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Notícias Concursos

05 de junho de 2017

Prazo de inscrição para o concurso Jovens Escritores é prorrogado

Os participantes devem fazer os trabalhos com base nas lendas retiradas do livro “Piauí, Terra Querida”, do escritor Eneas Barros

A 12ª edição do concurso Jovens Escritores, promovido pela Fundação Quixote em Parceria com o Jornal O Dia, teve o prazo de inscrição prorrogado para o dia 11 de junho, mesma data em que se encerra o Salão de Livros do Piauí. Este ano, o tema central são as Lendas Piauienses.

Para a professora Carmem Regina, o tema dessa edição foi muito bem escolhido, pois é de suma importância para a valorização da cultura do Estado. “As lendas fazem parte da cultura do povo, constroem a arte e a arte constrói a história. Então ter isso ressaltado nesta edição do concurso é algo muito importante”, afirma.

O concurso é divido por níveis de escolaridades, cada aluno vai concorrer conforme seu nível e modalidade, sem distinção entre rede pública e privada de ensino. A regra também se aplica aos professores que irão competir de acordo com suas produções, e seus resultados não afetarão os de seus alunos.

Os estudantes do Ensino Fundamental Menor (1º e 2º ano) deverão fazer um desenho que tenha como referência a lenda “Bumba meu Boi”. No Ensino fundamental Menor (3º ao 5º ano), as crianças terão que recontar a lenda da “Cabeça de Cuia”. No Ensino Fundamental Maior (6º ao 9º ano), o desafio é produzir uma dissertação utilizando como fonte de pesquisa “A Lenda do Castelo”.

Já os adolescentes do Ensino Médio (1º ao 3º ano) terão que fazer um texto dissertativo relacionando a lenda “Zabelê” com os dias atuais, com destaque para a discussão sobre a violência contra a mulher. O professor orientador terá que produzir uma dissertação sobre o tema: “A importância das lendas para a cultura do Piauí”.

Inscrição

Para realizar a inscrição, o participante deve preencher o cupom original, que está sendo publicado no Jornal O Dia. O material deve ser entregue na sede do jornal, no Departamento de Marketing, até o dia 11/06/2017 às 17h.

Serão três premiações para cada nível, e uma para Professor Orientador. O resultado será divulgado dia 18/06/2017, pelo Jornal O Dia.

Além do incentivo aos estudantes, essa edição também irá valorizar a participação dos professores que organizam os trabalhos de seus alunos, orientando-os quanto à produção textual exigida. O melhor trabalho docente também será premiado. Haverá ainda o “Certificado Incentivo ao Saber”, entregue às escolas participantes.

MPT abre inscrições para processo seletivo de estagiários

São 10 vagas previstas, sendo oito para Direito, uma para Contábeis, uma para Comunicação e o restante para formação de cadastro de reserva

O Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) abriu as inscrições do processo seletivo de estagiários de nível superior dos cursos de Direito, Ciências Contábeis, Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e Tecnologia da Informação. São 10 vagas previstas, sendo oito para Direito, uma para Contábeis, uma para Comunicação e o restante para formação de cadastro de reserva.

No momento da inscrição, é necessário que o candidato tenha concluído pelo menos 40 % dos créditos do curso superior, independente do semestre em que esteja formalmente matriculado. Só poderão concorrer os estudantes das instituições de ensino superior com convênio firmado com o MPT-PI, que estejam devidamente matriculados e com frequência regular atestada pela instituição.

Os interessados devem acessar o site da Procuradoria Regional da 22ª Região (www.prt22.mpt.mp.br) no link “informe-se/concursos_e_seleções/estagiários” até às 17h do dia 16 de junho de 2017. No ato da inscrição, deverão ser anexadas cópias digitalizadas dos documentos exigidos no edital.

