divulgou em seu blog um texto contra Fernando Haddad. A mensagem, que associava o petista ao "kit gay", foi rebatida por Haddad. Pelo mesmo motivo, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, criticou Haddad ao declarar apoio a Serra.

Serra x Haddad

As polêmicas da disputa também envolveram os dois classificados para o segundo turno. Serra anunciou em fevereiro deste ano sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo em meio às prévias do PSDB para escolha entre outros quatro pré-candidatos do partido. Serra dedicou parte da campanha a explicar sua saída da Prefeitura de São Paulo para disputar o governo do estado, segundo ele, um meio de não deixar São Paulo cair nas mãos do PT.

Em relação a Haddad, a campanha começou com a polêmica aliança do PT com o PP de Paulo Maluf, aliado no governo federal, mas adversário histórico em São Paulo. A foto de Lula apertando a mão de Maluf para celebrar a aliança irritou a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB), que diante do episódio desistiu de ser vice de Haddad, embora tenha permanecido na aliança.

Durante a campanha, Haddad também foi questionado sobre o impacto do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), cuja ação afeta lideranças petistas.

A senadora e ex-prefeita Marta Suplicy, que resistia a entrar na campanha de Haddad, foi convidada pela presidente Dilma Rousseff a assumir o Ministério da Cultura. Serra comentou diversas vezes sobre a indicação na campanha, pois considerou que houve uma contrapartida pelo apoio, sempre negada pelos petistas. Serra chegou a dizer que Dilma "vem aqui meter o bico em São Paulo". Em resposta, a presidente afirmou, em um comício de campanha de Haddad, que "não tem como dirigir o Brasil sem meter o bico aqui em São Paulo".