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Notícias Economia

27 de junho de 2017

Banco Original tem prejuízo de R$ 144 mi no primeiro trimestre

Em 2016, o banco só fechou o ano no azul após uma curiosa operação de venda da marca “Banco Original” aos próprios donos por R$ 422 milhões.

O braço financeiro do grupo J&F, o Banco Original, teve prejuízo de R$ 144,6 milhões nos três primeiros meses do ano e amargou o pior resultado dentre todas as 1.441 instituições financeiras em operação no Brasil, de acordo com dados do Banco Central. Em 2016, o banco só fechou o ano no azul após uma curiosa operação de venda da marca “Banco Original” aos próprios donos por R$ 422 milhões. Sem a operação inusitada, teria prejuízo de R$ 322,12 milhões.

Em meio ao processo de expansão que levou o grupo J&F a se transformar no maior conglomerado privado do Brasil, Joesley e Wesley Batista uniram o gaúcho Banco Matone e o Banco JBS no início da década em um projeto ambicioso: abocanhar parte do bilionário mercado bancário de varejo. Para a empreitada, os irmãos goianos convidaram o conterrâneo e agora ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para liderar o projeto.

Com forte investimento em tecnologia e marketing, o Original abriu as portas em 2016 com a intenção de atrair clientes pela inovação e processos simplificados. Estimativas de concorrentes indicam que a casa teria mais de 230 mil clientes. Apesar disso, os resultados não aparecem.

Dados enviados pelo Original ao BC explicam o prejuízo: o banco gastou R$ 172,8 milhões em despesas administrativas e de pessoal entre janeiro a março. O valor foi muito maior que os R$ 8,3 milhões obtidos das tarifas pagas pelos clientes. A receita, portanto, não cobriu nem 5% das despesas. Em grandes bancos, essas receitas chegam a cobrir até 80% dos gastos.

Procurado, o Original explicou que o prejuízo está dentro do esperado e não afeta o fôlego financeiro. “Alinhados à nossa proposta de negócio, realizamos significativos investimentos. O retorno, segundo nosso plano de negócios, está aderente às nossas expectativas e não impacta a nossa liquidez corrente ou os nossos compromissos”, informou em nota.

Em 2016, o banco registrou prejuízo operacional de R$ 278,6 milhões. O balanço, porém, anunciou lucro líquido de R$ 43,6 milhões após uma operação inusitada: a casa vendeu o nome “Original” e dois endereços na internet para os próprios donos – a J&F Investimentos – por R$ 422 milhões que serão pagos em 36 parcelas. Em troca, o banco pagará 1% do resultado operacional à J&F como “royalties”.

Ainda que o Original tenha recebido apenas a primeira parcela de R$ 11,7 milhões em 2016, a operação foi essencial para que a casa tivesse lucro contábil no ano passado – já que o valor total da operação foi declarado na rubrica “resultado não operacional”. Sem essa transação, o prejuízo do banco teria ultrapassado R$ 322 milhões.

Independentemente do prejuízo, o banco dos irmãos Batista acabou sendo afetado pelo entorno conturbado após as acusações de Joesley. Clientes chegaram a sacar mais de R$ 30 milhões nos primeiros dias após a divulgação da conversa entre o sócio controlador do grupo J&F e o presidente Michel Temer. O tema foi seguido de perto pelo Banco Central e um auditor permaneceu duas semanas acompanhando a operação diariamente. A retirada de recursos, porém, parece relativamente pequena diante do caixa do banco, que estaria em cerca de R$ 1,6 bilhão. O número não é confirmado pelo Original.

Analistas acreditam que o banco poderá tentar acelerar a chegada ao equilíbrio nos próximos trimestres com corte de gastos.

Mudança de controle

Em meio cenário conturbado ligado à J&F, o Original passou a ser alvo de especulações de que poderia ser vendido. A coluna da Sonia Racy informou que o Santander teria sido sondado para olhar o banco. O banco chinês CCB, dono do BicBanco, também foi apontado como interessado. Procurado, o Santander não comenta. O CCB não retornou os pedidos de entrevista. O Original diz que “desconhece qualquer informação sobre transferência de controle”. 

Funaro cobra R$ 44 milhões da Eldorado

Segundo Funaro, o valor deveria ter sido pago pela intermediação que realizou entre a empresa e a Caixa Econômica para a liberação do empréstimo de R$ 940 milhões com FI-FGTS

O corretor Lúcio Bolonha Funaro entrou com um processo judicial contra a Eldorado Celulose para cobrar uma conta de R$ 44 milhões. Segundo ele, o valor deveria ter sido pago pela intermediação que realizou entre a empresa e a Caixa Econômica para a liberação do empréstimo de R$ 940 milhões com FI-FGTS. Trata-se do mesmo empréstimo que, segundo delatores, teria servido de base para pagamento de propinas ao corretor e ao ex-deputado Eduardo Cunha e que levou Funaro à prisão – ele está preso há um ano. Funaro alega que se tratava de um contrato legítimo, assinado em 2012, e que até agora não recebeu pelo serviço prestado.

A procuração que autoriza os advogados a entrarem com o processo foi assinada por Funaro no dia 12 de junho, apenas dois dias antes de o corretor depor na Polícia Federal. Os advogados deram entrada no processo na Justiça paulista em 20 de junho – mesmo dia em que se tornou público o depoimento do dia 12, em que Funaro acusou o presidente Michel Temer de ter pedido e orientado para que R$ 20 milhões dos recursos desviados da Caixa para empréstimos concedidos a BR Vias e LLX fossem entregues a Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Temer e ex-executivo da Caixa.

Os advogados não esclarecem qual é a estratégia de Funaro. No processo judicial contra a Eldorado, que corre na Justiça paulista, o corretor anexou o contrato firmado entre a Eldorado e a Viscaya Holding, uma das empresas de Funaro. O contrato foi assinado pelo presidente da Eldorado, José Carlos Grubisich e previa que a Viscaya prestasse assessoramento para estruturar empréstimos de longo prazo para a empresa de celulose. O valor acertado era de R$ 32,9 milhões.

Agora, Funaro pede na Justiça R$ 44 milhões, já contando com a correção pela inflação. Sua defesa, do escritório Alexandre Jaguaribe Advogados Associados, com sede em Brasília, diz expressamente no processo que a cobrança se refere ao serviço prestado para a liberação do empréstimo do FI FGTS e chegam a anexar uma série de reportagens de 2012 quando a empresa obteve o empréstimo.

A alegação é de que apesar de o serviço ter sido prestado há tanto tempo, havia uma negociação amigável para o pagamento, que teria sido interrompida pelas “calúnias” ditas nas delações de Joesley, segundo Pedro Jaguaribe, advogado de Funaro.

Delação

Nos arquivos da delação dos irmãos Batista e dos executivos da J&F Investimentos, que é a holding dona da Eldorado, não há qualquer menção a esse contrato agora apresentado por Funaro. Joesley Batista havia anexado apenas um contrato de R$ 100 milhões, que também está sendo cobrado na Justiça, para a intermediação de Funaro na briga que a J&F teve com os Bertin, por conta da fusão entre os frigoríficos das duas empresas. Em depoimento à Polícia Federal, no âmbito da Operação Patmos, Joesley disse que esse contrato foi firmado apenas para servir de explicação caso houvesse algum questionamento sobre os pagamentos feitos a empresas de Funaro.

 Uma série de notas fiscais foram anexadas às delações de Joesley e se referiam a pagamentos feitos por diferentes empresas do grupo J&F a Funaro em razão de tal contrato para a causa dos Bertin. As notas fiscais mostram que a Eldorado pagou a empresas de Funaro R$ 35,57 milhões. Um terço se referia a serviços de consultoria de energia e o restante a operações financeiras da Viscaya.

A estratégia de Funaro parece contraditória com o papel de potencial delator que pode incriminar Temer, como mostrou no depoimento à PF dias depois de entrar com o processo contra a Eldorado. Segundo fontes próximas a Funaro, o processo judicial tenta dar um ar de legalidade para o serviço de intermediação dos empréstimos com a Caixa, o que eventualmente poderia amenizar sua pena. Essa inclusive teria sido uma estratégia traçada por Antonio Mariz, com quem consultou ainda antes de ser preso na Operação Sépsis há quase um ano. Mariz hoje é advogado criminalista de Temer. A J&F não comentou sobre esse tema específico. Em nota, informou apenas que está colaborando com a Justiça.

Google é multado em quase R$ 9 bi na Europa por favorecer serviço próprio

A acusação é de que o site favorece seu próprio sistema de comparação de preços -Google Shopping- dentro de seu mecanismo de buscas.

Autoridades regulatórias europeias multaram o Google nesta terça-feira (27) em 2,42 bilhões de euros por favorecer ilegalmente seu serviço de compras. O valor, equivalente a R$ 8,9 bilhões, é um recorde nesse tipo de ação.A maior multa até então, de 1 bilhão de euros (R$ 3,7 bilhões), fora imposta à firma americana Intel em 2009.

A Comissão Europeia (braço Executivo da UE) afirmou que o Google tem 90 dias para interromper as práticas consideradas irregulares. Caso o Google não cumpra a decisão, terá que pagar novas multas diárias de até 5% da média diária do volume de negócios mundial da Alphabet, sua empresa-pai.

A acusação é de que o site favorece seu próprio sistema de comparação de preços -Google Shopping- dentro de seu mecanismo de buscas. Havia queixas há anos vindas de rivais como Yelp, FairSearch e TripAdvisor.

Margrethe Vestager, a comissária europeia responsável pela investigação, afirmou que o Google "criou diversos produtos e serviços inovadores que fizeram a diferença nas nossas vidas, o que é uma coisa boa".

"Mas a estratégia de seu mecanismo de comparação de preços não foi simplesmente atrair consumidores com um produto melhor do que o de seus rivais. Em vez disso, o Google abusou de seu domínio no mercado como mecanismo de busca ao promover seu próprio serviço nas buscas e minimizar os de seus competidores", disse.

Segundo o relatório da Comissão Europeia, os resultados dos serviços de comparação de preço não seguem as regras gerais de busca. Rivais são prejudicados pelo algoritmo -e, portanto, recebem menos cliques, impactando o valor de seus anúncios. Esse tipo de serviço depende do fluxo de visitas.

Com as práticas irregulares, o Google ampliou o número de acessos a seus serviços em 45 vezes no Reino Unido e em 35 vezes na Alemanha, por exemplo, enquanto rivais perderam respectivamente 85% e 92% do tráfego nesses dois países. A empresa nega as acusações e diz que os resultados das buscas facilitam a experiência dos consumidores.

O serviço de comparação de preços do Google foi lançado na Europa em 2004 com o nome Froogle. O produto passou a ser conhecido como Google Product Search em 2008 e, desde 2013, se chama Google Shopping. Consumidores podem comparar preços de diversas plataformas simultaneamente, como Amazon e eBay.

O domínio do mercado em si não é ilegal na União Europeia, diz o relatório das autoridades regulatórias, mas é necessário que as firmas não abusem de sua posição, restringindo a competição.

O Google é acusado, em outro caso, de utilizar seu sistema operacional Android para prejudicar rivais. É esperado que a Comissão Europeia mantenha a linha dura também nessa acusação.

OUTRO LADO

Procurado, o Google não quis comentar a acusação. Mas a empresa encaminhou uma nota oficial de Kent Walker, conselheiro-geral.

"Quando você faz compras nas internet, quer encontrar os produtos de maneira rápida e fácil", escreveu Walker. "Milhares de empresas europeias usam esses anúncios para competir com empresas maiores, como a Amazon e o eBay."

"Quando você usa o Google para procurar por produtos, nós tentamos mostrar aquilo que você está buscando. Nossa habilidade de fazer isso bem não nos favorece ou a nenhum site ou vendedor em particular. É o resultado do trabalho duro e da constante inovação."

"Nós discordamos de maneira respeitosa das conclusões anunciadas hoje. Vamos revisar a decisão da Comissão em detalhe enquanto consideramos nosso recurso", diz a nota.

Presidente da Eletrobrás decide abandonar 43 projetos

Esses 43 projetos são Sociedades de Propósito Específico (SPE), um modelo de negócio que proliferou nos últimos anos, no qual empresas estatais se associam à iniciativa privada

Em resposta ao vazamento de conversa com sindicalistas, durante a qual afirmou que “vagabundos” e “safados” ocupam cargos de chefia na Eletrobrás, o presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior, disse que “exagerou”, mas que tem uma agenda a enfrentar. “É preciso mudar a cultura da empresa, que não é voltada para a meritocracia”, afirmou. Ele admitiu ainda o abandono de 43 projetos, alguns com custo financeiro quatro vezes superior ao retorno que a empresa teria se optasse por concluir a obra.

Esses 43 projetos são Sociedades de Propósito Específico (SPE), um modelo de negócio que proliferou nos últimos anos, no qual empresas estatais se associam à iniciativa privada. Como não são projetos 100% estatais, não têm suas contas vasculhadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como os demais. Mas são investigados pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, que avalia possível interferência do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em negócios fechados por Furnas.

Segundo Ferreira, não há entre as SPEs contratadas nos últimos anos “nenhuma cuja taxa de retorno seja superior a 5%” ao ano, enquanto, pelo mesmo projeto, a Eletrobrás paga juros de financiamento de 20% ao ano. Os números foram divulgados pelo presidente da Eletrobrás na televisão interna da empresa, no vídeo em que se desculpa por ter chamado funcionários de vagabundos, ao mesmo tempo que tenta engajar os empregados a aderir à reestruturação proposta por ele.

Ao todo, a Eletrobrás participa de 177 SPEs, das quais 43 foram abandonadas, 24 estão em construção e 110, em operação. Nesse grupo, estão grandes projetos, como a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que tem conclusão prevista para dezembro de 2019.

Já a construção da usina nuclear Angra 3, um projeto 100% estatal, também alvo da Lava Jato, deve ser retomada em 2019 e concluída em 2023. Nesse caso, a Eletrobrás considerou que vale investir mais R$ 2 bilhões para concluir 37% da obra do que perder os R$ 8 bilhões já investidos. Para isso, deve contar com a parceria minoritária da iniciativa privada, que poderá ser de chineses, russos, franceses ou coreanos. Todos demonstraram interesse no negócio, apesar das denúncias de corrupção na obra.

Segundo Ferreira, no passado, “a holding (controladora) não foi efetiva” o suficiente para evitar a interferência política nas controladas da Eletrobrás. O presidente admitiu que o Ministério de Minas e Energia continua indicando chefias para o grupo, mas afirma que qualquer um que assumir cargo de chefia na empresa é obrigado a se adequar às exigências internas de qualificação técnica e ética para o cargo.

Assim, como acontece na Petrobrás, o enxugamento de pessoal e custos da atual gestão é pautado pela meta de redução do compromisso do caixa com o pagamento de dívidas. Em 2016, a empresa lucrou R$ 3,4 bilhões, o primeiro resultado anual positivo desde 2011

Comércio registra queda no preço de produtos básicos

Período de safra contribui para a diminuição dos valores, uma vez que a oferta de mercadoria cresce

Dados divulgados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) revelam que a maioria dos produtos alimentícios ficaram mais baratos do período entre maio e junho. A compra de alimentos representa 26% nas despesas familiares. Produtos adquiridos para consumo em casa chegaram a ficar 0,83% mais baratos, enquanto o grupo de alimentação e bebidas em geral registrou queda de 0,47%. 

O Mercado Central São José, popularmente conhecido como “Mercado Velho”, no centro de Teresina é o local onde é possível encontrar variedade de produtos. De acordo com a feirante Iolanda Carvalho, um dos primeiros sinais que indicam queda de preço em produtos é a entrada de muita mercadoria nos centros de distribuição de frutas, verduras e legumes. 

Amélia Santos é dona de restaurante e comemora a fase de preços mais baixos (Foto: Assis Fernandes/ O Dia)
Segundo ela, o período da safra também é um fator que contribui para a diminuição dos valores, em que a grande oferta de mercadorias reduz drasticamente o preço de alimentos mais populares. Neste mês, Iolanda comenta que os produtos mais baratos são as frutas, especialmente melancia, banana e abacaxi. A dúzia de banana hoje custa R$ 6, diferença de R$ 2 no preço anterior; o quilo de melancia custa R$ 1; e o preço do abacaxi varia de acordo com seu tamanho e fica entre R$ 2 e R$ 5. 

“O tempo certo faz com que tenha mais produtos, por isso as pessoas procuram mais. Mesmo com preço mais alto, eles continuam buscando, mas muito menos. E também fica a expectativa de que os preços permaneçam baixos para que as pessoas procurem mais o mercado”, fala. 

Da mesma forma que frutas e verduras tiveram relativa queda em seu valor, alimentos básicos presentes diariamente no cardápio do brasileiro como arroz e feijão também tiveram redução. O comerciante Paulo César vende os produtos em sua banca no Mercado Central e conta que os clientes não se afastam do comércio, mas sim diminuem a quantidade dos produtos comprados. 

Além disso, Paulo ressalta que existem produtos que, de moro geral, não vendem muito e em período de altos preços a procura por eles é ínfima, como por exemplo, a fava, que custa cerca de R$ 18, o quilo. Mas os alimentos comuns continuam no topo da pesquisa e, atualmente, quem procurar arroz vai encontrar por R$ 3, o quilo, enquanto no mês de maio o produto custava R$ 3,50, é o que informa Paulo César. O feijão preto agora custa R$ 6, o que representa diminuição de 25% do preço anterior, que era R$ 8; já o feijão carioca chegou a R$ 12, e hoje está na faixa de R$ 6, com queda de 50%. 

“Quando preços diminuem, é benéfico para todos, tanto para gente como para os clientes. Compramos mais barato e vendemos mais barato e aumenta o lucro. Quando esta muito caro a gente fica ate sem jeito de botar aquele preço. A gente pensa como se fosse consumidor, como o preço também nos afeta”, conta o vendedor. 

Altos valores fazem os consumidores a procurarem soluções para não terem despesas muitos grandes que afetem o orçamento mensal. Amélia Ramos é dona de restaurante e comemora a baixa nos preços, mas conta que precisou diminuir as compras e procurar produtos com preços mais em conta para fazer substituição. Para a comerciante, arroz, feijão, macaxeira e batata doce são os alimentos que não podem faltar. 

“Eu deixava de comprar carne de R$18 para comprar de R$13, mas não com qualidade inferior. São substituições necessárias para não ter prejuízo. Mas com os preços menores eu espero que os preços fiquem da mesma forma e diminua mais, principalmente com os básicos”, diz

26 de junho de 2017

J&F fecha acordo para negociar venda da Alpargatas à Cambuhy

Cambuhy é um fundo criado por Pedro Moreira Salles, ex-presidente do Unibanco e copresidente do conselho do Itaú; J&F comprou Alpargatas em 2015 da Camargo Corrêa, por R$ 2,66 bi.

A Alpargatas, dona de marcas como Havaianas e Osklen, informou nesta segunda-feira (26) que o grupo J&F, controlador da empresa, fechou um acordo de confidencialidade para negociar a possível compra de todas as suas ações detidas pelo conglomerado pela gestora de recursos Cambuhy, que tem entre os fundadores o empresário Pedro Moreira Salles, ex-presidente do Unibanco e atual copresidente do conselho de administração do Itaú.

A J&F, dona da JBS, detém 54% do total de ações na Alpargatas, informou a empresa em seu site em março deste ano.

"A J&F comunicou, ainda, que manterá a Alpargatas informada sobre o andamento das negociações, bem como sobre a celebração de quaisquer contratos vinculantes neste sentido", informou a impresa em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em 2015, a J&F Investimentos comprou o controle da Alpargatas do grupo Camargo Corrêa, em uma operação avaliada em R$ 2,66 bilhões. Foi a última grande aquisição do grupo. Na ocasião, a companhia informou que o objetivo da operação era a "diversificação do portfólio de negócios investidos pela J&F".

Desinvestimentos da JBS

Na semana passada, a JBS, controlada pelo J&F, informou que fará um programa de desinvestimentos de R$ 6 bilhões. O plano da empresa inclui se desfazer de sua fatia de 19,2% na empresa Vigor Alimentos S.A, além da participação acionária na Moy Park e dos ativos da Five Rivers Cattle Feeding e fazendas.

Os R$ 6 bilhões estimados pela empresa do plano de desinvestimentos devem se juntar ao montante de R$ 1 bilhão já anunciado da venda das operações da companhia na Argentina, Paraguai e Uruguai.

Quatro grupos estrangeiros mostram interesse em Angra 3

Obras estão paradas desde 2015 e precisam de investimento estimado pelo governo entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões para ser concluída em 5 anos.

Quatro grupos internacionais de quatro países manifestaram interesse em concluir a obra de Angra 3, a polêmica usina nuclear cuja construção está paralisada em meio ao envolvimento no escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Obra precisa de investimento bilionário para ser concluída.

Segundo o presidente-executivo da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., russos, sul-coreanos, franceses e chineses estão interessados, enquanto a estatal e o governo debatem valores para conclusão da obra.

Para o executivo, o governo prevê uma decisão até setembro sobre como levar adiante o empreendimento.

De acordo com Ferreira Jr., seria possível iniciar a operação de Angra 3 em 2023, caso uma decisão favorável à retomada das obras seja tomada em setembro.

Ele comentou que as empresas interessadas não temem questões relacionadas ao escândalo de corrupção, pois a Eletrobras está com uma agenda forte de governança para impedir novos desvios de conduta.

"Estamos debatendo valor para conclusão, de ter parceiro, financiamento internacional e indexação da tarifa", declarou ele a jornalistas, em conferência de imprensa para afirmar sua intenção de continuar na empresa, após polêmicas com funcionários.

O executivo não informou o nome das empresas interessadas.

A conclusão da construção da usina nuclear de Angra 3, cujas obras estão paralisadas desde o final de 2015, exigiria entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões de em investimentos e até cinco anos de trabalho, disse em maio o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.


Temer sanciona lei que permite preço diferente para cada forma de pagamento

Comerciantes poderão cobrar valores diferentes para pagamento em dinheiro ou no cartão, por exemplo, o que era proibido. Medida foi anunciada em dezembro e pode reduzir custo do crédito.

O presidente Michel Temer sancionou nesta segunda-feira (26) a lei que permite aos comerciantes cobrarem preços diferentes para um mesmo produto, dependendo da forma como o cliente paga e do prazo de pagamento.

Assim, o comerciante fica autorizado a cobrar um preço de quem paga com cartão e outro de quem paga em dinheiro, por exemplo. A prática, apesar de já ser comum no comércio, era proibida.

A mudança foi proposta em dezembro pelo governo em forma de uma medida provisória. Como MPs têm validade imediata, a regra já estava em vigor desde aquela época. O texto, porém, teve que passar pelo Congresso, onde foi aprovado e enviado para sanção ou veto presidencial.

Quando do anúncio, em dezembro, o governo disse esperar que a nova regra contribua para a redução dos custos do crédito ao consumidor. A Proteste, associação que atua na defesa do consumidor, é contra a medida (veja mais abaixo nesta reportagem).

Ao passar pela análise do Congresso, os parlamentares incluíram no texto que o fornecedor do produto ou serviço deverá informar, em local visível ao consumidor, eventuais descontos oferecidos em função do prazo ou do instrumento de pagamento usado.

No caso de descumprimento das regras, os comerciantes ficarão sujeitos a punições previstas em uma lei de 1990, como multa, apreensão de produtos, cassação de licença da atividade e interdição do estabelecimento.

Em discurso após a sanção, Temer afirmou que a medida traz transparência para a economia. Para o presidente, a lei vai estimular a concorrência entre as operadoras de cartões, reduzir custos para o comerciante e beneficiar o consumidor.

"Essa é uma medida de proteção ao consumidor. O lojista pode dar as mais variadas opções para o consumidor escolher. Em vez de impor amarras, nós damos liberdade. Cada indivíduo sabe o melhor para si. Não é o estado que deve saber", disse.

Transferência de renda

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou, também durante a cerimônia, que a lei promove a modernização do sistema de pagamento e do sistema financeiro brasileiro em geral.

De acordo com ele, um dos principais impactos é a redução do subsídio cruzado entre consumidores que pagam em dinheiro e no cartão.

As compras em cartão envolvem a cobrança de taxas pelas operadoras e que são repassadas aos consumidores. Com a regra que previa preço único para os produtos, tanto aqueles que pagam em dinheiro quanto os que pagam com o cartão acabavam sendo onerados por esse custo extra.

Com a mudança, a expectativa é que, a partir de agora, quem paga em dinheiro fique livre dessa cobrança e acabe tendo desconto no valor dos produtos.

"Famílias de baixa renda, que pouco usam o cartão, estão transferindo renda para famílias de renda mais elevada, que usam mais o cartão", apontou Meirelles.

Proteste é contra

A Proteste, associação que atua na defesa do consumidor, critica a mudança. De acordo com a entidade, a diferenciação de preços é contra a lei e não há garantia na lei de que haverá desconto para o pagamento em dinheiro, por exemplo.

De acordo com a Proteste, a medida pode resultar no sobrepreço de produtos, já que os consumidores não terão condições de identificar se o preço a ser pago é real.

A associação aponta ainda que pagamentos em dinheiro, cheque, cartão de débito ou de crédito são todos considerados à vista. E que os usuários de cartão pagam taxas, como de anuidade, além de juros no caso de parcelamento das faturas, o que não justificaria a diferenciação de preços.

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento da economia para 0,39%

As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%.

O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia pela terceira vez seguida. A estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 0,40% para 0,39%. As informações são da Agência Brasil.

Para 2018, a projeção para o crescimento do PIB foi reduzida pela quinta vez consecutiva, de 2,20% para 2,10%. Essas estimativas são do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central sobre os principais indicadores econômicos.

A projeção para a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), caiu pela quarta vez seguida, ao passar de 3,64% para 3,48%, este ano. Para 2018, a estimativa caiu de 4,33% para 4,30% no terceiro ajuste consecutivo. As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%.

Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

Gasto com militar inativo é 17 vezes maior que com aposentado comum, aponta TCU

Relatório usa números de 2016. Ausência de contribuição patronal, no caso de militares, explica diferença, diz Ministério da Defesa. Pasta prepara proposta de aposentadoria para militares.

Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que, em 2016, o Tesouro Nacional gastou com pagamento de aposentadoria a cada militar inativo ou pensionista 17 vezes mais do que gastou com cada beneficiário do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que atende aos trabalhadores do setor privado (INSS).

Militares estão fora do projeto do governo de reforma da Previdência, que muda regras para aposentadoria de trabalhadores do setor privado e funcionários públicos e está em tramitação no Congresso. O Ministério da Defesa e Forças Armadas preparam uma proposta específica de previdência para militares.

De acordo com o documento do TCU, enquanto a despesa com cada beneficiário do RGPS custou no ano passado ao governo R$ 5.130,66, na média, com cada militar inativo ou pensionista de militar foi de R$ 89.925,30, também na média.

Uma das razões da diferença é que, no RGPS, a Previdência recebe contribuições tanto de empregados quando de empregadores. O gasto médio do governo de R$ 5.130,66 por ano é motivado pelo fato de que o total dessas contribuições não é suficiente para pagar aposentadorias dos inativos, pensões e demais despesas.

No caso dos militares, o Tesouro Nacional é responsável por todas as despesas porque não há o equivalente à contribuição patronal do setor privado.

Segundo nota do Ministério da Defesa, nos demais regimes previdenciários, a contribuição patronal pode chegar a 22%. Dos militares ativos e inativos é cobrada uma contribuição de 7% a 9%, destinada somente ao pagamento de pensões. A aposentadoria de militares da reserva é integralmente paga pelo governo (veja íntegra da nota do ministério ao final desta reportagem).

O levantamento do TCU mostra ainda que o Tesouro gastou, na média, R$ 56.893,32 em 2016 com cada beneficiário do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que atende aos servidores públicos federais. O valor equivale a 11 vezes o que foi gasto com quem recebe pelo RPPS.

No RGPS estão incluídos desde aposentados pelo INSS até aqueles que recebem benefícios como auxílio-doença. No total, segundo o TCU, eram 29,1 milhões de beneficiários do RGPS em 2016, dos quais 26,9 milhões de aposentados e pensionistas. Entre os servidores públicos da União, eram 683.560 beneficiários. Entre os militares, 378.870.

Contribuição x despesa

O relatório do TCU aponta ainda que as contribuições previdenciárias dos trabalhadores da ativa, tanto do setor privado quanto do serviço público federal, têm peso muito maior que a dos militares na cobertura dos gastos com as aposentadorias.

Em 2016, o valor total pago em contribuição previdenciária por trabalhador no setor privado e do setor público foi equivalente a 38% do que foi recebido por um beneficiário do RGPS ou do RPPS.

Já a contribuição de cada militar ao longo do ano passado cobriu apenas 8% do valor de uma aposentadoria paga a militar da reserva.

Regime geral: contribuição média de R$ 6.623,00 por trabalhador e gasto médio de R$ 17.402,71 por beneficiário do RGPS em 2016.

Servidores públicos: contribuição média de R$ 38.684,89 por trabalhador e gasto médio de R$ 101.709,63 por beneficiário do RPPS em 2016.

Militares: contribuição média de R$ 7.925,56, por militar ativo ou inativo e gasto médio de R$ 97.658,83 por militar da reserva ou pensionista em 2016.

Entretanto, enquanto tanto no setor privado quanto no setor público há contribuição patronal (das empresas empregadoras ou do próprio governo), no caso dos militares isso não existe.

Idade

O documento também aponta diferença na idade média de concessão da aposentadoria aos trabalhadores comuns e na da transferência para a inatividade, no caso dos militares.

Em 2016, 55% dos militares que passaram para a reserva tinham entre 45 e 49 anos. Já no regime geral, apenas 6% estavam nessa faixa de idade.

No regime geral, a maior parte (34%) dos aposentados em 2016 tinha entre 60 e 64 anos. Já entre os servidores da União, a maior parte dos aposentados (32%) tinha entre 55 e 59 anos.

Crise

Segundo o TCU, até 2060 o gasto do governo com aposentadorias pode chegar a 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

A auditoria do tribunal alerta para o efeito da crise sobre o aumento nos gastos dentro do regime geral (INSS).

Segundo o TCU, de 2007 a 2016 as despesas do RGPS aumentaram em 1,29% do PIB, passando de 6,81% para 8,10%.

"Esse crescimento ocorreu após 2011, quando a despesa do RGPS chegou a representar 6,43% do PIB, e foi mais expressivo nos exercícios de 2015 e 2016, nos quais aumentou em 0,45% e 0,84% do PIB, respectivamente”, informa a autoria.

Nos quatro primeiros meses de 2017, o rombo da Previdência Social avançou 38,7%, para R$ 52 bilhões, quando comparado com o mesmo período de 2016.

Para todo o ano de 2017, a expectativa do governo é de que o INSS registre novo resultado negativo, de R$ 185,8 bilhões.

Segundo o TCU, "o substancial crescimento das despesas do RGPS em relação ao PIB pode ser explicado, em parte, pelo forte período recessivo observado no Brasil nos exercícios de 2015 e 2016, nos quais a economia do país recuou 7,2% e o desemprego avançou."

A crise e o desemprego fazem com que menos pessoas contribuam para o sistema.

"Diferente dos outros regimes, o RGPS é mais sensível às flutuações da economia, que afetam diretamente suas receitas e podem provocar aumento na demanda de alguns benefícios previdenciários."

A auditoria do TCU alerta para o fato de que o regime geral, além de aposentadorias e pensões, também concede outros benefícios, como auxílio-doença, salário maternidade e auxílio-reclusão, que não encontram correspondência no RPPS, destinado a servidores públicos, ou no sistema de proteção social dos militares.

Nota do Ministério da Defesa

Inicialmente, é preciso esclarecer que, conforme previsto nos dispositivos constitucionais, os membros das Forças Armadas não estão enquadrados em nenhum regime de previdência. Isso porque o militar não se aposenta, ele ingressa na reserva, mantendo o vínculo com a profissão militar, podendo ser mobilizado a qualquer momento e permanecendo sujeito aos códigos e regulamentos da profissão.