As provas serão aplicadas das 9 às 13h do dia 25 de junho de 2017 (domingo) em local a ser divulgado no mural do Ministério Público do Trabalho no Piauí e no site (www.prt22.mpt.mp.br). O resultado da seleção será divulgado no dia 21 de julho de 2017.

O estágio terá a duração de um ano, podendo ser prorrogado até o limite de dois anos. A carga horária é de 20 horas semanais. A bolsa mensal é de R$ 850,00.

23 de maio de 2017

Nova aplicação das provas do concurso da PM-PI ocorrerá no dia 2 de julho

Nucepe vai contratar uma banca de fora do estado para executar a 1ª etapa do certame. As demais etapas permanecem sob sua responsabilidade.

O coronel Carlos Augusto Gomes de Souza, comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, informou nesta terça-feira (23) que deverá ser realizada no dia 2 de julho a nova aplicação das provas objetivas do concurso destinado ao preenchimento de 400 vagas de soldado.

A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa realizada ao meio-dia, no Quartel do Comando Geral da PM-PI. Na ocasião, o reitor da Universidade Estadual do Piauí, Nouga Cardoso, também informou que o Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) irá contratar uma empresa para executar esta primeira etapa do certame.


Nouga Cardoso, reitor da Uespi (Foto: Elias Fontinele/O Dia)

Vinculado à universidade, o Nucepe foi bastante criticado depois que a Polícia Civil confirmou o vazamento de questões da prova aplicada no último domingo, o que resultou em seu cancelamento.

O órgão já entrou em contato com três organizadoras de concursos de fora do estado, e a promessa do reitor é que até a próxima semana a banca seja escolhida.

O coronel Carlos Augusto ressalta que apenas a elaboração da prova será feita por outra banca, permanecendo sob responsabilidade do Nucepe a realização das outras quatro etapas do concurso público. "Essa prova será elaborada por outra instituição, através de um convênio com o Nucepe, exatamente para acabar com essa suspeita. Por isso, nós tomamos a decisão de anular a aplicação que ocorreu no último domingo. Nós ressaltamos que a orientação do governador é para que a gente possa adotar todos os meios necessários para garantir a lisura do concurso", destacou o coronel Carlos Augusto.


Coronel Carlos Augusto, comandante da PM-PI (Foto: Elias Fontinele/O Dia)

O reitor Nouga Cardoso ressaltou que, até o momento, a Polícia Civil não identificou a participação de funcionários do Nucepe no vazamento da prova que foi aplicada no último domingo. "O que temos, realmente, é a afirmação categórica [da Polícia Civil] de que os levantamentos realizados até aqui em nada implicam agentes públicos da Universidade Estadual do Piauí. A conclusão do inquérito é que vai apontar como ocorreu o vazamento das questões", afirmou o reitor.

22 de maio de 2017

NUCEPE afirma que não há indícios de envolvimento de servidores em fraude

O órgão afirma que está colaborando com as investigações para que tudo seja esclarecido e os culpados, punidos.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (22), o Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (NUCEPE) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), informou que não indícios de que servidores do órgão estejam envolvidos na tentativa de fraude relacionada à primeira etapa do concurso da Polícia Militar no Piauí, aplicado neste domingo (21), em que questões do certame foram vazadas.

No documento, o NUCEPE afirma que " está colaborando com as investigações para que tudo seja esclarecido e os culpados, punidos". O órgão argumenta que a reaplicação da prova objetiva, a ser realizada em data ainda não confirmada, contará com um esquema ainda mais reforçado de segurança por parte das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de prevenir o que o Núcleo classifica como "quadrilhas de atuação nacional".

Segundo o órgão, um novo cronograma será lançado, comunicando as novas datas de realização da Prova Escrita Objetiva e demais etapas. "O cronograma será amplamente divulgado para que todos os candidatos tomem conhecimento. O NUCEPE empreenderá todos os esforços de modo a garantir que a reaplicação ocorra com lisura e transparência, garantindo aos candidatos o êxito por mérito e não por meios ilícitos", comunicou.

