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Notícias Esporte

26 de maio de 2017

Mineirinho supera rivais e avança ao quarto round do QS de Chiba

Embalado com vitória em Saquarema e se sentindo em casa no Japão, brasileiro faz somatório 17,74 (com 8,17 e 9,57) e avança.

O campeão mundial Adriano de Souza, o Mineirinho, afirmou ao vencer sua bateria de estreia que não visitava o Japão há 10 anos, mas que, no país, surfava sem pressão. E parece realmente que o brasileiro está em casa no QS 6000 de Chiba. O surfista de 30 anos voltou à água para disputar o round 3 e se deu bem. Com somatório de 17,74 em 20 possíveis, ele desbancou o americano Brett Simpson (13,67); o compatriota Alex Ribeiro (12,76); e o português Vasco Ribeiro (10,10), avançando assim para o round 4, onde encontra Timothe Bisso, de Guadalupe, e Griffin Colapinto, dos Estados Unidos, nas águas de Shido Point.

Mesmo com o mar em condições difíceis, o brasileiro mostrou que está mesmo embalado pela vitória no CT em Saquarema, no Rio de Janeiro, e teve ótimas ondas, sendo as principais com notas 8,17 e 9,57. Além dele, o ex-top da elite mundial Brett Simpson também avança para o quarto round nessa bateria. Seu próximo desafio será contra Flavio Nakagima, do Brasil, e Dylan Goodale, do Havaí.

O Brasil ainda teve outros atletas avançando para o quarto round ao vencerem seus compromissos na fase 3. Foram eles: Victor Bernardo, Tomas Hermes, Luel Felipe, Flavio Nakagima e Jessé Mendes. Eles estão agora entre os 24 melhores dessa etapa. Thiago Camarão, Heitor Alves e William Cardoso acabaram eliminados. Sensação em Saquarema, Yago Dora já tinha caído logo na estreia.

Confira as baterias do Round 4:

1) Timothee Bisso (GLP), Adriano de Souza (BRA) e Griffin Colapinto (EUA)

2) Flavio Nakagima (BRA), Brett Simpson (EUA) e Dylan Goodale (HAV)

3) Victor Bernardo (BRA), Keanu Asing (HAV) e Koa Smith (HAV)

4) Shun Murakami (JAP), Cooper Chapman (AUS) e Hiroto Ohhara (JAP)

5) Joshua Moniz (HAV), Hiroto Arai (JAP) e Slade Prestwich (AFR)

6) Ian Crane (EUA), Oney Anwar (IND) e Ricardo Christie (NZL)

7) Tomas Hermes (BRA), Beyrick De Vries (AFR) e Adam Melling (AUS)

8) Jessé Mendes (BRA), Patrick Gudauskas (EUA) e Luel Felipe (BRA)

MPF pedirá documentos de acusações contra Teixeira na Espanha

Ex-presidente da CBF é acusado de participar de um esquema de desvio de dinheiro de amistosos da seleção brasileira.

A prisão de Sandro Rosell na Espanha chamou a atenção de autoridades brasileiras. O Ministério Público Federal vai pedir acesso a todos os documentos e provas contra dirigentes brasileiros citados na investigação sobre Sandro Rosell na Espanha.

O ex-presidente do Barcelona foi preso nesta semana, acusado de "formar uma organização criminosa para arrecadar e lavar dinheiro da venda de direitos sobre a seleção de futebol do Brasil".

Ricardo Teixeira, presidente da CBF entre 1989 e 2012, é apontado como sócio de Rosell no esquema. Segundo a acusação na Espanha, o cartola teria desviado mais de 8 milhões de euros (cerca de R$ 30 milhões).

Os advogados de Ricardo Teixeira não foram encontrados para comentar o assunto.

Em 2006, a CBF vendeu os direitos comerciais de 24 partidas amistosas da seleção brasileira para a empresa saudita ISE. Teixeira e Rosell, sempre segundo a acusação das autoridades espanholas (veja a íntegra do documento no final da matéria), criaram uma série de empresas em paraísos fiscais para receber comissões milionárias referentes a esse contrato.