Também é importante esclarecer que a contribuição do militar das Forças Armadas não é feita apenas pelos ativos. O militar continua contribuindo mesmo na inatividade, até o seu falecimento, com um percentual mínimo de 7,5% sobre a remuneração bruta (podendo atingir 9% em alguns casos) e que não está sujeita à limitação do teto do RGPS.

Além dos 7,5% (ou 9%, em alguns casos) destinados à pensão militar, ainda há o desconto obrigatório de 3,5% para o custeio do sistema de saúde e assistência social, totalizando, no mínimo, 11% de desconto referente à proteção social. Considerando que a contribuição é feita sobre a remuneração bruta, em termos absolutos, o valor descontado dos militares é maior do que nos demais regimes, se adotada a mesma faixa salarial.

No que se refere à relação contribuição/benefício per capita ser de 8% contra 38% dos demais regimes, isso se deve ao fato de que, no caso das Forças Armadas, não existe contribuição patronal, que pode chegar a 22% nos demais regimes. Ou seja, o percentual apresentado refere-se apenas às contribuições do militar e não leva em consideração a contribuição total de, no mínimo, 11% (abate-se o valor referente à saúde e assistência social).

Portanto, cabe enfatizar que o custo do militar inativo é mais alto justamente porque não conta com contribuição patronal. Caso essa contribuição existisse, com os mesmos critérios aplicados aos demais regimes, a necessidade de financiamento por beneficiário/ano seria drasticamente reduzida, principalmente pelo fato de haver contribuição vitalícia por parte do militar (mesmo na inatividade). É importante destacar ainda que a contribuição patronal está relacionada à existência de regimes previdenciários, o que não se aplica no caso dos militares das Forças Armadas, conforme prevê a Constituição Federal.

24 de junho de 2017

Ministério diz que vai avaliar qualidade de vacina usada no Brasil

Decisão foi anunciada nesta sexta (23) após suspensão da importação de carne bovina brasileira pelos EUA. Suspeita é que problemas na carne tenham sido causados por reação à vacina.

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, afirmou nesta sexta-feira (23) que o governo fará uma investigação para verificar a qualidade das vacinas contra febre aftosa aplicadas nos animais cuja carne foi exportada para os Estados Unidos.

Na quinta (22), os Estados Unidos anunciaram a suspensão das importações de carne bovina brasileira sob a justificativa de que foram encontradas inconformidades, entre elas a presença uma inflação em decorrência de uma reação à vacina.

"Temos como fazer um rastreamento de todos os lotes [da vacina] utilizados. Vamos fazer um levantamento para testar a qualidade das vacinas", disse Novacki em entrevista coletiva na sede do Ministério da Agricultura, em Brasília.

Novacki voltou a dizer que o problema provocado pela vacina não traz nenhum risco à saúde e que, geralmente, a parte com a inconformidade é descartada. Segundo o secretário, o abcesso, provocado pela reação à vacina, deixa apenas a parte da carne afetada com aparência ruim.

De acordo com ele, o Brasil exporta para os Estados Unidos a parte inteira dianteira do boi, o que dificulta a identificação desses abcessos.

Para evitar esse tipo de problema, Novacki afirmou que a equipe técnica do ministério vai propor que a exportação seja feita após o fatiamento da carne, o que torna mais fácil encontrar - e descartar - as partes com problema.

Novacki disse que o Chile identificou um problema semelhante em novembro do ano passado, que foi resolvido após a decisão de fatiar a carne exportada.

 Eficácia da vacina brasileira contra aftosa

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), que representa os fabricantes de vacina, afirmou, em comunicado, que a vacina contra febre aftosa brasileira "tem qualidade, segurança e eficácia reconhecidas pelas autoridades, produtores, indústria e instituições internacionais de saúde animal".

A entidade afirmou também que diversos fatores, como a aplicação inadequada do produto, podem ter provocado as reações no gado brasileiro. "Eventuais reações provocadas pela vacina nos bovinos ocorrem por uma série de fatores, que vão da base oleosa e adjuvantes utilizados até sensibilidade e estresse animal, processo de vacinação em si, com agulhas mal esterilizadas e/ou inadequadas, e aplicação em locais inadequados."

Decisão pode afetar outros mercados

Mais cedo nesta sexta, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que a decisão dos Estados Unidos pode levar outros países a suspender a compra da carne bovina fresca brasileira.

"Os Estados Unidos são guias para muitos países, especialmente os pequenos da América Central. O Brasil pode perder muito se essa situação não conseguir ser resolvida rapidamente", disse Maggi.

Maggi também disse que a decisão dos EUA se baseia em questões relacionadas ao preparo e à limpeza da carne, mas pode ter sido motivada por pressão dos produtores daquele país.

O ministro também comentou que poderia antecipar, já para a próxima semana, uma reunião com o Departamento de Agricultura americano. Inicialmente a reunião foi agendada para o dia 13 de julho.

15 frigoríficos afetados

O veto à carne bovina brasileira pelos EUA levou à suspensão das exportações de 15 frigoríficos, que eram os únicos autorizados a vender carne para aquele país.

De acordo com Novacki, até maio as exportações de carne bovina fresca para os EUA somaram US$ 49 milhões. A previsão era de que esse valor chegasse a US$ 100 milhões no ano de 2017.

O secretário disse que os Estados Unidos é um mercado importante e que o objetivo é retomar as exportações o mais rápido possível. Para isso, o Ministério da Agricultura está respondendo a todos os questionamentos e tenta uma reunião o ministério da Agricultura dos Estados Unidos.

Surpreendidos

O secretário-executivo reforçou o discurso de que o Brasil foi surpreendido com a decisão dos norte-americanos e voltou a dizer que há uma disputa grande pelo mercado de carne nos Estados Unidos, que pode ter relação com a suspensão das compras.

O Brasil exporta para os Estados Unidos desde julho do ano passado e, segundo Novacki, os Estados Unidos não conseguiram entrar no mercado brasileiro por uma questão de preço.

"Mas eles só podem suspender as nossas importações por problemas sanitários e nossas equipes estão trabalhando para comprovar que não há problemas sanitários", disse.

Desde a Operação Carne Fraca, em março, os Estados Unidos passaram a fiscalizar 100% da carne brasileira que chega ao país. Apesar da fiscalização mais severa, disse Novacki, até agora não havia ocorrido nenhuma devolução de mercadoria.

Total de passageiros em voos entre Brasil e EUA cai pelo 2º ano seguido

Agência Nacional de Aviação Civil( Anac) registra redução apesar da alta na demanda por voos internacionais e do dólar mais barato. O comparativo foi feito entre 2015 e 2016.

As viagens para os EUA, principal destino de brasileiros no exterior, estão em queda pelo segundo ano consecutivo, mostram dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aos quais o G1 teve acesso.

O número de passageiros transportados entre os dois países, no acumulado de janeiro a abril de 2017, foi 14,6% menor que o registrado em igual período do ano passado. Entre 2016 e 2015, na mesma comparação, a queda já havia sido de 11,07%.

A redução se deu apesar da recuperação da demanda por voos internacionais entre as empresas aéreas brasileiras e da desvalorização do dólar, que faz com que as viagens para os EUA fiquem mais baratas.

Segundo a Anac, a alta na demanda por voos internacionais foi de 17,1% somente em abril de 2017 – sétimo mês seguido de crescimento nesse indicador.

Já o dólar, que no ano passado já havia acumulado desvalorização de 17,69%, começou janeiro de 2017 cotado a R$ 3,24 e terminou o mês de abril valendo R$ 3,17.

Além dos EUA, também houve queda no número de passageiros transportados entre o Brasil e países como Portugal, França e Reino Unido, na comparação entre 2015 e 2016. Já Argentina, Chile e Espanha, entre outros, registraram aumento no período

Com menos passageiros dispostos a viajar, a oferta de voos entre Brasil e EUA também vem caindo pelo segundo ano seguindo, mostram os dados da Anac.

 
Fonte: ANAC

Na semana do dia 31 de maio de 2015, empresas nacionais e estrangeiras ofereciam 284 voos semanais entre os dois países. Em 2016, na mesma época, eram 210 e, na semana de 31 de maio de 2017, eram 196 voos semanais. Nesses dois anos, a queda acumulada na oferta é de 31%.

A Delta não quis comentar o assunto. A Latam informou que reduziu a oferta de voos, tanto no mercado nacional quanto no internacional, para "enfrentar o contexto macroeconômico brasileiro desafiador, altamente complexo e volátil, com impactos profundos no setor aéreo, como a alta de custos e a retração de demanda."

"Nos primeiros três meses deste ano, a oferta de voos entre o Brasil e os EUA foi 26% menor que no mesmo período do ano passado", disse a Latam.

O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Edmar Bull, diz que os números do setor indicam uma retomada, a partir de maio, do interesse dos brasileiros pelas viagens aos EUA.

"Os brasileiros estão voltando a viajar para os EUA", disse Bull. Segundo ele, os turistas ainda têm cautela, devido à instabilidade provocada pela nova crise política e o risco de nova disparada do dólar. Apesar disso, diz o presidente da Abav, os brasileiros estão mais dispostos a viajar.

Ministro da Fazenda diz que meta de inflação para 2019 pode cair

Segundo Meirelles, a eventual redução da meta, que hoje é de 4,5%, não compromete a retomada econômica.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse na sexta-feira (23) que há espaço para reduzir a meta da inflação na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

"Há uma possibilidade sim. A inflação apurada no IPCA-15 [Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15, prévia da inflação oficial] é a menor inflação em 12 meses desde 2007, 3,52%. A expectativa de inflação para os próximos 12 meses está estabilizada e nós temos boas condições para analisar qual será a meta para 2019."

Segundo Meirelles, a eventual redução da meta, que hoje é de 4,5%, não compromete a retomada econômica. "Não há nada que possa prejudicar a retomada neste momento", destacou.

Meirelles participou, em São Paulo, de uma reunião com empresários do setor varejista. Durante o encontro, fechado à imprensa, o assunto foi o desenvolvimento da economia, segundo relato do ministro. "Houve um interesse muito grande em saber como está o desenvolvimento da economia brasileira, se falou bastante da questão das reformas e a perspectiva de aprovação, que impacta bastante esse segmento."

Em relação à reforma da Previdência, Meirelles espera que a proposta do governo seja aprovada integralmente e reafirmou que a negociação com os parlamentares está em curso. "O projeto como está acreditamos que seja adequado, mas, evidentemente, o Congresso é soberano e temos que conversar, não achamos que possa haver alterações dramáticas porque isso prejudicaria a eficácia da reforma", argumentou.

23 de junho de 2017

Fachin diz que juiz não condena por ódio e sistema penal não é solução

Relator da Operação Lava Jato defendeu importância da política para solucionar crise.

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (23) que nenhum juiz condena por ódio e que o sistema penal não é resposta para todos os males do país. Durante palestra a servidores da Corte, ele defendeu a importância da política para solucionar a crise brasileira.

"Não se pode demonizar a política; não será o sistema penal punitivo a resposta de todos os males. Nos dias correntes, a propósito, permito-me trazer a lição do eminente ministro Cezar Peluso, a quem muito estimo e admiro. Nenhum juiz verdadeiramente digno de sua vocação condena ninguém por ódio. Nada constrange mais um magistrado do que ter que infelizmente condenar um réu em matéria penal", disse.

Fachin promoveu conferência chamada “Fraternidade e Humanismo”, com participação do professor português Paulo Ferreira da Cunha, da Universidade do Porto. Ao introduzir o evento, o ministro disse que as instituições no Brasil estão funcionando, negando a existência de uma crise institucional.

“Avançar na redenção constitucional brasileira, e nela não está em primeiro plano a atuação hipertrofiada do magistrado constitucional, embora deva, quando chamado, responder com firmeza e serenidade. Em primeiro plano está a espacialidade da política, dos representantes da sociedade e a própria sociedade, ali como encontro e ambiente apto a propor e formular soluções histórico-sociais”, afirmou o ministro.

A exemplo do que fizeram outros países, disse Fachin, é preciso trazer “ideias e instrumentos democráticos” ao reencontro da sociedade.

“O protagonismo de um novo pacto social pressupõe, sob a fraternidade e o humanismo, a atuação plena dos vetores da democracia representativa, da sociedade, do Parlamento e dos parlamentares, dos agentes públicos que, mesmo nos dissensos, constroem consensos”.

Pezão diz que pode deixar o cargo, mas para tratar da saúde

Governador havia dito em reunião com servidores que não sabe se ficará no cargo até o fim de 2018. Ao RJTV, ele disse que isso seria por orientação médica.

O governador Luiz Fernando Pezão esclareceu, nesta sexta-feira (23), que ao ter dito não saber se chegará a concluir seu mandato no Palácio da Guanabara se referia à sua condição de saúde. Segundo ele, o médico que o acompanha o orientou a parar de trabalhar desde já.

“Falei em sair no sentido da minha saúde, que a gente nunca sabe o que vai ocorrer. Meu médico pediu para que eu parasse agora para me tratar, estou só adiando” disse Pezão em conversa por mensagens com Edmilson Ávila, do RJTV.

Pezão ficou licenciado do cargo no ano passado durante sete meses para tratamento de um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer nas células de defesa do organismo. O tratamento teve início no final de março. Em julho, exames mostraram a resolução completa do câncer. A licença médica foi estendida ao governador até o final de outubro do mesmo ano.

Nesta quinta-feira (22), o presidente do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Rio (Muspe), Ramon Carrera, afirmou, ao sair de reunião com Pezão durante a tarde, que o governador disse "repetidas vezes" durante o encontro que não sabe se chegará ao fim do mandato, em 2018.

Os comentários teriam acontecido quando foi abordada a questão financeira do estado. "Me surpreendeu a naturalidade com que o governador disse repetidas vezes que não sabe se chegará até o fim do governo em 2018. O governador disse que não tinha um plano B e que se o acordo de recuperação fiscal não for assinado, não tem como pagar os salários", disse o representante do Muspe.

Ao repórter Edmilson Ávila, o governador também falou da expectativa de, junto ao governo federal, fechar o acordo para o plano de recuperação fiscal do estado. Por meio deste acordo, será possível ao RJ suspender o pagamento da dívida com a União além de contratar empréstimos para garantir a quitação integral dos salários dos servidores do estado.

“O Rodrigo [Maia] e o ministro [Henrique] Meirelles têm tentado ajudar muito. Vamos trabalhar pra ver se fechamos essa na próxima semana”, afirmou Pezão.

Picciani defende intervenção federal ou impeachment de Pezão

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), disse em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira (22), que a solução para o estado é uma intervenção do governo federal ou o impeachment do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Picciani citou várias medidas de ajuste fiscal aprovadas pela Alerj e criticou a condução que seu colega de partido está dando à crise. “Aprovamos muito mais na Previdência do que eles [governo federal] pediram. Aprovamos a [venda da] Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgotos]. Aprovamos em cima dos incentivos fiscais o pagamento de 10% do Fundo de Equilíbrio Fiscal. Aprovamos o aumento do ITB. Aprovamos o aumento do IPVA, o aumento da energia elétrica, da cerveja e do fumo."

"Se nada disso for suficiente para ter respeito pelo Rio de Janeiro, só vai restar ao governo Temer ter a coragem de fazer a intervenção, porque o Rio não pode ficar nesse descontrole na área da segurança e da saúde, ou nós vamos fazer o impedimento”, disse o presidente da Alerj.

PF apreende pelo menos 15 joias na casa de cunhada do ex-governador

Objetivo da operação era localizar 149 joias, de um total de 189 peças que teriam sido compradas pelo casal para lavar dinheiro de corrupção.

A Polícia Federal apreendeu pelo menos 15 joias em endereço ligados a Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), na manhã desta sexta-feira (23). A ação é um aprofundamento da Lava Jato. O objetivo da operação era localizar 149 de um total de 189 joias que teriam sido compradas para lavar dinheiro de corrupção.

Os agentes vasculharam o apartamento da cunhada do ex-governador, em Ipanema, Zona Sul do Rio, por mais ou menos uma hora e meia. Foi a própria Nusia Ancelmo quem recebeu os policiais federais. A PF já sabe que algumas joias apreendidas foram compradas por Adriana e teriam sido dadas de presente a uma sobrinha, filha de Nusia.

Agora, os agentes querem descobrir se as outras também pertencem à ex-primeira-dama ou se são da irmã dela, mas foram pagas com dinheiro da propina.

Nusia era funcionária do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), de onde pediu exoneração em dezembro do ano passado. Ela era lotada, desde 2010, no gabinete do conselheiro Aloysio Neves Guedes, que foi eleito presidente do TCE. A irmã de Adriana Ancelmo tinha um salário bruto de R$ 17,2 mil.

Joias aprendidas na época da prisão de Adriana Ancelmo e Sérgio Cabral. A maioria das peças continua desaparecida (Foto: Fantástico)

Os agentes também fizeram buscas no apartamento onde vive a ex-governanta de Adriana, Gilda Maria de Souza Vieira da Silva, na Rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico.

De acordo com o Jornal Hoje, a Polícia Civil recebeu informações de que a ex-governanta do casal esteve em uma das joalherias da qual os patrões eram clientes e deixou uma pulseira para avaliação. A Polícia Civil avisou à PF. Essa semana, Gilda apresentou versões contraditórias sobre a origem da joia.

Joias apreendidas no apartamento da irmã de Adriana Ancelmo em Ipanema (Foto: Reprodução)

Além da pulseira, ela entregou à polícia um par de brincos, que seriam da ex-primeira-dama. Os policiais não encontraram nada no apartamento dela, mas a busca continua.

Se o ex-governador e Adriana Ancelmo forem condenados, as joias apreendidas serão leiloadas e o dinheiro será devolvido aos cofres públicos.

Ex-governador está preso há 7 meses

Cabral está preso desde novembro do ano passado, quando foi alvo da Operação Calicute. Até então, as investigações tinham levado à apreensão de 40 joias no apartamento do ex-governador, que foram avaliadas em R$ 2 milhões.

Segundo as investigações, joias e pedras preciosas compradas pelo casal são, sim, prova de crime. Adriana e Sérgio gastaram mais de R$ 11 milhões em joalherias, e a maioria das peças ainda não foi encontrada.

Adriana chegou a ser presa em dezembro do ano passado, por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. No despacho, o magistrado citou o fato de 149 das 189 joias que foram compradas pelo casal não terem sido localizadas como um dos motivos para a prisão.

"Embora as investigações tenham identificado registros nas joalherias investigadas de que Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo adquiriram pelo menos 189 joias desde o ano 2000, somente 40 peças foram apreendidas pela Polícia Federal por ocasião das buscas e apreensões, as quais foram encontradas no cofre do quarto da residência do casal", afirmou o magistrado.

A ex-primeira-dama ganhou o direito a cumprir prisão domiciliar no fim de março. Desde então, ela está no apartamento no Leblon onde vivia com o ex-governador.

Outro processo

Neste mês, Adriana foi absolvida pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, em processo sobre lavagem de dinheiro e corrupção. O Ministério Público diz que vai recorrer e já apresentou nova denúncia.

Nessa ação, o marido de Adriana foi condenado a 14 anos e 2 meses de prisão por ter usado o cargo de governador para pedir e receber vantagem indevida. Segundo a sentença, o grupo comandado por ele recebeu propina do contrato da Petrobras com o Consórcio Terraplanagem Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), formado pelas empresas Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão. Cabral recebeu R$ 2,7 milhões do esquema.

Segundo Moro, não havia prova suficiente de autoria ou participação de Adriana Ancelmo nesse esquema. "Ela beneficiou-se da propina, pois utilizou os recursos provenientes da corrupção para aquisição de bens." Mas, ainda de acordo com o juiz, a ex-primeira-dama disse que não cuidava das compras e que a responsabilidade foi assumida por Cabral. Na denúncia que deu origem a esse processo, investigadores apresentaram notas de compras de móveis de escritório, vestidos de festas e ternos.

Brasileiros já sacaram R$ 37 bilhões de contas inativas do FGTS

Ao todo, 22,1 milhões de trabalhadores já sacaram os recursos; saques se referem a contas de brasileiros nascidos entre janeiro e novembr

Os brasileiros já sacaram R$ 37 bilhões de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) até o dia 21 de junho, informou a Caixa Econômica Federal. Esse número representa 84,8% do total de recursos disponível para resgate (R$ 43,6 bilhões), de acordo com a Caixa.

Os saques foram feitos por pessoas nascidas entre janeiro e novembro, de acordo com o calendário de liberação de recursos, que vai até 31 de julho.

Ao todo, 22,1 milhões de trabalhadores já sacaram os recursos. Esse número representa 79,7% das 27,7 milhões de pessoas nascidas entre janeiro e novembro que têm contas inativas do FGTS disponíveis para o saque.

Saques vão até 31 de julho

A liberação dos recursos do FGTS que estão em contas que ficaram inativas até 31 de dezembro de 2015 foi anunciada pelo governo federal em dezembro do ano passado. Os saques começaram em março e seguem um calendário de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.

O último lote será liberado para os nascidos em dezembro no dia 14 de julho. Todos os trabalhadores poderão fazer os saques até o dia 31 de julho.

Se o beneficiário não retirar o dinheiro até o prazo final, o valor voltará para a conta do FGTS e ele só conseguirá sacá-lo se estiver enquadrado nas hipóteses que permitem o saque do FGTS, como pessoas em tratamento contra o câncer, doentes em estágio terminal ou quem estiver pelo menos 3 anos sem receber depósitos no fundo.

Como sacar o FGTS inavito

Segundo a Caixa, valores nas contas inativas de até R$ 1.500 podem ser sacados no autoatendimento, somente com a senha do Cidadão. Para valores até R$ 3.000, o saque pode ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa. Acima de R$ 3.000, os saques devem ser feitos nas agências.

Para facilidade no atendimento, os trabalhadores devem sempre ter em mãos o documento de identificação e Carteira de Trabalho, ou outro documento que comprove a rescisão de seu contrato. Para valores acima R$ 10 mil, é obrigatória a apresentação de tais documentos.

Canais de atendimento

A Caixa criou o site exclusivo para as contas inativas (www.caixa.gov.br/contasinativas), na qual o trabalhador pode visualizar o saldo, a data do saque e os canais disponíveis para realização do pagamento.

Outra opção de atendimento é o Serviço de Atendimento ao Cliente pelo 0800 726 2017, em que é possível saber se a conta vinculada está apta para recebimento do valor disponível para saque, além de informações sobre os canais de pagamento.

Para realizar a consulta do saldo no 0800 ou no site, o trabalhador deve informar seu número de CPF ou PIS/PASEP (NIS) - veja como localizar o número do seu PIS ou NIS pela internet.

Delação da JBS eleva corrida de empresas por proteção cambial

Volume de dólares negociados no mercado a termo subiu 35% em maio; mecanismo é o mais usado por empresas brasileiras para se proteger da volatilidade cambial.

As empresas brasileiras aumentaram a procura por contratos de proteção cambial (hedge) para tentar blindar seus negócios das incertezas políticas e econômicas após a delação da JBS, apontam dados do mercado e especialistas ouvidos pelo G1. O mecanismo é buscado, sobretudo, para minimizar perdas com a variação do dólar.

O hedge cambial é um contrato que dá o direito de comprar ou vender moeda estrangeira no futuro por um valor combinado previamente. É uma espécie de seguro que protege a empresa de bruscas variações cambiais. Ele é muito usado por empresas que têm custos ou receitas em moeda estrangeira, como exportadoras e importadoras.

O volume de dólares negociado no mercado a termo (fora da bolsa) no mês passado foi de US$ 30,7 bilhões, 35,7% maior que no mesmo período do ano passado, segundo dados da B3. Frente a abril, a quantidade de contratos deste tipo subiu 34%, para 10.351.

A demanda em maio partiu principalmente dos importadores porque o dólar subiu, explica o superintendente de produtos da B3 (novo nome da bolsa brasileira), Fábio Zenaro.

O mercado a termo é o instrumento mais usado pelas empresas para registrar os contratos de compra e venda de dólar no futuro. Já os fundos de investimento, que operam para especular e tentar lucrar com a variação das moedas, costumam comprar contratos negociados em bolsa.

O aumento das operações ocorreu em meio à repentina valorização do dólar no dia 18 de maio, quando a moeda subiu 8,15%, cotada a R$ 3,389, reagindo à forte turbulência política iniciada pela delação dos donos da JBS na véspera. Foi a maior alta diária em 18 anos.

“A incerteza política e econômica decorrente da delação e a abertura de uma investigação contra o presidente Michel Temer levaram ao aumento na busca por proteção pelas empresas”, avalia Leandro Ruschel , sócio fundador do Grupo L&S e especialista em mercado de câmbio.

Uma brusca variação cambial pode quebrar uma empresa. Por exemplo, uma importadora de bebidas pode ter uma alta muita expressiva no seu custo se o dólar subir e isso pode até inviabilizar seu negócio. Da mesma forma, uma companhia que vende em reais, mas tem dívida em dólar, pode ficar sem caixa para pagar sua dívida com a disparada do câmbio.

Como funciona o hedge cambial

Para se proteger das variações do câmbio, as empresas fecham contratos de compra ou venda de dólar no futuro. Assim, mesmo que a cotação da moeda dispare ou desabe em relação ao real, eles têm uma previsibilidade sobre parte das suas receitas ou custos em dólar, já que eles estão protegidos com contratos de hedge.

Por exemplo: um importador, que paga seus fornecedores em dólar, fecha um contrato futuro que lhe garante comprar uma quantidade de dólares por R$ 3,30 daqui a um ano - para isso, ele paga uma taxa. Se a cotação da moeda for R$ 3,20 no fim do contrato, ele perde a taxa, mas não executa o contrato. Mas se o dólar chegar a R$ 3,40 em um ano, ele poderá fazer a compra da moeda por R$ 3,30.

“O contrato tem um custo e se o evento indesejado, como por exemplo a alta do dólar (“sinistro”) não acontecer, ele apenas fica sem esse dinheiro. Caso o dólar suba, ele se protege”, explica o professor da FGV e especialista em câmbio Emerson Marçal.

Tamanho da cobertura

“Muitas empresas fazem hedge obrigatório e aumentam a proteção em momentos de incerteza”, aponta Zenaro, da B3. Cada empresa tem sua própria política de hedge, que pode ser flexível ou mais rígida, sem nenhum tipo de exposição a riscos. “Neste caso, quando a proteção é total, se há dívida em dólar, 100% tem que estar coberto pelo hedge”, explica.

Nos últimos anos, o instrumento foi disseminado e passou a ser procurado também por empresas de menor porte. ”Essa proteção era mais restrita a grandes empresas. Agora o hedge entrou para a gestão de risco”, explica.

A exportadora de papel e celulose Suzano informou em seu balanço do primeiro trimestre que aumentou a proteção de 40% para 75% da exposição cambial para os próximos 18 meses para “tornar a geração de caixa menos volátil e dar maior flexibilidade na gestão do fluxo de caixa”.

No balanço do mesmo período, a Fibria informou que mantém uma cobertura de 42% da exposição cambial, operação que considera “adequada” no atual cenário, “pois permitem travar o câmbio em patamar favorável”, ao mesmo tempo em que minimizam “impactos negativos de uma elevada depreciação do real”.

Investigações envolvendo a JBS

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Polícia Federal investigam se a JBS fez uso indevido de informações privilegiadas na compra de dólares dias antes da delação de Joesley e Wesley Batista.

Segundo o Ministério Público Federal, a empresa elevou a compra de dólar futuro para 7.630 contratos no dia 17 de maio, quando no histórico de operações da empresa entre janeiro e abril, a companhia nunca comprou mais do que 2 mil contratos diários de dólar futuro. A suspeita é que as pessoas que deram ordens para as compras sabiam da delação, e, portanto, teriam usado informações privilegiadas para lucrar no mercado de câmbio, o que é proibido pela CVM.

Se os contratos de câmbio vencessem no dia 18 de maio, a empresa teria lucrado R$ 417 milhões, estima o MPF, mas o órgão ressalta que, segundo a CVM, as posições da JBS com câmbio não foram liquidadas nos dias seguintes.

Segundo Marçal, da FGV, o que está discussão nesse caso é o uso de informação privilegiada pela empresa, independentemente se o objetivo era especular ou fazer proteção cambial. “Nestes dois casos o investidor está comprando um risco, mas quem operou supostamente sabia o que ia acontecer com o dólar após a delação”, afirma.

Especulação em empresas

Apesar de ter como objetivo proteger o negócio, o hedge cambial já foi usado por empresas para especular, lembra Ruschel, da L&S. Isso acontece quando a empresa opera para ganhar dinheiro com operações financeiras e não para proteger o seu negócio de uma eventual variação cambial. “Não há nada de irregular em especular, desde que se siga as regras do mercado”, observa.

Em 2008, a Aracruz e a Sadia foram seriamente prejudicadas e assumiram posições acima do que precisavam em contratos futuros de câmbio para especular. “Elas contrariaram sua atividade-fim atuando como fundos de investimento no mercado”, diz Ruschel.

As empresas buscavam lucrar com a tendência de valorização do real frente ao dólar, movimento que se inverteu com piora da crise financeira nos Estados Unidos no segundo semestre de 2008. As duas empresas acabaram sendo vendidas para evitar a quebra.

À época, as notícias contaminaram as ações de muitas empresas na Bovespa, com a preocupação de que mais companhias poderiam ter especulado com o mecanismo.

Após os casos da Sadia e Aracruz, as empresas passaram a ser obrigadas pela CVM a informar melhor em seus balanços a natureza destas operações, lembra o superintendente de produtos da B3. “Hoje existe menos espaço para atividades especulativas do que antes”, diz Zenaro.

Veja a diferença entre os principais mecanismos de proteção cambial:

Existem vários tipos de contratos de hedge cambial - no mercado balcão, no mercado futuro e os chamados swaps cambiais.

Mercado a termo de dólares

É um contrato de compra e venda de uma moeda a um preço fixado previamente, e pode ser feito de forma particular entre as partes. A parte que se compromete a comprar a moeda no futuro assume a posição comprada, enquanto a outra fica na posição vendida.

Estes contratos são geralmente negociados fora da bolsa, no mercado de balcão, que antes era operado pela Cetip e agora pela B3. São os mais procurados por importadores e exportadores para minimizar perdas com a variação do câmbio, por serem mais simples e flexíveis. “No mercado a termo, o contrato é bilateral e mais flexível. Por conta dessa facilidade as empresas procuram mais”, explica Zenaro, da B3.

Venda de dólares no mercado futuro

Este tipo de contrato é negociado na bolsa e segue regras próprias. O preço do contrato é determinado no momento da negociação e o pagamento ocorre na data de vencimento. O investidor pode apostar na alta ou queda do dólar em diferentes prazos e vai receber pela cotação acertada.

Mais de 60% dos contratos do mercado futuro de dólar na bolsa são fechados por investidores institucionais, como fundos de pensão e estrangeiros, e menos de 5% por empresas. “Na bolsa, os contratos são padronizados por uma sistemática própria de vencimentos de contratos, diz Zenaro.

Swaps cambiais

Este instrumento é muito utilizado pelo Banco Central com o objetivo de controlar a variação do dólar frente ao real. Os swaps são contratos de venda de dólares, com data de encerramento definida. No vencimento, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar combinada no mesmo período.

“ O BC assume a parte do risco da variação da moeda, mesmo quando todo mundo busca proteção e pouca gente quer oferecer em momentos conturbados”, explica Marçal, da FGV.

Prévia da inflação oficial fica em 0,16% e é a menor para junho desde 2006

A taxa de junho ficou bem abaixo da registrada em maio, que foi de 0,24%. No acumulado do ano, taxa é a menor para o primeiro semestre desde 1994.

A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), atingiu 0,16% na primeira quinzena de junho. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a menor taxa para o mês desde 2006, quando ficou em -0,15%.

No ano, o indicador acumula alta de 1,62%, bem abaixo dos 4,62% referentes ao primeiro semestre do ano anterior. Segundo o IBGE, este resultado (1,62%) é o menor para um primeiro semestre desde 1994, quando teve início o Plano Real.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa chega a 3,52% - a menor para junho desde 2007, quando ficou em 3,44%.