Entenda

Nove candidatos que realizavam a prova do concurso da Polícia Militar do Piauí foram encaminhados para a Delegacia do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) na manhã deste domingo (21), por terem sido flagrados praticando atitudes que estavam expressamente proibidas no edital do certame. Segundo o comandante da PM, coronel Carlos Augusto Gomes de Souza, alguns dos candidatos foram flagrados com papéis que seriam gabaritos da prova. 

Ainda na manhã de hoje (22), em coletiva realiza na sede da Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Militar emitiu um comunicado de que a primeira etapa da concurso, que corresponde à prova objetiva, será reaplicada. O novo cronograma com as novas datas da prova objetiva e das outras quatro etapas do concurso devem ser divulgadas até a próxima semana.

Secretaria de Segurança considera a possibilidade de anular concurso da PM

Após investigação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado, 12 pessoas foram autuadas em flagrante; algumas estavam com o gabarito

O comandante da Polícia Militar do Piauí, Coronel Carlos Augusto, está reunido com o diretor do Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) para tratar sobre os desdobramentos da tentativa de fraude registrada durante a realização do concurso deste domingo (21). Após investigação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado, 12 pessoas foram autuadas em flagrante por motivos diversos.
A maioria dos presos estavam com gabarito da prova anotado. De acordo com o secretário Fábio Abreu, está sendo checando com o Nucepe a veracidade ou a possibilidade das respostas serem, de fato, da prova aplicada. "Foram também apreendidas colas com alguns candidatos e informações de trechos da prova de português realizada na sexta-feira. É grande possibilidade de anular o concurso. Tudo vai depender dos técnicos do Nucepe ao responderem alguns questionamentos que faremos. Há possibilidade de pessoas terem acesso e se beneficiado dos gabaritos", declarou o secretário.

Fábio Abreu ressaltou que são quadrilhas especializadas em fraudar concursos, formadas principalmente por pessoas de outros estados. Disse ainda que o trabalho de inteligência da Polícia Civil tem conseguido identificar e prender os acusados. "Fizemos levantamento e alguns indivíduos continuam nesta prática, tomando como base concursos anteriores para fraudar o da PMPI. Lamentamos profundamente por quem se dedica a estudar. Nós não temos ingerência nenhuma relacionada diretamente ao concurso. Estamos propondo que tenhamos uma outra organizadora, pois precisamos e queremos isenção total", completou.

O secretário afirmou que as pessoas que não quiserem mais participar do certame podem requerer a devolução da taxa de inscrição. 

10 de abril de 2017

IBGE lança edital para contratação de 41 servidores temporários no Piauí

Remuneração vai até R$ 4.000 para 40 horas semanais.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou hoje (10) o primeiro edital para a contratação de servidores temporários para o Censo Agropecuário 2017. Somente no Piauí, serão disponibilizadas 41 vagas para nível superior e médio de escolaridade. 

Em nível superior, os candidatos concorrerão a quatro vagas de analista censitário. O salário é de R$ 4.000 para 40 horas semanais.  Para este cargo, foram disponibilizadas vagas nas seguintes áreas: Agronomia (uma vaga), Ciências Contábeis (duas vagas) e Gestão e Infraestrutura (duas vagas).

Já para nível médio, os candidatos poderão concorrer aos cargos de agente censitário regional, com salário de R$ 2.500 para 15 vagas; agente censitário de informática, com salário de R$ 1.700 para seis vagas; ou agente censitário administrativo, também com salário de R$ 1.700 para 16 vagas.

De acordo com o edital lançado pelo instituto, as inscrições iniciam hoje (10) e vão até dia 09 de maio deste ano. As inscrições podem ser feitas através do site da Fundação Getúlio Vargas, clicando aqui . A confirmação da participação será após confirmação do pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU), nos valores de R$ 27,00; R$ 41,00; R$ 42,50 e R$ 78,00. Os locais de realização serão divulgados posteriormente.

