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Notícias Mundo

15 de agosto de 2017

Queda de árvore em festa religiosa na ilha da Madeira mata 11 pessoas

Um carvalho de quase 200 anos caiu sobre fiéis que acendiam velas perto de uma fonte.

Pelo menos 11 pessoas morreram e 35 ficaram feridas nesta terça-feira (15) após a queda de uma árvore durante uma festa religiosa em Funchal, na ilha da Madeira, informou a rede portuguesa "RTP".
O Serviço de Proteção Civil da região deve anunciar o primeiro balanço oficial nas próximas horas, de acordo com a emissora.
Um carvalho de quase 200 anos caiu sobre fiéis que acendiam velas perto de uma fonte, diante de uma imagem da Nossa Senhora do Monte. A fonte é rodeada por árvores centenárias e atrai a cada ano muitos habitantes da Madeira durante a festa do Monte.
As autoridades isolaram a área da tragédia. Consternados, os fiéis tentavam obter informações sobre as vítimas e ajudar os serviços de emergência.

14 de agosto de 2017

Supremacista branco que atropelou e matou manifestante adorava Hitler

Professor diz que James Alex Fields é um admirador de Hitler. Ele jogou o carro que dirigia contra grupo que protestava contra a supremacia branca.

James Alex Fields, que atropelou diversas pessoas que protestavam contra a marcha da extrema-direita em Charlottesville (EUA), tinha “'convicções estranhas e muito radicais”, segundo afirmou à rede CNN um ex-professor. A mãe, porém, disse ter ficado surpresa de ver o filho envolvido no violento confronto.

Neste fim de semana, a cidade Charlottesville foi palco de manifestações da supremacia branca – ala da extrema-direita dos EUA que é contra negros, imigrantes, gays e judeus. No sábado (12), houve confrontos com grupos antiextremistas. Fields jogou o carro que dirigia contra o grupo, matando uma mulher e deixando pelo menos 19 feridos.

James Alex Fields Jr. jogou um carro contra uma multidão em Charlottesville, na Virgínia, nos Estados Unidos, no sábado (12) (Foto: Albemarle-Charlottesville Regional Jail via AP)

O professor Derek Weimer, que ensina estudos sociais no Randall K. Cooper High School (Kentucky), afirmou que era bastante claro que seu ex-aluno tinha “algumas visões realmente extremistas e talvez um pouco de raiva por atrás delas". Para o professor, ele se sentia “oprimido ou perseguido”. “Ele realmente comprou essa coisa da supremacia branca. Ele era defensor do nazismo. Ele realmente admirava Adolf Hitler", declarou.

Carro atropela diversas pessoas em Virgínia (Foto: REUTERS/Joshua Roberts)

A mãe dele, porém, disse ter ficado surpresa de saber o filho, de 20 anos, tinha ido para Virgínia para participar de um evento com supremacistas brancos – grupo de extrema-direita dos EUA contrário a negros, imigrantes, gays e judeus. Ela contou à CNN que não discutia política com o filho.

Segundo informações do jornal “The New York times”, Fields nasceu no Condado de Kenton e morava com a mãe até se mudar para Ohio há cerca de seis meses. A mudança de endereço aconteceu em virtude do trabalho de James. O pai de James morreu antes de ele nascer, informou Pam Fields, uma tia dele. Segundo ela, os dois não se viam há tempos, mas se recorda do sobrinho como um “garoto bastante tranquilo”.

Fields dirigia uma Dodge Challenger em alta velocidade. Ele foi detido logo depois do atropelamento e está em uma prisão de Virgínia.

A vítima do atropelamento foi Heather Heyer, que trabalhava em um escritório de advocacia na Virgínia e era uma defensora de direitos civis nas redes sociais.

Segundo o jornal “The Guardian”, Heyer costumava chamar a atenção para casos de negligência policial e racismo. Heather, que apoiou a candidatura de Bernie Sanders, tinha como foto de apresentação no Facebook a mensagem "Se você não está indignado, você não está prestando atenção".

Heather Heyer foi morta durante um confronto entre supremacistas brancos e grupos antiextremistas em Charlottesville, na Virgínia, nos EUA (Foto: Heather Heyer via Facebook/ Reuters )

Polêmica

O presidente americano, Donald Trump, foi criticado por não ter nomeado os grupos extremistas logo após os confrontos em Charlottesville. No sábado, Trump em sua conta oficial no Twitter ele afirmou: "Nós todos devemos estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Vamos continuar unidos", declarou.

No domingo (13), a Casa Branca divulgou nota dizendo que o chefe de estado estava condenando todas as formas de "violência, intolerância e ódio" quando falou sobre os confrontos em Charlottesville, incluindo "supremacistas brancos, Ku Klux Klan, neonazistas e todos os grupos extremistas".

EUA querem “solução pacífica” para crise na Venezuela, diz Pence

'Vamos conseguir uma solução pacífica para a crise enfrentada pelo povo venezuelano”, disse o vice-presidente

Os Estados Unidos esperam encontrar uma “solução pacífica” e concertada com seus aliados na América Latina para a crise na Venezuela, afirmou neste domingo o vice-presidente Mike Pence após reunir-se com o mandatário colombiano, Juan Manuel Santos.

“O presidente (Donald Trump) tem confiança que, ao trabalhar com nossos aliados na América Latina, vamos poder conseguir uma solução pacífica para a crise enfrentada pelo povo venezuelano”, disse Pence através de um intérprete, na cidade de Cartagena, onde chegou neste domingo.

Segundo o vice-presidente, Washington continuará empregando seu “poder político e econômico” contra o governo de Maduro até que a democracia na Venezuela seja restabelecida.

“A Venezuela está a caminho da ditadura e como disse o presidente Trump, os Estados Unidos não vão ficar quietos. Vamos continuar trabalhando com as nações do hemisfério até que se restaure a democracia para o povo venezuelano”, enfatizou.

Pence acrescentou que sua viagem a Colômbia, Argentina, Chile e Panamá busca precisamente reunir esforços para “conseguir a restauração da democracia da Venezuela por meios pacíficos”.

Durante a reunião, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu a Pence, que desconsidere uma eventual “intervenção militar” na Venezuela, após a advertência lançada nesse sentido pelo presidente Donald Trump.

“Expressei ao vice-presidente Pence que a possibilidade de uma intervenção militar não deve ser contemplada. Nem a Colômbia nem a América Latina –do sul do Rio Grande até a Patagônia, poderiam estar de acordo”, disse Santos em uma declaração à imprensa com o líder americano.

12 de agosto de 2017

China pede para EUA e Coreia do Norte conter o tom de declarações

Presidente da China, Xi Jinping, conversou por telefone com Donald Trump neste sábado.

O presidente da China, Xi Jinping, pediu ao chefe de Estado dos Estados Unidos, Donald Trump, contenha o tom das declarações e ações para evitar a escalada na tensão na Península Coreana, após vários dias com trocas de ameaças entre Washington e Pyongyang.

"As partes implicadas [em alusão a EUA e Coreia do Norte] devem evitar declarações e ações que aumentem a tensão", disse Xi, que manteve uma conversa telefônica com Trump, segundo a Efe.

