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Religião: Piauí possui 1.500 terreiros de umbanda e candomblé

No estado mais católico do Brasil, é grande o número de espaços destinados a religiões afros.

28/06/2009 01:03h

No estado mais católico do Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), outras religiões têm bastante representatividade, inclusive as religiões afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé. Membros destas religiões calculam que o Piauí tenha mais de 1.500 terreiros. Destes, mais de 300 se concentram na capital, número confirmado pela Coordenadoria Estadual de Direitos Humanos e da Juventude, que realiza um mapeamento desses locais.

O número de terreiros ultrapassa, e muito, o número de igrejas católicas na capital teresinense. Existem 65 paróquias e mais sete capelas em Teresina, reunindo os templos das zonas Norte, Sul, Leste, Sudeste e zona Rural. O número de pessoas que participa dos cultos de umbanda e candomblé, no entanto, nem mesmo se iguala a quantidade de católicos.

Ainda assim, a presença das religiões afro em Teresina é significativa, apesar de os seus membros serem comumente estereotipados. Alci Marcus, coordenador dos Direitos Humanos, diz que é muito forte a idéia de que umbandistas e membros do candomblé são macumbeiros, pessoas que fazem pacto com demônios ou coisas do tipo. “Temos recebido denúncias de intolerância da população e até mesmo da polícia. Por isso, resolvemos conhecer de perto a realidade dessas religiões”, diz.

A macumba nada mais é do que outra religião afro, que tem em comum com as demais, entre outras características, o toque do tambor. Alci Marcus informa que macumbeiro é quem toca este instrumento.

Na tentativa de conhecer os problemas enfrentados pelos religiosos da umbanda e do candomblé, a Coordenadoria de Direitos Humanos começou a fazer um mapeamento dos terreiros na capital. Ainda falta concluir o processo, mas até o momento já foram catalogados mais de 300 locais que podem ser considerados terreiros, onde acontecem, freqüentemente, cultos aos seus santos. A maior parte se concentra na zona Norte da cidade.

Gardênia de Carvalho, coordenadora da Diversidade Cultural e Religiosa da Coordenadoria dos Direitos Humanos, conta que houve algumas dificuldades para mapear os terreiros, principalmente porque muitos locais se camuflam, na tentativa de evitar repressões.

“A intolerância religiosa é o nosso principal desafio. As religiões afro sofrem muito com o preconceito”, declara Gardênia, que é também membro da umbanda. Com 27 anos de idade, ela participa do Grupo de Cultura Afro Ijexá há uma década e há dois anos diz que incorpora espíritos.

Principalmente por ser membro e conhecer de perto a essência da religião, Gardência de Carvalho luta pelo fim do preconceito com as religiões afro. “Nós fazemos um resgate da cultura dos pretos velhos e dos caboclos, que são espíritos de negros escravos e de indígenas. Fazemos isso através da dança, da música e do toque”, explica.
Fonte: Pollyana Rocha - Jornal O Dia
Edição: Portal O Dia
Por: Portal O Dia

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