As provas serão realizadas no dia 02 de julho deste ano, das 13 às 17 horas, no horário oficial de Brasília. Ao todo, serão 1.038 vagas para todo o Brasil. 

Clique aqui  para ver o edital.

02 de abril de 2017

Temendo terceirização, concurseiros correm contra o tempo

Ao contrário do que se poderia pensar, as incertezas geradas pela aprovação da lei da terceirização aumentaram a procura por cursinhos em Teresina.

Nesta sexta-feira (31) o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou a lei que regulamenta a terceirização e permite a contratação em todas as atividades das empresas. A aprovação gerou incertezas, principalmente com relação aos concursos. O texto não deixa claro se as novas regras da terceirização valerão também para órgãos públicos, uma vez que utiliza o termo “contratante” para se referir às empresas que contratam os serviços, sem fazer menção expressa à administração pública. 

Mas o que poderia ser visto como desestímulo para os concurseiros, tem levado ao processo inverso, pelo menos em Teresina, onde houve um aumento considerável na procura por cursinhos preparatórios desde que o Projeto de Lei foi aprovado. A informação é do professor Márcio Lima. "As pessoas correm para conseguir uma aprovação antes que as determinações da lei comecem a vigorar. O cronograma de concursos de 2017 está mantido. Como ninguém sabe como vai ficar depois, é melhor se garantir num concurso agora”, explica Márcio Lima. 

O professor Márcio Lima dá aula em cursinho preparatório 

Para o advogado e professor de cursinho Cleverson Moreira, não vai haver alterações na realização de concursos para a ocupação de cargos públicos, uma vez que estes são carreiras nas quais não se pode aplicar a terceirização, por serem próprias do Estado. Ele cita como exemplo as carreiras jurídicas e policiais.  “Você não pode terceirizar o trabalho de um juiz ou de um promotor, do mesmo jeito que não pode contratar por terceirização um policial civil ou militar. São cargos cuja ocupação só pode se dar através de concurso público, é uma premissa constitucional e que não pode ser violada. Então ao menos nessas carreiras não se aplica”, diz o professor. 

O advogado e professor Cleverson Moreira 

Cleverson acredita que a principal consequência da aprovação da Lei das Terceirizações será o aumento no número nos cargos de técnicos e analistas, que são atividades as quais o Estado já terceiriza, amparado na Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A Súmula permite a contratação de servidores terceirizados pela administração pública desde que restritos a atividades-meio, ou seja, atividades que não sejam a finalidade da empresa ou órgão. É o caso, por exemplo, de um órgão que contrata zeladores e seguranças por meio de uma empresa terceirizada. 

No entanto, o professor destaca que a aplicação da terceirização dependerá da decisão do gestor público optar entre a licitação para contratar uma empresa terceirizada, ou contratar a equipe técnica por meio de concurso público. 

Tensão 

Enquanto para alguns as incertezas geradas pelo lei significam pressa para conseguir uma aprovação em concurso, para outros, elas representam um desestímulo. A preparação chega a ser desgastante na maioria das vezes e aumenta mais ainda a tensão sobre os concurseiros. 

O professor Cleverson Moreira explica que a desmotivação é natural para quem está numa atividade competitiva. A sensibilidade, segundo ele, aflora, e reverbera na disposição e na dedicação dos concurseiros. “Estudar para concurso é uma atividade que toma tempo e dinheiro, e você fica muito sensível a qualquer comentário eu possa existir sobre as fragilidades do processo. Isso desestimula”, afirma. 

Mas o professor lembra que a lei não deixa claro se a terceirização vai se estender à administração pública. E caso isso aconteça, o cidadão pode acionar os meios legais, uma vez que isso violaria o que garante a Constituição. “A verdade é que o momento de tentar se garantir é agora, e mesmo que essa lei traga impactos em outros setores, na administração pública, o concurso deve continuar sendo o meio para a estabilidade financeira e profissional”, finaliza. 