O presidente chinês também assegurou que seu país "está disposto a trabalhar com o governo americano para resolver a questão", informou a agência oficial "Xinhua".

"China e EUA compartilham o interesse por desnuclearização e paz na Península Coreana", acrescentou Xi na conversa com Trump, que aconteceu em pleno momento de escalada de tensão com a Coreia do Norte, que ameaçou bombardear a ilha de Guam, um território controlado pelos EUA no Pacífico.

Horas antes da conversa entre Trump e Xi, o Ministério das Relações Exteriores da China também pediu aos Estados Unidos e à Coreia do Norte que "abandonem o velho método de demonstração de poder" e "controlem suas palavras e ações".

Pouco antes, um jornal ligado ao Partido Comunista da China, o "Global Times", analisou a situação de um hipotético conflito armado entre EUA e Coreia do Norte e enfatizou que Pequim, em nenhum caso, deveria apoiar Washington.

Segundo o editorial do citado jornal, a China deve ser neutra se a Coreia do Norte atacar primeiro, mas, por outro lado, se os EUA decidirem dar esse passo, o regime chinês deveria fazer o possível para impedi-lo.

Trump criticou em várias ocasiões a China, o principal aliado da Coreia do Norte, por "não fazer nada" para resolver esse conflito, e Pyongyang também manifestou seu descontentamento com Pequim depois que o governo chinês decidiu apoiar as sanções econômicas contra o regime no Conselho de Segurança da ONU.

A China, por outro lado, se opõe à instalação do escudo antimíssil americano THAAD em território sul-coreano, que, em teoria, foi desenvolvido como defesa contra possíveis projéteis lançados pela Coreia do Norte, mas Pequim considera que este equipamento também representa uma ameaça a sua segurança, já que seu raio de alcance inclui partes do território chinês.

Fim do tom provocador

A relação entre deteriorou após a divulgação da intenção norte-coreana de atacar a ilha americana de Guam, no Pacífico.

Na madrugada deste sábado (12), a Casa Branca divulgou um comunicado a Coreia do Norte "deve acabar com seu comportamento provocador". A Casa Branca lembrou que as forças militares americanas "estão prontas" para proteger Guam, após a ameaça feita pelos norte-coreanos de disparar mísseis balísticos nas imediações da ilha americana no Pacífico.

Fogo e fúria

Trump usou a expressão "fogo e fúria" na terça-feira (8), ao comentar ameaças norte-coreanas, quando declarou: "É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Enfrentarão fogo e fúria como o mundo nunca viu".

No dia seguinte, ao detalhar seu plano para atacar Guam, o general norte-coreano Kim Rak Gyom afirmou que a declaração do presidente americano era "um monte de bobagem". "Parece que ele não entendeu o recado. Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele", disse o general.

Como o tom bélico não caiu após a forte declaração de Trump, o presidente avaliou que sua declaração não tinha sido “forte o suficiente”.

A Coreia do Norte contra-atacou afirmando que os Estados Unidos irão "sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final" caso "persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas".

Confronto entre supremacistas brancos e antifascistas deixa feridos nos EUA

Ao menos duas pessoas ficaram feridas no confronto na Virgínia. Cidade declarou estado de emergência após conflito.

Ao menos duas pessoas ficaram feridas durante um confronto entre supremacistas brancos e antifascistas na cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia, segundo a CNN. O ato violento aconteceu neste sábado (12) após protesto da extrema-direita dos EUA, que é contra negros, imigrantes, gays e judeus.

Durante confronto, a prefeitura da cidade declarou estado de emergência e, através de um comunicado no Twitter, citou o ato como uma "iminente guerra civil". Segundo a polícia de Virgínia, alguns manifestantes foram detidos durante o confronto.

A cidade Charlottesville, que tem pouco mais de 50 mil habitantes, foi escolhida como palco dos protestos após anunciar que pretende retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal, segundo a BBC.

Por precaução, mais de mil agentes de segurança tinham sido mobilizados, segundo a Efe, e o governador do estado, o democrata Terry McAuliffe, tinha pedido aos cidadãos que se mantenham afastados do protesto.

Na noite desta sexta-feira (11), centenas de homens e mulheres carregavam tochas, fizeram saudações nazistas e gritavam palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

O protesto foi descrito pelos participantes como um aquecimento para o evento "Unir a Direita", previsto para este sábado na cidade e que prometia reunir mais de mil pessoas, incluindo os principais líderes de grupos associados à extrema direita no país.

Grupo de supremacistas brancos entram em confronto com antifascistas (Foto: Joshua Roberts/ Reuters)

Protesto de sexta-feira

De acordo com a BBC, os participantes do protesto de sexta-feira carregavam bandeiras e gritavam palavras de ordem como: "Vocês não vão nos substituir", em referência a imigrantes; "Vidas Brancas Importam", em contraposição ao movimento negro Black Lives Matter; e "Morte aos Antifas", abreviação de "antifascistas", como são conhecidos grupos que se opõem a protestos neonazistas.

Estudantes negros do campus da universidade da Virginia e jovens que se apresentavam como antifascistas tentaram fazer uma "parede-humana" para impedir a chegada dos manifestantes à parada final do marcha, uma estátua do terceiro presidente americano, Thomas Jefferson.

Reações

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, condenou o confronto no Twitter. “Nosso país incentiva a liberdade de expressão, mas vamos nos comunicar sem ódio em nossos corações. Nada de bom vem da violência”, afirmou.

Grupo de supremacistas brancos entram em confronto com antifascistas (Foto: Joshua Roberts/ Reuters)

Supremacistas brancos carregam tochas na Universidade da Virgínia, no sábado (11), na véspera de uma reunião planejada ‘Unite The Right’, em Charlottesville, nos Estados Unidos (Foto: Alejandro Alvarez/News2Share via Reuters )

Xingamento e indiretas marcam guerra verbal entre EUA e Coreia do Norte

Trump ameaçou Coreia do Norte com "fogo e fúria"; Os americanos foram chamados de "bastardos" pelo regime de Kim Jong-un.

Donald Trump tinha menos de um mês como presidente dos EUA quando a Coreia do Norte fez seu primeiro teste de míssil. Na época, Trump parecia não se envolver muito. Disse que estava "100% apoiando o Japão", país ameaçado pelo disparo, e que "a Coreia do Norte está se portando muito mal. "Eles vêm 'brincando' com os EUA durante anos e a China fez muito pouco para ajudar".

Em certo momento, Trump até sugeriu se encontrar com o líder norte-coreano Kim Jong-un. O tom é muito diferente das últimas declarações, em que Trump fala em "fogo e fúria" e "arsenal nuclear".

Enquanto isso, a Coreia do Norte provocava os EUA não só com teste de míssil, mas também com comunicados duros divulgados pela sua agência de notícias oficial, a KCNA. Os americanos, por exemplo, foram chamados de "bastardos" pelo regime de Kim Jong-un. "Os bastardos americanos não vão ficar muito contentes com esse presente enviado pelo aniversário de 4 de Julho", disse o regime. Foi na data que os EUA comemoram sua independência que a Coreia do Norte realizou um bem sucedido teste de míssil balístico intercontinental.