Segundo o IBGE, os grupos de alimentação e bebidas e transportes, responsáveis por quase metade das despesas dos brasileiros, foram os principais fatores que influenciaram o resultado de junho. Alimentação e bebidas tiveram queda de 0,47% enquanto transportes caiu 0,10%.

O impacto mais intenso foi do grupo de alimentos (-0,12 ponto percentual), que tem participação de 26% nas despesas das famílias. Já o grupo de transportes, que representa 18% das despesas, teve impacto negativo de -0,12 p.p.

O IBGE destacou também que a queda nos preços dos alimentos foi ainda mais intensa quando considerados os produtos comprados para consumo em casa, que chegaram a ficar 0,83% mais baratos.

Todas as regiões do país pesquisadas pelo instituto registraram queda no preço dos alimentos. A menor queda foi em Goiânia (-0,14%) e a maior na Região Metropolitana de Fortaleza (-1,92%).

A maioria dos produtos alimentícios ficaram mais baratos de maio para junho. Segundo o IBGE, os principais destaques foram o tomate (-12,41%), as frutas (-7,20%), o óleo de soja (-3,85%), os pescados (-2,93%) e o arroz (-1,70%).

Já a alimentação fora de casa teve alta média de 0,19%. Algumas regiões tiveram queda, como a de Salvador (-0,94%). Já em Curitiba, por exemplo, a alta chegou a 1,08%.

Nos transportes, a queda de 0,10% foi influenciada pelos preços dos combustíveis, que caíram 0,66%, especialmente pelo etanol, que atingiu -2,05%, sendo que a gasolina ficou em -0,37%. Caíram, também, as tarifas dos ônibus interestaduais (-0,95%), enquanto as passagens aéreas aumentaram 6,83%.

Despesas mais altas

Segundo o IBGE, os gastos com habitação ficaram mais caros em junho (0,93% em média) por conta da energia elétrica que subiu, em média, 2,24%.

Embora no 1º dia do mês tenha ocorrido a substituição da bandeira tarifária da bandeira vermelha pela verde – que representa redução de R$3,00 a cada 100 kwh consumidos - já não foi aplicado sobre as contas o desconto determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em maio.

Também exerceu pressão sobre os gastos com habitação o aumento na taxa de água e esgoto (1,57%), condomínio (1,14%) e artigos de limpeza (0,84%).

Na taxa de água e esgoto, as pressões foram exercidas por Brasília (1,39%), com reajuste de 3,10% em primeiro de junho; pela região metropolitana de Salvador (5,00%), onde o reajuste foi de 8,80% em 06 de junho; e na região metropolitana de Curitiba (10,80%), cujo reajuste de 8,53% está vigente desde o dia 18 de maio. As regiões de Salvador e Curitiba refletiram, também, revisão na metodologia de cobrança nas contas.

Metodologia

Para o cálculo do IPCA-15, o IBGE coletou informações dos preços no período de 16 de maio a 13 de junho de 2017. Os dados foram comparados com os levantados entre 13 de abril a 15 de maio de 2017. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

Petróleo opera em alta após produtores cumprirem corte, mas em patamar fraco

Às 7h30 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,33%, a US$ 42,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto avançava 0,33%, a US$ 45,37 o barril, na ICE.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta sexta-feira, mas em patamar ainda modesto, no fim de uma semana tumultuada para a commodity. O petróleo tenta manter o movimento positivo de ontem, mas anteriormente caiu bastante e entrou nesta semana no chamado “bear market”, quando há uma queda de 20% em comparação a um pico recente.

Às 7h30 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto subia 0,33%, a US$ 42,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto avançava 0,33%, a US$ 45,37 o barril, na ICE.

Sinais recentes de que grandes produtores cumprem o limite previsto no âmbito do acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ajudam a melhorar o humor nesta manhã. Isso, porém, ainda não reverte o quadro de excesso de oferta no mercado.

Um comitê de monitoramento estabelecido pelos membros da Opep e também por produtores de fora do grupo, como a Rússia, afirmou que o nível de cumprimento do acordo ficou em 106% em maio, no maior patamar desde o lançamento da iniciativa, no fim do ano passado.

Nos EUA, o crescimento da produção e dos estoques pode reverter o sinal na próxima semana, diante do tempo ruim no Golfo do México, que deixou fechados vários poços e plataformas, segundo analistas. De acordo com a JBS Energy, 300 mil barris por dia de produção deixaram de ser produzidos por causa disso. Às 14h, a Baker Hughes divulga o dado de poços e plataformas em atividade nos Estados Unidos na última semana.

Qualquer sinal de desaceleração na produção dos EUA apoiaria o mercado, mas por ora os economistas seguem pessimistas com a perspectiva para a commodity. Analistas do Commerzbank disseram que é “duvidoso” decretar agora o fim da espiral de baixa do preço do petróleo.

Os estoques em patamar alto levantam dúvidas sobre a eficácia do gerenciamento de mercado feito pela Opep, segundo o analista Jason Gammel, da Jefferies. “Nós continuamos com a visão de que os estoques irão [recuar no segundo semestre], mas a evidência empírica é que deve ser necessária para os preços do petróleo registrarem uma tendência de alta”, comentou.

EUA suspendem importação de carne bovina fresca do Brasil

Medida foi tomada porque 11% da carne brasileira importada desde março não passou em testes de qualidade; índice está acima da média mundial, de 1%, segundo os EUA.

O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, anunciou nesta quinta-feira (22) a suspensão da importação de carne bovina fresca vinda do Brasil. A suspensão ocorreu após o país obter resultados negativos em testes de qualidade da carne brasileira que entra no país.

Os Estados Unidos eram um mercado novo para a carne bovina in natura brasileira. O Brasil só conseguiu autorização para exportar o produto para o país no fim de julho do ano passado, após 17 anos de negociações.

Em comunicado, o Departamento de Agricultura americano informou que está testando 100% da carne brasileira que entra nos EUA. Nesses testes, 11% dos produtos de carne fresca brasileira importados foram rejeitados.

"Esse resultado está substancialmente acima do que a taxa de rejeição de 1% das entregas vinda do resto do mundo", disse o departamento de agricultura americano, em comunicado.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carnes (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, disse à GloboNews que o problema se deve a uma reação da vacina de febre aftosa. Os componentes do medicamento provocaram abscessos na carne.

Alguns são visíveis e foram retirados pelos fiscais sanitários brasileiros. "Outros são abscessos internos, que não são visíveis, e que infelizmente foram detectados pelo governo americano", explicou.

Carne barrada

Desde que o regime de fiscalização foi ampliado, os fiscais americanos recusaram a entrada de 106 lotes de carne brasileira, que levavam 1,9 milhão de pounds (cerca de 860 toneladas) de produto. Segundo o órgão americano, esses produtos foram reprovados devido a problemas sanitários e de saúde animal.

"Apesar do comércio internacional ser uma parte importante do nosso departamento, e o Brasil é um de nossos parceiros, minha prioridade é proteger os consumidores americanos. É isso que fazemos suspendendo a importação de carne fresca do Brasil", disse o secretário americano, em comunicado.

Segundo o comunicado, a suspensão vale "até que o ministério de Agricultura brasileiro tome medidas corretivas que os EUA achem satisfatórias".

Mercado novo

Em todo o ano passo, os Estados Unidos importaram US$ 3,35 milhões de carne bovina congelada, resfriada e fresca, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Ao todo, o Brasil exportou US$ 4,3 bilhões desse produto em 2016.

Atualmente, a Ásia é o maior mercado para a carne bovina brasileira. O maior importador é Hong Kong, que comprou US$ 718 milhões de carne bovina resfrigada, congelada e fresca do Brasil em 2016, seguido da China, que importou US$ 702 milhões, segundo dados do Mdic.

A importância dos Estados Unidos como comprador de carne brasileira vai além dos números. O país é uma referência para outros importadores de carne bovina in natura, explicaram as autoridades brasileiras quando conseguiram o aval para exportar o produto para o mercado americano.

Na solenidade oficial que formalizou o acordo, o presidente da República, Michel Temer, disse que o aval dos EUA abriria novos mercados ao Brasil.

Reação internacional à Carne Fraca

Os Estados Unidos intensificaram os testes à carne brasileira em março, após a Polícia Federal deflagrar a operação Carne Fraca, que investigou irregularidades em frigoríficos brasileiros.

Após o escândalo, diversos países impuseram medidas restritivas à carne brasileira, como a suspensão de importações e o aumento dos testes de qualidade.

A União Europeia trouxe auditores ao Brasil em maio e enviou no início de junho uma carta ao ministro Blairo Maggi solicitando novas medidas para assegurar a qualidade da carne exportada. A UE ameaça impor novas restrições ao Brasil se seu pedido não for atendido.

Os Estados Unidos não chegaram a barrar a carne brasileira após a operação Carne Fraca. No entanto, o próprio ministério da Agricultura impôs medidas preventivas para tentar evitar sanções.

Na última quarta-feira (21), o órgão suspendeu a exportação de carne de cinco frigoríficos para os EUA, por reações adversas à vacina contra febre aftosa.

Empresas da zona do euro fecham 2º tri com crescimento mais lento

PMI Composto do IHS Markit para junho caiu a 55,7 de 56,8 em abril e maio, o que havia sido o nível mais alto desde abril de 2011

O crescimento empresarial da zona do euro perdeu força inesperadamente no final do primeiro semestre após repentina desaceleração no ritmo de expansão das empresas de serviços, mostrou nesta sexta-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

Mas com a inflação relativamente resiliente e o crescimento geral ainda forte, a pressão deve permanecer sobre as autoridades do Banco Central Europeu (BCE) para reduzirem em breve a política monetária ultrafrouxa.

O PMI Composto do IHS Markit para junho caiu a 55,7 de 56,8 em abril e maio, o que havia sido o nível mais alto desde abril de 2011. Leitura acima de 50 indica crescimento.

Pesquisa da Reuters apontava expectativa de que não houvesse mudança no índice e nenhum dos economistas consultados esperava queda tão grande.

“No momento não estou tão preocupado com isso”, disse Chris Williamson, economista-chefe do IHS Markit. “Podemos estar chegando ao estágio em que o crescimento foi forte por alguns meses e estamos atingindo alguns tetos em termos do grau em que as empresas podem expandir a capacidade.”

Williamson disse que o PMI indica crescimento do PIB no segundo trimestre de 0,7 por cento, contra expectativa em pesquisa da Reuters neste mês de 0,5 por cento.

As empresas do dominante setor de serviços do bloco não tiveram desempenho como esperado. O PMI de serviços caiu a 54,7 de 56,3, bem abaixo até da previsão mais pessimista em pesquisa da Reuters com mais de 40 economistas.

Já a indústria teve um mês melhor do que o esperado. O PMI de indústria avançou para a máxima de mais de seis anos de 57,3 ante 57,0 e expectativa de 56,8 na pesquisa.

22 de junho de 2017

BC mantém em 0,5% estimativa de alta do PIB e vê inflação abaixo de 4%

Manutenção da estimativa de crescimento do PIB ocorre em momento de incerteza e instabilidade provocadas pela nova crise política envolvendo o presidente Michel Temer.

O Banco Central informou, em relatório divulgado nesta quinta-feira (22), que mantém a previsão de que o Produto Interno Bruto (PIB) terá um crescimento de 0,5% em 2017. Além disso, estima no documento que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficará abaixo de 4% neste ano.

A manutenção da estimativa de alta do PIB para este ano acontece apesar da instabilidade provocada pelas delações de executivos da J&F, que controla o frigorífico JBS, de que o presidente Michel Temer teria dado aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Mais recentemente, o empresário declarou, em entrevista à revista "Época", que o presidente da República é o chefe "da maior e mais perigosa organização criminosa" do Brasil.

"Essa manutenção do percentual [para alta do PIB de 2017] refletiu, por um lado, resultados favoráveis de indicadores de atividade relativos aos primeiros cinco meses do ano que, se mantidos ao longo do ano, levariam a uma revisão de alta na projeção do PIB anual", informou o BC.


Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

"Por outro lado", diz o documento, "a elevação do ambiente de incertezas", inclusive sobre "a evolução do processo de reformas e ajustes na economia" pode "produzir efeitos negativos sobre a atividade, e recomendam manter a projeção anterior."

O diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana, a incerteza não preocupa a autoridade monetária, mas sim os impactos que essa incerteza pode ter na atividade econômica e na inflação.

"Não especificamente se [a incerteza] é politica ou fiscal [relativa às contas públicas]. O conjunto é que é importante para o BC (...) Existe evidência empírica que, em momentos de incerteza, as pessoas podem esperar um pouco, o ambiente clarear, para fazer investimentos", acrescentou Viana.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na última semana, o mercado financeiro previu uma alta de 0,4% para o PIB de 2017.

Inflação

O Banco Central reduziu a previsão para a inflação oficial, o IPCA, para 3,8% ao final de 2017. No relatório anterior, divulgado em março, a previsão era de que a inflação oscilaria entre 3,9% e 4% neste ano.

Para 2018, a estimativa da autoridade monetária é de que a inflação oficial do Brasil ficará entre 3,9% e 4,5% - patamar um pouco abaixo da última estimativa do BC, feita em março, de que o IPCA ficaria entre 4% e 4,5% no ano que vem.

"O comportamento da inflação permanece favorável, com desinflação difundida inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. Índices de inflação divulgados recentemente situaram-se abaixo das expectativas e o amplo conjunto de medidas de núcleo de inflação acompanhadas pelo Copom indica nível baixo de inflação corrente", avaliou a instituição.


Illan Goldfajn, presidente do Banco Central (Foto Wilson Dias - Agência Brasil)

Para 2017, o Banco Central tem como meta central perseguir uma inflação de 4,5%. O sistema, porém, prevê uma "margem", para mais ou para menos, o que permite que BC cumpra a meta mesmo que o IPCA fique em até 6% neste ano.

Deste modo, o BC estima que a inflação em 2017 ficará abaixo do centro da meta (4,5%).

Em 2015, o IPCA somou 10,67% e estourou o teto de 6,5% vigente para o período. Já no ano passado, a inflação oficial retornou para o limite do sistema de metas, ao somar 6,29% - abaixo do teto de 6,5% fixado para 2016.

O mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA, a inflação oficial do país, ficará em 3,64% neste ano e em 4,33% em 2018.

Taxa de juros

A queda nas previsões de inflação do Banco Central, com um valor abaixo meta central de 4,5% para este ano, e em linha com o objetivo central em 2018, é um indicativo de que o BC tende a manter o processo de corte dos juros básicos da economia, atualmente em 10,25% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC já efetuou seis reduções seguidas na taxa Selic, sendo as últimas de 1 ponto percentual. Para o fim de 2017 e de 2018, o mercado projeta que a taxa básica de juros da economia recue para 8,5% ao ano.

As decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição, colegiado formado por diretores e presidente do BC, são "prospectivas", ou seja, são tomadas olhando para as expectativas de inflação para os próximos meses e anos.

Neste momento, o BC já olha o cenário do final de 2017 e de 2018 para tomar as próximas decisões sobre a taxa de juros.

O BC informou no documento divulgado nesta quinta que o "aumento recente da incerteza associada à evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas".

O mercado estima que, na sua próxima reunião, prevista para o fim de julho, o BC faça um novo corte na Selic, desta vez de 0,75 ponto percentual, o que levaria a taxa para 9,5% ao ano.

Alexandre Barreto de Souza é nomeado presidente do Cade

Auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Souza foi indicado pelo presidente Michel Temer. Governo também publicou nomeação de Maurício Maia para o Tribunal do Cade.

Alexandre Barreto de Souza foi nomeado nesta quinta-feira (22) para o cargo de presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão ligado ao Ministério da Justiça e que atua para garantir a livre concorrência no mercado, o que inclui análise de fusões e aquisições de empresas e o combate a cartéis.

Também foi nomeado Maurício Oscar Bandeira Maia para uma das cadeiras de conselheiro do Tribunal do Cade.

As nomeações foram publicada na edição desta quinta do Diário Oficial da União e estão assinadas pelo presidente da República em exercício, Rodrigo Maia.

Indicado pelo presidente Michel Temer, Barreto de Souza é auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) e trabalha como chefe de gabinete do ministro do TCU Bruno Dantas.

Ele assume no lugar de Gilvandro Araújo, que estava como presidente interino do órgão e teve o nome envolvido nas delações de executivos da J&F, empresa que controla a JBS.


Alexandre Barreto de Souza (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Polícia Federal investiga o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que está preso, por receber propina para defender interesses da JBS em um processo em tramitação no Cade.

Loures telefonou para o Gilvandro Araújo para interceder pelo grupo. O Cade nega que tenha agido para beneficiar o grupo no processo. Em maio, a PF chegou a cumprir um mandado de busca e apreensão na sede do conselho.

Em nota, o Cade informou que seus servidores e dirigentes "jamais tiveram conhecimento que veladamente um agente político estaria, supostamente, recebendo recursos de uma empresa privada para buscar soluções junto ao órgão."

"O caso em questão em trâmite no Cade possui mérito extremamente complexo, e tem sido conduzido com base em instruções de praxe ao longo de todo o seu curso", diz a nota.

A nota diz ainda que "não houve qualquer parecer ou decisão do Cade em favor" da JBS no processo em tramitação no órgão e que "isso demonstra que o caso tem sido conduzido dentro da normalidade e sem quaisquer favorecimentos."

Comandante do Exército diz que militares na segurança pública é 'perigoso

General Eduardo Villas Bôas afirmou ainda que esse modelo é 'desgastante e inócuo'. Militar defendeu no Senado que uso dos decretos de 'garantia da lei e da ordem' seja repensado.

Convidado para uma audiência pública em uma comissão do Senado, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, afirmou nesta quinta-feira (22) que o uso de militares em atividades de segurança pública é "desgastante, perigoso e inócuo". O oficial defendeu que o uso deste modelo, por meio de decretos presidenciais, seja repensado.

Villas Bôas participou na manhã desta quinta de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado. Ele foi convidado para falar sobre questões ligadas à soberania nacional e aos projetos estratégicos do Exército.

Ao iniciar sua fala, um dos pontos que o general abordou foi a utilização dos decretos presidenciais de garantia da lei e da ordem para autorizar o emprego de militares em atividades de segurança pública. Ele ressaltou que, internamente, esse recurso "causou agora recentemente alguma celeuma".

"Nós não gostamos desse tipo de emprego. Não gostamos", disse o general aos senadores.


O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O artigo 142 da Constituição – que trata das Forças Armadas – prevê o uso de tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica por ordem do presidente da República nos casos em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem.

Segundo o Ministério da Defesa, de 2010 a 2017, foram realizadas 29 ações de garantia da lei e da ordem. Entre essas ações estava a segurança de grandes eventos, como a Copa do Mundo, a Copa das Confederações e a Olimpíada.

Os militares também foram às ruas nos últimos anos para conter ondas de violência pública. Entre os locais que as Forças Armadas atuaram está a ocupação da Favela da Maré, no Rio de Janeiro.

"Eu, periodicamente, ia até lá [Favela da Maré] e acompanhava nosso pessoal, nossas patrulhas na rua. E um dia me dei conta, nossos soldados, atentos, preocupados, são vielas, armados, e passando crianças, senhoras, pensei, estamos aqui apontando arma para a população brasileira, nós estamos numa sociedade doente", relatou o comandate do Exército.

"Lá [na favela da Maré] ficamos 14 meses. No dia em que saímos, uma semana depois, tudo havia voltado ao que era antes. Temos que realmente repensar esse modelo de emprego, porque ele é desgastante, perigoso e inócuo”, complementou Villas Bôas.

Protesto em Brasília

No final do mês passado, gerou polêmica no país o uso das Forças Armadas para atuar na segurança de prédios públicos federais após uma manifestação de centrais sindicais, na área central de Brasília, terminar em atos de vandalismo.

Em meio ao protesto na Esplanada dos Ministérios, grupos com rostos cobertos – armados com paus, pedras – atearam foro em alguns prédios. Lixeiras, placas de trânsito também foram arrancadas pelo caminho.

A polícia usou gás lacrimogênio, gás de pimenta e tiros de borracha para conter os vândalos, mas não conseguiu disperçar os manifestantes que tentavam depredar os ministérios.

No momento em que os atos de vandalismo pareciam ter fugido do controle, o presidente Michel Temer assinou um decreto da Garantia da Lei e da Ordem autorizando o uso de tropas federais para proteger o Palácio do Planalto e as sedes dos ministérios.

Com isso, centenas de militares desembarcaram armados na Esplanada do Ministérios e ocuparam a fachada dos principais prédios públicos.

A medida gerou polêmica, especialmente, no Congresso Nacional. Assim que foi anunciado o envio dos militares para a área central de Brasília, deputados da oposição questionaram duramente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em razão de o governo ter atribuído a ele o pedido para que as tropas federais fossem usadas nas ruas da capital federal.

Na ocasião, Maia desmentiu o Palácio do Planalto, explicando que havia pedido a Temer apenas o emprego da Força Nacional, e não das Forças Armadas.

No dia seguinte, diante da repercussão negativa do uso dos militares, Temer revogou o decreto que havia autorizado a ida das Forças Armadas para a Esplanada dos Ministérios.

Prefeitura de Teresina começa a cobrar taxa do lixo; R$ 50 ao ano por 100 m²

Área do imóvel será o critério utilizado pela Secretaria Municipal de Finanças para calcular o valor a ser pago pelo contribuinte.

Os teresinenses começaram a receber esta semana os boletos de cobrança da taxa pelo recolhimento do lixo das residências, tributo que foi aprovado em dezembro do ano passado pela Câmara Municipal de Teresina.

Previstas no Novo Código Tributário do Município de Teresina, as regras para cobrança da taxa foram definidas pela Prefeitura de Teresina por meio de Projeto de Lei Complementar n° 129/2016 enviado ao Poder Legislativo.

De acordo com Alexandre Castelo Branco, coordenador especial da Receita Municipal, para calcular o valor a ser pago por cada residência, a equipe da Secretaria de Finanças da Prefeitura leva em consideração a densidade do lixo produzido e a área dos imóveis.

O valor a ser cobrado, em média, é de R$ 189 por tonelada para a taxa domiciliar e de R$ 202 para a taxa extra-domiciliar. Na prática, contudo, o que contará de fato no cálculo da taxa do lixo será a área de cada imóvel. 

Segundo a Secretaria Municipal de Finanças, cada 100 m² de área construída corresponderá a uma cobrança de R$ 50,33 anual, e o valor poderá ser parcelado em até seis vezes. No entanto, o valor da parcela não pode ser inferior a R$ 10. Por exemplo, se a conta de uma residência der R$ 25, o valor só pode ser parcelado em duas vezes.

Henry Portela, auditor da Secretaria Municipal de Finanças, reitera que o cálculo da taxa será feito com base na área edificada do imóvel, não na área total. "A forma de cálculo será individualizada, considerando a densidade média de lixo para cada residência e a área do imóvel como padrão. Se a área do imóvel é de 100 m², mas a área edificada é de 50 m², o cálculo tem como base os 50m², que é a área construída”, explica.

Os imóveis com valor venal de até R$ 45 mil estão isentos da cobrança.

Segundo Alexandre Castelo Branco, a estimativa da Prefeitura é que sejam arrecadados R$ 7 milhões por ano com a taxa do lixo cobrada na capital, o que corresponde a menos de 10% do que é gasto anualmente pela Prefeitura com a coleta de lixo.

Mudança nas regras da Previdência Social deve ter atraso nas votações

Representantes do governo reconhecem nos bastidores que não é possível saber quando exatamente haverá “clima político” para votar a reforma da Previdência.

O governo já admite mais atrasos na votação da reforma da Previdência com a perspectiva de o presidente Michel Temer ser denunciado pelo Ministério Público e a derrota sofrida na votação da proposta de mudança nas leis trabalhistas em uma comissão do Senado na terça-feira. Embora tentem administrar os efeitos sobre as demais medidas econômicas, representantes do governo reconhecem nos bastidores que não é possível saber quando exatamente haverá “clima político” para votar a reforma da Previdência.

Na Câmara dos Deputados, a defesa por uma reforma mais “enxuta” ganha reforços em meio à crise. O presidente em exercício da Casa, Fábio Ramalho (PMDB-MG), engrossou os pedidos por uma proposta limitada à criação de idade mínima de aposentadoria. O deputado, que sempre fez ponderações em relação à proposta do governo, disse que com a redução do texto “até setembro a gente consegue vencer isso na Câmara”.

À Coluna do Estadão, o presidente da Casa, Rodrigo Maia – que está no exercício da Presidência durante a viagem de Michel Temer –, já havia admitido que agosto seria um prazo otimista para a votação. Alegou, da mesma forma, não haver “clima político” para pautar a proposta no plenário.

Apesar do clima de indefinição, a equipe econômica mantém o otimismo com a possibilidade de votar a proposta em primeiro turno (a medida, que é uma emenda à Constituição, exige duas votações) antes do recesso, que começa oficialmente em 18 de julho, e com a preservação do texto aprovado na comissão especial.

Uma fonte da área econômica que participa das negociações disse não acreditar que a rejeição do parecer da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado afete a Previdência. Mas lembra que os impactos da medida foram projetados apenas para 2018 em diante. Mesmo que a votação ocorra apenas no segundo semestre, o efeito esperado com as mudanças estariam preservados, um sinal importante do ponto de vista fiscal.

‘No telhado’. Entre aliados do presidente, no entanto, a percepção é diferente. O deputado Beto Mansur (PRB-SP), que havia minimizado o resultado na CAS na terça-feira, disse ontem que a votação foi um “alerta” ao governo. Agora, defendeu ele, é preciso que o Senado vote as mudanças na lei trabalhista em plenário para dar uma “boa sinalização” de que as duas Casas trabalham “em conjunto”.

Mansur disse ainda que é preciso aguardar a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Temer, com base nas delações da JBS. “Ela (reforma da Previdência) está no telhado. Acho que tem de esperar um pouco essa coisa da denúncia. ”, afirmou. Por alterar a Constituição, a reforma da Previdência precisa de aprovação de 308 deputados e 49 senadores, bem mais do que a aprovação mínima exigida para a reforma trabalhista.

Concessões. Para ajudar na aprovação, articuladores políticos dão como certas algumas concessões no plenário, como a manutenção das regras atuais para aposentadoria rural e Benefício de Prestação Continuada e a inclusão dos agentes penitenciários no regime especial para policiais, que estabelece idade mínima de 55 anos, a menor de toda a reforma. Os servidores públicos ainda pressionam para que o governo desista de elevar as exigências para que funcionários que ingressaram até 2003 tenham direito à aposentadoria integral.

Para a área econômica, continua valendo o “plano A”, que é a aprovação do relatório do deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) já ratificado pela comissão especial. Mas a fonte admite que tudo depende do “desenrolar” no Congresso e de como os parlamentares percebem a necessidade da reforma.

O governo também monitora movimentos da base aliada no sentido de cobrar fatura maior. Há o temor de que os parlamentares comecem a “testar o poder de fogo” do governo e, em troca de apoio às medidas impopulares, reforcem investidas por benesses no campo econômico.

BC vê inflação baixa, mas sinaliza de novo menor corte de juros

Banco Central reafirmou que, em meio ao cenário de incertezas elevadas, uma redução moderada do ritmo de corte na Selic deve se mostrar adequada

O Banco Central reduziu suas previsões sobre inflação neste ano e no próximo, segundo Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira, mas reafirmou que, em meio ao cenário de incertezas elevadas, uma redução moderada do ritmo de corte na Selic deve se mostrar adequada.

No documento, o BC calculou alta do IPCA em 3,8 por cento em 2017 e de 4,5 por cento em 2018 pelo cenário de mercado, sobre 4 e 4,6 por cento vistos no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de maio. O cenário de mercado considera a Selic a 8,5 por cento no fim de 2017 e de 2018.

O BC também manteve sua perspectiva para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano a 0,5 por cento.

Taxa de Juros

A queda nas previsões de inflação do Banco Central, com um valor abaixo meta central de 4,5% para este ano, e em linha com o objetivo central em 2018, é um indicativo de que o BC tende a manter o processo de corte dos juros básicos da economia, atualmente em 10,25% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC já efetuou seis reduções seguidas na taxa Selic, sendo as últimas de 1 ponto percentual. Para o fim de 2017 e de 2018, o mercado projeta que a taxa básica de juros da economia recue para 8,5% ao ano.

As decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição, colegiado formado por diretores e presidente do BC, são "prospectivas", ou seja, são tomadas olhando para as expectativas de inflação para os próximos meses e anos.

Neste momento, o BC já olha o cenário do final de 2017 e de 2018 para tomar as próximas decisões sobre a taxa de juros (com meta central de 4,5% e teto de 6% para a inflação).

A autoridade monetária informou nesta quinta-feira que o "aumento recente da incerteza associada à evolução do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas".

"O ritmo de flexibilização monetária [do processo de corte de juros] continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", concluiu o BC.

O mercado estima um corte de juros de 0,75 ponto percentual, para 9,5% ao ano, no fim de julho, o que representa um ritmo menor de redução da taxa Selic. Nas últimas duas reuniões do Copom, os juros recuaram 1 ponto percentual.

21 de junho de 2017

Justiça nega liberar venda de frigoríficos da JBS na América Latina

Irmãos Batista haviam solicitado que o grupo pudesse vender frigoríficos na América Latina adquiridos com financiamento do BNDES.

O juiz da 10ª vara federal de Brasília, Ricardo Leite, negou o pedido de suspensão de medidas cautelares feito pela defesa dos irmãos Joesley Batista, Wesley Batista e de executivos da JBS. Eles queriam, entre outras solicitações, poder vender ao grupo Minerva frigoríficos que foram adquiridos por meio de financiamento do BNDES.

A venda foi fechada no início de junho, por US$ 300 milhões, e envolve todas as ações das subsidiárias da JBS com operações de carne bovina na Argentina, Paraguai e Uruguai. O negócio foi primeira venda de ativos da empresa desde os escândalos da operação Carne Fraca e a delação premiada dos donos da JBS, que colocaram a empresa no centro do noticiário político.

No entanto, o juiz afirmou que no momento, vê como "prematura qualquer decisão judicial para liberar a venda de ações" requerida pelo grupo.

Ricardo Leite escreveu que financiamentos do BNDES para o grupo são alvo de investigação na operação Bullish, e que as medidas cautelares com proibições de fecharem negócio devem ser mantidas para garantir a instrução do processo.

O juiz disse ainda que, no acordo de delação premiada, os irmãos Batista se comprometaram a esclarecer os fatos e apresentar provas num prazo de 120 dias. Para Leite, não há razão, "antes de expirado esse prazo, para o levantamento desta cautelar".

A defesa dos irmãos Batista alegava que, como os dois fecharam acordo de delação premiada, as medidas cautelares impostas pela Justiça deveriam cair.

Depoimento na operação Bullish

Joesley Batista prestou depoimento nesta quarta-feira (21) na superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, para esclarecer supostas irregularidades nos contratos firmados entre o frigorífico JBS e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O caso é investigado pela Operação Bullish.

Os investigadores miram o aportes do BNDES, por meio do BNDESPar – braço de participações do banco de fomento –, no frigorífico da família Batista.

Segundo a PF, há indícios de "gestão temerária e fraudulenta" por parte do BNDES e corrupção de agentes públicos. Os aportes do banco público, realizados de 2007 a 2011, tinham como objetivo a aquisição de empresas do ramo de frigoríficos, no valor total de R$ 8,1 bilhões.

A suspeita é que o BNDES tenha favorecido a JBS, da qual a BNDESPar detém 21%. A investigação cita, por exemplo, a compra de ações da JBS supostamente por preço superior à média na Bolsa de Valores e o curto prazo para análise de operações financeiras por parte do banco.

De acordo com os investigadores, há indícios de que o banco público tenha acumulado um prejuízo de R$ 1,2 bilhão com as operações envolvendo o frigorífico da família Batista.

