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21 de Novembro de 2008 15:27  +  - Tamanho da fonte: 14

Lúcia Hippólito: A fila está andando e mais governadores podem perder seus cargos

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Foto: Luciano Dias
Lúcia Hippólito, comentarista da CBN e O Globo
Lúcia Hippólito, comentarista da CBN e O Globo
Por unanimidade, os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral decidiram cassar o mandato do governador da Paraíba, o tucano Cassio Cunha Lima por crime eleitoral. Cassado duas vezes pelo TRE da Paraíba, por distribuição de dinheiro a cabos eleitorais, através da Fundação de Ação Comunitária (FAC), o governador segurava-se até ontem no cargo, graças a uma liminar concedida pelo TSE.

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Claro que cabe recurso ainda ao STF, mas três ministros do TSE são também ministros do Supremo, e o histórico nos conta que o STF não contradiz decisões do TSE. Jogo jogado, praticamente.

Acontece que Cassio Cunha Lima é um entre sete governadores que estão com o mandato pendurado no TSE. Luiz Henrique da Silveira (PMDB), governador de Santa Catarina, é acusado de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.

Reeleito em 2006, o governador conta com padrinhos poderosos, entre os quais se destacam, segundo relatos da imprensa catarinense, a filha do presidente Lula, que mora no estado, e o atual presidente do banco estadual, petista ligado à senadora Ideli Salvatti.

Os governadores de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e de Sergipe, Marcelo Déda (PT), também são acusados de uso indevido dos meios de comunicação, propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e abuso de poder econômico.

Tudo de acordo com a Lei Eleitoral (Lei nº 9.504, de 1997) e a Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64, de 1990). O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PPS), é acusado de compra de votos por meio de cabos eleitorais chamados de “formiguinhas”. (Meigo, não é mesmo?) No início de novembro, o TRE de Rondônia cassou mais uma vez o mandato do governador.

Já o governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), é acusado de se beneficiar a distribuição de cestas básicas e kits salva-vidas pelo então governador José Reinaldo Tavares. Finalmente, o governador de Alagoas, o tucano Teotônio Vilela Filho (PSDB), teve seu mandato contestado pelo adversário derrotado, João Lyra (PDT).

Com a cassação de Cassio Cunha Lima, é recomendável que suas Excelências ponham as barbas de molho, porque a fila começou a andar.
Autor/Fonte:  Lúcia Hippólito  |  Edição:  Luciano Dias

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