Na prática, os investigadores espanhóis acusam Ricardo Teixeira de embolsar – "sem o conhecimento da CBF" – dinheiro que seria do futebol brasileiro. O cartola também está indiciado no "caso Fifa" que corre nos EUA e não sai do Brasil desde 2015. Caso deixe o país, Teixeira corre risco de ser preso e extraditado para os EUA.

Ricardo Teixeira (Foto: Marcello Casal Jr / ABr)

Há outros dois dirigentes citados na investigação espanhola: os dois sucessores de Teixeira. José Maria Marin, presidente da CBF entre 2012 e 2015, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, são identificados como supostos beneficiários de uma propina de US$ 1 milhão paga pela empresa de marketing esportivo Klefer, do empresário Kléber Leite (ex-presidente do Flamengo). Os dois negam a acusação. A defesa de Leite pediu mais tempo para responder.

Esta acusação faz parte da investigação sobre o "caso Fifa", que corre no Tribunal Federal do Brooklyn, no qual Teixeira, Del Nero e Marin também foram indiciados.

Teixeira e Del Nero estão no Brasil, enquanto Marin cumpre prisão domiciliar nos EUA pelo menos até o dia 6 de novembro deste ano – data de seu julgamento. Marin afirma ser inocente, motivo pelo qual não colabora com as autoridades americanas.

Veja a íntegra do documento da justiça espanhola:

Piauiense integra delegação brasileira que participa das Surdolímpiadas

O Brasil leva a maior delegação da história do país com 150 atletas, entre eles está Elvis, de União.

As Surdolimpíadas, também conhecidas como Olimpíadas para Surdos, é um evento internacional de esportes organizado para atletas surdos pelo Comitê Internacional de Desportos para Surdos (ICSD). O nome é uma combinação das palavras "surdos" e "Olimpíada" que faz alusão aos Jogos Olímpicos. Esse ano, entre os dias 16 e 30 de julho acontece mais uma edição das surdolímpiadas, em Samsun, na Turquia. Nesta edição, o Brasil leva a maior delegação da história do país com 150 atletas. Entre eles está Elvis Morais, de 21 anos, natural de União. 

O atleta Elvis Morais recebe instruções do treinador em Teresina (Foto: Jaílson Soares/ O Dia)
Elvis vai ser o único representante do Brasil na modalidade Luta Olímpica. O atleta conheceu o esporte através do Projeto Social Quartel General da Luta, núcleo da cidade de União. O lutador conheceu o projeto aos 19 anos, quando sua mãe Solange levou o garoto para treinar devido a rebeldia dentro de casa. “Ele era um pouquinho rebelde e a partir do momento que entrou no jiu-jitsu isso mudou totalmente a rotina. Hoje em dia eu disponibilizo muito do meu tempo para poder priorizar as atividades dele”, explicou a mãe Solange. 

Há dois anos o Projeto Social QG da Luta começou a trabalhar com a modalidade luta olímpica e, segundo o mentor do projeto, Major Luiz Oliveira, a chance de levar um atleta do estado para uma surdolímpiadas foi bem vista. “O Elvis já participava de competições de jiu-jitsu apesar da deficiência auditiva e nós fizemos apenas a adaptação para luta olímpica. E ele pega tudo muito rápido e serve de estímulo para outros que ficam se lamentando com a vida”, frisou Luiz Oliveira. 
O atleta atualmente treina em União e uma vez por semana vem para Teresina treinar com auxílio do Major Luiz Oliveira e de outros lutadores do projeto. Além disso, a família corre atrás dos valores da passagem de Teresina até São Paulo, pois a Confederação vai custear passagem, hospedagem e alimentação, mas somente de São Paulo até a Turquia. 
Para participar nos Jogos, os atletas devem ter perdido 55 decibéis no seu "ouvido melhor". Aparelhos auditivos, implantes e qualquer objeto do tipo não tem seu uso permitido na competição, visando deixar todos os atletas no mesmo nível. Outros exemplos de variação acontecem com os juízes. Invés de soprar um apito, o juiz usa uma bandeira vermelha. As Surdolímpiadas acontecem entre os dias 16 a 30 de julho, em Samsun, na Turquia.