Ministério suspende exportação de carnes de cinco frigoríficos para os EUA

Medida foi adotada de forma preventiva depois que os Estados Unidos encontraram problemas em decorrência de uma reação à vacina de febre aftosa.

O Ministério da Agricultura confirmou nesta quarta-feira (21) que suspendeu preventivamente a exportação de carnes brasileiras de cinco frigoríficos para Estados Unidos. A suspensão ocorreu depois que a inspeção sanitária norte-americana encontrou problemas nas carnes em decorrência de uma reação à vacina contra febre aftosa.

Segundo o ministério, a suspensão está valendo desde o dia 16 de junho e é por tempo indeterminado “até a adoção de medidas corretivas” sejam tomadas. O ministério informou também que trabalha para que não haja recusa das mercadorias que já foram embarcadas, já que o problema encontrado não oferece risco à saúde pública.

Os frigoríficos afetados são três da Marfrig em São Gabriel (RS), Promissão (SP) e Paranatinga (MT) - SIFs 847, 2543 e 2500 - , um da JBS em Campo Grande (MS) – SIF 4400 – e um da Minerva, em Palmeiras de Goiás (GO) – SIF 431.

Posicionamento dos frigoríficos

Em nota, a JBS informou que “já encaminhou os esclarecimentos solicitados via ABIEC (Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes) e ressalta que não foram encontrados problemas relativos às instalações da planta ou de qualidade do produto”.

A Marfrig informou que “já está tomando todas as providências necessárias para atender as exigências do mercado americano nos seus processos produtivos e está atendendo a todas as etapas existentes estabelecidas pelo Ministério da Agricultura de forma técnica e imediata, visando o retorno dessas plantas para exportação para este mercado”.

A Minerva Foods afirmou que a produção de carne para os Estados Unidos segue em ritmo normal. Segundo a empresa, o volume produzido pela planta suspensa “foi realocado para outras unidades”. “A companhia, que segue os mais rígidos padrões de qualidade e segurança alimentar em todos os países onde atua, informa ainda que intensificou os controles para retomar a operação desta planta para os EUA o mais rápido possível”.

Construção civil emprega menos e paga salário menor

Setor perdeu 455 mil trabalhadores em 2015, mas ainda empregava 2,4 milhões de pessoas; receita total de obras.

Apesar de o número de empresas ativas no setor de construção civil ter aumentado entre 2014 e 2015, a quantidade de pessoas empregadas nesse segmento diminuiu. É o que revela a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Em 2015, havia 131,5 mil empresas ativas que ocuparam 2,4 milhões de pessoas, cerca de 455 mil a menos do que em 2014. O salário médio mensal recuou 1,4% em termos reais, passando de R$ 1.970,05 em 2014 para R$ 1.943,43 entre um ano e outro.

O IBGE aponta que os resultados ruins da construção civil refletem a fraqueza da economia, com queda na demanda dos consumidores, juros altos e menos acesso ao crédito.

Já a proporção dos gastos das empresas com pessoal se manteve quase a mesma, correspondendo a um terço dos custos e despesas da indústria da construção. Em 2014, 32,8% de todas as despesas das companhias foram direcionadas ao quadro de funcionários. Em 2015, essa proporção foi para 33,3%.

Receita encolhe

A pesquisa mostra ainda que as empresas do setor de construção civil faturaram menos em 2015. A receita operacional líquida de todas as companhias somou R$ 323,9 bilhões, o que representa uma queda real de 18,7%. No ano, as empresas realizaram serviços e incorporações que somaram R$ 354,4 bilhões, o que significa queda de 16,5% na comparação com 2014.

Em 2015, também diminuiu a proporção de obras contratadas pelo governo. No ano, 30,6% do valor corrente dos serviços de construção veio de obras contratadas por entidades públicas, contra 33,9% em 2014.

Receita Federal regulamenta programa de renegociação de dívidas

No fim de maio, o governo editou uma medida provisória para restituir o parcelamento porque programa perderia a validade.

A Receita Federal publicou hoje (21) no Diário Oficial da União a regulamentação do novo programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas e empresas com a União. No fim de maio, o governo editou uma medida provisória para restituir o parcelamento porque programa perderia a validade.

O Programa Especial de Regularização Tributária (Pert) cria reduções que podem chegar a 90% nos juros e 50% nas multas para quem pagar o débito à vista, podendo abater da dívida os créditos fiscais, recursos que tem direito a receber da Receita Federal.

A medida provisória anterior, editada no início de janeiro e que tinha instituído o Programa de Regularização Tributária (PRT), não previa descontos para quem aderisse à renegociação.

Ontem (20), o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse que os contribuintes que aderiram ao PRT poderão migrar para o Pert. Em maio, o governo federal arrecadou R$ 1,272 bilhão com o PRT. Nos cinco meses do ano, o valor chegou a R$ 1,681 bilhão.

Na renegociação original, cuja adesão foi encerrada no fim de maio, o governo esperava arrecadar R$ 8 bilhões este ano. A instituição de um novo programa, com a ampliação da data de vencimento das dívidas que podem ser parceladas, ampliará a arrecadação, mas o Ministério da Fazenda ainda não divulgou os cálculos.

Pela nova medida provisória, para quem pagar parcelado o desconto será menor e cairá conforme o número de parcelas. A redução será de 80% nos juros e 40% nas multas para quem pagar em até 150 vezes (12 anos e meio) e de 50% dos juros e 25% das multas para quem parcelar em até 180 meses (15 anos). A renegociação vale para dívidas vencidas até 30 de abril deste ano.

A adesão ao Pert poderá ser feita por requerimento no site da Receita Federal (http://rfb.gov.br), a partir de 3 de julho até 31 de agosto de 2017.

Brookfield aposta em mercado imobiliário brasileiro

A gestora anunciou uma reestruturação para crescer no segmento, que passa por uma de suas maiores crises de sua história

A gestora canadense Brookfield anunciou na terça-feira, 20, uma reestruturação de seus negócios de incorporações imobiliárias para crescer neste segmento no Brasil, que passa por uma de suas maiores crises de sua história.

Essa divisão de negócios, que abriga empreendimentos residenciais e comerciais, passará a se chamar Tegra e vai fazer novos lançamentos para atender à classe média, afirmou à reportagem Ubirajara Freitas, presidente dessa unidade da gestora.

Com US$ 250 bilhões de ativos sob gestão no mundo, dos quais R$ 60 bilhões estão alocados no Brasil em diversos setores, a Brookfield está agressiva na compra de terrenos para levantar empreendimentos imobiliários nos Estados de São Paulo e Rio.

A gestora não descarta adquirir terrenos de construtoras que passam por dificuldades financeiras neste momento e até mesmo comprar obras em andamento que têm bancos privados como credores.

Freitas não disse, contudo, se há negociações em andamento nesse sentido. “Olhamos todas as oportunidades e não descartamos olhar ativos estressados”, afirmou.

A Tegra, ex-Brookfield Incorporações, tem neste momento 27 projetos imobiliários, que incluem obras em andamento e as já lançadas, mas que ainda não foram iniciadas.

A gestora pode encerrar o ano com 30 projetos. Nesta divisão de incorporações imobiliárias, a Tegra tem R$ 3,5 bilhões já investidos e tem uma projeção de R$ 1,6 bilhão de VGV (Valor Geral de Venda) para novos projetos já programados este ano, mas que pode chegar até R$ 3 bilhões em 2019. A gestora atua neste segmento no Brasil desde 1978.

O executivo diz que a meta é buscar consumidores com renda média de R$ 8 mil, interessados em empreendimentos da Brookfield. Segundo ele, os distratos (rompimentos de contratos) preocupam, mas a Tegra tem reduzido ano a ano.

Para este ano, os distratos da companhia devem chegar a R$ 750 milhões, ante R$ 1 bilhão em 2016 e R$ 1,4 bilhão em 2015.

Segundo ele, a perspectiva para o cenário econômico é de melhora, uma vez que o risco de cassação da chapa Dilma/Temer foi descartada pelo TSE e a possibilidade de impeachment do presidente Michel Temer é baixa. Diante disso, espera uma retomada da economia.

Em meio à recessão que se abateu sobre o Brasil, a Brookfield tem sido uma das maiores compradoras de ativos do País. Nos últimos meses, concluiu a compra do gasoduto NTS, que pertencia à Petrobras, e a aquisição de 70% da Odebrecht Ambiental.

Freitas não acredita, no entanto, em um movimento de consolidação no setor imobiliário. Egresso da Cyrela, o executivo, presidente dessa divisão de negócios da Brookfield desde 2015, disse que a empresa também está analisando expandir na área de loteamentos urbanos no Brasil.

Atualmente, esse setor está sob a gestão de uma empresa da Brookfield chamada Tamboré, que poderá ser integrada à Tegra.

Itaú destaca péssimo cenário dos patrocínios no futebol nacional

Cenário econômico dos dois últimos anos complica, mas clubes ainda falham muito. Palmeiras, Flamengo e Corinthians lideram receitas.

Os clubes de futebol no Brasil estão patinando no assunto Patrocínio. É uma das constatações que traz a já tradicional Análise Econômico-Financeira dos Clubes Brasileiros de Futebol, divulgada anualmente pelo Itaú. A avaliação é elaborada pelos profissionais da Área de Crédito do Itaú BBA e baseada exclusivamente em informações públicas, encontradas nos balanços divulgados pelos próprios clubes. São vários itens analisados, tanto para receitas como despesas.

O blog Esporte Executivo traz como recorte a análise sobre Publicidade para o ano de 2016, que considera as receitas com patrocínios. Em comparação com 2015, o crescimento nominal foi de apenas 1%, o que, segundo o Itaú, além de mostrar o reflexo da situação econômica do País, escancara a incapacidade dos Clubes em incrementar essa fonte de receita. Ainda há um detalhe que deixa a realidade ainda pior: a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, respondeu, em 2015, por 12% de todas as receitas com publicidade nos clubes e aumentou participação para 17,6%, em 2016. Ou seja, se desconsiderada a empresa da conta, as receitas teriam caído, nominalmente, 4%.

O retrato é ainda mais decepcionante quando o Futebol, esporte mais popular do país, é comparado ao total movimentando no Setor Publicitário Brasileiro: inexpressivos 0,42% do bolo publicitário. Ou seja, o futebol brasileiro não tem sabido se vender. Porque o mesmo esporte se vende bem na maioria dos países do mundo onde são populares.

No recorte em relação aos clubes, nenhuma novidade em relação a 2015: Palmeiras, Flamengo e Corinthians abocanham a maior parte das Receitas de Publicidade do Futebol Brasileiro, em termos de clubes e, juntos, representaram 41% do total em 2015 e aumentaram a presença para 43% em 2016. Os novos acordos do Flamengo devem fazer esse número crescer em 2017.

O estudo aponta que alguns clubes até melhoraram suas posições, como Atlético Mineiro e São Paulo, ao mesmo tempo que o Vasco sofreu bastante jogando a Série B. Mas especialmente São Paulo e Vasco, clubes de Torcida e força semelhantes aos 3 primeiros, deveriam apresentar resultados melhores.

 
Fonte: Itaú/divulgação

Publicidade e Torcida, comparando-os de forma a definir qual o valor supostamente recebido por torcedor. Há uma enorme discrepância entre o que se paga “por torcedor Palmeirense” em relação ao que se paga aos demais clubes. Deveria servir como referência para que os demais clubes buscassem elevar suas receitas.

O estudo traz como ressalva explicativa o que é a grande falha dos clubes brasileiros: no Brasil ainda se analisa retorno Publicitário pela exposição da marca – tempo e audiência de TV– e não através do apelo à fidelidade e lealdade do torcedor à marca, ações capazes de entregar mais tanto ao clube quanto ao Patrocinador. Mas é preciso que os clubes entendam algo relevante: não são vitrines, são canais. Não é mais possível entender que o maior benefício de uma marca é estar exposta na camisa do time. É preciso que as marcas (do patrocinador e do clube) se conversem e aproveitem toda a paixão e lealdade que estão emaranhadas ao nosso mais popular esporte.

Presidente do Uber renuncia ao cargo após acusação de assédio

Travis Kalanick deixou a presidência da empresa horas após investidores pedirem sua renúncia

Travis Kalanick, presidente e co-fundador do Uber, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, segundo o The New York Times. Sua saída ocorre algumas horas após cinco investidores do alto escalão da empresa enviarem uma carta pedindo sua renúncia o mais rápido possível. 

Neste ano, a empresa se viu envolvida em denúncias de assédio sexual e moral praticadas por Kalanick, além de um processo por propriedade intelectual e uma investigação sobre uma ferramenta que burla controles policiais.

Na carta com o título de “Levando a Uber para a frente”, obtida pelo jornal, investidores escreveram que o executivo deveria sair imediatamente e que a companhia precisava trocar sua liderança. Kalanick teria conversado com pelo menos um membro do conselho de administração e, depois de longas discussões com investidores, decidido renunciar.

Na semana passada, Kalanick anunciou que tiraria licença do cargo por tempo indefinido para honrar luto à sua mãe, morta no começo do mês num acidente de barco. Sua saída em definitivo da empresa levanta questionamentos sobre quem assumirá a vaga. O executivo ainda terá relevância no Uber, já que ainda é acionista majoritário da empresa.

Uma das consequência dessa crise na empresa é que ela vem perdendo espaço no seu principal mercado, o americano.

Com o crescimento da concorrente Lyft, a participação da Uber no mercado americano caiu em maio para 77%, ante 84% no início deste ano, de acordo com a empresa de pesquisas Second Measure, que utiliza dados anônimos de cartão de crédito.

20 de junho de 2017

Teresina e União se destacam na geração de empregos no mês de maio

Estado criou 836 novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

O Piauí fechou o mês de maio com a criação de 836 novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (20) pelo Ministério do Trabalho.

A geração de empregos no Piauí, em maio, foi motivada pelo crescimento dos setores de Serviços (+660 postos), Agropecuária (+257 postos) e Indústria da Transformação (+74 postos). Os municípios que mais se destacaram na geração de vagas foram Teresina (+324 postos) e União (+295 postos).

Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, esse resultado positivo vem da retomada do crescimento econômico do país. “O mercado de trabalho no Piauí está mostrando o impacto positivo das medidas econômicas do governo federal. São números que refletem a volta do país ao caminho do desenvolvimento, com a geração de empregos em diversos setores”, afirma o ministro.

Pelo segundo mês consecutivo e pela terceira vez este ano, o Brasil teve saldo positivo na geração de empregos. Segundo dados do Caged, 34.253 novos postos de trabalho formal foram abertos em maio, um aumento de 0,09% em relação a abril. O resultado também foi positivo se considerados os números de janeiro a maio. No acumulado do ano, houve um crescimento de 48.543 postos de trabalho, representando uma expansão de 0,13% em relação ao estoque de empregos que havia em dezembro de 2016.

Desempenho regional

A região que mais gerou empregos em maio foi a Sudeste, com a criação de 38.691 postos de trabalho formal. Os estados que se destacaram foram Minas Gerais, que teve saldo positivo de 22.931 postos, e São Paulo, que gerou 17.226 novas vagas. Esses resultados se devem principalmente ao aumento na oferta de vagas formais na Agropecuária, Serviços e Indústria.

A segunda região com maior crescimento no nível de emprego foi a Centro-Oeste, com acréscimo de 6.809 postos, seguida da Nordeste, com saldo positivo de 372 vagas. Em contrapartida, houve retração nas regiões Norte (-1.024 postos) e Sul (-10.595).

Preço médio da gasolina cai após anúncio de corte da Petrobras

Com a quinta queda consecutiva, o valor voltou a atingir o menor patamar desde 2015; preço do diesel também caiu.

O preço médio da gasolina caiu 0,3% na semana passada, segundo dados divulgados nesta terça-feira (20) pela ANP. O valor médio por litro foi de R$ 3,572 para R$ 3,561. Com isso, o preço voltou a atingir o menor valor desde 2015, no quinto recuo seguido. A queda acontece logo após o anúncio da Petrobras de redução de 2,3% do preço nas refinarias, na semana passada.

O preço médio por litro do diesel também apresentou queda na semana, passando de R$ 3,011 para R$ 2,997. Na semana passada, a Petrobras anunciou corte de 5,8% do preço do diesel nas refinarias.

O repasse ou não da redução do preço aos consumidores dependem dos postos de gasolina.

Política de preços

A Petrobras pratica desde outubro uma nova política de definição de preços dos combustíveis, com reuniões periódicas para definir os valores da gasolina e do diesel nas refinarias. As reuniões, incialmente, eram mensais, mas a Petrobras passou a rever os preços de combustívels com uma frequência ainda maior.

No dia 14, a estatal anunciou redução do preço médio nas refinarias em 2,3% para a gasolina e em 5,8% para o diesel. Foi a segunda redução em 20 dias. No dia 25 de maio, a estatal tinha reduzido o preço médio nas refinarias em 5,4% para a gasolina e em 3,5% para o diesel.

Um reajuste da companhia nas refinarias não necessariamente significa uma mudança no preço nos postos, pois as distribuidoras podem repassar ou não essa variação (como ocorreu algumas vezes).

Outras variáveis também podem influir no preço da gasolina, como o preço do etanol, já que a gasolina comum deve ter 27% de etanol anidro – e o preço do álcool combustível varia de acordo com a safra da cana-de-açúcar.

Venda de aviões deve movimentar US$ 6,5 trilhões até 2036

Previsão é parecida com a da rival europeia Airbus, que avalia demanda do setor dos próximos 20 anos em US$ 5,3 trilhões. Tráfego de passageiro também deve aumentar 4,7%.

A fabricante americana de aeronaves Boeing divulgou nesta terça-feira (20) que a frota mundial de aviões será duplicada até 2036 e movimentará cerca de US$6,5 trilhões. Ao todo, segundo a companhia, devem ser produzidos 41.030 novos aviões ao longo dos próximos 19 anos.

Essa previsão é parecida com a de sua principal rival, a fabricante europeia Airbus, que recentemente avaliou a demanda dos próximos 20 anos em 35.000 aviões por um valor de US$ 5,3 trilhões.

Ainda segundo a Boeing, o tráfego de passageiros aumentará 4,7% nos próximos vinte anos. A Ásia será o principal motor do setor nos próximos anos, particularmente suas companhias de baixo custo (low cost) que utilizam aviões de média distância, como o 737, da Boeing, e o A320, da Airbus.

A previsão é que o continente também lidere o número de demandas, com 16.050 novas aeronaves. O número é o dobro do previsto para a a América do Norte, de 8.640 aviões, e da Europa, de 7.530.

Ainda segundo a Boeing, também haverá uma demanda significativa de 3.350 aeronaves no Oriente Médio e de 3.010 aviões na América Latina, assim como 1.230 da Comunidade de Estados Independentes (CEI), países da antiga União Soviética, e 1.220 da África.

Já por setores, a companhia norte-americana prevê uma demanda de 29.530 novos aviões de média distância e 9.130 de longa distância, assim como uma demanda de 2.370 aviões regionais.

De acordo com Randy Tinseth, vice-presidente de marketing da filial de aviação civil da Boeing no salão aeronáutico de Le Bourget, na França, também "haverá uma forte demanda para substituir (os atuais) aviões".

Tony Ramos rompe contrato com a Friboi: 'Incômodo'

Ator diz que decidiu pelo fim da parceria em razão da 'crise institucional' aberta após a delação dos controladores da JBS; empresa não comentou.

Ator Tony Ramos decidiu romper o contrato de garoto propaganda da Friboi após o escândalo de corrupção envolvendo a JBS. Em entrevista à Radio Gaúcha nesta terça-feira (20), o ator disse que "foi surpreendido como todo mundo" pela "crise institucional" gerada pela delação dos controladores da JBS e que a manutenção da parceria com a marca se tornou um "incômodo".

"Com essa delação, há uma crise institucional e, ao mesmo tempo, um incômodo da minha parte em continuar prestando meu nome não a um produto – esse eu não me envergonho, não me arrependo e continuarei a dizer como homem de palavra que sou, anunciei aquilo que eu consumia", disse. "Vejo que nessa confusão enorme de informações, eu não emprestaria mais o meu nome... É simples assim, uma equação de primeiro grau", acrescentou.

Procuradas pelo G1, a JBS e a agência Lew'LaraTBWA não comentaram o assunto.

Na entrevista à radio, Tony Ramos explicou ainda que já não havia mais nenhuma previsão de veiculação de novo comercial para a Friboi, mas que a empresa ainda detinha o direito de uso da sua imagem em peças publicitárias por pouco mais de um ano.

Segundo o ator, as cláusulas contratuais permitiram a rescisão, mas o frigorífico ainda tem um prazo para retirar de circulação as peças publicitárias com a sua imagem. “Estamos nesse momento nas tratativas, agora o cancelamento do licenciamento já foi feito”, disse.

Friboi desaparece da TV aberta

Levantamento da Controle da Concorrência, que monitora o mercado publicitário, mostra que a última inserção de propaganda da Friboi da TV com Tony Ramos foi no dia 20 de março. Segundo a consultoria, após a deflagração da operação Carne Fraca, a marca não fez mais nenhum anúncio na TV aberta.

Tony Ramos esclareceu ainda que não mantinha contato direto com a JBS e que seu canal de comunicação com a empresa se dava diretamente com a agência de publicidade responsável pelas campanhas.

Questionado sobre seu sentimento ao saber das denúncias envolvendo a empresa, o ator disse que não faria julgamento. “O meu sentimento é de estupor, de absoluta tristeza e melancolia, que é a pior coisa. Não adianta a ira nesse momento”, disse, acrescentando não se arrepender da parceria dos últimos anos com a Friboi. “Anunciei carne porque é proteína e porque gosto de carne... Não vi problema nenhum em receber para anunciar aquilo que consumo”, completou.

No início do mês, a apresentadora Fátima Bernardes tomou decisão semelhante e também anunciou o cancelamento do contrato de garota propaganda da Seara, outra marca do grupo JBS. Em nota, a Seara agradeceu "por toda contribuição da apresentadora ao longo de três anos de parceria".

Crise

A JBS está no centro de um escândalo de corrupção envolvendo o governo de Michel Temer. Desde a divulgação das primeiras notícias sobre a delação da empresa, a perda em valor de mercado se acumula em R$ 8,6 bilhões, segundo cálculo do G1 com base em dados da Economatica. A empresa já vinha de um cenário adverso depois da Operação Carne Fraca, em março. Desde a operação, a perda acumulada é de R$ 15,3 bilhões.

Em entrevista à revista "Época", Joesley Batista chamou Temer de chefe "da maior e mais perigosa organização criminosa" do Brasil. O empresário ainda descreveu o esquema de corrupção entre a empresa e agentes públicos, citando outros nomes como o do ex-presidente Lula, do senador afastado Aécio Neves, do deputado cassado Eduardo Cunha e do senador Renan Calheiros.

O Palácio do Planalto divulgou nota na qual diz que o empresário é "bandido notório" e "desfia mentiras". A defesa de Temer ainda protocolou na Justiça uma queixa crime por calúnia, injúria e difamação contra Joesley.

O acordo de colaboração premiada da JBS foi assinado e homologado pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo acordo, sete executivos da JBS e da J&F se comprometeram a pagar multa de R$ 225 milhões e a colaborar com as investigações.

Balança comercial tem superávit recorde de US$ 7,6 bi

No acumulado do ano, também foi registrado um recorde de US$ 29 bilhões

A balança comercial brasileira registrou um novo superávit recorde mensal em maio: US$ 7,6 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões). Segundo o Índice de Comércio Exterior da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no acumulado do ano, também foi anotado um recorde: US$ 29 bilhões (aproximadamente R$ 95 bilhões).

Em termos de valor, as exportações cresceram 13% em maio na comparação com maio de 2016. Os principais produtos exportados foram soja, minério de ferro e petróleo, mostrando a importância das commodities (matérias-primas cujos preços são determinados pela oferta e demanda mundial) para a balança comercial.

Automóveis têm destaque

Entre as manufaturas, o principal destaque da exportação ficou com os automóveis, cujas vendas cresceram 60% de maio de 2016 para maio deste ano, e agora representam 3,1% do total exportado pelo país.

Segundo a FGV, o bom desempenho das exportações brasileiras pode ser explicado tanto pelo aumento nos preços de cada produto (13%) quanto pelo volume, ou seja, pela quantidade de itens exportados (9%).

Apesar do volume de importações (quantidade de itens importados) também ter crescido (13%) até mais do que as exportações entre maio de 2016 e maio de 2017, o valor total das importações não cresceu tanto (9%) quanto o das exportações (13%), por conta da queda no preço dos produtos importados (-1,6%).

Reforma trabalhista deve passar mais facilmente por comissão do Senado

Expectativa é de que senadores da Comissão de Assuntos Sociais acatem o relatório sem modificações e que a reforma seja encaminhada para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania

A reforma trabalhista chega hoje à fase final na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, a segunda das três pelas quais a proposta precisa passar antes de ser votada no plenário da Casa. O colegiado decide, a partir das 10h, se concorda com o parecer do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que aceitou sem nenhuma mudança o texto enviado pela Câmara dos Deputados para análise dos senadores. 

Se for aprovada pela maioria simples da CAS, com o mínimo de 11 dos 21 votos, a matéria será encaminhada para a próxima etapa, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Em seguida, poderá ser votada por todos os senadores, no plenário, o que deve acontecer antes do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

O governo está confiante que conseguirá maioria na CAS e poderá enviar o texto para análise da CCJ amanhã. Embora não divulguem as apostas, os parlamentares acreditam que a aprovação será mais fácil do que foi na comissão anterior, de Assuntos Econômicos (CAE), na qual a proposta teve 14 votos favoráveis e 11 contrários, um placar apertado, apesar de toda a mobilização em torno do tema. Mesmo com todo o esforço de articulação na CAE, dois senadores do partido do presidente, o PMDB, votaram contra a matéria: Katia Abreu (TO) e Roberto Requião (PR). A expectativa é de que isso não se repita na CAS. 

A avaliação da base governista é que é melhor votar o quanto antes, já que a maioria está, pelo menos por enquanto, garantida. Eles não querem correr o risco de que fatos novos, como delações ou denúncias, comprometam o apoio parlamentar à reforma. “O governo continua forte politicamente, apesar de tudo. Não vejo expectativa de o cenário mudar e de a reforma não ser aprovada”, avaliou o advogado trabalhista Cláudio Sampaio, do escritório Sampaio e Pinto Advocacia.

Enquanto os governistas tentam emplacar rapidamente a proposta, sem mudar nada do texto que foi enviado pela Câmara para não atrasar o andamento, resta à oposição tentar “vencer pelo cansaço”. Na última reunião da CAS, por exemplo, quando foram lidos os votos em separado de quatro senadores, cada um demorou pelo menos uma hora para justificar as propostas. 

O senador Paulo Paim (PT-RS) ficou quatro horas com a palavra, e tinha usado outras três horas na ocasião anterior, quando o texto estava para ser votado na CAE. Para evitar esse tipo de atraso hoje, apesar de os votos em separado já terem sido lidos na semana passada, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), presidente da CAS, reservou uma hora e meia da sessão para que os senadores discutam os votos.

A negociação do intervalo intrajornada — ou seja, durante o expediente — também foi alvo de críticas do relator. A reforma prevê a possibilidade de que trabalhador e empregador façam acordo decidindo o intervalo, desde que tenha pelo menos 30 minutos de duração para jornadas acima de seis horas. Ferraço entendeu que essa medida precisa ser melhor avaliada para não “precarizar as condições de trabalho”. 

Quanto à possibilidade de jornada de 12 horas seguidas por 36 horas de descanso, ele entendeu que o projeto “não protege suficientemente o trabalhador”. Além disso, a questão da contribuição sindical, que deixará de ser obrigatória caso a matéria passe sem mudanças, também tem sido atacada no Congresso Nacional. Parlamentares tentam negociar, garantindo votos favoráveis à reforma, desde que o governo volte atrás nesse ponto e a contribuição continue obrigatória.

Dados sobre funcionários

O Ministério do Planejamento lança na quinta-feira o Painel Estatístico de Pessoal (PEP), para substituir o Boletim Estatístico de Pessoal (BEP), que, desde de dezembro de 2016, não é divulgado. De acordo com a pasta, o portal eletrônico reunirá, em um único canal de acesso, todas as informações estatísticas de pessoal da União. Por meio da ferramenta, será possível fazer análises associativas sobre despesas de pessoal, servidores, remunerações, concursos, cargos e funções e aposentadorias. O PEP reunirá informações sobre quantitativo de servidores e força de trabalho, maior e menor remuneração por cargo, ingressos por concurso ou processo seletivo, cargos e funções por região e aposentadorias por órgão.

Espera-se que boa parte desse tempo seja usado pela oposição para reafirmar as críticas mais recorrentes à proposta. Entre os mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que serão modificados caso o projeto seja sancionado pelo presidente Michel Temer, um dos que mais incomodam é a jornada intermitente, que permitirá que o tempo de trabalho seja contado por horas ou dias, por exemplo. Essa questão desagradou até mesmo ao relator, Ricardo Ferraço, defensor ferrenho da reforma, que afirmou que a melhor opção seria deixar claro, por meio de Medida Provisória (MP), quais atividades podem se enquadrar nesse tipo de jornada.

Discordância

Embora tenha optado por manter o texto intocado, Ferraço ressaltou outros cinco pontos de discordância, para que o presidente Michel Temer trate por veto ou MP. Os mais prováveis de serem alterados são os que dizem respeito às mulheres, avaliam técnicos do Senado. Entram nesse rol a sugestão de que a trabalhadora que ficar grávida só será afastada automaticamente das atividades insalubres se elas forem “de grau máximo”. Mulheres que trabalham em ambientes insalubres em graus médio ou mínimo precisariam de pedido médico para serem retiradas. Outro assunto que compromete especificamente as mulheres e que, na opinião de Ferraço, merece mais atenção do Executivo é a revogação do artigo da CLT que concede às trabalhadoras 15 minutos de descanso obrigatório antes de iniciar a hora extra.

Petróleo opera em queda e atinge novas mínimas em 2017

Os preços do petróleo mantêm tendência de baixa há quase um mês, desde que a Opep e outros países, como a Rússia, decidiram estender um acordo que reduz em quase 2% a oferta global da commodity

O petróleo tentou ensaiar uma recuperação na madrugada desta terça-feira, mas voltou a operar com sinal negativo, atingindo novas mínimas neste ano. Investidores seguem céticos sobre os esforços liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar a oferta e tentar apoiar os preços, em um cenário de desequilíbrio entre oferta e demanda.

Às 8h25 (de Brasília), o petróleo WTI para agosto, contrato mais líquido, recuava 1,82%, a US$ 43,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto caía 1,83%, a US$ 46,05 o barril, na ICE.

Os preços do petróleo mantêm tendência de baixa há quase um mês, desde que a Opep e outros países, como a Rússia, decidiram estender um acordo que reduz em quase 2% a oferta global da commodity. O Brent recua 18,6% nos últimos seis meses.

Os esforços da Opep são minados por seus próprios membros e também pelo avanço na produção de outros países, como os Estados Unidos.

A Líbia, um membro da Opep que ficou de fora do acordo para cortar a oferta, tem elevado a produção e quase já atingiu sua meta de curto prazo de gerar 900 mil barris por dia, disseram analistas do Commerzbank.

Nos EUA, o número de poços e plataformas em atividade subiu 6 na última semana, para 747, segundo a Baker Hughes, companhia que presta serviços no setor.

Segundo o Morgan Stanley, os estoques de petróleo identificáveis – tanto de petróleo quanto de derivados na Opep, na China e em alguns outros países selecionados de fora da Opep – aumentaram cerca de 1 milhão de barris por dia no primeiro trimestre.

Por outro lado, há sinais que podem deixar os investidores otimistas em breve. Analistas do Standard Chartered preveem que os níveis de estoque de petróleo recuem significativamente no segundo semestre deste ano, uma projeção também da Agência Internacional de Energia (AIE). Por ora, porém, o quadro geral é de pessimismo, mesmo que apareçam algumas indicações positivas, avaliou a diretora de pesquisas em energia do Standard Chartered, Emily Ashford. “Há uma desconexão entre os dados reais que saem e o que o mercado pensa”, avaliou ela.