Na última semana, a troca de ameaças atingiu o seu ponto mais tenso.

O presidente americano Donald Trump disse na terça-feira (8) que a Coreia do Norte "vai se deparar com fúria e fogo jamais vistos no mundo" se não deixar de ameaçar o seu país, após as últimas sanções impostas pela ONU ao regime norte-coreano como punição pelos lançamentos de mísseis.

O regime de Kim Jong-un respondeu dando detalhes de um plano para bombardear a ilha de Guam, em cujas bases americanas estão estacionados os bombardeiros estratégicos que o Pentágono envia regularmente à Península Coreana e que na última terça-feira voltaram a voar próximo da Coreia do Norte.

Na sequência, Trump disse na quarta-feira (9) que, se Kim Jong-un ordenasse um ataque contra a ilha de Guam, teria como resposta "uma ação jamais vista por alguém na Coreia do Norte".

Os testes contínuos de armas realizados pela Coreia do Norte desde o início do ano aumentaram enormemente a tensão na península e Washington endureceu sua retórica, com o governo Trump insinuando em várias ocasiões a possibilidade de realizar um ataque preventivo contra o regime comunista.

Esta última possibilidade preocupa muito a Coreia do Sul e o Japão, onde uma resposta de Pyongyang a um ataque poderia custar muitas vidas.

O regime de Pyongyang disse na quinta-feira (10) que prepara um plano para disparar em meados de agosto mísseis de médio alcance perto das águas territoriais de Guam, ilha americana no Pacífico Ocidental e sede de uma base naval estratégica.

Na sexta-feira (11), Trump deu mais um aviso à Coreia do Norte afirmando que as armas norte-americanas estão prontas e carregadas. "Com sorte, Kim Jong-un encontrará outro caminho", acrescentou o presidente dos EUA.

11 de agosto de 2017

Acidente de trem no Egito deixa 36 mortos e mais de cem feridos

Colisão frontal entre duas locomotivas aconteceu em Alexandria - uma vinha da capital Cairo, ao sul de Alexandria, e a outra da cidade de Port Said, localizada na ponta norte do Canal de Suez.

Um acidente de trem na cidade de Alexandria, no Egito, deixou mortos e feridos nesta sexta-feira (11).

Pelo menos 36 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas, segundo os serviços de emergência do país.

Entre os feridos há vários casos graves, de acordo com a imprensa do Egito. Pelo menos 30 ambulâncias foram deslocadas para o local.

O acidente foi causado pela colisão frontal entre duas locomotivas - uma vinha da capital Cairo, ao sul de Alexandria, e a outra vinha da cidade de Port Said, localizada na ponta norte do Canal de Suez.

A colisão, que aconteceu às 14h15 (9h15 no horário de Brasília) perto da estação Khorshid, provocou o descarrilamento do motor de um trem e de dois vagões de outro, informou a Autoridade Ferroviária Egípcia.

Um erro na mudança de ferrovia é a causa mais provável da colisão, disse uma fonte da área de segurança, sem dar detalhes adicionais. O promotor público Nabil Sadek ordenou uma investigação urgente sobre o caso.

Colisão entre trens no Egito deixa mortos (Foto: AFP)

"O trem em que eu estava viajando estava indo muito rápido", disse o passageiro Moumen Youssef. "Eu me vi no chão. Quando nós saímos, nós encontramos quatro vagões de trem destruídos e muitas pessoas no chão".

Em 2012, 50 pessoas -- na maioria crianças -- morreram quando um trem colidiu com um ônibus escolar ao sul do Cairo.

O sistema ferroviário do Egito tem um extenso registro de acidentes, principalmente por conta de falhas na manutenção e no gerenciamento da rede.

09 de agosto de 2017

Jogos Olímpicos Paris-2024 podem ter jogos de videogame

Tony Estanguet, copresidente da candidatura da capital francesa, afirmou que o programa olímpico pode ter novidades

O mundo dos games pode estar a caminho dos Jogos Olímpicos de Paris-2024. Em entrevista à agência Associated Press, Tony Estanguet, copresidente da candidatura da capital francesa, afirmou que novidades podem surgir no programa olímpico de 2024. Uma delas seria os e-Sports (jogos de videogame).

 Os jovens estão interessados em e-Sports e este tipo de coisa. Vamos dar uma olhada nisso, vamos conversar com eles. Vamos ver se conseguimos estabelecer algumas pontes [entre os e-Sports e a Olimpíada] - revelou Estanguet, que visa aproveitar o momento favorável desta modalidade para ganhar o público jovem. 


Paris será oficializada como sede dos Jogos Olímpicos em setembro. Foto: AFP

Nos últimos anos, os torneios mundiais de videogames tomaram arenas e estádios em diversos países, incluindo o Brasil. O e-Sports já estará nos Jogos Asiáticos de 2022. Os formados e jogos ainda não foram definidos. 

Para o dirigente francês, se o movimento olímpico visa manter relevância com as novas gerações, os games devem ser reconhecidos como esporte.

"Não quero dizer 'não' desde o começo. Acho que será interessante interagir com o Comitê Olímpico Internacional (COI), com eles, e a família do e-sports, para entender melhor o processo de disputa e por que tem feito tanto sucesso" , afirmou o dirigente. 

Paris será oficializada como sede dos Jogos de 2024 no Congresso do COI em setembro, na cidade de Lima, no Peru.

08 de agosto de 2017

Popularidade de Trump cai e é a menor já registrada por pesquisa

De acordo com a pesquisa, 56% dos americanos desaprovam a conduta de Trump na Presidência.

Uma pesquisa da CNN mostra que a popularidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o índice mais baixo já registrado pela rede. Enquanto apenas 38% dos americanos aprovam seu governo, três em cada quatro pessoas dizem não confiar na maioria das informações divulgadas pela Casa Branca.
De acordo com a pesquisa, 56% dos americanos desaprovam a conduta de Trump na Presidência. Apenas o ex-presidente Bill Clinton manteve índice de aprovação abaixo dos 50% após seis meses de mandato, cuja avaliação ficou em 44% em 1993.
Em relação à veracidade de informações, menos de um quarto (24%) dizem confiar em tudo ou na maioria do que a Casa Branca diz, enquanto 30% afirmam que não acreditam em nada do que é divulgado por Trump ou algum de seus porta-vozes.
A aprovação do governo Trump caiu mesmo entre os republicanos, o partido do presidente, de 73% em fevereiro para 59% agora. Entre os democratas, a desaprovação manteve-se em torno de 80%.


Foto: Juan David Tena

Apenas 43% dizem que Trump pode "trazer o tipo de mudança que o país precisa", abaixo dos 48% registrados em abril. Só 39% acreditam que ele tem condições de ​"gerenciar o governo efetivamente", ante 44% em abril.
As maiores desaprovações para Trump aparecem na saúde (62%), assuntos estrangeiros (61%), imigração (55%) e ajuda à classe média (54%). Quase metade (48%) desaprova seu tratamento em relação a impostos. A maioria dos americanos (59%) diz que Trump não presta atenção aos problemas mais importantes do país.
Os ex-presidentes Barack Obama e George W. Bush foram vistos como bem sucedidos após seis meses na Presidência (56% de aprovação para Bush e 51% para Obama).
Nos últimos dias, Trump tem sido questionado por seu tempo de lazer. O presidente anunciou que ficaria 17 dias fora de Washington. Na semana passada, o presidente usou o Twitter para negar que esteja de férias.
Além disso, Trump e membros de sua equipe são investigados por suposto conluio com o governo russo durante a eleição presidencial de 2016.
A pesquisa da CNN entrevistou 1.018 adultos e a margem de erro é de 3,6 pontos percentuais para mais ou para menos.