Foco  

Para a advogada e concurseira Amanda Leitão, à primeira vista a lei da terceirizações representa uma ameaça àqueles que estudam para concursos. No entanto, ela diz que, pelo menos por enquanto, não se sente desestimulada a continuar os estudos, porque acredita que o foco das terceirizações sejam as empresas privadas. 

A advogada lembra que a Constituição, em seu artigo 37, estabelece que o acesso a emprego público se dará através de concurso. Desta forma, considera que aprovar um projeto de lei que fira essa norma seria inadmissível. "Os concurseiros não devem perder o foco. Devem continuar firmes nos estudos, porque até o momento tudo continua igual. Os concursos continuam aí", afirma Amanda. 

A advogada estuda cinco horas por dia destaca que é importante a preparação ser algo constante, e não apenas após a publicação do edital. Estes, de acordo com ele, têm sido cada vez mais extensos, assim uma preparação prévia faz toda a diferença . "Eu creio que com o edital em mãos, é hora de revisar e focar nas disciplinas principais".  

O certo é que a aprovação da lei gera um cenário de incertezas na vida profissional dos brasileiros, e isso diz respeito não só aos concurseiros. 

Temendo terceirização, concurseiros correm contra o tempo

Ao contrário do que se poderia pensar, as incertezas geradas pela aprovação da lei da terceirização aumentaram a procura por cursinhos em Teresina.

Nesta sexta-feira (31) o presidente Michel Temer (PMDB) sancionou a lei que regulamenta a terceirização e permite a contratação em todas as atividades das empresas. A aprovação gerou incertezas, principalmente com relação aos concursos. O texto não deixa claro se as novas regras da terceirização valerão também para órgãos públicos, uma vez que utiliza o termo “contratante” para se referir às empresas que contratam os serviços, sem fazer menção expressa à administração pública. 

Mas o que poderia ser visto como desestímulo para os concurseiros, tem levado ao processo inverso, pelo menos em Teresina, onde houve um aumento considerável na procura por cursinhos preparatórios desde que o Projeto de Lei foi aprovado. A informação é do professor Márcio Lima. "As pessoas correm para conseguir uma aprovação antes que as determinações da lei comecem a vigorar. O cronograma de concursos de 2017 está mantido. Como ninguém sabe como vai ficar depois, é melhor se garantir num concurso agora”, explica Márcio Lima. 

O professor Márcio Lima dá aula em cursinho preparatório 

Para o advogado e professor de cursinho Cleverson Moreira, não vai haver alterações na realização de concursos para a ocupação de cargos públicos, uma vez que estes são carreiras nas quais não se pode aplicar a terceirização, por serem próprias do Estado. Ele cita como exemplo as carreiras jurídicas e policiais.  “Você não pode terceirizar o trabalho de um juiz ou de um promotor, do mesmo jeito que não pode contratar por terceirização um policial civil ou militar. São cargos cuja ocupação só pode se dar através de concurso público, é uma premissa constitucional e que não pode ser violada. Então ao menos nessas carreiras não se aplica”, diz o professor. 

O advogado e professor Cleverson Moreira 

Cleverson acredita que a principal consequência da aprovação da Lei das Terceirizações será o aumento no número nos cargos de técnicos e analistas, que são atividades as quais o Estado já terceiriza, amparado na Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A Súmula permite a contratação de servidores terceirizados pela administração pública desde que restritos a atividades-meio, ou seja, atividades que não sejam a finalidade da empresa ou órgão. É o caso, por exemplo, de um órgão que contrata zeladores e seguranças por meio de uma empresa terceirizada. 

No entanto, o professor destaca que a aplicação da terceirização dependerá da decisão do gestor público optar entre a licitação para contratar uma empresa terceirizada, ou contratar a equipe técnica por meio de concurso público. 