Às 17h30 (de Brasília), o American Petroleum Institute divulga sua estimativa para os estoques de petróleo nos EUA na última semana. Analistas ouvidos pela S&P Global Platts estimam que os estoques de petróleo do país tenham recuado 2 milhões de barris na última semana e os de gasolina tenham caído 750 mil barris.

Falta de oportunidades de emprego impulsiona prática do trabalho informal

Por conta da crise, trabalhadores procuram fontes alternativas de renda investindo, por exemplo, em carrinhos ambulantes

Esta semana, o Jornal ODIA traz uma série de reportagens sobre trabalhadores informais, que buscam alternativas diariamente para manter o sustendo de suas famílias, sobretudo em tempos de crise. 
Na edição de hoje (20), contaremos a histórias de trabalhadores que vendem lanches no Centro de Teresina. Em bicicletas ou carrinhos, eles percorrem as ruas da cidade oferecendo sucos e salgados. O trabalho diário requer muito esforço e dedicação, mas isso não desanima quem tem esta atividade como única fonte de renda. 

Depois de ser demitido, Daniel aproveitou a experiência na área alimentícia para vender lanches (Foto: Moura Alves/ O Dia)
É o que conta o vendedor ambulante Daniel Pereira Sousa, de 32 anos, que trabalhou por um ano e meio em um restaurante, mas foi demitido por conta da crise. Por ter experiência na área, decidiu investir na venda de lanches e seu primeiro dia de vendas foi ontem (19). 

“Eu quis trabalhar por conta própria e também pela falta de emprego. Depois que fui demitido decidi empreender, investir no meu negócio e trabalhar por minha conta. Ser meu patrão, entende? Assim eu faço meus horários e ninguém fica dando ordens”, disse. 
Ele cita que decidiu investir na área de alimentação, não somente por ter trabalhado nesse ramo, mas porque lanches são acessíveis e de fácil venda. Além disso, vende-los em um carrinho facilita bastante, pois permite que ele percorra muitos locais, sem esperar que o cliente necessariamente chegue até ele. 
“Todo mundo quer comer, ainda mais quando está na rua. Eu montei um carrinho porque não tinha como investir em algo maior, mas claro que seria muito bom começar com um ponto fixo, sem precisar ficar me deslocando, mas quem sabe mais na frente eu não consiga montar meu empreendimento”, fala Daniel Pereira. 
O mesmo acontece com o jovem Bruno Cavalcante Pereira, de 19 anos, que também investiu na venda de lanches para ajudar nas despesas de sua residência. Há um mês com um carrinho, ele explica que buscou esta área devido à falta de oportunidades de emprego. 
“Eu já trabalhei em outras áreas, mas também informal, dirigindo caminhão, e na feira. Mas as empresas só querem alguém que tenha experiência e como eu não tenho, fica complicado conseguir algo. Até já deixei meu currículo, mas nunca me chamaram. Então surgiu a oportunidade de vender lanche com uma pessoa que é da minha igreja e eu acabei aceitando”, relata. 
Bruno Cavalcante pontua que a venda de lanches é muito boa e que o lucro é certo, principalmente na região central de Teresina. Isso porque, além de receber o percentual do que é vendido o final do dia, o rapaz ainda ganha um valor fixo semanalmente. Ele garante que o valor total é superior ao que um trabalhador formal de um restaurante recebe. 
“Essa área informal dá dinheiro porque nós que vamos atrás dos clientes, diferente de um restaurante, que temos que esperar eles entrarem. Com um mês já estou tendo lucros e é com esse dinheiro que ajudo em casa, porque meu pai também está desempregado”, frisa

19 de junho de 2017

Correios encerram serviço e-Sedex a partir desta segunda

O motivo, segundo a empresa, é a aprovação de sua nova política comercial. Serviço era voltado para encomendas feitas pela internet.

 Correios descontinuaram a partir desta segunda-feira (19) o serviço de e-Sedex. O motivo, segundo a empresa, é a aprovação de sua nova política comercial. "Dessa forma, todas as postagens de encomendas deverão ser realizadas por SEDEX ou PAC", disseram os Correios em nota.

O E-Sedex era o serviço de encomenda expressa dos Correios para produtos adquiridos pela internet e com até 15 quilos, com preços diferenciados para as lojas online que contratassem este serviço. A entrega era feita em até 3 dias. Foi lançado em 2000.

Já o PAC é o serviço de encomenda da linha econômica para o envio exclusivo de mercadoria e o Sedex, de encomenda expressa de documentos e mercadorias.

Os Correios informaram ainda que prosseguem com a implantação de um novo serviço voltado às entregas de mercadorias compradas via internet, o Correios Log. No entanto, não foi informado quando o novo serviço entrará em operação.

Veja abaixo a íntegra da nota dos Correios:

"A partir da próxima segunda-feira (19), em virtude da aprovação da nova Política Comercial dos Correios, o serviço e-SEDEX será descontinuado. Dessa forma, todas as postagens de encomendas deverão ser realizadas por SEDEX ou PAC.

Além desses serviços, os Correios possuem parcerias com os maiores marketplaces do país e prosseguem com a implantação do novo serviço Correios Log - Comércio Eletrônico, também conhecido como e-Fulfillment, que possibilita à loja virtual ter toda a sua operação de armazenamento, preparação de pedido, postagem e logística completamente realizada pelos Correios, com otimizações operacionais e de custos para os clientes.

Mantendo o compromisso de transparência com os seus clientes, os Correios reforçam a parceria com o comércio eletrônico, e afirmam que continuarão a ser a empresa mais acessível ao e-commerce em todo o Brasil. As mudanças da nova Política Comercial da estatal visam atender melhor ao comércio eletrônico, destinando pacotes de encomendas específicos para os clientes desse setor, como os serviços SEDEX, PAC e Logística Reversa, que atendem às diversas necessidades de preços e prazos dos lojistas, além dos consumidores finais."

Dificuldades

Os Correios têm acumulado prejuízos nos últimos anos. A empresa acumula dois rombos de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos, com prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões em 2016 e R$ 2,1 bilhões no ano anterior.

Recentemente o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, afirmou que os Correios correm "contra o relógio" para evitar a privatização. Segundo Kassab, a estatal necessita de um profundo corte de gastos para não ser privatizada.

Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. Em abril deste ano, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, disse que a demissão de servidores concursados vem sendo estudada. Segundo eles, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento.

Em meio à mais grave crise financeira de sua história, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) planeja também fechar cerca de 200 agências neste ano, sobretudo nos grandes centros urbanos.

102 concursos com inscrições abertas oferecem 19,1 mil vagas

Cargos são em todos os níveis de escolaridade. Salário chega a R$ 24.818,91 no Ministério Público de Rondônia.

Pelo menos 102 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (19) e reúnem 19,1 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 24.818,91 no Ministério Público de Rondônia.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Entre os destaques estão os concursos da Marinha, que oferecem o total de 32 vagas. Dois deles encerram as inscrições nesta segunda-feira. No Exército são 440 vagas. Já a Aeronáutica inscreve para 56 vagas.

Há ainda oito conselhos regionais oferecendo vagas de todos os níveis de escolaridade em 20 estados.

Em termos de vagas, o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia tem 2.373 em vários estados. O Corpo de Bombeiros e Polícia Militar da Bahia oferecem 2.750 oportunidades. A Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo do Ceará abriu 1.034 vagas. Na Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo são também 1.034.

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Rio Grande do Norte abriu 571 postos. Na Prefeitura de Osasco (SP) são 1.271 vagas em todos os níveis. Na Prefeitura de Guarujá (SP) são 2 mil. Na Prefeitura de Campo Grande (MS) são 1.700.

Nesta segunda, pelo menos 13 órgãos abrem inscrições para 556 vagas. Veja abaixo:

Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo abre as inscrições do concurso para 9 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de nível médio e superior para todo o estado. Os salários variam de varia de R$ 2.980,06 a R$ 8.385,48. As inscrições devem ser realizadas via internet no site www.nossorumo.org.br por meio de formulário de inscrição, entre os dias 19 de junho de 07 de julho de 2017. A taxa é de R$ 40 para nível médio e R$ 55 para nível superior.

Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM)

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM) abre as inscrições para 5 vagas para agente de fiscalização e auxiliar de serviços gerais, que exigem nível médio e fundamental, com salários de R$ 1.749,88 e R$ 980, respectivamente. As inscrições devem ser feitas no Conjunto Jardim Yolanda, Rua B, quadra 03 casa 01, Parque Dez, de 19 a 23 de junho. A seleção terá análise curricular e entrevistas.

Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (MT)

O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, abre as inscrições do concurso público para 146 vagas de nível superior, médio e fundamental. Os salários variam entre R$ 1.176,79 e R$ 2.640. As inscrições devem ser feitas de 19 de junho a 13 de julho pelo site http://www.concursos.ufmt.br/Portal/. As taxas variam de R$ 60 a R$ 100.

Empresa Águas Minerais de Poços de Caldas (MG)

A Empresa Águas Minerais de Poços de Caldas (MG) abre as inscrições para 8 vagas para auxiliar de serviços gerais, motorista entregador - automóvel, utilitário e caminhão e agente administrativo, todos de nível fundamental. Os salários vão de R$ 937,00 a R$ 1.188,21. As inscrições devem ser feitas pelo site www.imam.org.br de 19 de junho a 19 de julho.

Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores de Pernambuco (Funape)

A Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (Funape) abre as inscrições para 52 vagas para analista judiciário (10) e analista em gestão previdenciária (42), de nível superior. O salário é de R$ 3.678,05. As inscrições devem ser feitas de 19 de junho a 20 de julho pelo site www.concursosfcc.com.br. A taxa é de R$ 64,50.

Fundação Parque Zoológico de São Paulo

A Fundação Parque Zoológico de São Paulo abre as inscrições para 15 vagas em cargos de nível fundamental e superior: auxiliar de serviços operacionais, preparador de alimentação, vigilante e assistente contábil. Os salários variam de R$ 937 a R$ 2.772. As inscrições devem ser feitas de 19 de junho a 7 de julho pelo site www.cetroconcursos.org.br. A taxa varia de R$ 30 a R$ 52.

Prefeitura de Pelotas (RS)

A Prefeitura de Pelotas (RS) abre as inscrições para 162 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. com remuneração que varia de R$ 937,00 a R$ 5.547,87. As inscrições devem ser feitas pelo site www.rboconcursos.com.br de 19 de junho a 18 de julho, com taxa que varia de R$ 53,58 a R$ 160,75.

Prefeitura de Rio Verde (GO)

A Prefeitura de Rio Verde (GO) inscreve para 26 vagas nos cargos de cuidador de idosos e saúde mental, analista de projetos e fiscal de vigilância sanitária (geral e farmacêutico). As vagas são por prazo determinado. Os salários vão de R$ 1.500 a R$ 4.758,96. As inscrições estão abertas entre os dias 19 e 23 de junho, das 8h às 17h, na Secretaria Municipal de Saúde – Departamento de Recursos Humanos, na Rua Joaquim Mota, 257, Bairro Santo Antônio. Não há cobrança de taxa de inscrição.

Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia

A Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia abre as inscrições para 15 vagas temporárias para técnico de nível superior. Os candidatos devem ter nível superior em qualquer área de formação. O salário total é de R$ 2.729,76. As inscrições devem ser feitas de 19 de junho a 5 de julho por meio do site www.selecao.ba.gov.br. A avaliação será por análise curricular. O edital foi publicado no link http://diarios.egba.ba.gov.br/html/_DODia/DO_frm0.html, edição de 3 de junho de 2017 - Executivo - Secretaria do Planejamento.

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ - MG) abre as inscrições para 15 vagas de oficial de apoio judicial e oficial judiciário - comissário da infância e da juventude, ambos de nível médio. O salário é de R$ 3.457,01. As inscrições devem ser feitas pelo site www.consulplan.net de 19 de junho a 28 de julho. A taxa é de R$ 60.

Universidade Federal de Alagoas (Ufal)

A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) abre as inscrições para 53 vagas para professores na carreira de magistério superior. Os salários vão de R$ 2.236,30 a R$ 9.585,67. As inscrições devem ser feitas de 19 de junho a 10 de julho pelo site www.copeve.ufal.br. As taxas vão de R$ 60,63 a R$ 239,64. Os editais são de nº 032/2017 e nº 033/2017.

Universidade Federal do Rio Grande (Furg)

A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) abre as inscrições para 13 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade para as cidades de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar. Os salários variam de R$ 1.606,41 a R$ 4.180,66. Os cargos são de assistente de som, auxiliar de enfermagem, enfermeiro, engenheiro mecânico, operador de câmera de cinema e TV, técnico de laboratório/ eventos, técnico de tecnologia da informação, técnico em assuntos educacionais e técnico em audiovisual. As inscrições devem ser feitas de 19 a 29 de junho pelo site www.progep.furg.br. As taxas vão de R$ 50 a R$ 110.

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS)

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) abre as inscrições para 37 vagas de professores em várias disciplinas. Os salários variam de R$ 4.446,51 a R$ 9.570,41. As inscrições devem ser feitas pelo site www.ufrgs.br de 19 de junho até 3 de julho. As taxas vão de R$ 165 a R$ 239.

Oi perde 11,5% dos clientes de celular após processo de recuperação judicial

Entre junho de 2016 e abril deste ano, operadora foi a que mais perdeu clientes de telefonia móvel, indicam dados da Anatel. Para presidente da Oi, isso não tem relação com processo de recuperação.

Desde que entrou com pedido de recuperação judicial, há um ano, a Oi viu a sua base de clientes de telefonia móvel "encolher" 11,5%, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A perda da Oi na telefonia celular foi a maior entre as quatro principais operadoras do Brasil (Vivo, TIM, Claro e Oi). A empresa, aponta a Anatel, também foi a que menos ganhou clientes no serviço de banda larga fixa no período.

Para chegar a esse resultado, o G1 comparou o número de clientes de cada uma das operadoras em junho de 2016, quando a Oi entrou com pedido de recuperação judicial, e em abril de 2017, dado mais recente disponibilizado pela Anatel.

Oi perdeu 11,5% dos clientes de telefonia celular (pré e pós-pago) entre junho de 2016 e abril de 2017 (Foto: Arte/G1)

Os números da Anatel mostram que a Oi perdeu 5,5 milhões de clientes de telefonia celular, 11,5% da sua base, entre junho de 2016 e abril de 2017.

No mesmo período, o número de clientes da Claro caiu 6,31% e, o da TIM, encolheu 4,12%. A Vivo viu a base aumentar em 1,05%.

Para comparar, entre junho de 2015 a abril de 2016 a Oi foi a empresa que menos perdeu clientes na telefonia celular: 5,06%, segundo dados da Anatel. A Claro registrou queda de 8,96%, a TIM de 11,02% e, a Vivo, de 11,35%.

O presidente da Oi, Marco Schroeder, afirmou, em entrevista ao G1, que a queda no número de clientes de telefonia celular não tem relação com o processo de recuperação judicial.

Para o presidente da Anatel, Juarez Quadros, a situação reflete a perda de competitividade da operadora, que tem investido menos que suas concorrentes.

Banda larga fixa

Os números da Anatel mostram também que a Oi foi, entre as grandes operadoras, a que menos expandiu a base de clientes no serviço de banda larga fixa, entre junho de 2016 e abril de 2017.

Enquanto o grupo Telecom Américas, que reúne Claro, Net e Embratel, aumentou o número de acessos em 3,53% no período e a Telefônica ampliou sua base em 1,32%, a Oi cresceu 0,57%.

O pedido de recuperação judicial da Oi foi o maior registrado no Brasil, envolvendo mais de R$ 60 bilhões em dívidas. A Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido em 29 de junho. Até o momento, porém, não houve acordo entre a operadora e seus credores sobre o pagamento da dívida bilionária.

Nesse intervalo, a Oi registrou disputas societárias e o governo já anunciou que prepara uma medida provisória que permitirá intervenção em todas as empresas do grupo, caso seja necessário.

O que dizem a Oi e a Anatel?

Para o presidente da Anatel, Juarez Quadros, o encolhimento da Oi na telefonia móvel está relacionado à queda nos investimentos desde que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial.

"Hoje, o investimento que a companhia faz é insuficiente, tem sido insuficiente para manter a empresa. Enquanto empresas do mesmo porte fazem, por ano, perto de R$ 10 bilhões de investimentos, a Oi não está fazendo nem R$ 4 bilhões. Está abaixo do necessário e, com isso, perde valor. Perde valor porque ela perde competitividade", afirmou Quadros.

O presidente da Oi, Marco Schroeder, admitiu que o investimento ficou aquém do desejável no ano passado, mas atribui isso à crise econômica no Brasil.

"Tanto que os meus competidores reduziram [os investimentos também]", disse

Schroeder negou relação entre a perda de clientes da telefonia celular e a recuperação judicial. Segundo ele, uma pesquisa feita pela empresa mostrou que o cliente do varejo não sabe o que é recuperação judicial. Ele apontou, porém, que o processo preocupa os clientes corporativos.

"A gente está tratando com transparência esse cliente [corporativo], mostrando que a gente continua investindo em qualidade. Então, com esses a gente tem até umas conversas sobre o processo de recuperação judicial", disse.

Schroeder afirmou ainda que a Oi registrou a maior queda na telefonia celular porque é, entre as operadoras, a que tem a maior base de clientes pré-pagos e estes foram os mais afetados pela crise.

Os números da Anatel mostram que a Oi foi a operadora que mais encolheu no mercado pré-pago, mas também foi a que menos cresceu no pós-pago, entre junho de 2016 e abril de 2017.

No pré-pago, a Oi perdeu 14,76% dos clientes, contra uma redução de 11,9% da Claro, de 8,60% da TIM e de 3,99% da Vivo.

No mercado pós-pago, a Oi cresceu 2,45% no período, enquanto a Vivo ampliou sua base em 7,7%, a Claro em 9,4% e a TIM em 12,22%.

Jeff Bezos está a US$ 5 bi de superar Bill Gates como homem mais rico do mundo

Com aumento no valor das ações da Amazon, CEO teve acréscimo de US$ 1,8 bilhão em fortuna. Recentemente, executivo pediu ideias para estratégias filantrópicas

Jeff Bezos, o fundador e CEO da Amazon, está a US$ 5 bilhões de se tornar o homem mais rico do mundo, posto ainda guardado por Bill Gates.  A fortuna de Bezos ganhou acréscimo de US$ 1,8 bilhão graças a um aumento no valor das ações da Amazon, que recentemente anunciou que está comprando a rede de mercados Whole Foods. 

Atualmente, a fortuna de Bezos está estimada em US$ 84,6 bilhões, um valor que superou as economias do magnata espanhol do varejo, Amancio Ortega, hoje com US$82,3 bilhões e o terceiro homem mais rico do mundo. 

Aos 53 anos, o principal nome por trás da Amazon não dá sinais que pretende diminuir o ritmo. O executivo é famoso por seu compromisso em tratar cada dia na gigante do varejo online como se a companhia estivesse em estágio inicial. A companhia também tem concentrado esforços em adotar e desenvolver tecnologias emergentes, como inteligência artificial, drones e robôs. Ao mesmo tempo, Bezos garante seu nome na história da exploração espacial privada com a Blue Origin, que tem como objetivo habilitar voos espaciais turísticos.  

Já o atual homem mais rico, Gates, 61 anos, deixou o cargo de CEO da Microsoft em 2000 e desde então tem dedicado seu tempo a atividades filantrópicas, investindo nelas boa parte de seu dinheiro. Em 2010, criou com Warren Buffet (quarto homem mais rico do mundo) a  Giving Pledge, que pede a bilionários doarem parte de seu dinheiro ao longo de suas vidas. Mais de 150 nomes assinaram o acordo. Bezos não é um deles. 

Entretanto, Bezos também tem mostrado interesse em projetos filantrópicos. Recentemente, usou o Twitter para pedir ideias para uma estratégia filantrópica. Sua publicação na rede social gerou quase 4 mil respostas em três horas. As recomendações variavam de programas alimentares para crianças, proteção de florestas à ajuda aos sem-teto.

Focus: taxa básica de juros em 2017 permanece em 10,28% ao ano

O relatório indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 permaneceu em 8,50% ao ano, também igual ao verificado um mês atrás.

Os economistas do mercado financeiro decidiram manter suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2017 e de 2018. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 19, que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 8,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar.

O relatório indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 permaneceu em 8,50% ao ano, também igual ao verificado um mês atrás.

A manutenção das estimativas para a Selic ocorre em meio à espera pela divulgação, na próxima quinta-feira,22, do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Na última sexta-feira,16, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o caminho da desinflação e da redução da taxa de juros “está dado”.

“Há um processo e eu não consigo ver mudanças tão radicais que possam afetar, neste momento, isso. A discussão, obviamente, é sobre o ritmo e a extensão. O que eu quero passar é que isso vai depender do desenvolvimento, tanto das reformas e dos ajustes quanto da inflação e da atividade. Nós vamos continuar olhando”, afirmou.

No relatório Focus desta segunda, a Selic média de 2017 seguiu em 10,28% ao ano. Há um mês, a mediana da taxa média projetada era de 10,19%. No caso de 2018, a Selic média seguiu em 8,50%, igual ao verificado há quatro semanas.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2017 em 8,50% ao ano, ante 8,38% do projetado há uma semana. Há um mês, a mediana projetada era de 8,13%.

O Top 5 manteve a projeção para a Selic no fim de 2018, de 8,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar.

15 de junho de 2017

TRF determina arquivamento de ação penal contra o presidente do Bradesco

Com a notícia, as ações do banco fecharam ontem em alta de quase 4%. No entanto, no acumulado de um mês, ainda contabilizam perdas de 15,13%.

A 4.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região determinou, na terça-feira, o arquivamento de ação penal, no âmbito da Operação Zelotes, contra o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. Ele era acusado de envolvimento em esquemas de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Financeiros, o Carf.

O presidente do banco era réu, ao lado de outros nove executivos, acusado de negociar com um grupo que comprava decisões no Carf, espécie de tribunal que avalia débitos de grandes contribuintes com a Receita Federal. As investigações da Polícia Federal mostraram que um grupo investigado por corromper integrantes do Carf conversou com executivos do banco a respeito de um “contrato” para anular um débito de R$ 3 bilhões com a Receita. Na época do anúncio do suposto envolvimento do banco, o Bradesco negou as conversas entre executivos da instituição e também a contratação da empresa investigada na Zelotes.

“A Turma, à unanimidade, concedeu a ordem de habeas corpus para determinar o trancamento (arquivamento) da ação penal (…) em curso na 10.ª Vara Federal/DF, em relação ao paciente Luiz Carlos Trabuco Cappi, por falta de justa causa, nos termos do voto do relator. Prosseguindo a ação em relação aos demais acusados”, diz o processo. Significa, na prática, que Trabuco não pode ser mais incriminado no processo.

Com a notícia, as ações do banco fecharam ontem em alta de quase 4%. No entanto, no acumulado de um mês, ainda contabilizam perdas de 15,13%.

A Zelotes investiga advogados lobistas e agentes públicos que teriam agido em favor de empresas no Carf e na Receita. No caso do inquérito do Bradesco, a PF diz ter detectado reuniões dos lobistas com executivos do banco. A PF afirma que, antes de um desses encontros, na sede do banco, Trabuco teria aparecido para cumprimentar os lobistas.

Grampo

Um grampo telefônico flagrou conversa em que o advogado Mario Pagnozzi Junior, apontado como lobista, conta a Eduardo Cerqueira Leite, ex-chefe da delegacia da Receita em São Paulo, que o presidente do Bradesco agradeceu pelo “empenho em ajudar” o banco. “Mario disse que em princípio ficou um pouco confuso, mas de uma coisa ele tinha certeza: de que os vice-presidentes que estariam negociando com o grupo do Mario Pagnozzi estariam reportando todas as tratativas para o presidente Trabuco”, afirma a PF no documento.

Além de Trabuco, foram denunciados três altos funcionários do Bradesco: Mario da Silveira Teixeira Junior, ex-integrante do Conselho de Administração; Domingos de Abreu, diretor vice-presidente; e o diretor-gerente de relações com investidores, Luiz Carlos Angelotti – os dois últimos são citados como os responsáveis pela negociação.

A investigação não encontrou provas de contatos diretos do presidente do banco com os acusados de integrar a organização criminosa

Arrecadação Federal recua 3% em maio e amplia dúvidas sobre retomada

O resultado é mais um que joga dúvidas sobre a recuperação da economia e pesa contra o cumprimento da meta fiscal deste ano.

A arrecadação federal em maio caiu 3% em relação ao mês de 2016, segundo dados pesquisados pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV, no Siafi, o sistema que acompanha as contas do governo em tempo real.

O resultado é mais um que joga dúvidas sobre a recuperação da economia e pesa contra o cumprimento da meta fiscal deste ano.

A queda foi influenciada pela forte redução na arrecadação do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). Os dois tributos sobre os ganhos das empresas recuaram 12,1% e 17%, respectivamente, ante maio de 2016.

A expectativa era que esses tributos tivessem um desempenho melhor em maio.

"A arrecadação federal ainda não espelha reflexos de uma recuperação consistente e sólida da economia. Ao contrário, as dúvidas crescem diante da queda tão forte dos tributos sobre os lucros", avalia o economista José Roberto Afonso, do Ibre.

As receitas com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que reflete o desempenho da produção, caíram 12,7%.

Por outro lado, no caso dos chamados "tributos indiretos", que refletem mais o comportamento do consumo, as quedas estão menores do que nos últimos meses.

As receitas com o PIS e a Cofins se reduziram em 0,4% e 2,1% em maio, respectivamente, uma melhora em relação às quedas superiores a 6% no primeiro trimestre.

Dados do IBGE mostraram que o varejo surpreendeu ao registrar alta significativa em abril, resultado influenciado pela liberação das contas inativas do FGTS, entre outros fatores temporários.

Segundo os dados do Ibre, quando se avalia somente a arrecadação administrada pela Receita, a queda é de 2,3% em maio. Como a não administrada (que inclui royalties de petróleo) caiu 33,9%, a queda total das receitas federais ficou em 2,9%.

Além de indicar que a recuperação continua lenta, o cenário observado em maio aponta que, cada vez mais, a equipe econômica depende das chamadas receitas extraordinárias -aquelas que não se repetem todos os anos e, portanto, são mais incertas- para fechar as contas.

Até abril, os ingressos de tributos nos cofres públicos vieram R$ 4 bilhões abaixo do esperado, de acordo com estimativa da Conof (Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara).

Quando se considera também a frustração de receitas de maio, o valor abaixo do esperado sobe para R$ 7 bilhões. Se esse ritmo se mantiver, a arrecadação no semestre ficará cerca de R$ 10 bilhões abaixo do previsto pela área econômica.

Atualmente, as receitas não recorrentes previstas no Orçamento de 2017, para que a meta de um deficit de R$ 139 bilhões seja cumprida, somam mais de R$ 70 bilhões.

A equipe econômica bloqueou R$ 39 bilhões em gastos previstos para conseguir chegar a esse resultado.

"Qualquer frustração exigirá redução ainda maior de gastos, o que é complicado porque as despesas estão bastante engessadas", diz Marcia Moura, da Conof.

Apesar da demora na reação, o Ibre observa que o ritmo de queda na arrecadação já está bem menor do que o observado em 2016, o que aponta que alguma recuperação está em curso.

No acumulado do ano até maio, a arrecadação da Receita Federal apresenta queda de 1,6% ante o primeiro quadrimestre de 2016, descontada a inflação.

"Em meados do segundo semestre a arrecadação da Receita deve se estabilizar em relação a 2016, se não houver surpresas negativas", diz Vilma da Conceição Pinto, economista do Ibre e uma das autoras do levantamento.

Correios projetam rombo de R$ 1,3 bilhões para 2017

Será o quinto ano consecutivo em que a companhia, que foi palco inaugural do mensalão há mais de dez anos, fechará no vermelho

Os Correios devem fechar 2017 com prejuízo de R$ 1,3 bilhão, segundo projeção do presidente da estatal, Guilherme Campos, apresentada em uma reunião na última terça-feira (13), no Palácio do Planalto. Se confirmada, será o quinto ano consecutivo em que a companhia, que foi palco inaugural do mensalão há mais de dez anos, fechará no vermelho. Nos primeiros quatro meses deste ano, o prejuízo acumulado é de R$ 800 milhões.

Para tentar reverter a crise, Campos propõe alterar o plano de saúde dos funcionários. A ideia é que a empresa, que hoje custeia, em média, 93% dos planos de funcionários, estendendo o benefício a cônjuges, filhos e pais, concentre-se em pagar 100% do benefício, porém apenas para funcionários ativos e aposentados, excluindo parentes.

“A única proposta hoje na mesa é essa: assumimos 100% do custo dos funcionários na ativa e dos aposentados e 15% do resultado do lucro da empresa iria para a folha de pagamentos para que os empregados optem por contratar com desconto o plano de parentes”, afirmou Campos ao Estado.

Ao ser questionado sobre quando os Correios passarão a ter lucro para que a proposta seja concreta, o presidente da estatal disse que não há como calcular, mas destacou que tem “trabalhado para que o lucro venha o quanto antes”. Do déficit de R$ 800 milhões dos quatro primeiros meses do ano, R$ 600 milhões foram referentes ao custo do plano de saúde dos funcionários. Do rombo de R$ 2 bilhões registrados em 2016 – o balanço ainda não foi divulgado -,R$ 1,8 bilhão, segundo o presidente, é consequência do custo dessa cobertura estendida do plano de saúde.

Acordo

Campos defende um acordo com funcionários para resolver a situação. “[Sem acordo] O plano de saúde vai representar a morte da empresa”, afirmou. A explicação para o alto custo do plano de saúde era justamente a inclusão dos pais dos empregados na cobertura. A proposta da estatal representaria economia de um terço do déficit da empresa, ou cerca de R$ 600 milhões, segundo o executivo.

O presidente dos Correios destacou que o processo de mudanças nos benefícios está sendo feito “por etapas” e que, durante as negociações do dissídio coletivo, foi destacada a necessidade de ajustes no custeio do plano de saúde. Segundo ele, como o sindicato dos trabalhadores não fez propostas, a estatal levou o tema ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), que está mediando uma solução.

Na reunião com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Dyogo Oliveira (Planejamento) e funcionários técnicos da assessoria jurídica do governo, segundo informações obtidas pela reportagem, Campos fez relatos de que, se o plano de saúde não for extinto ainda neste ano, a “reestruturação” dos Correios fica comprometida.

Segundo uma fonte, a ideia é aguardar uma resposta do TST, mas, se o Tribunal não autorizar, “eles vão extinguir mesmo assim e deixar judicializar”. O presidente da estatal, porém, nega que tenha a intenção de deixar que os funcionários recorram à Justiça para ter a garantia da cobertura do plano aos parentes. “É uma cláusula trabalhista, não posso fazer isso de forma unilateral”, ponderou. Propostas.

Na apresentação obtida pela reportagem, há uma série de propostas apresentadas, inclusive uma que prevê o aumento da participação do empregado no plano de Saúde dos atuais 7% para 50%, além da exclusão dos pais. Campos nega: “Temos apenas uma proposta, o restante são apenas conversas”.

Outro objetivo que consta na apresentação, elaborada pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas estatais (Sest) e pelo Ministério do Planejamento, é acelerar o desenvolvimento de parcerias estratégicas com o setor privado com “diversas alternativas”, como oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), fusão e aquisição (M&A, na sigla em inglês) ou joint venture.

Na apresentação, há ainda a edição de uma Medida Provisória (MP), que já está em análise no Ministério de Ciência e Tecnologia, para viabilizar a substituição de agências próprias por franquias, entre elas o Microempreendedor Postal, como antecipou o Estado em fevereiro. Outra medida é o apoio para a substituição de 3.696 agências próprias (fechamento) por agências franqueadas, o que, segundo a estatal, representaria uma redução de custos da ordem de R$ 800 milhões por ano.