ONU denuncia uso de força excessiva e tortura na Venezuela

Durante os protestos na Venezuela, e acusou as forças de segurança e as milícias pró-governo de responsabilidade pela morte de, pelo menos, 73 manifestantes

A ONU denunciou nesta terça-feira (8) o “uso generalizado e sistemático de força excessiva”, assim como de tortura, durante os protestos na Venezuela, e acusou as forças de segurança e as milícias pró-governo de responsabilidade pela morte de, pelo menos, 73 manifestantes.

“As entrevistas realizadas a distância (…) sugerem que tem acontecido na Venezuela um uso generalizado e sistemático de força excessiva e detenções arbitrárias contra os manifestantes”, declarou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, em um comunicado.


O alto comissário Zeid Ra'ad Al-Hussein - AFP/Arquivos

“Milhares de pessoas foram detidas arbitrariamente. Muitas delas foram vítimas de maus-tratos e inclusive de torturas”, completa o texto.

Como as autoridades da Venezuela vetaram o acesso dos investigadores da ONU ao país, Zeid solicitou a uma equipe de especialistas em direitos humanos que realizasse 135 entrevistas a distância com vítimas e familiares, além de testemunhas, jornalistas, advogados, médicos e um funcionário da Procuradoria Geral.

“Até 31 de julho, o gabinete da Procuradoria Geral havia investigado 124 mortes no contexto das manifestações. De acordo com a análise da equipe de direitos humanos da ONU, as forças de segurança são responsáveis por pelo menos 46 mortes, enquanto os grupos armados pró-governo, denominados ‘coletivos armados’, seriam responsáveis por outros 27 falecimentos”, afirma o comunicado.

A equipe da ONU não conseguiu determinar a responsabilidade pelos outros óbitos.

“As forças de segurança infligiram tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes aos detidos, e em algumas ocasiões recorreram à tortura”, alerta o alto comissário, que denuncia o uso de “choques elétricos, a prática de suspender os réus pelos pulsos durante períodos prolongados, asfixiá-los com gases e ameaças de morte – e, em alguns casos, com violência sexual – a eles e a seus familiares”.

A respeito do número de pessoas detidas, nenhum dado oficial foi publicado, mas “os cálculos mais fidedignos indicam que, de 1º de abril – quando começaram as manifestações – até 31 de julho, mais de 5.051 pessoas sofreram detenções arbitrárias”, completa o texto, acrescentando que mais de mil pessoas permaneceriam detidas.

“As violações acontecem em plena ruptura do Estado de Direito na Venezuela, com ataques constantes do governo à Assembleia Nacional e à Procuradoria Geral”, completou Zeid.

“A responsabilidade pelas violações dos direitos humanos que estamos registrando corresponde aos mais elevados níveis do governo”, concluiu.

O alto comissário pediu às autoridades venezuelanas “o fim imediato do uso excessivo da força contra os manifestantes, que cessem as detenções arbitrárias e libertem todas as pessoas que foram detidas arbitrariamente”.

07 de agosto de 2017

Coreia do Norte ameaça se vingar 'mil vezes' dos EUA após sanções

Regime disse que as sanções são uma "violação violenta da nossa soberania" e parte de um "complô hediondo para isolar e sufocar" o país.

A Coreia do Norte ameaçou se vingar "mil vezes" dos Estados Unidos após as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) no sábado (5) em resposta aos recentes testes com mísseis intercontinentais realizados por Pyongyang.

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana, KCNA, o regime disse que as sanções são uma "violação violenta da nossa soberania" e parte de um "complô hediondo para isolar e sufocar" o país.

As medidas aprovadas pelo Conselho de Segurança poderão reduzir em até um terço a receita de exportação anual do país, que é de US$ 3 bilhões, e afetar o comércio com a China, seu principal parceiro.

"Não colocaremos nosso [programa] de dissuasão nuclear na mesa de negociações" enquanto durarem as ameaças dos Estados Unidos, diz o comunicado. "Nunca daremos uma passo atrás no fortalecimentos de nosso poder nuclear".

Em acréscimo, Pyongyang ameaçou fazer os Estados Unidos "pagarem mil vezes o preço de seu crime".

A declaração foi divulgada no momento em que o chefe da diplomacia norte-coreana, Ri Yong-Ho, encontra-se em Manila, onde acontece um fórum sobre a segurança regional com representes de Estados Unidos, China, Rússia e outros países da Ásia-Pacífico.

Tillerson

Em declarações à imprensa durante o fórum em Manila, na Filipinas, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, descartou qualquer possibilidade de diálogo com Pyongyang, ao menos de modo imediato, e afirmou que as novas sanções demonstram que o mundo perdeu a paciência com as ambições nucleares do regime de Kim Jong-Un.

O chefe da diplomacia americana ressaltou que Washington aceitaria negociar com Pyongyang apenas no caso de uma suspensão de seu programa balístico.

"O melhor sinal que a Coreia do Norte pode enviar para dizer que está disposta a dialogar seria parar de lançar mísseis", disse.

Tillerson deu a entender, porém, que existe a perspectiva de que enviados americanos possam um dia se reunir com representantes do regime norte-coreano para evitar uma escalada. Não informou quando um encontro desse tipo poderia acontecer.

"Não vou dizer a ninguém um número específico de dias, ou semanas. É uma questão de estado de ânimo na negociação", desconversou.

Tillerson deu essas declarações um dia depois de um encontro incomum entre os chefes da diplomacia das duas Coreias.

Há unidade mundial contra armas nucleares da Coreia, diz Rex Tillerson

Durante o fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático, os ministros de Relações Exteriores da Coreia do Sul e do Norte se reuniram brevemente.

A adoção pela ONU de sanções contra a Coreia do Norte demonstrou que "existe unidade entre as potências mundiais para exigir uma península coreana desnuclearizada", disse, nesta segunda-feira (7), o secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson.

Rex Tillerson, secretário de Estado norte-americano (Foto: Divulgação)

Em declarações à imprensa durante o fórum em Manila, na Filipinas, o chefe da diplomacia americana acrescentou que o regime de Kim Jong-Un deve cessar as provas de mísseis balísticos se quiser dialogar com os Estados Unidos e pôr fim à crise.

Durante o fórum da Associação de Nações do Sudeste Asiático, os ministros de Relações Exteriores da Coreia do Sul e do Norte se reuniram brevemente, informou a agência sul-coreana Yonhap, citando uma fonte diplomática de Seul.

Antes de um jantar, o ministro sul-coreano de Relações Exteriores pediu ao norte-coreano que aceite a proposta de diálogo, mas ele respondeu que "falta sinceridade" nas ofertas de Seul, já que "o Sul coopera com os Estados Unidos para pressionar o Norte", disse a fonte anônima.