Tensão 

Enquanto para alguns as incertezas geradas pelo lei significam pressa para conseguir uma aprovação em concurso, para outros, elas representam um desestímulo. A preparação chega a ser desgastante na maioria das vezes e aumenta mais ainda a tensão sobre os concurseiros. 

O professor Cleverson Moreira explica que a desmotivação é natural para quem está numa atividade competitiva. A sensibilidade, segundo ele, aflora, e reverbera na disposição e na dedicação dos concurseiros. “Estudar para concurso é uma atividade que toma tempo e dinheiro, e você fica muito sensível a qualquer comentário eu possa existir sobre as fragilidades do processo. Isso desestimula”, afirma. 

Mas o professor lembra que a lei não deixa claro se a terceirização vai se estender à administração pública. E caso isso aconteça, o cidadão pode acionar os meios legais, uma vez que isso violaria o que garante a Constituição. “A verdade é que o momento de tentar se garantir é agora, e mesmo que essa lei traga impactos em outros setores, na administração pública, o concurso deve continuar sendo o meio para a estabilidade financeira e profissional”, finaliza. 


Foco  

Para a advogada e concurseira Amanda Leitão, à primeira vista a lei da terceirizações representa uma ameaça àqueles que estudam para concursos. No entanto, ela diz que, pelo menos por enquanto, não se sente desestimulada a continuar os estudos, porque acredita que o foco das terceirizações sejam as empresas privadas. 

A advogada lembra que a Constituição, em seu artigo 37, estabelece que o acesso a emprego público se dará através de concurso. Desta forma, considera que aprovar um projeto de lei que fira essa norma seria inadmissível. "Os concurseiros não devem perder o foco. Devem continuar firmes nos estudos, porque até o momento tudo continua igual. Os concursos continuam aí", afirma Amanda. 

A advogada estuda cinco horas por dia destaca que é importante a preparação ser algo constante, e não apenas após a publicação do edital. Estes, de acordo com ele, têm sido cada vez mais extensos, assim uma preparação prévia faz toda a diferença . "Eu creio que com o edital em mãos, é hora de revisar e focar nas disciplinas principais".  

O certo é que a aprovação da lei gera um cenário de incertezas na vida profissional dos brasileiros, e isso diz respeito não só aos concurseiros. 

17 de março de 2017

Greco e Sejus planejam operação contra fraude no concurso de agente

Provas escritas objetiva e dissertativa para agentes penitenciários será aplicada domingo, com policias disfarçados de candidatos

Acontece no próximo domingo (19) a aplicação das provas escritas objetiva e dissertativa do concurso para agentes penitenciários do Estado. Esta etapa do concurso foi anulada após fraudes ocorridas no certame. Para evitar novas ocorrências, o secretário de Justiça do Piauí, Daniel Oliveira, informou que uma operação policial foi montada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), Núcleo de Inteligência da Polícia Civil e pela Secretaria de Justiça do Estado.

Uma das estratégias é manter delegados, agentes penitenciários, policiais militares e agentes de Polícia Civil descaracterizados fazendo as provas.“Serão mais de 50 integrantes das forças de segurança articulados na estratégia para resguardar o concurso, de modo que o certame transcorra com lisura e que o cidadão que mais estudou e se preparou seja, efetivamente, selecionado”, frisa Daniel Oliveira.

As provas serão realizadas na Universidades Estadual do Piauí e em mais 13 escolas de Teresina, totalizando 220 turmas. Os locais de prova foram divulgados na última terça-feira (14). O concurso será acompanhado por 636 fiscais.

O concurso é destinado à classificação de 400 candidatos (360 na ampla concorrência e 40 pessoas com deficiência). O salário inicial é de R$ 5.966,14. De acordo com a Secretaria de Justiça, 75 classificados serão chamados, imediatamente. 