25 de maio de 2017

Jornal diz que Cristiano Ronaldo sonegou pelo menos R$ 500 milhões

De acordo com matéria do espanhol “El Mundo”, valores são referentes aos direitos de imagem do craque do Real Madrid.

O fisco espanhol segue feroz em cima dos grandes astros da bola. Após a Justiça local condenar Lionel Messi por sonegação, Cristiano Ronaldo estaria sendo investigado pelos mesmo motivos, porém com números ainda mais impactantes. De acordo com matéria divulgada pelo jornal espanhol "El Mundo" nesta quinta-feira, o craque do Real Madrid teria recebido, ao menos, € 150 milhões (aproximadamente R$ 550 milhões) de empresas sediadas nas Ilhas Virgens e declarado apenas um pequena parte. A denúncia faz parte da investigação com base nos documentos obtidos pela revista alemã "Der Spiegel" no "Football Leaks".

Segundo matéria do jornal madrileno, € 75 milhões (R$ 275,8 milhões) seriam referentes à venda dos direitos de imagem de CR7 às empresas Adifore Finance e Arnel Services de 2015 a 2020. A operação teria sido realizada por intermédio de uma empresa ligada ao empresário Peter Lim, com o dinheiro depositado em uma conta na Suíça. Já € 74,8 milhões (R$ 275,1 milhões), negociados com a Tollin Associates, dizem respeito aos direitos dos seis primeiros anos de Cristiano Ronaldo no Real.

Do total dos quase € 150 milhões, o craque português teria inicialmente pago diretamente ao fisco somente € 5,6 milhões (R$ 20,6 milhões), ou seja, menos de 4 % do total arrecadado nas transações com as empresas caribenhas.

A imprensa espanhola já divulgara na quarta-feira que o jogador merengue estaria na mira da Agência Tributária por sonegação de € 8 milhões (R$ 29,3 milhões), montante que aparece no registro que a promotoria recebeu das autoridades fiscais.

Flamengo abusa de erros e nova eliminação fica por um fio

Rubro-Negro garante vaga nas quartas de final da Copa do Brasil, mas, como o próprio técnico Zé Ricardo disse, protagonizou um dos piores jogos na temporada.

Sem dúvida, no ano, essa foi uma das partidas em que tivemos o menor aproveitamento". A frase do técnico Zé Ricardo explica mais ou menos a atuação do Flamengo na vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-GO, na última quarta-feira, no Serra Dourada, que garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil. Apesar da vitória, o Rubro-Negro, que estaria eliminado com qualquer derrota, sofreu bastante e quase repetiu o pesadelo da eliminação da Libertadores, vivido há uma semana e ainda muito fresco na memória dos jogadores, da comissão técnica e da torcida.

Jogadores do Flamengo comemoram gol no jogo contra o Atlético-GO no último sábado, dia 20, quando o confronto foi pelo Campeonato Brasileiro (Foto: Staff Images / Flamengo)

Tudo parecia correr tranquilamente bem. Afinal, se no fim de semana o Flamengo fez 3 a 0 no Atlético-GO pelo Campeonato Brasileiro, por que passaria dificuldade? Enganou-se quem assim pensou. Pressionado pela queda para o San Lorenzo na Argentina e a possibilidade de uma nova eliminação precoce, o Flamengo viu antigos fantasmas reviverem, falhas defensivas quase se tornarem gols adversários e os donos da casa desperdiçarem chances claras que aumentariam a ferida rubro-negra.

O time comandado por Zé Ricardo abriu o placar logo no início da partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil, mas o gol, por incrível que pareça, não ajudou. Com a vantagem de poder até empatar àquela altura, por causa do 0 a 0 em casa, o Flamengo recuou e ficou acuado diante do Atlético-GO - muito mais por causa de falhas próprias do que por méritos dos goianos. Os erros de passe, por exemplo, tomaram conta das tentativas frustradas de saída de bola dos visitantes.