O encontro aconteceu um dia depois do Conselho de Segurança da ONU aprovar novas sanções contra a Coreia do Norte, por conta de seus testes balísticos.

A crescente ameaça do país comunista, dotado de armas nucleares, foi tema dominante no fórum regional.

Trump

Os presidentes Donald Trump (EUA) e Moon Jae-In (Coreia do Sul) concordaram, neste domingo (6), que a Coreia do Norte é uma ameaça direta, grave e crescente para seus países e o Japão. Em uma conversa telefônica, realizada depois das sanções aprovadas na ONU, eles se comprometeram a implementar, em sua totalidade, todas as resoluções relevantes e convocar a comunidade internacional a fazer o mesmo.

06 de agosto de 2017

China prega diálogo, e Japão, pressão mais efetiva sobre a Coreia do Norte

Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade novas sanções contra Pyongyang por conta dos testes de dois mísseis balísticos intercontinentais.

Porta-voz do Ministério dos Relações Exteriores do Japão defendeu as duras sanções das Nações Unidas à Coreia do Norte, devido aos seus testes de mísseis, e disse ser o momento de exercer mais "pressão efetiva" sobre o governo de Pyongyang em vez de prosseguir com o diálogo.

"Agora não é hora de diálogo, mas o momento para aumentar a pressão efetiva sobre a Coreia do Norte para que eles tomem ações concretas em direção à desnuclearização", disse o porta-voz do vice-ministro das Relações Exteriores, Toshihide Ando, -em entrevista coletiva em Manila, antes de um encontro regional de segurança com todas as partes envolvidas no impasse.

Ele também disse que o Japão está preocupado com a construção pela China do que chamou de "postos avançados em larga escala" no Mar da China Meridional.

A posição do Japão foi mais incisiva do que a atitude adotada pela China no encontro.

O ministro das Relações Exteriores da China sublinhou que as novas sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas para a Coreia do Norte foram a resposta correta a uma série de testes de mísseis, mas que o diálogo é vital para resolver uma questão complexa e sensível, agora em uma "conjuntura crítica".

Wang Yi, no que ele descreveu domingo como conversas bilaterais "muito completas" com o ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong Ho, em uma reunião regional em Manila, reportou ter dito na conversa que a Coreia do Norte não deveria realizar testes nucleares, que só provocariam tensões.

Neste sábado (5), o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou por unanimidade novas sanções contra Pyongyang por conta dos testes de dois mísseis balísticos intercontinentais em julho, em medidas que podem reduzir em um terço a receita anual de US$ 3 bilhões da Coreia do Norte com exportações.

05 de agosto de 2017

ONU impõe novas sanções à Coreia do Norte após teste com mísseis

Resolução foi aprovada por unanimidade após dois testes de mísseis balísticos intercontinentais que o país realizou em julho. Pacote de sanções podem prejudicar um terço das exportações da Coreia do Norte.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade neste sábado (5) uma resolução com novas sanções à Coreia do Norte, após dois testes de mísseis balísticos intercontinentais que o país realizou em julho. Segundo a agência Reuters, as novas sanções poderão reduzir em até um terço a receita de exportação anual do país, que é de US$ 3 bilhões.

A resolução, que foi apresentada pelos Estados Unidos, proíbe as exportações norte-coreanas de carvão, ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e frutos do mar. O texto também proíbe que países aumentem o número de profissionais norte-coreanos que trabalham no exterior, a formação de novas joint ventures com a Coreia do Norte e qualquer novo investimento em joint ventures atuais. O resolução ainda acrescenta 9 indivíduos e 4 entidades norte-coreanas à lista negra da ONU, incluindo o principal banco de câmbio do país, sujeitando-os a congelamento global de ativos e proibição de viagem ao exterior.

A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, afirmou durante a reunião que as novas medidas implicam em ações que terão um impacto forte sobre a Coreia do Norte em resposta a uma escalada armamentícia que "tem que parar". Após a aprovação das novas sanções, Haley disse que esse é "o maior pacote econômico já aprovado contra o regime da Coreia do Norte".

Pacotes sucessivos de sanções impostos pela ONU desde um primeiro teste nuclear norte-coreano em 2006 não conseguiram dissuadir o país de desenvolver seu programa armamentista. O Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes - China, Estados Unidos, França, Rússia e Reino Unido - e 10 não permanentes.

A proposta de resolução foi apresentada após um mês de negociações entre EUA e China, o principal aliado da Coreia do Norte no Conselho de Segurança, com o objetivo de tentar obter um acordo para responder ao teste de Pyongyang no início de julho. De acordo com a agência Efe, as discussões foram realizadas sob grande sigilo e avançaram muito lentamente, o que deu tempo para a Coreia do Norte testar um novo míssil balístico na semana passada.

Desde o início do processo, a Rússia se mostrou crítica, questionando a conveniência de aumentar as sanções sobre o regime norte-coreano. Moscou mantém diferenças com os países do Ocidente sobre a análise técnica dos últimos testes norte-coreanos. Enquanto a maior parte da comunidade internacional considera que os projéteis disparados são mísseis balísticos intercontinentais, capazes, por exemplo, de alcançar o Alasca, Moscou fala de foguetes de médio alcance, parecidos com outros testados anteriormente.

Testes de mísseis balísticos intercontinentais

Em 2016, a Coreia do Norte executou dois testes nucleares, que elevaram a preocupação internacional com o seu programa atômico. Desde então, Pyongyang testou vários mísseis de transporte de ogivas. O objetivo é construir um míssil balístico intercontinental capaz de alcançar o território americano.

A rede americana CNN, citando uma fonte, afirma que os EUA acreditam que a Coreia do Norte poderá lançar um míssil balístico intercontinental (ICBM) com capacidade nuclear no início de 2018.

No dia 4 de julho, a Coreia do Norte lançou um míssil balístico intercontinental que, segundo o país, era "capaz de alcançar qualquer parte do mundo". Segundo a emissora estatal KCTV, o míssil, batizado como Hwasong-14, alcançou uma altura máxima de 2.802 km e percorreu 933 km em 39 minutos e caiu no Mar do Japão. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, deu pessoalmente a ordem para lançar o projétil, disse a KCTV.

O teste represnetou um grande avanço dentro do programa armamentista norte-coreano, que pretende desenvolver mísseis ICBM capazes de equipar bombas nucleares e alcançar o território americano.

No dia 28 de julho, Pyongyang lançou outro míssil balístico intercontinental que percorreu 1.000 km antes de cair no Mar do Japão, em sua zona econômica exclusiva.

Os testes foram fortemente condenados pela comunidade internacional.

Conheça os destinos turísticos que limitaram ou proibiram turistas

Veneza, Amsterdã, Barcelona, ou até o pequeno Butão, entre outros, decidiram limitar, ou até proibir, o ingresso de turistas, após sofrer com as consequências negativas do turismo de massa.

Enquanto as autoridades de numerosas cidades do mundo investem bilhões para atrair turistas, algumas localidades estão enfrentando um problema no sentido oposto -- recebem turistas demais.