As agências franqueadas são selecionadas por meio de uma oferta pública e remuneradas com um porcentual das receitas dos serviços. Atualmente, oferecem quase todos os serviços postais das agências próprias, mas não atuam como correspondentes bancários.

A apresentação feita por Campos aos ministros e técnicos destaca ainda a “baixa adesão” de 5.544 empregados ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), o que deve garantir uma redução de R$ 645 milhões por ano. Segundo a proposta, é preciso continuar as medidas de redução de custo, principalmente em estrutura organizacional. A direção estima que haja 17 mil funcionários que se encaixem no perfil do PDV – com mais de 55 anos ou mais de 15 anos de tempo de serviço. 

14 de junho de 2017

Setor de serviços cresce 1% e tem melhor abril em 4 anos

Na comparação com abril de 2016, no entanto, houve queda de 5,6%, o maior recuo para o mês na série da pesquisa.

O volume do setor de serviços do país cresceu 1% no mês de abril frente a março com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira (14) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior crescimento desde março de 2016, quando o indicador subiu 1,2%. Foi também o melhor resultado para abril desde 2013, quando houve alta de 2,1%.

“Desde novembro o setor vinha apresentando resultados positivos. Março é que quebrou essa sequência”, apontou o analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha.

O economista destacou, no entanto, que abril apresentou resultado acima dos meses anteriores. Segundo ele, o resultado tem relação direta com o desempenho da indústria. “O setor de serviços tende muito a acompanhar a indústria. Então, o que mais ajudou esse crescimento de abril foi a produção industrial, que cresceu 0,6%, e o de transporte, que cresceu 1%”, disse.

Comparação anual tem forte queda

Saldanha ressaltou que na comparação com abril de 2016, houve queda de 5,6%, o maior recuo para o mês na série da pesquisa, seguindo as retrações de 5,2% em março e 5,3% em fevereiro, diz o IBGE. O setor vem apresentando perda em todos os meses desde janeiro de 2015, com exceção de março de 2015, quando houve crescimento de 2,3%.

Na comparação com abril de 2016, houve queda de 5,6%, o maior recuo para o mês na série da pesquisa

O pico da série histórica na comparação interanual para o mês de abril foi em 2013, quando o indicador ficou em 7,9%.

No acumulado em 12 meses, houve queda de 5% no volume de serviços. “O indicador de recuperação do setor é quando esse acumulado de 12 meses começar a melhorar. Então, por enquanto, os dados não apresentam recuperação. Apesar dele ter crescido em abril, ele não foi suficiente para impactar no acumulado em 12 meses”, enfatizou o pesquisador.

Segmentos em destaque

A categoria de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio puxou a taxa positiva de abril, com crescimento de 1%, na série que retira os efeitos sazonais. Os segmentos de serviços de informação e comunicação e outros serviços tiveram quedas de 0,2% e 5,8%, respectivamente.

Já o agregado especial das atividades turísticas recuou 2,0% frente a março, segundo o IBGE. Os segmentos de serviços prestados às famílias e serviços profissionais, administrativos e complementares não subiram.

Com esses resultados, a taxa acumulada no ano caiu 4,9% e, em 12 meses, recuou 5,0%.

Revisão de março

O IBGE revisou o resultado do setor para o mês de março, quando apresentou o maior recuo para o mês desde 2012. Em vez da queda de 2,3% anteriormente divulgada, o volume de serviços caiu 2,6% no mês – uma diferença de 0,3 ponto percentual. Segundo o instituto, a revisão foi feita a partir da retificação de dados apresentados pelos próprios informantes que participam da pesquisa.

Ministro comenta em rede social

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou em seu perfil no Twitter o desempenho do setor. Segundo ele, o avanço em abril "é mais um sinal de recuperação da economia". “Serviços era o único componente negativo do PIB no 1º trimestre. Resultado de abril mostra reação deste setor”, postou. De acordo com o ministro, a área de transporte foi o destaque no avanço de abril em relação a março.

Repercussão

Apesar do resultado positivo em abril, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para baixo a projeção do volume de receitas do setor, de queda de 2,6% para recuo de 3% em 2017. Segundo a entidade, encerrado o primeiro quadrimestre de 2017, ainda não é possível identificar qualquer indício de recuperação do nível de atividade nos serviços.

Defesa de Joesley Batista compara delação para justificar perdão judicial

Delação de Joesley é comparada com as de executivos de construtoras; tabela contabiliza número de políticos citados por Joesley e Marcelo Odebrecht com metodologia diferente.

Os advogados de defesa dos delatores do grupo J&F compararam o acordo de colaboração premiada de Joesley Batista com os acordos firmados por outros 5 empresários e executivos para justificar o perdão judicial a Joesley. As informações estão em documento enviado no dia 12 de junho ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) ao qual o G1 teve acesso.

O documento faz parte da defesa contra o pedido do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), para anular a delação premiada dos executivos da JBS. O fato de Joesley receber o perdão judicial das ações em andamento na Lava Jato e não ser denunciado como réu em ações penais foi alvo de críticas. O ministro Celso de Mello, do STF, rejeitou o pedido de anulação do acordo.

Os advogados comparam a delação de Joesley com as de Marcelo Odebrecht (Odebrecht), Otávio Azevedo (Andrade Gutierrez), Ricardo Pessoa (UTC Engenharia), Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Junior (Carioca Engenharia) e Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Uma tabela comparativa entre as delações foi anexada no processo. O documento mostra que Joesley entregou mais provas contra mais políticos e pagou multas maiores para justificar por que ele não foi denunciado.

Ressalvas

Na planilha dos advogados da JBS há a informação de que a delação de Marcelo Odebrecht citou 70 agentes políticos, enquanto Joesley citou 1.893. A própria defesa faz uma ressalva de que considera apenas os políticos delatados por Marcelo Odebrecht e não por todos os executivos do grupo. Segundo levantamento do G1, 400 políticos foram citados por todos os delatores da construtora.

Ao apontar o número de Joesley, no entanto, a tabela considera os políticos que constam em planilha entregue por Ricardo Saud, outro executivo do grupo J&F.

Fed eleva juros dos Estados Unidos pela segunda vez no ano

Taxas ficaram acima de 1% pela primeira vez desde a crise financeira de 2008.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (14) elevar a taxa de juros do país pela segunda vez neste ano, para a faixa entre 1% e 1,25%. Com isso, os juros ficarão acima de 1% pela primeira vez desde a crise financeira de 2008.

O Fed citou o contínuo crescimento econômico dos Estados Unidos e o fortalecimento do mercado de trabalho, e anunciou que começará a reduzir sua carteira de Treasuries e outros títulos este ano, destaca a agência Reuters.

Em sua reunião do mês passado, o Comitê de Política Monetária do Fed optou por manter entre os juros entre 0,75% e 1%. Na reunião de março, foi anunciada a primeira elevação desde a posse do presidente Donald Trump, elevando aa taxa básica (equivalente à Selic brasileira) para a faixa entre 0,75 e 1% – contra 0,5% e 0,75% anteriormente.

A expectativa é de que os juros subam mais uma vez até o final deste ano, de acordo com as projeções divulgadas pelo Fed, mantendo a estimativa anterior.

Alta nos juros dos EUA: O que muda para o Brasil?

Uma expectativa por mais aumentos da taxa de juros nos EUA tendem a motivar um movimento de alta do dólar em relação ao real

Com juros mais altos, os Estados Unidos tornam-se mais atraentes para investidores, o que motiva uma saída de recursos de outros mercados, como o Brasil

Previsão de PIB maior

O Fed aumentou sua previsão de crescimento econômico nos Estados Unidos neste ano. O Produto Interno Bruto (PIB) americano deve aumentar 2,2% em termos anuais no último trimestre de 2017, ou 0,1 ponto mais do que o previsto em março, segundo as novas projeções do comitê.

Pela manhã, foi divulgado que as vendas no varejo dos Estados Unidos registraram a maior queda em 16 meses e os preços ao consumidor caíram inesperadamente, sugerindo enfraquecimento da demanda doméstica, o que reduziu as apostas de uma alta adicional neste ano.

Nos últimos meses, o órgão dirigido por Janet Yellen constatou a recuperação do consumo nos EUA, que representa quase dois terços da atividade econômica total. Além disso, a taxa de desemprego continua em rota de queda, e em maio fechou em 4,3%, percentual mais baixo desde 2001. Já a inflação tem ficado levemente acima da meta oficial, de 2% anual.

Entretanto, há dúvidas sobre o tamanho e o escopo do estímulo fiscal que a administração Trump pode injetar na economia dos EUA com as promessas de campanha de reforma tributária, redução das regulações financeiras e gastos com a construção.

Efeitos da decisão

O mercado acredita que uma alta dos juros pelo Fed pode motivar uma transferência de parte dos recursos aplicados em países emergentes para os EUA. Os títulos do Tesouro americano, atrelados à taxa de juros norte-americana, são considerados o investimento mais seguro do mundo. Se confirmado, esse fluxo de capital pode levar a uma tendência de alta do dólar em relação a moedas emergentes como o real.

A decisão de investimentos depende, entretanto, do apetite de risco dos investidores. Os mais conservadores tendem a procurar economias mais seguras para alocar seu capital, mesmo que paguem juros mais baixos. Em 2008, por exemplo, durante a crise do subprime nos Estados Unidos, a demanda por títulos do Tesouro americano cresceu.

Já os investidores que têm mais apetite ao risco aceitam aplicar recursos em economias mais arriscadas, como os países emergentes, que pagam juros maiores. Quando as taxas de juros estavam próximas de zero nos Estados Unidos, muitos investidores buscaram aplicar seus recursos em ativos de maior rentabilidade em mercados considerados mais arriscados, entre eles o Brasil.

Mesmo com a alta do juro americano, o diferencial de taxas em relação ao Brasil ainda é grande. O Brasil tem uma taxa básica de juros atual de 10,25% ao ano.

Histórico de decisões

Em dezembro de 2015, o Fed promoveu a primeira alta dos juros na maior economia do mundoem quase uma década. Desde então, as taxas passaram de uma faixa próxima a zero para o patamar entre 0,25% a 0,50%, até subirem para 0,50% a 0,75% em dezembro de 2016. Em março, o BC dos EUA anunciou a primeira alta após a posse de Trump, para a faixa entre 0,75 e 1% – contra 0,5% e 0,75% anteriormente.

A taxa básica de juros dos EUA foi reduzida a patamares próximos a zero em 2008, para dar fôlego à economia norte-americana durante a crise financeira internacional.

Um aumento dos juros nesta quarta-feira já estava precificado nos rendimentos dos títulos e nos mercados financeiros em geral, com os investidores calculando a probabilidade de tal ação em 95%, segundo programa FedWatch do CME Group.

Entrada de dólares supera saída em US$ 10,474 bi no ano, diz BC

O fluxo cambial do ano até o dia 9 de junho ficou positivo em US$ 10,474 bilhões. Em igual período do ano passado, o resultado era negativo em US$ 8,480 bilhões.

A retirada de dólares pelo canal financeiro neste ano até 9 de junho foi de US$ 18,084 bilhões. Este resultado é fruto de entradas no valor de US$ 220,020 bilhões e de envios no total de US$ 238,104 bilhões. O segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

No comércio exterior, o saldo anual acumulado até 9 de junho ficou positivo em US$ 28,558 bilhões, com importações de US$ 57,736 bilhões e exportações de US$ 86,294 bilhões. Nas exportações estão incluídos US$ 13,114 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 23,633 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 49,547 bilhões em outras entradas.

Junho

Depois de registrar entradas líquidas de US$ 744 milhões em maio, o fluxo cambial do País está negativo em US$ 1,305 bilhão em junho até o dia 9, informou o Banco Central.

O canal financeiro apresentou saídas líquidas de US$ 2,962 bilhões no período. Isso é resultado de entradas no valor de US$ 8,067 bilhões e de retiradas no total de US$ 11,028 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

No comércio exterior, o saldo de junho até o dia 9 é positivo em US$ 1,656 bilhão, com importações de US$ 3,041 bilhões e exportações de US$ 4,697 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 795 milhões em ACC, US$ 1,219 bilhão em PA e US$ 2,683 bilhões em outras entradas.

Semanal

O fluxo cambial da segunda semana de junho (de 5 a 9) ficou negativo em US$ 1,008 bilhão, informou o Banco Central. A saída líquida de dólares pelo canal financeiro no período foi de US$ 1,958 bilhão, resultado de entradas no valor de US$ 5,024 bilhões e de envios no total de US$ 6,982 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

No comércio exterior, o saldo na semana passada ficou positivo em US$ 950 milhões, com importações de US$ 2,220 bilhões e exportações de US$ 3,171 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 478 milhões em ACC, US$ 718 milhões em PA e US$ 1,974 bilhão em outras entradas.

Taxas futuras de juros caem pressionadas pelo valor do dólar

Às 9h34, o dólar à vista registrou mínima, com queda de 0,40%, aos R$ 3,2956. O dólar para julho recuava 0,65%, aos R$ 3,3080.

As taxas futuras de juros passaram a cair nesta quarta-feira, 14, em sintonia com o dólar, após oscilarem próximas dos ajustes de terça-feira nos primeiros negócios. A pressão de baixa sobre a moeda norte-americana acompanhou o enfraquecimento do dólar no exterior em relação a divisas principais, após a divulgação de dados ruins de inflação ao consumidor e de vendas no varejo em maio nos Estados Unidos. Às 9h34, o dólar à vista registrou mínima, com queda de 0,40%, aos R$ 3,2956. O dólar para julho recuava 0,65%, aos R$ 3,3080.

Às 9h34, o DI para janeiro de 2018 estava em 9,175%, na mínima, de 9,195% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2019 caí a 9,20%, de 9,24% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2021 estava a 10,31%, na mínima, ante 10,36% do ajuste de terça. Já o dólar à vista registrava mínima, com queda de 0,40%, aos R$ 3,2956. O dólar para julho recuava 0,65%, aos R$ 3,3080.

Os agentes de renda fixa aguardam novidades na esfera política e o desfecho da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), às 15 horas (de Brasília). Em razão do feriado de quinta-feira.

Também estão na expectativa pelo leilão de venda de títulos do Tesouro, que foi antecipado para esta quarta-feira em razão do feriado de quinta. Serão ofertadas e LTN e LFT, com acolhimento das propostas das 11 horas às 11h30.

“Voltem a procurar emprego”, diz CEO do ManpowerGroup no Brasil

Conselho de Nilson Pereira, presidente no Brasil da empresa líder mundial em contratação de pessoas, tem base estatística

Voltem à busca de emprego. Esse é o conselho do presidente do ManpowerGroup, empresa líder mundial em contratação de pessoas, aos profissionais brasileiros para o próximo trimestre.

“Muita gente desistiu ou está procurando em atividade em que não tem experiência, tentando uma recolocação puramente por questão financeira. Este pode ser o momento de voltar para suas carreiras e entender o perfil desejado”, diz Nilson Pereira.

A dica tem base estatística. De acordo com os resultados da pesquisa trimestral (ManpowerGroup Employment Outlook Survey) de empregabilidade com 850 empregadores as intenções de contratações melhoraram.

Pela primeira vez em dois anos, mais gente (12%) pretende aumentar o número de funcionários do que diminuir (11%) o quadro. A pequena diferença é a notícia mais positiva dos últimos dois anos, mas Pereira chama atenção para o também pequeno percentual dos que pretendem  demitir.

“Doze por cento ainda é pouco, mas o dado mais positivo é que só 11% vão demitir, o que significa que a fase de redução de custos e demissões está passando”, afirma o presidente do ManpowerGroup.

Ele destaca que, apesar de a maioria sinalizar cautela, oportunidades profissionais de substituição sempre existem e em algum momento novas vagas vão surgir. “Não significa que não estão contratando”, diz.

Profissionais que conseguirem demonstrar que estão conectados com a tecnologia, que são flexíveis e que têm boa capacidade de aprendizado, segundo Pereira, são os mais procurados pelas empresas neste momento. “Porque terão fácil adaptação à cultura da empresa e estão mais preparados para lidar com instabilidade”, afirma.

Os setores e regiões com mais empregabilidade

A cadeia produtiva ligada ao agronegócio lidera o ranking de setores mais promissores para emprego. As perspectivas mais fortes são relatadas no setor de agricultura, pesca & mineração, com projeções de 24%.

Essa estimativa é o valor resultante da diferença entre a porcentagem dos empregadores que vão contratar e a porcentagem que espera uma diminuição na força de trabalho para o próximo trimestre. Variações sazonais são removidas.

“A indústria dá sinais de recuperação”, diz Pereira. Isso porque uma boa notícia, ainda que mais modesta, vem do setor industrial com 5% de índice de contratação, seguido pelos setores de administração pública & educação e comércio atacadista & varejista, com 3%.

Demissões continuam assombrando profissionais construção, com índice negativo de -16% e transporte & serviços, com -5%. “Construção ainda é o pior setor e tem muito a ver com a investigação Lava Jato tudo que está acontecendo na esfera política”, diz Pereira.

Em relação aos estados, Pereira destaca São Paulo e Paraná como os mais positivos, por conta da forte presença do agronegócio. Já o estado do Rio de Janeiro é o pior, com projeção de diminuição dos postos de trabalho para os próximos três meses.

A pesquisa revela também que o otimismo para o próximo trimestre é maior nas grandes empresas, com índice de contratação de 10%. “O grande empresário está otimista e são as grandes que puxam a economia”, diz o presidente do ManpowerGroup.

Já empregadores de micro e pequenas empresas ainda não enxergam o mesmo horizonte das grandes e a pesquisa mostra que haverá demissões nas microempresas, com índice de – 10% e também nas pequenas: – 3. Nas médias, estabilidade com diferença zero entre quem vai demitir e quem vai contratar.

“Demora mais para o micro e pequeno empresário perceber a retomada porque eles dependem das encomendas das indústrias e também do consumo, por isso não têm ainda esse otimismo”, explica Pereira.

Anatel quer ficar de fora de lista de credores da Oi

Segundo o presidente da agência reguladora, não cabe a ela participar da assembleia de credores

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pediu para ser excluída do processo de recuperação judicial da Oi. A solicitação foi apresentada à Justiça na última sexta-feira. Caberá ao juiz responsável pelo processo, Fernando Viana, tomar a decisão.

Em processos de recuperação judicial, negociações levam a descontos na dívida dos credores que podem superar a marca de 70%. Se a Justiça avaliar que a agência tem razão, a Oi não poderá aplicar deságio sobre a dívida com o governo.

“Não cabe (à Anatel) participar da assembleia de credores. É um processo separado”, afirmou o presidente da agência reguladora, Juarez Quadros.

Em recuperação judicial, a Oi tem dívida de R$ 65 bilhões, e o governo é um dos maiores credores. Considerando impostos, outorgas e multas, a companhia deve R$ 20 bilhões, segundo a Anatel.

Na última relação de credores, publicada pelo administrador judicial, a dívida reconhecida era de R$ 11 bilhões.

A assembleia de credores da Oi está prevista para setembro. Caso não seja possível chegar a um acordo, o juiz pode decretar falência da companhia, disse Quadros.

Antes disso, porém, o presidente da Anatel ressaltou que o juiz teria de abrir o caminho para uma intervenção da agência – caminho que, por enquanto, é o preferidos de fundos interessados em investir na Oi. 

13 de junho de 2017

Mercado reduz previsão de déficit, mas valor ainda está acima da meta

Economistas ouvidos pelo Ministério da Fazenda estimam que despesas federais neste ano vão superar receitas R$ 142 bilhões. Meta do governo é de déficit de R$ 139 bilhões.

Economistas de instituições financeiras reduziram para R$ 142 bilhões a previsão para o déficit primário do governo federal em 2017. A estimativa foi publicada nesta terça-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, no relatório mensal chamado Prisma Fiscal.

No mês passado, os economistas previam um déficit de R$ 148 bilhões em 2017. Apesar da redução, o valor continua acima da meta fiscal fixada este ano, que é de déficit primário de até R$ 139 bilhões.

Déficit acontece quando as despesas do governo em um ano são maiores que as receitas com impostos e contribuições. O déficit primário não leva em consideração os gastos do governo com o pagamento de juros da dívida pública.

Orçamento

Em março, o governo anunciou um bloqueio de R$ 42,1 bilhões no orçamento, devido à arrecadação abaixo da prevista, reflexo da crise econômica, e gastos maiores que os previstos. A medida foi adotada para cumprir a meta fiscal.

No dia 22 de maio, porém, o governo anunciou que reavaliou as estimativas de receitas e despesas de 2017 e decidiu liberar R$ 3,14 bilhões em despesas que haviam sido bloqueadas.

Para 2018, o mercado financeiro subiu sua estimativa para o déficit primário, de R$ 125,12 bilhões para R$ 127,45 bilhões.

A previsão, apesar do aumento, continua abaixo da meta fiscal que o governo busca revisar no Congresso Nacional. A proposta é de um rombo de até R$ 129 bilhões no ano que vem.

Receitas e despesas

A redução do déficit previsto para 2017 ocorreu porque o mercado passou a prever uma arrecadação maior: de R$ 1,341 trilhão para R$ 1,345 trilhão. Também reduziu a previsão de despesas, que foi de R$ 1,294 trilhão para R$ 1,290 trilhão.

Se o cenário para as contas públicas previsto pelo governo e pelo mercado se concretizar, serão pelo menos seis anos consecutivos com as contas públicas no vermelho.

O governo vem registrando déficits fiscais desde 2014. Em 2015, o rombo, de R$ 114,9 bilhões, foi recorde e gerado, em parte, pelo pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.

Para 2016, 2017 e também 2018, a meta é de rombos bilionários nas contas públicas. A previsão da equipe econômica é que as contas voltem ao azul somente em 2020.

Vendas do varejo têm o melhor abril desde 2006, diz IBGE

Resultado ficou positivo em 1%; ante o mesmo mês de 2016, comércio avançou 1,9%, primeiro resultado positivo em 24 meses.

As vendas do comércio varejista brasileiro avançaram 1,0% em abril frente ao mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (13). Foi o melhor resultado para o mês desde 2006, quando o índice avançou 1,1%. Em abril de 2008, o indicador também subiu 1%.

Em março, as vendas tiveram o pior resultado para o mês em 14 anos.

“Esse resultado de 1% faz com que o patamar das vendas permaneça estável e fique quase 10% abaixo do pico histórico do comércio, que foi em novembro de 2014”, destacou a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes.

“A redução da inflação e os recursos liberados do FGTS [das contas inativas] tem impacto em atividades que são básicas. Embora parte destes recursos sejam usados para pagar dívidas, eles impactam o comércio”, diz a pesquisadora.

Já a receita nominal do varejo subiu 1,3%. Segundo o IBGE, o resultado no volume de vendas compensou parte da queda de 1,6% acumulada nos dois meses anteriores. Com isso, a variação da média móvel trimestral ficou praticamente estável (-0,2%), tanto para o volume quanto para a receita nominal de vendas.

1ª alta em 24 meses

Em relação a abril de 2016, o varejo cresceu 1,9%. Foi o primeiro resultado positivo em 24 meses, interrompendo uma sequência de quedas que teve início em abril de 2015.

Nesta mesma base de comparação, o índice acumula uma queda de 1,6% nos quatro primeiros meses do ano, em termos de volume de vendas. O indicador acumulado nos últimos doze meses recuou 4,6%, a menor taxa desde janeiro de 2016, quando caiu 5,3%.

Na comparação anual, o resultado de 1,9% tem influência direta da páscoa, segundo a pesquisadora. “Esse efeito páscoa não atinge todo o comércio de modo geral. Mas, os supermercados sempre têm influência positiva”, disse. Isabella enfatizou que, no ano passado, a páscoa foi comemorada em março.

“Em termos conjunturais, é uma situação melhor que em 2016 em relação ao ritmo de quedas. Mas, é importante a gente ponderar que o resultado de abril tem uma particularidade, que é a influência da páscoa e a base de comparação muito depreciada”, avaliou Isabella. A pesquisadora destacou, no entanto, que tirando o efeito sazonal da páscoa, ainda assim o resultado na comparação interanual seria positivo de 0,2%.

Segmentos em destaque

Três das oito atividades pesquisadas pelo IBGE avançaram entre março e abril. A principal influência positiva foi a dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com um aumento de 0,9% nas vendas.

Isabella ponderou que o avanço no segmento de hipermercados vem após uma queda acumulada de 6% nos dois meses anteriores. “Ou seja, o resultado é positivo mas não recupera a queda”.

Em seguida, vieram as atividades tecidos, vestuário e calçados (3,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%), que também tivieram taxas positivas frente ao mês de março.

Já a pressão negativa ficou por conta de livros, jornais, revistas e papelaria, com recuo de 4,1%; móveis e eletrodomésticos caiu 2,8%; combustíveis e lubrificantes retrocedeu 0,8%; e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos caiu 0,4%. Já as vendas do setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico variaram 0,1%, praticamente estáveis em relação ao mês anterior.

Varejo ampliado

O comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, teve variaçãpo negativa de 0,4% no volume de vendas em relação a abril de 2016, e 0,7% na receita nominal.

No acumulado do ano, o varejo ampliado encolheu 1,8% até abril, enquanto que recuou 6,3% nos últimos 12 meses para o volume de vendas. Já para receita nominal, ouve avanço de 0,3% no ano e queda de 0,4% em 12 meses.

Diante desse resultado, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para cima sua expectativa de crescimento do varejo ampliado para o ano, de 1,2% para 1,4%. Para o varejo restrito, a entidade espera avanço de 1%.

"À percepção de que fundamentos importantes para o varejo (como a inflação, os juros e a confiança do consumidor) têm contribuído para a reação das vendas no curto prazo, deve-se somar a fundamental recuperação do mercado de trabalho a partir da segunda metade do ano, uma variável-chave para a reativação da capacidade de consumo da população", disse a entidade em nota.

A CNC destacou também que a recuperação no segmento supermercadista será fundamental para a retomada do setor como um todo.a

Latam terá venda de lanche a bordo no Brasil

Iniciativa é parte de estratégia de segmentar serviço, que inclui também cobrança de bagagem despachada e por marcação de assento; menu terá 50 itens a partir de R$ 4.

A companhia aérea Latam vai começar a vender produtos em seus voos no Brasil. A companhia já apresentou neste ano sua loja a bordo, batizada de Mercado Latam, no Chile, Peru, Colômbia e Argentina. A novidade foi divulgada nesta terça-feira (13) à imprensa brasileira.

“Agora é a vez de tornar tangível este serviço aqui no Brasil. Queremos que os nossos clientes que voam dentro do país possam desfrutar da nova forma de viajar, oferecendo-lhes muito mais opções de qualidade a bordo, de acordo com a sua escolha”, disse o presidente da Latam Airlines Brasil, Jerome Cadier.

A venda a bordo é parte de uma estratégia da Latam de segmentação de serviços anunciada em novembro do ano passado. A visão da empresa é de que os passageiros têm necessidades diferentes durante o voo e que a melhor forma de atendê-los é desagregar os serviços e permitir que cada passageiro pague pelo que valoriza, como lanche a bordo ou assento marcado.

Na lista de mudanças que deverão ser anunciadas gradativamente até 2020 estão também a cobrança pela bagagem despachada para passagens aéreas promocionais e o pagamento do assento marcado.

A promessa da empresa é que essa segmentação de serviços vai viabilizar a redução do preço das passagens promocionais em até 40% até 2020, quando todas as etapas forem implementadas.

Mercado Latam

O Brasil é o quinto país a implementar o serviço, que já está disponível no Chile, Colômbia, Peru e Argentina. O serviço também será implementado no Equador.

No Brasil, a loja Latam tem um cardápio com 52 produtos, entre sanduíches, petiscos, bebidas quentes e frias e bebidas alcoólicas, com preços a partir de R$ 4.

Os produtos são diferentes em cada país de acordo com os costumes locais. Por exemplo, no Peru, o menu tem Inka Kola. No Chile, vinhos nacionais e batatas fritas Tika. No Brasil o cardápio inclui brigadeiro e bolo de banana.

Os pagamentos podem ser feitos em dinheiro ou cartão de crédito.

Novas classes tarifárias

A Latam também revisou os serviços oferecidos para cada classe tarifária. A marcação de assentos e o despacho de bagagem terão taxas adicionais nas tarifas promocionais e serão gratuitos para os passageiros que comprarem as passagens com tarifas mais caras.

MRV chega ao Piauí com condomínio que terá geração de energia solar

Empreendimento terá 580 unidades, com plantas a partir de 40 metros quadrados, dois quartos e preços que devem partir de R$ 135 mil.

O mercado imobiliário de Teresina deve ganhar uma nova empresa de peso para intensificar a concorrência no setor, o que deve beneficiar os consumidores.

A MRV Engenharia lança em julho seu primeiro empreendimento na capital piauiense - um condomínio residencial com 580 unidades que será construído no bairro Gurupi, na zona sudeste.

O condomínio terá uma localização privilegiada, próximo ao cruzamento das avenidas João XXIII e Zequinha Freire, região que, nos últimos dez anos, passou por um significativo crescimento na oferta de condomínios horizontais e verticais, contando com variada gama de supermercados, faculdades, restaurantes, dentre outros estabelecimentos. 

De acordo com Yuri Chain, diretor comercial da MRV para a região Nordeste, as obras deste primeiro projeto da MRV no Piauí devem ser iniciadas ainda no segundo semestre deste ano, e a duração prevista para a conclusão da empreitada é de 30 meses, devendo, portanto, ser entregue entre o final de 2019 e início de 2020.

Yuri Chain, diretor comercial da MRV Engenharia para a região Nordeste (Foto: Assis Fernandes / O DIA)

Os apartamentos terão a partir de 40 metros quadrados, dois quartos, uma vaga de garagem, e o valor estimado de cada unidade será de R$ 135 mil, em média.

Para este primeiro empreendimento, que se chamará Parque Terrazzo Poti, o público alvo que a MRV pretende atrair são famílias com rendas entre R$ 2 mil e R$ 9 mil, que poderão financiar os apartamentos pelo programa habitacional "Minha casa, minha vida", cujos subsídios dados pelo Governo Federal chegam a até R$ 22 mil, a depender da renda familiar.

As prestações devem partir de R$ 400, valor que também dependerá dos proventos do comprador, da entrada que será paga e do número de parcelas estipuladas no contrato de financiamento.

A MRV calcula que o investimento total para a construção do Parque Terrazzo Poti deve ficar em torno dos R$ 60 milhões, e o condomínio terá uma área de 35 mil metros quadrados.

Condomínio terá áreas comuns alimentadas com energia gerada por painéis solares

Yuri Chain afirma que, para se destacar no mercado imobiliário local, a MRV Engenharia pretende oferecer aos seus clientes produtos que, por enquanto, só estão presentes em condomínios de alto padrão, como circuito interno de TV, cerca elétrica em todo o perímetro do empreendimento, guarita blindada, wifi nas áreas comuns do condomínio e, ainda, um sistema de geração de energia própria, a partir de células fotovoltaicas, que são capazes de converter a energia solar em energia elétrica, que será utilizada para abastecer as áreas comuns do condomínio.

Fundada em 1979, em Belo Horizonte, a MRV está presente hoje em 145 cidades de 20 estados brasileiros e no Distrito Federal. Segundo Yuri Chain, a empresa conseguiu consolidar sua liderança no segmento de imóveis econômicos tendo como base três pontos fundamentais para os compradores: boa localização dos imóveis, qualidade do produto aliada a um preço justo e condições de financiamento vantajosas.

Uber lança serviço aquático para fuga de engarrafamentos

Em fase de testes, o serviço permite que os clientes selecionem o cais de partida e de chegada

A possibilidade de cruzar o Cairo em 20 minutos, aproveitando a brisa do rio Nilo, em vez de sofrer com os intermináveis engarrafamentos sob temperaturas de 40 graus passou a ser oferecida pelo Uber por meio de um serviço de transporte por barcos.

O aplicativo incluiu a modalidade entre suas opções na capital do Egito, por enquanto em fase de testes, e agora os clientes podem selecionar o cais de partida e de chegada.