O Rubro-Negro, durante boa parte do confronto, viveu assim: tentava sair jogando, errava, era ameaçado, quase sofria o gol, recuperava a bola e dava chutão. Os volantes Márcio Araújo e Willian Arão não encontravam os laterais. Ederson, na criação, não funcionava. Guerrero, sozinho no ataque, pouco conseguia fazer. O Flamengo parecia acuado.

Sem Everton, Gabriel e Berrío, que costumam atuar pelos lados, mas estão lesionados, o Flamengo jogou com Trauco como "falso 10", segundo Zé, e Rodinei aberto pela direita. Apesar dos quatro laterais em campo, já que ainda tinha Pará e Renê, o Rubro-Negro sofreu muito em jogadas de linha de fundo - principalmente pelo lado esquerdo da defesa.

O que também prejudicou - e muito - o desempenho do Flamengo foram os constantes erros de Rafael Vaz e Márcio Araújo em saídas de bola. O zagueiro, que, sejamos justos, vinha fazendo bons jogos, falhou em pelo menos três tentativas de afastar o perigo ou sair jogando: em uma ele protege a bola, tenta jogar para lateral, não consegue e é desarmado pelo adversário na linha de fundo; noutra rebate lançamento da zaga do Atlético-GO nos pés de um jogador dos donos da casa; e, por fim, passa fraco demais e vê o toque ser interceptado ainda no campo de defesa.

Márcio Araújo não ficou para trás. Errou em pelo menos quatro jogadas que poderiam ter complicado ainda mais a situação do Flamengo: tentou driblar na defesa e foi desarmado (o lance é duvidoso e a falta poderia ter sido marcada, é claro), errou passe de poucos metros para Renê perto do meio de campo, errou toque para Rômulo no meio de campo e deu o contra-ataque para o Atlético-GO e, por fim, demorou demais para se ajeitar com a bola também perto da linha central e deixou a zaga exposta após ser desarmado.

Muralha, por sua vez, saiu mal do gol em lances de perigo para os donos da casa, como bolas alçadas na área, e, quase sozinho, teve dificuldade para encaixar a bola no segundo tempo e poderia ter se complicado. O último lance, inclusive, retratou bem o nervosismo do Flamengo àquela altura. Sabia que uma derrota seria desastrosa por causa da eliminação da Libertadores.

Vamos aos números:

Finalizações: Atlético-GO 17x7 Flamengo

Passes errados: Atlético-GO 29x34 Flamengo

Bolas levantadas: Atlético-GO 17x9 Flamengo

Roubadas de bola: Atlético-GO 10x10 Flamengo

Faltas cometidas: Atlético-GO 16x17 Flamengo

O gol do Atlético-GO não saiu, porém, após nenhum erro retratado pelos números, mas depois de um que mostra exatamente a apatia e o nervosismo dos jogadores em campo: depois do lateral, Renê salta e perde no alto para o adversário, que ajeita de cabeça para Jorginho, livre e por trás de Rafael Vaz, empatar. Os rubro-negros praticamente não tiveram reação no lance. O próprio técnico Zé Ricardo admitiu, em entrevista coletiva, que os erros técnicos complicaram o posicionamento tático da equipe em campo.

O Flamengo, durante boa parte do jogo, não conseguia se organizar. Erros atrás de erros foram minando as possibilidades de uma recuperação para aliviar o sistema defensivo, pressionado constantemente pelo insistente Atlético-GO. Só o cruzamento-gol de Matheus Sávio foi capaz de limpar a barra rubro-negra.

A eliminação para o San Lorenzo na Libertadores, é claro, segue viva na memória de todos do elenco, da comissão técnica e da torcida e com certeza pairou sobre os jogadores durante os momentos de pressão do Atlético-GO no Serra Dourada. A má atuação, porém, também expõe a falta de peças de reposição para o técnico Zé Ricardo, que teve, mais uma vez, de improvisar laterais no meio de campo para suprir ausência de desfalques.