Veneza, Amsterdã, Barcelona, ou até o Butão, pequeno país asiático, entre outros destinos, decidiram limitar -- ou até proibir -- o ingresso de turistas em determinados locais, após sofrer com as consequências negativas do turismo de massa: caos urbano, deterioração dos recursos naturais, especulação imobiliária desenfreada, surgimento de centenas de restaurantes de fast food e lojas de souvenirs, além de protestos dos habitantes insatisfeitos.

Com a chegada do verão no Hemisfério Norte, e com ele o recomeço da temporada de turismo de massa, a mídia internacional voltou a denunciar a situação dessas localidades turísticas, onde o número de visitantes supera o limite suportável para quem vive ali.

O jornal norte-americano “The New York Times” publicou nesta quinta-feira (03) uma reportagem alertando sobre o risco de que “Veneza se torne uma Disneylândia no mar”.

“A música de fundo da cidade agora são as rodinhas das malas que sobem os degraus das passarelas e o barulho de falanges de turistas que marcham ao longo dos canais”, descreve o jornal nova-iorquino.

Uma situação que já levou o prefeito de Veneza e o governador da região do Vêneto a anunciar que a partir do ano que vêm o número de turistas que acessarão ao arquipélago será limitado.

Essa linha de ação segue aquela já implementada em muitas outras cidades do mundo.

Veja a seguir quais alguns destinos onde os turistas nem sempre encontrarão uma recepção calorosa:

Veneza, Itália

Vista da Praça de São Marcos, em Veneza (Foto: Tony Gentile/Reuters)

Antiga potência marítima e mercantil, hoje Veneza corre o risco de ser dominada pelas hordas de turistas. A romântica cidade italiana está enfrentando um gigantesco afluxo de turistas: mais de 20 milhões por ano.

Uma massa de gente que está deixando a cidade inabitável para os venezianos, que não por acaso estão abandonando suas casas, transformadas em pousadas e anunciadas no site de locações AirBnb. Em 1951, Veneza tinha 175 mil habitantes, hoje são apenas 50 mil.

Os que ficaram estão insatisfeitos com o proliferar de lojas de fast food e bugigangas, que substituíram supermercados e até cinemas. Hoje Veneza não tem nenhuma sala de cinema funcionado.

Em março moradores de Veneza protestaram contra o turismo de massa e contra a degradação provocada pelo excesso de turistas, que estaria deixando insustentável a vida na cidade italiana. Em julho um referendo informal levou 18 mil venezianos a se expressar contra o ingresso de grandes navios de cruzeiro dentro da Laguna de Veneza.

A prefeitura também decidiu reagir, anunciando que já não permitirá a abertura de novas lojas de fast food para "preservar o decoro e as tradições" da cidade. Além disso, a Prefeitura de Veneza está estudando limitar os acessos diários ao centro histórico da cidade.

Nos últimos anos, Veneza apareceu nas manchetes internacionais por episódios de falta de educação e de falta de respeito ao seu patrimônio histórico e artístico por parte de turistas, principalmente estrangeiros. Casos de turistas que mergulhavam nos canais, tiravam as roupas e se lavavam em fontes medievais, urinavam nas ruas, saltavam de pontes históricas ou chegavam até a fazer sexo no meio da cidade, mostraram ao mundo como a degradação está tomando conta de Veneza. E os cidadãos, indignados, decidiram responder indo às ruas para protestar.

Butão

O turismo no Butão só começou em 1974, e já na época as autoridades locais decidiram regulá-lo de forma muito rígida para preservar a paisagem intocada do país e sua cultura única. O reino do Himalaia escolheu uma política turística definida como “de alto valor e baixo impacto". Isso significa que o número de turistas é limitado e que os visitantes têm que pagar cerca de R$ 780 por dia por vistos e taxas para poder admirar as belezas do Butão.

Crianças butanesas (Foto: Prakash Singh;AFP)

Barcelona, Espanha

Quando Ada Colau, primeira prefeita mulher de Barcelona, assumiu o cargo em 2015, não moderou as palavras sobre o turismo em sua cidade. "Não queremos que a cidade se torne uma loja de souvenir baratos", afirmou Colau na época, indicando Veneza como exemplo negativo.

Desde então, ela congelou licenças para a construção de novos hotéis e apartamentos de férias, e declarou guerra aos sites de aluguel de curto prazo, como AirBnb, que sofreu uma multa de 30 mil euros (cerca de R$ 110 mil).

Ela também propôs a introdução de um novo imposto turístico e a limitação do número de visitantes, além de apresentar na Câmara Municipal um plano que proíbe a construção de novos hotéis nos bairros que recebem a maior quantidade de turistas.

O Templo Expiatório da Sagrada Família de Barcelona (Foto: Christophe Simon / AFP)

E a população parece aprovar essa linha-dura da prefeita. Em janeiro, os habitantes de Barcelona se manifestaram contra o que consideram um crescimento descontrolado do turismo, que prejudicou suas vidas cotidianas.

Há anos, os residentes de La Barceloneta, outrora um pequeno vilarejo de pescadores, vêm colocando cartazes em suas sacadas pedindo aos visitantes que respeitem seu sono e sua vizinhança. A cidade de 1,6 milhão de habitantes recebeu mais de 30 milhões de turistas em 2016.

Amsterdã, Holanda

O chefe do Departamento de Marketing da cidade de Amsterdã, Frans van der Avert, já deixou claro que a capital holandesa está acolhendo turistas demais. "As cidades estão morrendo de turismo. Ninguém mais vai querer morar nos centros históricos. Muitas cidades históricas menores na Europa estão sendo destruídas pelos visitantes".

Ao falar no Fórum Mundial de Turismo em Lucerna, van der Avert acrescentou: "Não gastaremos mais um centavo em marketing para promover Amsterdã. Não queremos ter mais pessoas. Queremos aumentar a qualidade dos visitantes. Queremos pessoas que estejam interessadas na cidade, e não que a transformem em um cenário de festa. Temos muitos visitantes que não respeitam o caráter da cidade. As companhias aéreas de baixo custo criaram um problema. Os passageiros da Ryanair são os piores”.

Estação central de Amsterdã (Foto: Reprodução/Twitter/@Iamsterdam ‏)

Termas japonesas, Japão

Muitos turistas viajam ao Japão com o objetivo de experimentar as famosas termas naturais (“onsen”, em japonês) e as casas de banho comunitárias (“sento”, em japonês). A maioria desses visitantes tem acesso livre. Entretanto, o crescente fluxo de turistas levou as autoridades locais a limitar o acesso, especialmente para os visitantes tatuados.

Uma pesquisa divulgada em 2015 pela Agência de Turismo do Japão (JTA) mostrou que mais da metade de todos os onsen proibiu recentemente o ingresso de visitantes tatuados, ou exigiu que eles cobrissem o desenho em sua pele. As tatuagens ainda são um tabu no Japão, muito ligadas na cultura popular com os mafiosos da Yakuza.

Mas nos últimos 10 anos o número de turistas no Japão disparou, e muitos deles vêm de culturas onde as tatuagens não são consideradas um problema. Um choque cultural que ainda hoje gera conflitos em algumas localidades japonesas.