“Nosso objetivo é oferecer um meio de transporte rápido e acessível através da tecnologia Uber e na nossa luta contra os engarrafamentos”, disse à Agência Efe o diretor-geral do Uber no país africano, Abdellatif Waked.

 
UberBOAT: o trânsito é um dos principais problemas da capital do país (Uber Morocco/Twitter/Reprodução)

O trânsito é, sem dúvida, um dos principais problemas da capital do país. As ruas são congestionadas a qualquer hora, e os milhões de habitantes enfrentam este contratempo diariamente, sem que as autoridades consigam pôr fim ao problema.

“O Uber se adapta às necessidades da cidade”, destacou Waked, ainda que o serviço Uberboat não se ajuste exatamente ao bolso da maioria dos moradores do Cairo.

No período de testes, a opção está custando em média 80 libras egípcias (R$ 14,50) independentemente do ponto de saída ou de chegada.

De acordo com o diretor, o objetivo é levar mais usuários a experimentar essa possibilidade durante a campanha de promoção, que começou em meados de maio e tem se estendido pelo mês sagrado do Ramadã, que neste ano atravessa junho.

Depois, a empresa vai decidir se estabelecerá ou não o Uberboat como mais uma opção fixa no aplicativo ou se vai oferecê-lo apenas em períodos determinados, como verão e datas comemorativas, em parceria com a Nile Taxi, empresa que já fornece este serviço o ano todo.

As lanchas usadas pelo Uber são o “táxi” do Nilo, que desde 2015 estão disponíveis para deslocamentos rápidos no rio, apesar de o preço ser mais alto, pois os usuários são em menor quantidade e o perfil é muito específico.

Funcionários de banco e da Nile Towers”, edifício onde muitas empresas têm sede e que fica ao lado dos cais, no noroeste do Cairo, contou à Agência Efe Mahmoud, o piloto de uma das lanchas.

Segundo ele, os clientes preferem o Uber porque o preço é diferente do Nile Taxi. Atualmente, ele faz mais de dez viagens por dia com o Uberboat.

Apesar de o Uber ser 50% mais barato, ele continua sendo um “serviço de luxo” para a maior parte da população do Cairo, já que muitos não podem pagar tal valor e optam por usar os barcos públicos, que custam poucas libras egípcias o trecho. Estas embarcações, antigas e pouco eficientes, atravessam o Nilo entre os bairros mais populares, mas são lentas e não têm horários fixos. Como só zarpam quando enchem, não é o meio de transporte ideal para ir trabalhar.

Por enquanto, o Uberboat não concorre com os barcos ou ônibus que diariamente levam milhões de egípcios de um lado para o outro da capital, mas é uma possibilidade para os mais endinheirados e também abre a porta para um novo mercado.

GE inicia testes de drones para inspeção de refinarias e fábricas

Drones aéreos e os robôs são capazes de se mover ao redor e dentro de instalações remotas e perigosas

 A General Electric começou a testar drones autônomos e rastreadores robóticos para fiscalizar refinarias, fábricas, ferrovias e outros equipamentos industriais, a fim de capturar uma fatia maior dos 40 bilhões de dólares gastos anualmente por empresas em todo o mundo com inspeções.

Em testes com clientes, os drones aéreos e os robôs são capazes de se mover ao redor e dentro de instalações remotas e perigosas, enquanto fotografam corrosão ou medem a temperatura, vibrações ou leituras de gás que podem ser analisadas por algoritmos computacionais e inteligência artificial, afirmou à Reuters Alex Temper, diretor de desenvolvimento de negócios da Avitas Systems, uma startup da GE.

A GE deve anunciar o novo negócio, que está focado nos setores de petróleo e gás, transporte e energia, ainda nesta terça-feira em uma conferência em Berlim, na Alemanha. A empresa não é a primeira a combinar inteligência artificial com robótica para inspeção de instalações e processos industriais.

A IBM também afirmou que está trabalhando em sistemas conectados com sua tecnologia de inteligência artificial Watson há cerca de um ano e lançou alguns projetos em março.

Os testes conduzidos pela IBM incluem câmeras acopladas ao Watson, de modo que possam reconhecer defeitos em componentes eletrônicos. Outros projetos incluem sensores acústicos ou drones orientados pela tecnologia Watson para detectar linhas de energia desgastadas em torres elétricas remotas.

A IBM e a parceira ABB, um conglomerado suíço-sueco, estão combinando inspeção visual com robótica da ABB.

“Essa é uma das áreas mais quentes dentro da Internet das Coisas”, disse Bret Greenstein, vice-presidente da IBM Watson, sem citar um potencial tamanho deste mercado.

A GE, por sua vez, disse que a Avitas combinará inteligência artificial com o conhecimento de sistemas industriais que produz e os negócios existentes de inspeção.

“Conhecemos muito bem esse equipamento, sendo que podemos programar os robôs, independentemente do tipo, para reunir a informação que precisamos para uma inspeção”, explicou Tepper, da GE.

As empresas gastam cerca de 40 bilhões de dólares anualmente com inspeção de fábricas e equipamentos nos setores de petróleo e gás, transporte e energia, de acordo com Tepper. Ele prevê que os robôs não substituirão os humanos, mas ampliem seu alcance e reduzam os custos.

12 de junho de 2017

Com inflação em queda, poupança tem maior ganho real em 11 anos

Descontada a inflação, poupança rendeu 4,37% no acumulado em 12 meses até maio. Juros em queda também elevam atratividade da modalidade.

A queda da inflação está contribuindo para elevar a rentabilidade da mais tradicional modalidade de aplicação financeira no país. No acumulado em 12 meses até maio, a caderneta de poupança ofereceu um ganho real (descontada a inflação) de 4,37%, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. Trata-se da maior taxa de retorno desde 2006, quando o modalidade rendeu 5,1% na mesma base de comparação.

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (9), que o índice de que mede a inflação oficial do país (IPCA) ficou em 0,31% no mês de maio, acumulando variação de 3,6% em 12 meses. Com isso, o ganho real da poupança no mês foi de 0,27%.

No acumulado em 5 meses, o retorno descontada a inflação está em 1,66%, se aproximando do ganho real obtido nessa aplicação durante todo o ano passado (1,9%).

Em maio, os depósitos na poupança superaram os saques pela primeira vez desde dezembro de 2016, segundo informou o Banco Central. No mês passado, foram depositados R$ 180,2 bilhões e retirados R$ 179,9 bilhões dessa modalidade, o que resultou num resultado positivo de R$ 292,6 milhões. Apesar do resultado positivo de maio, em 2017 a poupança ainda registra retirada líquida (superior aos depósitos) de R$ 18,38 bilhões.

Regras da poupança

"A regra continua é a mesma, o que mudou é que com a inflação surpreendendo positivamente, a poupança, que antes vinha perdendo para a inflação, passou a ser uma grande vantagem, ganhando poder de compra", afirma o diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Pelas regras da caderneta de poupança, o rendimento está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), quando a taxa básica de juros, a Selic, está acima de 8,5% ao ano. Quando o juro cai para 80,5% ou menos, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais TR. Atualmente, os juros estão em 10,25% ao ano.

Entre as vantagens que tornam a poupança a aplicação mais popular está ainda a possibilidade de investir qualquer valor, de resgatar qualquer valor a qualquer momento, e a isenção do pagamento de imposto de renda.

O levantamento da Economatica mostra que, em 12 meses, a rentabilidade da poupança supera o retorno das aplicações em ouro, euro e dólar, mas ainda fica atrás do CDI e do Ibovespa. Veja quadro abaixo

Poupança e Selic

Apesar de a poupança ainda perder para diversos outros tipos de aplicações como CDI, fundos e Tesouro Direto, o diretor da Anefac lembra que essa modalidade é isenta de imposto de renda e que a perspectiva de novos cortes na taxa básica de juros ao longo do ano também ajuda a aumentar as vantagens da poupança.

"Toda vez que a Selic cai, começa a aumentar a vantagem da poupança, uma vez que ela tem um ganho real garantido. Então a tendência para os próximos meses é que a poupança comece também a recuperar terreno inclusive frente aos fundos de investimentos", explica Oliveira.

Pelos cálculos da Anefac, mesmo com a Selic em 10,25% ao ano, a poupança já começa a ganhar dos fundos de investimento, nos casos em que a taxa de administração é acima de 2%, uma vez que o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic.

Operação da PF identifica compra fraudulenta de passagem aérea

A Polícia Federal afirma que o Brasil é o quarto colocado no ranking mundial na compra fraudulenta de passagens aéreas com cartões de crédito.

A Polícia Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, identificou três casos de compra fraudulenta de passagem aérea no Terminal. A investigação, em colaboração com a Europol (Serviço de Polícia Europol), fez parte da Operação Global Joint Action Day, que terminou na sexta-feira, 9, e cujo objetivo era reprimir fraudes na aquisição de bilhetes aéreos com cartões de crédito clonados.

Em nota, a PF informou que dos três casos, em Guarulhos, dois são referentes a voos internacionais. Durante a ação, policiais federais e civis, da Deatur (Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista), identificaram um suspeito de vender os bilhetes aéreos e descobriram que havia, contra ele, indiciamento por estelionato.

A Global Joint Action Day foi deflagrada mundialmente entre os 5 e 9 de junho. A Polícia Federal, por meio do acordo de cooperação estratégica, assinado em Haya, em conjunto a Europol, participou em 10 aeroportos no Brasil.

A Polícia Federal afirma que o Brasil é o quarto colocado no ranking mundial na compra fraudulenta de passagens aéreas com cartões de crédito.

“Criminosos, radicados em diversos países, tem causado grandes prejuízos e transtornos às pessoas e empresas de cartões de crédito, clonando e capturando senhas de possuidores desses cartões para, entre outras coisas, adquirir passagens aéreas nacionais e internacionais. Trata-se de um crime que, além da transnacionalidade, ainda possui a característica peculiar que faz com que a polícia possa um tempo exíguo para agir, localizar e prender os criminosos”, afirmou a PF.

Tido como prioritários pela Europol, os crimes cibernéticos, especialmente os realizados no âmbito do e-commerce movimentaram em 2014 a soma de US$ 16 bilhões e em 2016 esse montante passou a mais de 20 bilhões, segundo o MRC (www.merchantriskcouncil.org/about-mrc). Na França, em junho de 2016 durante o Retail Week Action houve 53 prisões e 140 mandados de busca nos países membros. Lá, somente em dois aeroportos, no período de 2014 a 2016 foram mais de 93 prisões.

Além da Europol, participaram da operação a Interpol, Ameripol, Aircop, órgãos de segurança interna de diversos países, no Brasil a Polícia Civil, empresas aéreas e empresas de cartões de crédito.

Etanol subiu em 4 Estados e caiu em 20 e no DF na semana passada, diz ANP

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação caiu 0,91% na semana, para R$ 2,296 o litro, e no período de um mês acumula baixa de 4,65%.

Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros subiram em 4 Estados, caíram em 20 e no Distrito Federal e não se alteraram em Sergipe na semana passada. No período de um mês, as cotações do produto acumulam alta em seis Estados e queda em 19 e no Distrito Federal. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que não indicou referências para Roraima.

Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a cotação caiu 0,91% na semana, para R$ 2,296 o litro, e no período de um mês acumula baixa de 4,65%. Na semana, o maior avanço das cotações foi registrado em Alagoas (1,10%), enquanto o maior recuo ocorreu no Amapá (5,94%). A maior alta mensal, de 1,68%, foi no Ceará e a maior queda foi em Mato Grosso (7,97%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,79 o litro, em São Paulo, e o máximo foi de R$ 4,15 o litro, no Rio Grande do Sul. Na média, o menor preço foi de R$ 2,287 o litro, em Mato Grosso, e o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 3,64 o litro.

Competitividade

Os preços do etanol hidratado permaneceram competitivos ante os da gasolina apenas em Mato Grosso e São Paulo na semana passada, a quarta consecutiva. Nos demais Estados e no Distrito Federal a gasolina ainda é mais vantajosa. Os dados são da ANP, que não informou referências para Roraima.

Em Mato Grosso, o etanol equivale a 63,70% do valor cobrado pela gasolina, e em São Paulo, a 68,41% – a relação é favorável ao biocombustível quando está abaixo de 70%. Em São Paulo, o etanol ficou cotado, em média, a R$ 2,296 por litro nesta semana. A gasolina, em R$ 3,356 por litro.

Economistas preveem corte de 0,75 ponto da Selic em julho, mostra Focus

O corte de 0,75 ponto já era a projeção mediana verificada em semanas anteriores, antes mesmo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 31 de maio.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção de corte de apenas 0,75 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) em julho, para 9,50% ao ano. Esta expectativa consta na abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 12, pelo Banco Central.

O corte de 0,75 ponto já era a projeção mediana verificada em semanas anteriores, antes mesmo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 31 de maio.

Na ocasião, a taxa básica caiu 1 ponto porcentual, para 10,25% ao ano. No entanto, no comunicado e na ata que acompanharam a decisão, o Copom sinalizou a intenção de promover redução menor da Selic em seu próximo encontro, em julho.

PIB

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção de estabilidade (0,0%) para o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2017, ante o mesmo período de 2016. Isso é mostrado na abertura dos dados do Relatório de Mercado Focus.

No início do mês, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do PIB no primeiro trimestre deste ano: houve queda de 0,4% ante o mesmo período de 2016 e avanço de 1,0% ante o quarto trimestre do ano passado.

O Sistema de Expectativas do Mercado do Banco Central, no entanto, não traz as projeções das instituições para o PIB na margem – ou seja, para o segundo trimestre de 2017 ante o primeiro trimestre deste ano.

10 de junho de 2017

Oi quer propor aumento de capital de R$ 8 Bilhões

Os recursos seriam usados para investimentos na companhia, que encerrou 2016 com prejuízo de R$ 7 bilhões.

Às vésperas do aniversário de um ano do maior pedido de recuperação judicial da história do País, a diretoria da Oi trabalha para entregar até o fim do mês um novo ajuste no plano que será votado pelos credores. A intenção é propor ao conselho de administração um aumento de capital de cerca de R$ 8 bilhões a ser subscrito pelos atuais acionistas. Os recursos seriam usados para investimentos na companhia, que encerrou 2016 com prejuízo de R$ 7 bilhões.

A sinalização foi feita pelo presidente da tele, Marco Schroeder, em entrevista ao Estadão/Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado). “É algo em estudo para conseguirmos apoio de uma parcela maior de credores”, afirmou o executivo que completa hoje um ano no comando da companhia.

O processo da tele é considerado um dos mais complexos já analisados pela Justiça brasileira por envolver uma dívida de R$ 64 bilhões e 55 mil credores, entre eles a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Alguns grupos de credores ouvidos pelo Broadcast reclamam por considerar o processo moroso e dizem que as negociações são protocolares. O pedido foi entregue em 20 de junho de 2016.

Schroeder rebate ao dizer que em março foram apresentadas alterações numa primeira versão do plano, contemplando pedidos dos credores, como a conversão imediata da dívida em participação na tele para os credores. “Não foram feitas contrapropostas. Estamos completamente abertos às negociações”, diz.

A intenção da companhia é encerrar o processo em setembro deste ano, com a votação do plano em assembleia de credores.

Etapas

O presidente da tele disse ainda que o aumento de capital poderá ocorrer em mais de uma etapa, mas que as condições ainda estão em estudo. “Pode ser R$ 4 bilhões neste ano e outros R$ 4 bilhões em até dois anos, por exemplo”, afirmou. Neste ano, ocorreria “quase que junto” com a aprovação do plano.

“Os investimentos podem ter um salto já em 2018”, disse. Segundo Schroeder, os estudos indicam que poderia haver a injeção de R$ 2 bilhões por ano no Capex durante quatro anos. A empresa encerrou 2016 com investimentos de R$ 4,759 bilhões, aumento de 18% ante 2015.

O item a ser incluído na segunda versão do plano traria o comprometimento dos acionistas em injetar os R$ 8 bilhões. “Por questão legal, acionistas têm preferência. Se eles não subscreverem na totalidade, vamos abrir direito de subscrever a alguns credores”, afirmou, acrescentado que se refere aos detentores de títulos da companhia (“bondholders”).

A injeção de recursos pelo aumento de capital teria como um dos focos projetos de fibra ótica. “Tem alguns projetos que identificamos que poderíamos investir, como os de fibra ótica para expandir a cobertura de móvel para mais cidades do Brasil. São projetos que nos interessa acelerar”, disse.

Schroeder afirmou ainda que investidores interessados na companhia e que não estão no processo de recuperação judicial não devem ser contemplados pelo aumento de capital. “Não acho que saia algum desenho em que eles participem, acho pouco provável”. Entre os interessados na operadora, estão os fundos de investimentos Cerberus e Elliott Management. 

Moody's vê mais risco de processos e rebaixa nota da JBS

A agência de classificação de risco Moody's anunciou ontem (9) o rebaixamento do rating (nota do risco de crédito) da JBS de Ba3 para B2

A agência de classificação de risco Moody's anunciou ontem (9) o rebaixamento do rating (nota do risco de crédito) da JBS de Ba3 para B2. O grupo brasileiro, maior companhia de carne bovina do mundo, é um dos protagonistas da crise política no País desde maio, quando vieram à tona os detalhes de delação premiada feita por seus donos, os irmãos Joesley e Wesley Batista.

Além do rebaixamento, a Moody's informou que tanto a JBS quanto sua subsidiária JSB EUA permanecem sob revisão para um possível novo rebaixamento. Em nota, a agência informou que a decisão reflete os riscos contínuos de o grupo se ver envolvido em potenciais futuros processos judiciais, além de danos em sua reputação. "[…] estes riscos podem atingir as operações da empresa, o acesso ao mercado e a liquidez", afirma a Moody's.

A agência ainda citou o acordo de leniência feito pela J&F Investimentos, a controladora do grupo, com a Procuradoria-Geral da República após acusações de práticas de corrupção. Acrescenta, por fim, que se a liquidez da empresa se deteriorar como consequência destes fatos, um novo rating pode ser anunciado antes do final do processo de revisão.

AGU quer analisar acordo de leniência

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou ontem (9) que pediu acesso ao conteúdo dos processos em que a J&F, controladora do grupo JBS, está envolvida. Segundo a AGU, o objetivo é saber se o acordo de leniência feito entre a empresa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) repara integralmente os danos causados pela JBS. No acordo, a empresa se comprometeu a pagar R$ 10,3 bilhões de reais a título de ressarcimento pelos danos causados pelas práticas de corrupção.


Bradesco e Itaú reduzem projeções para o PIB no segundo semestre de 2017

As principais modificações foram feitas nas expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para o Produto Interno Bruto (PIB).

O conturbado quadro político atual levou dois dos maiores bancos do País, o Bradesco e o Itaú Unibanco, a refazerem suas projeções sobre as principais variáveis macroeconômicas. As principais modificações foram feitas nas expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e para o Produto Interno Bruto (PIB).

Em nota, o Bradesco diz que “o enfraquecimento da atividade apontada pelos indicadores correntes nos levou a calibrar nossas expectativas para o PIB e a inflação”.

Já o Itaú Unibanco apresentou o relatório “Reformas incertas, cenário mais desafiador”, onde o banco mostra que a previsão para a inflação de 2017 foi reduzida, enquanto a projeção para 2018 foi elevada, em função da estimativa de depreciação cambial.

No caso do Bradesco, para o PIB a estimativa atual é de estabilidade este ano e crescimento de 2% em 2018, na comparação com as projeções anteriores de alta de 0,3% (2017) e de 2,5% (2018). Na análise do Bradesco, apesar do crescimento de 1,0% do PIB no primeiro trimestre deste ano, a alta foi quase totalmente explicada pelo setor agropecuário, com desempenho ainda fraco da indústria e do segmento de serviços. Somado a isso, avalia, os dados correntes apontam para uma contração de 0,4% do PIB no segundo trimestre, aumentando as dúvidas sobre a intensidade da retomada da economia no segundo semestre.

Depois do crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, o Itaú Unibanco prevê queda de 0,2% no dado do período de abril a junho, com ajuste sazonal. Para o PIB fechado em 2017, a projeção foi reduzida de alta de 1,0% para expansão de 0,30%, dada a expectativa de retomada mais lenta da atividade no segundo semestre deste ano. Para 2018, a projeção é de crescimento de 2,7% do PIB. “A complexidade do cenário, a incerteza sobre as reformas e a queda menor dos juros constituem um cenário desafiador e devem pesar sobre a atividade. ”

De acordo com o banco, a nova trajetória de crescimento da atividade é consistente com a taxa de desemprego a 14,0% ao fim de 2017 (previsão anterior era de 13,8%) e de 14,3% no encerramento de 2018 (ante previsão passada de 13,6%). A taxa de desocupação deve atingir, segundo a instituição, o auge em setembro do ano que vem, quando tende a chegar a 14,3%.

Inflação e juros. Para o Bradesco, a projeção para o IPCA deste ano passou de 3,70% para 3,40%, enquanto a estimativa para o a inflação fechada no ano que vem saiu de 4,10% para 4,00%. Com previsão de alta do dólar no ano que vem, o Itaú aumentou a projeção para o (IPCA) de 3,80% para 4,10%. Porém, para 2017, diminuiu a previsão de 3,90% para 3,70%. O Itaú explica que a inflação mais bem-comportada na margem mais do que compensou o efeito da revisão no cenário para a taxa de câmbio.

09 de junho de 2017

Caixa libera FGTS no sábado para nascidos entre setembro e novembro

O pagamento estava previsto inicialmente para o dia 16 de junho, mas o cronograma foi antecipado pela Caixa.

A Caixa Econômica Federal inicia neste sábado (dia 10) a penúltima rodada de pagamento das contas inativas do FGTS. Poderão sacar os recursos trabalhadores que nasceram nos meses de setembro, outubro e novembro. Segundo o banco, estima-se que 7,5 milhões de cotistas serão beneficiados pela janela de resgate. Ao todo, deverão ser retirados do fundo de garantia nessa nova fase R$ 10,9 bilhões.

O pagamento estava previsto inicialmente para o dia 16 de junho, mas o cronograma foi antecipado pela Caixa. De acordo com o banco, mais de 2 mil agências vão funcionar no próximo sábado em todo o país, entre 09h e 15h. Nos dias, 12, 13 e 14 de junho, as agências vão abrir duas horas mais cedo.

Desde 10 de março os trabalhadores estão tendo acesso a contas inativas do FGTS. Têm direito de sacar os recursos aqueles que pediram demissão ou foram demitidos por justa causa até 31 de dezembro de 2015. Até agora, já gozaram do benefício aqueles que nasceram entre janeiro e agosto, somando 16,3 milhões de pessoas. A expectativa do governo é que 20,1 milhões vão usar o benefício.

Ao todo já foram retirados das contas inativas R$ 27,7 bilhões. A estimativa inicial era de R$ 29,1 bilhões. A projeção é ao ao fim do cronograma, em julho quando serão beneficiados os nascidos em dezembro, o volume de saque fique próximo a R$ 40 bilhões.

Os recursos do FGTS são uma das razões que ajudaram a caderneta de poupança a ficar no azul em maio, pela primeira vez desde 2014. Apesar de ser a aplicação mais popular do país, especialistas insistem que a poupança não é a melhor escolha para investir, ou sequer guardar o seu dinheiro.

Inflação oficial tem o menor resultado para maio em 10 anos

IPCA ficou em 0,31% no mês; em 12 meses, índice acumula variação positiva de 3,60%, também o menor patamar desde maio de 2007 e abaixo da meta do Banco Central.

O Índice de Preços ao Consumidor - Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,31% no mês de maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a taxa mais baixa para o mês de maio desde 2007, quando o índice foi de 0,28%.

No acumulado do ano, o IPCA foi de 1,42% até maio, percentual bem inferior aos 4,05% registrados em igual período de 2016 e o menor acumulado até maio desde o ano 2000 (1,41%).

Inflação em 12 meses

Nos últimos 12 meses, o índice desacelerou para 3,60%, enquanto havia registrado 4,08% no mês anterior, a menor taxa para o período desde maio de 2007, quando ficou em 3,18%. O centro da meta de inflação estabelecido pelo Banco Central é de 4,5% no ano.

Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes, não se pode dizer que o brasileiro já sentiu no bolso a queda da inflação acumulada em 12 meses, mas que apenas não piorou. “Dá para sentir no bolso quando você vai ao supermercado e compra as mesmas pagando menos por elas. Isso não está acontecendo”, ressaltou.

Segundo Eulina, dois fatores têm refletido no movimento descendente da inflação: a queda nos preços dos alimentos, puxada pela safra recorde da produção, aliada à redução da demanda, provocada por fatores como o desemprego, que limitam o poder de compra dos brasileiros.

“Até na questão dos alimentos a demanda tem sido reduzida. Então, safra imensa com demanda reduzida vem dando muito pouco espaço para aumentos de preços até contendo os preços em alguns casos. Isso está muito claro no caso da alimentação fora dos domicílios. Vários restaurantes estão sem clientes e, por isso, estão reduzindo os preços”, disse a pesquisadora.

Variação mensal

Quando comparada ao índice de 0,14% de abril, a inflação mais que dobrou, distanciando-se em 0,17 ponto percentual. De acordo com a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes, a diferença entre maio e abril “foi uma pressão pontual” em relação às contas de energia elétrica.

“A gente tem uma base das contas de energia elétrica baixa em abril, por causa do desconto aplicado pela agência [Nacional de Energia Elétrica]. Em maio, não tivemos esse desconto”, ressaltou.

Meirelles destaca maior poder de compra

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, publicou em sua conta no Twitter o resultado da inflação de maio, afirmando que a economia dá mais um sinal de recuperação. "O poder de compra do brasileiro aumentou", escreveu.

Principais impactos na inflação

O aumento de 8,98% nas contas de energia elétrica foi o que mais puxou a inflação de maio, sem o desconto na cobrança no mês anterior, diz o IBGE. Em abril, houve queda de 6,39%, com os descontos aplicados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para compensar os consumidores pela cobrança indevida, em 2016, do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER).

A pesquisadora destacou que a alternância nas tarifas das contas de luz tem refletido volatilidade na composição do IPCA. “A energia elétrica ainda vai ser alvo dos nossos comentários. Em junho, ela deve ter nova queda, por causa da mudança da volta da bandeira verde”, apontou. Desde abril, passou a valer a cobrança adicional da bandeira vermelha nas contas de luz.

Por conta da energia, o grupo habitação teve o resultado mais alto, de 2,14%, além da maior contribuição (0,32 p.p.), dominando o índice do mês e praticamente anulando as oscilações dos demais grupos de produtos e serviços.

Segundo o IBGE, os itens condomínio (0,75%) e taxa de água e esgoto (0,50%) se destacaram dentro do grupo habitação. Os grupos com variações positivas ficaram entre 0,08%, de educação, e 0,98%, de vestuário. Os remédios (0,82%), do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,62%), refletiram parte do reajuste anual a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo. No acumulado no ano, os remédios estão 3,92% mais caros.

Alimentação e transportes têm queda

Dois grupos com grande peso no índice (43,6%), transportes e alimentação, tiveram queda em maio, segundo o IBGE. Outro destaque no mês de maio foi no grupo de serviços, que ficou em 0,05%, bem abaixo do índice geral. É o menor resultado desde julho de 2014, quando registrou queda de 0,06%. “A principal influência foi queda nos preços das passagens aéreas”, apontou Eulina.

Transportes teve deflação de 0,42%, a maior queda no índice, por influência das passagens aéreas, 11,81% mais baratas frente a abril. O preço do automóvel novo caiu 0,85% e o litro do etanol passou a custar 2,17% menos. Já o litro da gasolina subiu 0,33%, por influência, especialmente, das regiões metropolitanas de Porto Alegre e de Fortaleza, onde ocorreram fortes aumentos.

No grupo alimentação e bebidas, que responde por um quarto das despesas das famílias, a queda foi de 0,35%, puxada pelos alimentos para consumo em casa (-0,56%). Já a alimentação fora ficou praticamente estável, em 0,06%. “ Vários alimentos tiveram queda nos preços e as passagens aéreas caíram bastante e puxaram para baixo os preços dos transportes”, destacou Eulina.

Mais de 60 milhões de brasileiro estão com o nome sujo

Apenas nos últimos 30 dias, 1,1 milhão a mais de brasileiros passaram a fazer parte da lista de devedores, aponta SPC Brasil e CNDL.

O número de brasileiros negativados ou com o "nome sujo" rompeu em maio a marca de 60 milhões de pessoas, aponta pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Segundo o levantamento, na passagem de abril para maio, sem ajuste sazonal, aumentou 1,31% o volume de consumidores inadimplentes – a maior alta desde março de 2015 (2,20%). Em número absoluto, estima-se que aproximadamente 60,1 milhões de brasileiros (quase 40% da população) estejam com restrições para financiamentos e compras parceladas, ante 59 milhões no mês anterior.

Trata-se do maior volume desde o início da série histórica da pesquisa, que começou em janeiro de 2015. O pico até então tinha sido atingido em maio do ano passado (59,3 milhões). A pesquisa considera os brasileiros com contas em atraso e registrados em cadastros de inadimplentes.

“O freio na trajetória de crescimento da inadimplência sucede um período em que os atrasos cresceram de forma acentuada em virtude do agravamento da crise. Nesse momento, quem está com dificuldades financeiras não consegue quitar suas dívidas e, também, se vê limitado a seguir consumindo a base do crédito”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Na base de comparação com o mesmo mês do ano anterior, entretanto, houve queda de 0,50% em maio, na terceira queda anual consecutiva.

A pesquisa é feita a partir da base de dados do SPC Brasil e da CNDL nas capitais e interior das 27 unidades da federação.

Contas mais atrasada

Segundo a pesquisa, as contas que os inadimplentes mais atrasaram em maio foram as de serviços básicos, como água e luz, com alta de 6,71%. Nos demais setores analisados houve queda. Entre os serviços de comunicação, que incluem contas de telefonia, TV por assinatura e internet, a queda foi de -15,30%. Os atrasos no comércio caíram -4,42%, ao passo que as dívidas bancárias como cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros, apresentaram queda de -2,46% no volume de atrasos em maio.

Brasileiro na faixa dos 30 é quem mais fica inadimplente

Na análise por faixa etária, a liderança da inadimplência está na faixa etária dos 30 anos, com 51% de brasileiros negativados, totalizando aproximadamente 17,3 milhões.

Já na faixa entre 40 e 49 anos, 48% está com o nome sujo, totalizando 13,2 milhões de consumidores com contas em atraso. Entre os mais jovens, com idade entre 25 e 29 anos, o percentual é de 47%.

Entre os consumidores que possuem de 50 a 64 anos, a proporção de inadimplentes é de 39%, o que totaliza 12 milhões de devedores. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 31%, o que representa, em termos absolutos, 4,8 milhões de pessoas.

Na faixa da população mais jovem - de 18 a 24 anos -, os inadimplentes representam 19% do total.

1,8 milhão de pessoas ainda não sacaram o abono salarial

Prazo final para retirar benefício em agências da Caixa, Banco do Brasil ou casas lotéricas vai até 30 de junho.

Mais de 1,8 milhão de brasileiros ainda não sacaram o abono salarial do PIS/Pasep ano-base 2015, segundo o Ministério do Trabalho.

O prazo acaba no dia 30 de junho. A maioria é das regiões Sudeste e Sul, sendo que quase um terço (520.747) é de São Paulo.

Tem direito a receber o abono salarial quem, em 2015, teve remuneração média de até dois salários mínimos mensais, com carteira assinada, exerceu atividade remunerada por pelo menos 30 dias e tenha tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

"O valor do abono vai depender de quanto tempo a pessoa trabalhou com carteira assinada no ano-base. Se ela trabalhou durante os 12 meses, vai receber o valor total do benefício, que é de um salário mínimo (R$ 937). Se trabalhou por apenas um mês, vai receber o equivalente a 1/12 do salário (R$ 78) e assim sucessivamente", informa o Ministério do Trabalho.