Os candidatos possuem nível superior completo em qualquer área e o certame será dividido nas seguintes etapas: provas escrita objetiva e escrita dissertativa; exame médico; exame aptidão física; exame psicológico; e investigação social.

Os candidatos devem retirar os novos cartões de informação no site do Nucepe. Os portões serão fechados às 8h30 e as provas aplicadas das 9h às 14h. A concorrência é de 7.832 candidatos (dos quais 132 concorrem às vagas para pessoas com deficiência).



21 de fevereiro de 2017

16 de fevereiro de 2017

Edital do concurso da PM pode ser lançado ainda este mês, dizem secretários

Certame terá 400 vagas para soldados, e a expectativa é que convocações ocorram ainda este ano.

O edital para o concurso da Polícia Militar do Piauí pode ser lançado ainda este mês, com a oferta de 400 vagas para soldado. A informação foi confirmada no início da noite desta quinta-feira (16), pelos secretários Fábio Abreu, de Segurança Pública, e Franzé Silva, de Administração.

Durante a tarde, Fábio Abreu participou de uma reunião com o governador Wellington Dias (PT) e tratou sobre detalhes do certame. Segundo o secretário, a expectativa é que até o final deste ano os aprovados sejam convocados para o curso de formação.

O secretário de Segurança Pública, Fábio Abreu (Foto: Arquivo O DIA)

Mesmo afirmando que o edital pode ser lançado ainda este mês, tanto Fábio Abreu quanto Franzé disseram que ainda não há uma definição sobre qual será a organizadora do concurso público.

"A minuta do edital já está pronta, mas nós ainda estamos discutindo alguns detalhes e a organizadora ainda não foi definida", afirma Franzé Silva.

Fábio Abreu acrescenta que a expectativa é que as convocações dos 400 aprovados ocorra de uma vez só. "Em geral, as convocações de concursos da PM não ocorre de forma fracionada. Sempre são convocados logo todos os que estão classificados dentro do número de vagas ofertadas

Na pauta da reunião, o governador e o secretário de Segurança também trataram sobre a construção de novas delegacias nas cidades de Domingos Mourão, Canto do Buriti, Vila Nova, Gilbués e Elesbão Veloso.

Segundo  Fábio Abreu, outro assunto da reunião foi a inauguração das novas sedes da Delegacia de Homicídios, que vai funcionar no Centro Administrativo, e da Central de Delegacias Especializadas, que funcionará próximo ao Ginásio Verdão.

28 de janeiro de 2017

Concurseiros apostam na "Pílula da Inteligência" para potencializar estudos

Em proporções cada vez maiores, medicamentos psiquiátricos são utilizados por pessoas saudáveis sem nenhuma prescrição médica

Até conseguir conquistar o sonho de ter uma vaga no serviço público, estudantes passam por longos períodos de dedicação. São horas a fio dedicados a estudos em casa, biblioteca, na internet ou em cursinhos. Mas parece que apenas estudar não tem sido suficiente para a aproximação do almejado plano. Em proporções cada vez maiores, os jovens tem lançado mão do uso de medicamentos no intuito de ‘potencializar’ os estudos. Rotuladas como ‘pílulas da inteligência’, os medicamentos psiquiátricos são utilizados por pessoas saudáveis sem nenhuma prescrição médica. 

A concurseira Ana* é uma das jovens que aderiu ao uso de medicamentos. Após indicação do noivo, que também estudava para concursos, o uso do metilfenidato, princípio ativo do medicamento mais conhecido comercialmente como “Ritalina”, passou a ser parte da sua rotina durante cerca de seis meses – em proporções variáveis. 

Foto: Assis Fernandes/ODIA

O metilfenidato potencializa a ação dos neurotransmissores noradrenalina e dopamina, reduzindo o que é clinicamente chamado de déficit de atenção, o DAH. Isso faz com que o indivíduo hiperativo fique mais atento, concentrado. Essa ação da ritalina junto aos hiperativos leva muitos concurseiros a usarem o medicamento em busca de resultados semelhantes, no entanto, a droga pode causar uma falsa impressão. 