As famosas termas naturais japonesas (onsen) (Foto: Reprodução/Twitter/@onsen_nyuyoku)

Santorini, Grécia

Em 2016 a popular ilha grega de Santorini começou a limitar o número de visitantes. A ilha, famosa por suas paisagens deslumbrantes e românticas, chegou a receber mais de 10 mil turistas por dia. Uma massa humana que desembarcava simultaneamente de gigantescos navios de cruzeiros. Hoje apenas 8 mil pessoas podem visitar a ilha por dia.

Ilha de Santorini (Foto: Reprodução/Twitter/@TravelSantorini)

Cinque Terre, Itália

A área costeira do noroeste da Itália, declarada Patrimônio Mundial da Unesco, também foi obrigada a se proteger da maré dos turistas. Sob crescente pressão de um número cada vez maior de visitantes, em fevereiro de 2016 Cinque Terre introduziu um sistema de emissão de ingresso e limitou a venda a 1,5 milhão de pessoas por ano.

Superado esse limite, o ingresso no charmoso litoral italiano estava restrito. Até o verão anterior a aplicação do limite, mais de 2,5 milhões de turistas chegaram na região para visitar o conjunto de cinco pitorescas aldeias marítimas conectadas por caminhos estreitos cavados na rocha dos penhascos.

Manarola, Cinque Terre (Foto: Reprodução/Twitter/@cinque_terre)

Seychelles

As Seychelles, arquipélago de 115 ilhas ao largo da costa oriental da África são um destino popular para turistas e famosos. Por exemplo, os príncipes William e Kate passaram lá a lua de mel. O turismo é a maior indústria em Seychelles. No entanto, em abril, o Ministro do Turismo e Cultura anunciou que está planejando um teto para o número anual de turistas admitidos no arquipélago para preservar o futuro do pequeno país, visitado todos os anos por cerca de 250 mil pessoas, seis vezes o número de habitantes.

Vista aérea das Ilhas Seychelles, arquipélago no Oceano Índico (Foto: AP / Wilderness Safaris)

Dubrovnik, Croácia

A cidade de Dubrovnik, na Croácia, registrou em 2016 um recorde insustentável: 10 mil visitantes em apenas um dia. Demais para o pequeno centro histórico dessa vila medieval, declarado patrimônio da humanidade da UNESCO. Uma explosão turística provocada pelo seriado "Games of Thrones", cujas principais cenas foram filmadas em Dubrovnik, ambientação de King's Landing, capital dos Sete Reinos.

Prefeitura de Dubrovnik está tomando medidas para controlar melhor o turismo e preservar a cidade (Foto: CONSELHO DE TURISMO/DUBROVNIK)

O então prefeito Andro Vlahušić decidiu acabar com as hordas de turistas que estão invadindo a cidade trazendo problemas de todos os tipos, e decidiu implementar um teto de visitantes: 6 mil turistas por dia no máximo.

O pedido de limitar o acesso a cidade veio diretamente da Unesco. A organização alertou que a enorme expansão do número de visitantes, especialmente aqueles vindos em cruzeiros, gera riscos para a conservação dos monumentos históricos de Dubrovnik e cobrou medidas da Prefeitura. Cercada pelas águas cristalinas do mar Adriático, a Cidade Velha tem igrejas, monastérios, palácios e fontes de estilos gótico, resnascentista e barroco, tudo cercado por uma imensa muralha medieval. Uma cidade linda de se ver, mas que também precisa ser preservada.

Ilhas da Tailândia

Um dos principais destinos de mochileiros do mundo inteiro, a Tailândia é um país extremamente turístico. Entretanto, em alguns lugares o acesso aos turistas está proibido por causa das preocupações ambientais do governo local.

Em maio de 2016 o acesso às ilhas de Koh Khai Nok, Koh Khai Nui e Koh Khai Nai, conhecidas pelos incríveis corais coloridos e muito populares entre os turistas de Phuket, foi estritamente proibido. O Departamento de Recursos Marinhos e Costeiros (DMCR, na sigla em inglês) da Tailândia informou que até 80% dos recifes foram degradados por causa da presença maciça de turistas, levando assim a decisão de proibir o acesso as ilhas.

Islândia

A Islândia é um dos destinos mais populares do mundo. Terra cheia de incríveis paisagens delicadas naturais. O boom turístico trouxe a essa ilha do norte da Europa uma grande riqueza econômica, mas colocou uma pressão enorme sobre os recursos naturais do país, que conta com uma população de apenas 332 mil pessoas. Em 2016, somente os turistas dos EUA que desembarcaram na Islândia foram mais do que que a população local inteira. No total, em 2017 os turistas que chegarão na ilha são estimados em cerca de 2,3 milhões.

Esse turismo de massa está colocando em risco a preservação da biodiversidade islandesa. Por isso, o governo está considerando limitar o número de turistas permitidos em alguns dos pontos turísticos mais populares para proteger suas maravilhas naturais.

Paisagem da Islândia (Foto: Reprodução/Twitter/@thisisiceland)

A proposta vem do novo governo de coalizão, que está buscando formas de proteger e preservar seu famoso patrimônio natural da superlotação provocada pelo aumento dos visitantes. Em uma recente entrevista, a ministra do turismo do país, Thordis Kolbrun Reykfjord Gylfadottir, disse que os turistas também se beneficiarão de um aumento da regulamentação.

"Algumas áreas simplesmente não aguentam um milhão de visitantes por ano", afirmou a ministra. "Se permitimos o ingresso de pessoas demais em áreas como essa, estaríamos perdendo o que as torna especiais, pérolas únicas da natureza que fazem parte da nossa imagem e do que estamos vendendo", completou Gylfadottir.

04 de agosto de 2017

Turistas buscam refúgio em cavernas para fugir de onda de calor na França

A mais de 100 metros de profundidade, temperatura não passa de 15 graus.'É ótimo desfrutar deste ar condicionado natural', diz administradora.

Para escapar da intensa onda de calor no sudeste da França, centenas de turistas têm procurado as cavernas da região, oásis naturais de temperaturas amenas, que registram um aumento significativo das visitas.

"As pessoas afirmam que é ótimo desfrutar deste ar condicionado natural", conta à AFP Linda Benini, que administra a Gruta de Saint-Marcel, uma caverna espetacular da região de Ardèche.

"Aqui dentro faz 14 graus e os turistas estão maravilhados", disse.

A visita às imensas galerias e a suas piscinas naturais formadas pelo acúmulo de diversos minerais, única na Europa, dura uma hora. Os visitantes descem a uma profundidade de 150 metros.

No momento em que o sudeste da França enfrenta uma onda de calor com temperatura próxima a 40 graus, o sítio turístico registra um aumento de 10% do número de visitantes, entre franceses, europeus e americanos.


Visitantes na caverna de Choranche, perto de Grenoble, na França (Foto: Jean-Pierre Clatot/AFP)

O mesmo acontece na gruta de Madeleine, em Saint-Remèze, Ardèche.

"Temos mais visitantes", confirmou o diretor da localidade, Frédéric Giordan.

"A 150 metros de profundidade a temperatura é de 15 graus", afirma.

Entre 400 e 600 pessoas por dia visitam o local no verão.