O valor do abono vai depender de quanto tempo a pessoa trabalhou com carteira assinada no ano-base. Se ela trabalhou durante os 12 meses, vai receber o valor total do benefício, que é de um salário mínimo (R$ 937). Se trabalhou por apenas um mês, vai receber o equivalente a 1/12 do salário (R$ 78) e assim sucessivamente.

A estimativa do governo é que sejam repassados R$ 14,8 bilhões a a 22,3 milhões de trabalhadores que têm direito ao benefício.

Segundo o Ministério do Trabalho, depois de encerrado o período de saques, o dinheiro do abono salarial voltará para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e será usado para o pagamento de benefícios como seguro-desemprego e abono salarial do próximo ano.

No ano passado, mais de 22,61 milhões de trabalhadores sacaram o Abono Salarial do PIS/Pasep ano-base 2014, o que correspondeu a 95,93% do total de pessoas com direito, segundo o governo. O recorde foi em 2009, quando o percentual de saques chegou a 96,3%.

Para saber se tem direito

O Ministério do Trabalho disponibiliza em seu site um canal de consulta rápida para saber se têm direito ao benefício e como podem sacá-lo. Basta informar o número do CPF ou do PIS/Pasep e a data de nascimento, informou o governo.

A Central de Atendimento Alô Trabalho do Ministério do Trabalho, que atende pelo número 158, também tem informações sobre o PIS/Pasep.

Como sacar

Antes de sacar o PIS, o trabalhador deverá verificar se o benefício não foi depositado diretamente na conta. Caso contrário, deve comparecer com o Cartão do Cidadão e senha cadastrada nos terminais de autoatendimento da Caixa ou em uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, o beneficiado pode receber o abono em qualquer agência da Caixa mediante apresentação de um documento de identificação.

Os servidores públicos que têm direito ao Pasep, após verificar se houve depósito na conta, devem procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação.

As informações sobre o direito ao saque também podem ser obtidas pela Central de Atendimento Alô Trabalho – 158; pelo 0800-7260207, da Caixa; e pelo 0800-7290001, do Banco do Brasil.

Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, devem procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.

Número de brasileiros com o 'nome sujo' rompe marca de 60 milhões

Segundo pesquisa, apenas nos últimos 30 dias, 1,1 milhão a mais de brasileiros passaram a fazer parte da lista de devedores, aponta SPC Brasil e CNDL.

O número de brasileiros negativados ou com o "nome sujo" rompeu em maio a marca de 60 milhões de pessoas, aponta pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Segundo o levantamento, na passagem de abril para maio, sem ajuste sazonal, aumentou 1,31% o volume de consumidores inadimplentes – a maior alta desde março de 2015 (2,20%). Em número absoluto, estima-se que aproximadamente 60,1 milhões de brasileiros (quase 40% da população) estejam com restrições ao CPF, ante 59 milhões no mês anterior.

“O freio na trajetória de crescimento da inadimplência sucede um período em que os atrasos cresceram de forma acentuada em virtude do agravamento da crise. Nesse momento, quem está com dificuldades financeiras não consegue quitar suas dívidas e, também, se vê limitado a seguir consumindo a base do crédito”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Fonte: SPC Brasil e CNDL

Na base de comparação com o mesmo mês do ano anterior, entretanto, houve queda de 0,50% em maio, na terceira queda anual consecutiva.

Contas mais atrasada

Segundo a pesquisa, as contas que os inadimplentes mais atrasaram em maio foram as de serviços básicos, como água e luz, com alta de 6,71%. Nos demais setores analisados houve queda. Entre os serviços de comunicação, que incluem contas de telefonia, TV por assinatura e internet, a queda foi de -15,30%. Os atrasos no comércio caíram -4,42%, ao passo que as dívidas bancárias como cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros, apresentaram queda de -2,46% no volume de atrasos em maio.

Brasileiro na faixa dos 30 é quem mais fica inadimplente

Na análise por faixa etária, a liderança da inadimplência está na faixa etária dos 30 anos, com 51% de brasileiros negativados, totalizando aproximadamente 17,3 milhões.

Já na faixa entre 40 e 49 anos, 48% está com o nome sujo, totalizando 13,2 milhões de consumidores com contas em atraso. Entre os mais jovens, com idade entre 25 e 29 anos, o percentual é de 47%.

Entre os consumidores que possuem de 50 a 64 anos, a proporção de inadimplentes é de 39%, o que totaliza 12 milhões de devedores. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 31%, o que representa, em termos absolutos, 4,8 milhões de pessoas.

Na faixa da população mais jovem - de 18 a 24 anos -, os inadimplentes representam 19% do total.



Com ou sem Temer: para mercado, o que interessa é aprovação das reformas

CEOs de grandes empresas e investidores afirmam que o futuro do presidente, não importa tanto; a prioridade é aprovação das reformas para sustentar recuperação econômica.

Desde o início de seu governo, o presidente Michel Temer deixou claro um de seus principais objetivos: reconquistar o mercado. O otimismo dos empresários, estimulado por uma agenda de reformas, seria o início da recuperação econômica.

De fato, os índices de confiança atingiram patamares altos neste ano. No entanto, as expectativas de uma retomada sofreram um baque com as acusações que Joesley Batista, um dos donos da JBS, fez contra Temer. O choque foi seguido pelo julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, que pode decidir pela cassação da chapa Dilma-Temer e, consequentemente, pôr um fim no mandato do presidente.

O empresariado cativado pelo governo

Executivos de grandes companhias, investidores e representantes de entidades patronais disseram que o futuro do presidente não é sua maior preocupação. Eles querem é garantir as reformas - com ou sem Temer. Pregam o "descasamento" entre o econômico e o político.

"O país e os brasileiros são muito maiores do que uma pessoa. Quem é o presidente do país fica em segundo plano. Queremos que as regras do jogo fiquem definidas, que as reformas continuem", diz o panamenho Antonio Dominguez, CEO no país da Maersk Line, maior operadora mundial de transporte de contêineres por navios.

Empresários concordam com a saída de Temer caso sua força não seja suficiente para passar as mudanças nas leis trabalhistas e no regime de Previdência. Já instituições como a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) e CNI (Confederação Nacional da Indústria) não se posicionam explicitamente sobre a queda do presidente, mas ressaltam a primazia das reformas em todas as circunstâncias.

Em nota, a CNA afirmou que "qualquer resultado que retarde ou venha a inviabilizar a conclusão das reformas é contrário ao interesse dos produtores rurais" e que esse "destino" seria inaceitável. Alguns, entretanto, veem justamente nas reformas as chances de um fortalecimento do presidente.

"A permanência dele está vinculada à aprovação das reformas, não à gestão dele em si", diz o dono de uma grande rede alimentícia que não quis se identificar.

Ele deixa claro que não vê Temer com simpatia, a exemplo de outros empresários, que citaram características como "falta de carisma" e "alguém que nunca seria eleito" para descrever o mandatário.

"Como pessoa física, está todo mundo enojado. Mas como pessoa jurídica, a gente quer segurança. E ele é um exímio negociador", diz o executivo.

Apesar de desgostosos com as denúncias contra Temer, representantes do mercado mantêm uma visão prática da situação.

"Não tenho 'bandido de estimação', todos os envolvidos em corrupção têm que ir para a cadeia mesmo. Por outro lado, tem que ser pragmático: quem vai tocar o país agora? Se vamos prender todo mundo, não sobra ninguém. Ou sobra alguém que não tem capacidade nenhuma de negociar", diz Marcelo da Costa Santos, CEO da Engebanc Real Estate, consultoria imobiliária que trabalha com grandes empresas brasileiras.

 Maioria do Congresso também se diz favorável às reformas propostas pelo governo. Foto: BBC Brasil

Elogios e decepção

Além disso, são muitos os elogios à sua condução da economia e, especialmente, à formação da equipe comandada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, conhecido por ser "queridinho do mercado".

Ações articuladas pelo governo, entre elas a aprovação da PEC dos gastos, que estabelece um teto para os gastos públicos, são aplaudidas pelos entrevistados. Mas eles não escondem a decepção com o atraso das medidas após o estouro da crise política.

Horas antes de o jornal O Globo revelar a delação de Joesley Batista, Temer se reuniu com senadores para discutir o texto da reforma trabalhista. O projeto, que flexibiliza as relações de trabalho, já havia passado na Câmara e o Planalto queria sua aprovação rápida no Senado.

Após a divulgação da conversa entre Batista e Temer, o cronograma foi paralisado.

"Temer entrou com boa intenção, avançou em agendas importantes, mas está envolvido na velha política. Ele era o líder desse grupo, mas atrapalhou muito, foi decepcionante. É como se viesse um vento novo, gostoso, e de repente para tudo", diz o CEO da holding de negócios PA Glocal, Allan Pires.

O diretor de Políticas e Estratégia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Fernandes, usa outra analogia: "comparando à tempestade de um ano atrás, já começávamos a ver raios de sol, mas esse episódio criou uma neblina".

Em maio, o Índice de Confiança do Empresário Industrial, medido pela confederação, chegou a 53,7 pontos, o maior patamar desde o mesmo período em 2013. Espera-se que o número caia nas próximas sondagens.

A delação e as dúvidas que começaram a surgir sobre uma condenação no TSE afetaram não só as expectativas dos executivos, mas o andamento de seus negócios.

O dono da Centauro Sports, Sebastião Bomfim Filho, diz que as vendas nas mais de 150 lojas da rede caíram 15% no dia seguinte à reportagem do jornal O Globo .

"A partir das 19h30 da noite, o Brasil mudou. No primeiro dia, foi um susto enorme, mas depois recupera. O importante é que a economia continua dando sinais de que está caminhando."

Calmaria e força política

Os sinais vistos por Bomfim também são apontados por CEOs de outros setores. Eles falam em uma "calmaria" e uma recuperação da crise política que já estaria em curso - mesmo com o TSE ainda por decidir se cassa ou não o mandato do presidente.

"É uma guerra. Você acha que o mundo vai acabar e de repente não tem mais tiro. (O governo) conseguiu colocar em pauta o Refis (novo parcelamento de débitos tributários, por uma Medida Provisória). O Congresso está trabalhando e é isso que Temer faz questão de deixar claro agora: a ideia de normalidade em meio a uma crise", diz o dono de uma grande rede alimentícia que não quis se identificar.

Um indício recente de que o cronograma de medidas econômicas não está completamente paralisado, dizem os empresários, foi a aprovação do texto da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado na terça-feira.

Segundo os executivos ouvidos pela BBC Brasil, tais articulações mostrariam que o peemedebista ainda possui alguma força política. A manutenção do PSDB na base aliada e as dúvidas sobre uma possível manipulação da gravação feita por Joesley Batista teriam contribuído para fortalecer o presidente - e descartar sua saída por meio da Operação Lava Jato, na qual é investigado. Um impeachment também seria difícil.

"Tenho a sensação de que o governo já acionou tentáculos para se proteger das denúncias contra ele", diz Luiz Barsi, um dos maiores investidores da Bovespa. "Acredito que (Temer) vai conseguir reunir forças para aprovar as reformas. Mas quem vai conquistar apoio não é ele, são as reformas propriamente ditas. Passadas as medidas, vamos ver se os outros seguirão apoiando um presidente não legítimo."

O cenário otimista se estendeu também às expectativas sobre o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral.

"Vejo uma mudança de tom nas duas últimas semanas: talvez ele ganhe no TSE, ele está se articulando para ficar. Logo depois (da delação) dizia-se que provavelmente seria cassado", diz o CEO da Engebanc Real Estate.

Barsi, que tem experiência de mais de décadas na Bolsa, diz que no mercado aventa-se a possibilidade de um julgamento político, no qual a estabilidade do governo será levada em conta. Nesse caso, a chance de cassação seria baixa.

"Se for jurídico, provavelmente a chapa será cassada. Se for político, outros fatores serão analisados, os impactos para o país. Acredito que alguém vai pedir a vista do processo, a coisa vai se arrastar por mais três ou quatro meses, e nesse ínterim vai entrar numa fase de esquecimento por parte da opinião pública."

Apostando na memória curta do brasileiro e em processos lentos sem impacto para Temer, o investidor vê no presidente a pessoa mais propícia para tocar as reformas. Não por preferência, ressalta, mas por falta de opção.

"Acho que vamos chegar num bom termo mesmo que não seja um governo legítimo. É o que todos os brasileiros desejam: aprovação das reformas, e que o Brasil se torne competitivo."

Assim como o investidor, a maioria dos empresários vê a aprovação desses projetos como inevitável, porque já seriam uma prioridade não só do governo, mas do Legislativo.

"O que pode ter ajudado é a percepção acentuada de que, qualquer que seja o cenário, as reformas são inevitáveis. É a cola que impede uma queda maior. A reforma trabalhista, por exemplo, foi um produto do Congresso. Foi uma iniciativa do Executivo, mas muito mais tímida do que a versão do Congresso, que fez um modelo moderno", diz o diretor da CNI.

Mesmo que parlamentares resistam a passar as alterações, haverá pressão do mercado, diz o sócio-diretor do Grupo De Biasi, companhia de consultoria e auditoria, Luciano Lucci De Biasi

"Os deputados e os senadores do primeiro escalão do governo sabem que não têm alternativa. Porque se não for aprovado, o Brasil entra numa recessão profunda, o país não vai ter condições no médio prazo de honrar aposentadoria. O que haverá no Congresso é pressão dos próprios empresários. As grandes associações, os representantes, vão pressionar o governo pela aprovação das reformas."

Banco do futuro não vai abrir mão de atendimento humano

Segundo especialistas, o papel das agências deverá ser reformulado para acompanhar o avanço das tecnologias digitais, como smartphones

Espaços confortáveis, design arrojado e recursos de tecnologia como videoconferência. É possível que os clientes encontrem tudo isso nas agências bancárias do futuro. Mas, para especialistas, o elemento central para acompanhar o avanço das tecnologias digitais é o mesmo recurso que elas tinham no século passado: seres humanos. Os bancos deverão, contudo, replanejar suas redes de atendimento.

O número de operações feitas por meios online cresce a cada ano – no último mês, as transações por celular e tablet superaram todas as outras modalidades, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O aumento do uso de outros canais, no entanto, não foi acompanhado por queda drástica na rede de agências no período.

Para o chefe de design da Designit, Ayal Levin, mesmo as gerações que usam muito os meios digitais – como os millenials – demandam atendimento pessoal em serviços financeiros. A empresa foi responsável pelo planejamento do sistema do Pepper, primeiro banco israelense 100% digital. “Em todos os testes do aplicativo que fazíamos, as pessoas sempre perguntavam ‘ei, não tem ninguém humano com quem eu possa falar?’. Elas queriam contato, interação”, disse durante seminário da Febraban na última terça-feira.

Nesse modelo, deve ganhar espaço a venda de serviços mais complexos, como seguros e financiamento imobiliário.

Segundo o sócio da consultoria Delloite, Sergio Biagini, as instituições têm o desafio de reformar suas redes para que assumam papéis específicos, que pode ser um quiosque de atendimento, um espaço com serviços mais elaborados ou um ponto de encontro da comunidade local. Várias instituições pelo mundo, como o libanês Banco Audi, tem testado novos formatos.  

O fato de a readequação ainda não ter começado no país, além dos custos, é devido à importância das agências tanto para o negócio, pois é um local de venda de produtos, como para as estratégias de marketing, pois é um ponto de contato. “É preciso começar a mudança agora, mas é um projeto de pelo menos três anos”, avaliou.

Com o foco no atendimento pessoal, outras atividades tendem a perder espaço na agência. Para o gerente executivo da unidade de canais do Banco do Brasil, Frederico Queiroz Filho, a instituição já começou esse movimento ao repensar a alocação dos funcionários dentro das agências em pontos mais caros.

O paradoxo do mercado, segundo ele, é que atualmente os bancos alugam espaço em lugares caros e destinam pouco espaço ao atendimento, ocupando a maior parte com tarefas administrativas, como contato telefônico. “Hoje em dia, a gente acha o ponto, depois coloca alguma função lá dentro”, resume.

Procura por flores e perfumes aquece as vendas para o Dia dos Namorados

Período é um dos mais esperados pelas lojas e comerciantes, que se preparam oferecendo uma grande variedade de opções e promoções para os casais

O Dia dos Namorados, 12 de junho, é comemorado pelos casais com muito amor, presentes e surpresas especiais. Consequentemente, o comércio fica mais movimentado. Dentre os presentes, as flores e os perfumes estão sendo os mais procurados pelos apaixonados. Para as floriculturas e perfumarias, o mês é uma das melhores épocas do ano para as vendas. 
Tânia Bonfim é permissionária de uma floricultura e diz que as expectativas para esse período são as melhores. Ela adianta que em relação ao ano passado as vendas estão menores, mas aposta que no dia anterior ao dia 12 vai melhorar. “A gente está esperando um ótimo movimento. A venda geralmente aumenta em 30% ou 40%, porque mesmo a pessoa comprando outro presente, como chocolate, eles pedem as flores para acompanhar”, diz. 

Lojas de perfumes investem em atrativos criativos para vender (Foto: Assis Fernandes/ O Dia)
A permissionária explica que as rosas vermelhas são as mais vendidas, seguidas pelas begônias, mas ainda afirma que as orquídeas e o lírio também são opção, assim como os jarros. “O marido que dá uma rosa demonstra carinho, amor, cuidado. Toda vez que ela for aguar essa plantinha, ela vai lembrar da pessoa que deu”, enfatiza. 

Dentre as datas comemorativas, para os floricultores o Dia dos Namorados é a terceira que mais vende flores, ficando atrás do mês de novembro, por conta do Dia do Finados e do mês de maio, que sai em liderança nas vendas por conta do Dia das Mães. 
Os perfumes também não ficam atrás, Silmara Sampaio é gerente de uma perfumaria e afirma que o produto é procurado principalmente pelo público masculino. “Pela nossa experiência, os homens procuram mais, a gente vê que eles são mais presentes, até porque mulher gosta de beleza e de todo o encantamento”, afirma. 
Ela explica que a loja se preparou para a data e, além de promoções e brindes, fez o lançamento de um perfume especial para intensificar a relação dos casais. “A gente também preparou embalagens e estojos exclusivos com frases como ‘Eu adoro estar com você’ ou ‘Você me faz sorrir’”, acrescenta. Para o setor dos perfumes, o dia dos namorados é a quarta data do ano que mais movimenta o comércio, ficando atrás do Dia dos Pais, Dia das Mães e Natal. 
A variedade de opções que podem ser dados como presente ao namorado ou namorada é imensa. Outros produtos que também são muito procurados são os chocolates, onde a pessoa geralmente produz uma cesta com urso de pelúcia; joias, para mulheres que valorizam os acessórios; relógio para os homens que prezam por olhar a hora no pulso, e as cestas de café da manhã, para já começar o dia acordando o amado ou a amada com muito romance. 
Jefferson Santana e Francisca Maria estão juntos há três anos e destacam que a data é essencial não só para dar presentes, mas também para conversar, repensar nos erros e renovar o amor das relações. Eles pretendem comemorar juntos no festejo de Campo Maior e fazer da noite, um momento especial.

08 de junho de 2017

Petrobras cancela fornecimento de gás com empresa do J&F após delações

Estatal vai pedir indenização de R$ 70 milhões por quebra de cláusula contratual que trata da lei anticorrupção, diz a estatal.

A Petrobras informou nesta quinta-feira (8) que cancelou antecipadamente um contrato de fornecimento de gás natural com a empresa Âmbar, do grupo J&F, para a UTE Mário Covas (UTE Cuiabá). O motivo foi a violação de cláusula contratual que trata da lei anticorrupção, diz a estatal em comunicado ao mercado.

Segundo a Petrobras, o contrato celebrado em 13 de abril contêm uma afirmação da Âmbar de que não houve pagamento ou oferecimento de qualquer vantagem indevida a qualquer autoridade pública. "Entretanto, a Petrobras tomou conhecimento das gravações de delações premiadas de executivos do grupo J&F, de que cometeram atos que violam a legislação anticorrupção vigente", informa a estatal.

A Âmbar Energia confirmou que recebeu a notificação da Petrobras e disse que "avalia o conteúdo do comunicado para decidir os próximos passos". Leia o comunicado na íntegra do fim da reportagem.

Pedido de indenização

A Petrobras também informou que vai pedir uma indenização pelo descumprimento das cláusulas contratuais da ordem de R$ 70 milhões, considerando-se o prazo contratual que falta entre a data efetiva da extinção do contrato, que ocorre 10 dias após a notificação, e o seu término original, que seria em 31 de dezembro deste ano.

"Cabe esclarecer que durante as negociações contratuais, a Petrobras não aceitou a demanda feita pela Âmbar de pautar o preço contratual de acordo com os preços de importação do gás da Bolívia, por estar abaixo das condições estabelecidas na política de preços em vigor na companhia", informou a Petrobras.

Desta maneira, acrescentou a petroleira, "as condições de preço acordadas foram baseadas em critérios de mercado e que espelham contratos assinados pela Petrobras com outros clientes". No contrato que está sendo rescindido, o preço vigente é de US$ 6,07/MMBtu, enquanto o valor das importações bolivianas é de US$ 4,29/MMBtu.

O que diz a Ambar

Veja o comunicado da Âmbar, empresa de energia da J&F, na íntegra:

"A Âmbar Energia confirma ter recebido notificação da Petrobras a respeito da ruptura do contrato de fornecimento de gás para a UTE Cuiabá. A companhia avalia o conteúdo do comunicado para decidir os próximos passos.

A empresa esclarece que não é nem nunca foi alvo de investigações de atos de corrupção. Todos os fatos relatados na colaboração com a Justiça por executivos da J&F se dão no âmbito da holding, e não da Âmbar.

A Âmbar ressalta ainda que, no acordo de leniência assinado pela J&F com o Ministério Público Federal, todas as controladas da holding estão autorizadas a celebrar contratos com instituições e empresas públicas."


38% dos trabalhadores usaram FGTS inativo para pagar dívidas

11% dos consultados desconhecem se têm direito ao saque ou nem mesmo sabiam que o governo havia liberado esses recursos, aponta a pesquisa.

Entre uma amostra de trabalhadores que fizeram saques das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), 38% usaram o dinheiro para pagar dívidas em atraso, revela uma pesquisa dibulgada nesta quinta-feira (8) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Outros 4% dos trabalhadores usaram esse recurso para pagar parte das dívidas atrasadas, enquanto 29% utilizaram os valores para pagar despesas do dia a dia. Há ainda 19% de trabalhadores que optaram por poupar o benefício.

O dinheiro extra foi usado por 14% dos entrevistados que sacaram os recursos para antecipar o pagamento de contas não atrasadas, como crediário e prestações da casa ou do carro. De acordo com a pesquisa, somente 13% dos trabalhadores que sacaram o benefício até o momento usaram o recurso financeiro para fazer compras extras.

A estimativa do SPC Brasil e da CNDL é de que os saques do FGTS poderão injetar até R$ 14,6 bilhões nos ramos do comércio e serviços, considerando a estimativa do governo, de que os saques atingirão R$ 34,5 bilhões.

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou a antecipação, para este sábado (10), da quarta etapa de saques de recursos de contas inativas do FGTS. Nesta quarta fase, têm direito a sacar os recursos nascidos nos meses de setembro, outubro e novembro.

11% desconhecem direito ao saque

De acordo com a pesquisa, 14% dos brasileiros consultados já sacaram o benefício e 15% ainda pretendem fazê-lo assim que o último lote estiver disponível, a partir de julho. No total, 58% dos consumidores não têm dinheiro a resgatar o FGTS inativo, enquanto 11% desconhecem se têm direito ao saque ou nem mesmo sabiam que o governo havia liberado esses recursos.

O trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até dezembro de 2015 tem direito ao saque do fundo de garantia. Para descobrir se o consumidor será beneficiado por essa medida, ele deve consultar o site da Caixa Econômica Federal ou procurar qualquer agência física do banco.

Juro do cartão de crédito cai para 345% em maio, diz Anefac

Em maio, taxa média de seis linhas de crédito para pessoa física foi de 142,2% ao ano, abaixo do valor de 148,2% registrado em abril.

As taxas de juros média do cartão de crédito atingiu 345,10% ao ano em maio, contra m 397,75% ao ano, em abril. Os dados são de pesquisa divulgada nesta quinta-feira (8) pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Trata-se da menor taxa desde julho de 2015, quando o juro médio foi de 334,84% ao ano.

A pesquisa mostra que a média dos juros de seis linhas de crédito para pessoa física teve redução em maio pelo sexto mês consecutivo e atingiram o menor valor desde dezembro de 2015. Nas seis linhas de crédito pesquisadas, o juro médio passou de 148,2% ao ano em abril para 142,20% em maio, a menor taxa desde dezembro de 2015.

A queda do juro para o crédito pessoal se deve à redução da taxa básica de juros, a Selic, feitas pelo Banco Central nos últimos meses e à expectativa de novas reduções na taxa no futuro, diante da desaceleração da inflação, explicou o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

De acordo com a pesquisa da Anefac, todas as linhas de crédito tiveram redução de taxas em maio, na comparação com abril.

Crédito para empresas

O crédito para empresas também ficou mais barato em maio, de acordo com a pesquisa da Anafec. A pesquisa acompanha dados de três linhas de crédito.

Meirelles está otimista de que o Brasil vai se tornar país membro da OCDE

Ministro da Fazenda acredita que convite para ingressar na organização pode ocorrer em julho, durante a reunião de embaixadores. Para ser membro, país precisará avançar com a agenda das reformas

 O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está otimista de que o Brasil vai receber ainda em julho o convite formal da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para tornar-se um país-membro da entidade. Ao inaugurar sua conta no Twitter, o chefe da equipe econômica afirmou que a entrada na OCDE “faz parte da agenda de reformas” do governo.

“A candidatura do Brasil como país-membro da OCDE está sendo muito bem recebida”, reforçou o ministro em seu Twitter, diretamente de Paris, onde participa do encontro ministerial da organização e aproveita para se reunir com investidores. Ele aproveitou para retuitar uma entrevista dada pelo secretário-geral do organismo, José Angel Gurría, à Folha de São Paulo. Nela, o economista e diplomata mexicano afirmou que “o Brasil cumpre plenamente com todas as condições prévias”, que o país “já é da família, como um primo muito próximo”.

Na semana passada, o governo brasileiro enviou carta à OCDE demonstrando interesse na adesão ao grupo. A expectativa dos membros da equipe econômica é de que o convite da entidade seja feito na próxima reunião dos embaixadores, em julho. A partir do recebimento desse convite, é iniciado o processo de adesão, mas há um longo período pela frente. Em média, são necessários três anos. E, nesse prazo, o Brasil precisará ser enquadrado nos 25 comitês da entidade e avançar com a agenda de reformas.

Aprovação

Meirelles, em entrevista coletiva em Paris, comemorou ontem a aprovação do texto da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, 14 votos contra 11. “O importante é que está sendo aprovado”, disse. Ele está otimista de que a reforma previdenciária também passará pelo Congresso. “Existe uma consciência cada vez maior de que o mais importante para o cidadão brasileiro é que tenham segurança de que receberão a aposentadoria e de que a Previdência Social será solvente no futuro”, disse.

Quando foi criada, em 1960, a OCDE era composta por 20 países, sendo 18 europeus mais Estados Unidos e Canadá. Atualmente, possui 35 membros, incluindo México e Chile.  O Brasil é um parceiro-chave desde 2007, ao lado de China, Índia, Indonésia e África do Sul.  Naquela época, o país foi convidado a ingressar no grupo. Estava prestes a conquistar o grau de investimento, com PIB crescendo forte e superavit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública). Hoje, o Brasil tenta sair da pior recessão de sua história. Perdeu o selo de bom pagador e as contas do governo federal registram deficits primários consecutivos desde 2014.

O economista-chefe do banco Haitong, Jankiel Santos, criticou esse movimento e lembrou que há desafios maiores a serem superados no momento. “A entrada do Brasil na OCDE é indiferente para investidores no momento atual. O país tem que resolver tantos problemas primeiro antes de querer entrar em um clubinho”, destacou. Para ele, o primeiro deles é o imbróglio político sobre o processo da cassação ou não da chapa Dilma-Temer. Mas, independentemente do resultado, para o país recuperar a confiança é importante a sinalização de que as reformas prosseguem, com ou sem Temer.

Michel Temer pede aceleração do projeto de subsidio para Santas Casas

De autoria do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto cria o Programa de Financiamento Preferencial às Instituições Filantrópicas e Sem Fins Lucrativos (Pro-Santas Casas) com duas linhas de crédito.

Em busca de agendas positivas em meio à crise política, o presidente Michel Temer pediu ao Congresso que acelere a aprovação de projeto que autoriza bancos oficiais a concederem empréstimos subsidiados para santas casas de misericórdia e outras instituições filantrópicas. A proposta permite à União subsidiar, com dinheiro do Orçamento, até R$ 2 bilhões por ano.

De autoria do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto cria o Programa de Financiamento Preferencial às Instituições Filantrópicas e Sem Fins Lucrativos (Pro-Santas Casas) com duas linhas de crédito. A primeira para reestruturação patrimonial, com taxa de juros de 0,5% ao ano e carência de dois anos para pagamento e amortização de 15 anos. A segunda para capital de giro, com juro correspondente à TJLP, hoje em 7% ao ano, carência mínima de seis meses e amortização de cinco anos.

O projeto permite que até mesmo entidades filantrópicas inadimplentes com a União possam aderir ao programa, desde que os recursos liberados sejam usados para quitar débitos tributários. Assim como no crédito rural, a proposta prevê que o governo deverá cobrir a diferença entre a taxa de juros subsidiada que as filantrópicas pagarão e o custo do dinheiro para os bancos, a chamada equalização.

Na área econômica, contudo, o projeto de Serra é visto com cautela. Fontes da equipe econômica admitiram nos bastidores que uma medida como essa gera preocupação no cenário atual de restrição fiscal. A única contrapartida exigida pelo projeto das filantrópicas que aderirem ao Pro-Santas Casas é implementar um “plano de gestão” em até dois anos após a assinatura do contrato, sem especificar como deve ser esse plano.

O limite de crédito equalizado para cada instituição seria equivalente ao faturamento dela com serviços prestados ao SUS ou ao valor do saldo devedor de operações financeiras existentes na data da contratação, o que for menor. Os contratos poderiam ser firmados direto com os bancos, com exceção de operações com BNDES, que terão de ser intermediadas por outra instituição financeira.

Na justificativa do projeto, Serra afirmou que a concessão de crédito subsidiado a filantrópicas viabiliza a troca por essas instituições de dívidas com custos elevados por dívidas mais baratas e com prazo mais longo para o pagamento. “Os recursos alocados devem ser considerados e interpretados como um investimento na área de saúde”, afirmou o tucano no projeto. Segundo ele, as dívidas das santas casas hoje somam cerca de R$ 22 bilhões.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, e o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), confirmaram ao Estadão/Broadcast que Temer quer aprovar e sancionar a proposta como parte da agenda positiva em meio à crise.

O projeto já foi aprovado pelo Senado em abril deste ano. Desde então, está parado na Câmara, onde uma comissão foi criada para tratar da proposta. Já há, porém, dois requerimentos de regime de urgência para votar a matéria no plenário. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que pretende esperar a conclusão dos trabalhos do colegiado para pautar a votação da proposta no plenário.

Receita abre consulta a primeiro lote de restituição do IR

O crédito bancário para 1.636.218 contribuintes será feito no dia 16 de junho, totalizando mais de R$ 3 bilhões

A consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2017 vai ser aberta nesta quinta-feira às 9h. O lote contempla também restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016.

Segundo a Receita Federal, o crédito bancário para 1.636.218 contribuintes será feito no dia 16 de junho, totalizando mais de R$ 3 bilhões. O lote contempla os contribuintes com prioridade: mais de 1,5 milhão de idosos e 108.513 pessoas com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone, no número 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones, que facilita a consulta às declarações do IR e à situação cadastral no CPF. Com ele, será possível consultar diretamente, nas bases da Receita Federal, informações sobre a liberação das restituições e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (exclusivo para pessoas com deficiência auditiva), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.