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21 de Novembro de 2008 10:02  +  - Tamanho da fonte: 14

Greve! Carteiros ameaçam nova paralisação em dezembro

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Foto: Globo.com
Carteiros do Piauí querem mudança no horário de trabalho
Carteiros do Piauí querem mudança no horário de trabalho
Quatro meses após a greve de 21 dias em todo o Brasil, os carteiros podem cruzar os braços novamente. Eles reclamam mudanças no Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria e, no caso do Piauí, os carteiros querem mudanças no horário de entrega das encomendas do período da tarde para o período da manhã, por conta do forte calor.

Os trabalhadores começaram a discutir com a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) em agosto, database da categoria, os termos do PCCS. Mas até agora não chegaram a um consenso, segundo o Sindicato dos Empregados dos Correios do Piauí. A mudança no horário de entrega das cartas é uma reivindicação antiga dos carteiros.

Enfrentando uma temperatura média que ultrapassa os 38ºC facilmente no período do B-R-O-Bró, os carteiros de Teresina reclamam que são penalizados por conta do forte calor. “O sol forte faz muito mal à saúde e causa um desgaste
muito grande do trabalhador”, diz o presidente do Sindicato dos Empregados dos Correios do Piauí, José Rodrigues. O estado possui cerca de 500 carteiros.

Ele reclama que, na última greve da categoria, a pauta sobre a mudança de horário não pôde ser incluída na reivindicação nacional, já que se tratava de uma situação típica apenas de Teresina. “Nas outras capitais, o calor também é grande, mas tem pelo menos a brisa para amenizar”, explica José, ressaltando ainda que vai procurar ajuda dos parlamentares do Piauí para que intervenham junto à direção regional dos Correios no Estado sobre a mudança
do horário.

O diretor da regional dos Correios no Piauí, José Rosa de Almeida, reconhece que o sol forte é desgastante para os carteiros, mas ressaltou que a mudança no horário da entrega é inviável, pois provocaria um atraso na entrega das encomendas rápidas e urgentes, como Sedex, que representam cerca de 35% do faturamento da empresa.

“Existe uma logística integrada do Piauí com o resto do Brasil, que inclui também a malha área. E, para fazer uma inversão do horário, seria necessário atrasar a entrega da encomenda em mais um dia, o que irá nos prejudicar e facilitar a vida da concorrência”, afirma Rosa. A proposta dos trabalhadores é fazer a triagem à tarde e a entrega das correspondências pela manhã.

Mas José Rosa afirma que essa mudança atrasaria em um dia a entrega das correspondências urgentes. “Para
atender a uma reivindicação dos trabalhadores, fizemos essa experiência entre 2004 e 2006 e houve problemas, inclusive com reclamação de clientes”, lembra.

A proposta que José Rosa apresentou aos trabalhadores foi antecipar a entrada dos carteiros para adiantar a organização das correspondências, das 6h às 9h, com entrega entre 9h e 11h, o horário do almoço seria estendido até as 15h. Depois, voltariam a fazer a entrega até por volta das 18h ou 18h30. A proposta não foi aceita.

Com relação ao PCCS, José Rosa adiantou que a questão está discutida em Brasília e, pelo que soube, a comissão de trabalhadores está avançando bastante nas negociações com a direção da ECT. Haverá uma assembléia no próximo dia 12 de dezembro para decidir haverá nova greve a partir do dia 16 de dezembro.
Autor/Fonte:  Robert Pedrosa - Jornal O Dia  |  Edição:  Adara Gomes

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