"A beleza deste lugar é o que atrai os turistas em primeiro lugar", acredita Giordan, antes de admitir que "o tempo também atrai mais visitantes.

No maciço de Vercors, nos Alpes, as pessoas procuram temperaturas amenas na altitude: as cachoeiras são invadidas, assim como as cavernas.

A gruta de Choranche, perto de Lyon, registra 300 visitantes a mais por dia, confirma Florence Delorme, diretora de comunicação da área.


Visitantes na caverna de Choranche, perto de Grenoble, na França (Foto: Jean-Pierre Clatot/AFP)

O sítio recebe atualmente até 1.400 visitantes por dia.

A 40 quilômetros de Lyon, onde o termômetro chega a 38 graus, as cavernas de Balme usam a temperatura amena para atrair mais visitantes.

"Quando temos temperaturas como estas, comunicamos nas redes sociais e em nosso site as temperaturas dentro das cavernas, entre 12 a 15 graus o ano todo", afirma o diretor Jean-Michel Colomb.

O local recebe durante o verão 550 pessoas por dia em média. Colomb informa que durante a onda de calor de junho a procura aumentou 20% e ele espera o mesmo cenário na semana.

O sudeste da França vive uma intensa onda de calor pode continuar até o domingo, com temperaturas próximas aos 40 graus. Na quinta-feira, a ilha da Córsega registrou um recorde, 42 graus na região de Sartène.

03 de agosto de 2017

Atentado do EI contra grupo de jornalistas deixa vários feridos na Síria

O Observatório Sírio de Direitos Humanos infirmou que há um grande número de feridos, alguns graves, e não descartou a possibilidade de haver mortos.

Várias pessoas ficaram feridas nesta quarta-feira (02) em um atentado do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) contra um grupo de jornalistas e ativistas que cobriam a ofensiva das milícias curdas e seus aliados na cidade síria de Raqqa.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos explicou que um carro bomba do EI foi detonado no distrito da Al Meshlab, ao leste de Raqqa e o primeiro que as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada pelos curdos, tomaram do controle dos jihadistas na cidade após o início de seu ataque em junho.

A ONG apontou que há um grande número de feridos, alguns graves, e por isso não descartou a possibilidade de haver mortes.

Em um comunicado divulgado no Telegram, o EI informou que dois de seus combatentes perpetraram atentados suicidas com motos-bomba contra bases do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), como os extremistas denominam as FSD, em Al Meshlab.

A nota, cuja autenticidade não foi comprovada, afirma que houve 20 vítimas, entre mortos e feridos.

Raqqa é considerada a capital do califado autoproclamado pelos jihadistas no final de junho de 2014.

As FSD são apoiadas em sua ofensiva pela coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, que por sua vez enviou soldados especiais terrestres.

02 de agosto de 2017

Planeta já estourou recursos naturais capazes de serem regenerados em 2017

A humanidade está exaurindo a natureza 1,7 vezes mais rápido do que os ecossistemas conseguem se regenerar, aponta estudo.

A cada ano, os seres humanos esgotam mais cedo os recursos naturais do planeta. É como um orçamento ambiental, quando a demanda anual da humanidade por recursos excede o que o planeta Terra é capaz de regenerar naquele ano. Em 2017, o Dia da Sobrecarga da Terra, tradução de Earth Overshoot Day, é hoje (2), a data mais precoce desde que estouramos nosso orçamento ambiental pela primeira vez no início da década de 1970.

“A humanidade está exaurindo a natureza 1,7 vezes mais rápido do que os ecossistemas conseguem se regenerar. É como se estivéssemos utilizando o equivalente a 1,7 Terras”, diz o comunicado da Global Footprint Network, organização internacional de pesquisa pioneira na contabilização da pegada ecológica , que é a quantidade de recursos naturais renováveis para manter o estilo de vida das pessoas. O sequestro de carbono (absorção de grandes quantidades gás carbônico da atmosfera) representa 60% da demanda dos seres humanos pelos recursos naturais do planeta.

Para reverter esta tendência, é preciso atrasar o Dia da Sobrecarga da Terra em 4,5 dias todos os anos. Assim, será possível retornar ao nível em que utilizamos os recursos de um só planeta até 2050. Por isso, a organização promove a iniciativa #movethedate (“retroceda a data”), para a adoção de ações e hábitos que podem reduzir a nossa pegada ecológica.


Foto: Pedro França/Agência Senado

Para isso, a Global Footprint Network também lança hoje uma nova Calculadora de Pegada Ecológica onde os usuários podem descobrir seu dia individual. A calculadora é usada por mais de 2 milhões de pessoas ao ano.

Os custos desse excesso global de gastos ecológicos estão se tornando cada vez mais evidentes em todo o mundo, manifestando-se em desmatamentos, secas, escassez de água potável, erosão do solo, perda de biodiversidade e o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera.

Ações governamentais

Além dos esforços pessoais, mudanças sistêmicas são essenciais para retroceder o Dia da Sobrecarga da Terra, segundo a Global Footprint Network. A organização lançou uma plataforma de dados aberta no começo do ano, com os resultados de cálculos de pegadas ecológicas de todo o mundo. Ela ainda quer disseminar mais informações sobre as soluções identificadas pelas organizações Project Drawdown e McKinsey & Company. Por exemplo, reduzir a geração de resíduos de alimentos em 50% em todo o mundo poderia retroceder a data em 11 dias; reduzir o componente de carbono da Pegada Ecológica global em 50% retrocederia a data em 89 dias.

Segundo o diretor-executivo da Global Footprint Network e co-criador da Pegada Ecológica, Mathis Wackernagel, a pegada de carbono da humanidade mais que dobrou desde o início da década de 1970 e continua sendo o componente de crescimento mais rápido da diferença entre a nossa pegada ecológica e a biocapacidade do planeta. “Para alcançar os objetivos do Acordo do Clima de Paris, a humanidade precisaria sair da economia de combustíveis fósseis antes de 2050. Isso ajudaria muito a enfrentar o problema de excesso de gastos ambientais da humanidade”, disse, em comunicado.


Foto: Welington Pedro de Oliveira

Alguns avanços estão sendo identificados pela organização. A pegada ecológica per capita dos Estados Unidos (EUA), por exemplo, caiu quase 20% em 2013 (último ano para o qual há dados disponíveis) em relação ao seu pico em 2005. “Essa mudança significativa, que inclui uma retomada pós-recessão, está associada principalmente à diminuição das emissões de carbono. E o Produto Interno Bruto per capita dos EUA cresceu cerca de 20% no mesmo período”, informou, ressaltando que esse caso demonstra como é possível crescer economicamente fazendo uso racional dos recursos naturais.

Apesar do retrocesso demonstrado pelo governo federal dos EUA com relação à proteção do clima, muitas cidades, estados e grandes empresas do país estão redobrando seus compromissos. Além disso, segundo a Global Footprint Network, a China, país com a maior pegada ecológica total do mundo, declarou estar firmemente empenhada em construir uma civilização ecológica em seu último plano quinquenal, que inclui iniciativas para acelerar o pico de carbono do país.  A Escócia, Costa Rica e Nicarágua são outros exemplos de países que estão abandonando fontes emissoras de carbono em suas matrizes energéticas.