“Há um ano, usei diariamente a ritalina durante dois meses enquanto me preparava para um concurso. Como resultado vi que comecei a estudar por mais tempo sem perder a concentração, mas também senti a diminuição do sono. Estudava cerca de oito horas por dia, a noite ia para o cursinho, chegava em casa e só conseguia dormir depois de meia noite”, explica Ana. 

Sem prescrição médica, o medicamento era conseguido através da ajuda de um funcionário de um hospital. Após dois meses de uso contínuo da ritalina, Ana lembra que sentiu que o medicamento não surtia mais o efeito do início da administração. “Com o tempo, vai perdendo o efeito. Depois desses dois meses resolvi ir parando. Fiz o processo de redução aos poucos, se eu tomava um comprimido de 10mg por dia, passei a tomar apenas 5mg. Depois de um tempo, diminui a frequência dos dias e tomava só algumas vezes na semana e, assim, consegui parar após seis meses”, relata. 

Mesmo sem o uso diário, Ana confessa que ainda se utiliza do medicamento em dias de provas de concurso ou quando o cansaço pela rotina de estudos incomoda. “Não é mais todo dia e acredito que aprendi a administrar”, confessa. 

O que Ana relata é similar na vida de muitos outros concurseiros e universitários. Virgínia* fez uso do medicamento há quatro anos. Ela estudava para provas de concurso de cartórios e com o medicamento percebeu que a atenção que antes era dispersa, melhorar. 

No entanto, a jovem ressalta que o medicamento veio para responder a uma necessidade que ela nem sabia que tinha. “As pessoas falavam que melhorava na atenção e por isso busquei. Comecei a tomar sem indicação, mas depois de um tempo fiz exames e descobri que tinha Défict de Atenção, a partir de então passei a tomar sob prescrição médica”, relata. 

A droga, apesar de comum entre os estudantes, também se torna motivo de acirramento. Virgínia lembra que, quando um concurseiro sabe que alguém utiliza o medicamento, surge o indicativo de que aquilo é utilizado como uma forma de ‘jogo sujo’. “Nem todo mundo usa, ai quem não toma sempre fica achando que é uma concorrência desleal”, comenta. 

Apesar da fama que lhe rendeu o apelido de “pílula da inteligência” ou “droga dos concurseiros”–, uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que o medicamento não beneficia a atenção, a memória e as funções executivas (capacidade de planejar e executar tarefas) em jovens sem o transtorno de déficit de atenção. 

20 de janeiro de 2017

MP-PI recomenda prova escrita em seletivo para a Maternidade Evangelina Rosa

O edital previa apenas a análise curricular como meio de classificação dos candidatos.

A 44ª Promotoria de Justiça de Teresina, do Núcleo das Promotorias de Justiça da Fazenda Pública, expediu notificação recomendatória à Secretaria de Estado da Saúde, para que seja imediatamente corrigido o edital do Processo Seletivo Simplificado nº 01/2016, destinado ao preenchimento de vagas na Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER).

O promotor de Justiça Fernando Santos observa que os processos seletivos para contratação por tempo determinado devem obrigatoriamente incluir a realização de prova escrita, de acordo com Decreto Estadual nº 15.547/2014. O edital previa apenas a análise curricular como meio de classificação dos candidatos.

"A contratação por tempo determinado para atender a necessidade de excepcional interesse público, justamente por constituir exceção à admissão de servidor público mediante concurso público, há de obedecer a estritas condições devidamente estipuladas na lei", pontuou o promotor de Justiça na notificação encaminhada ao secretário de Saúde, Francisco Costa.

Leia a íntegra da notificação. 

O processo seletivo deve resultar no preenchimento de 174 vagas, distribuídas entre os cargos de médico obstetra, médico psiquiatra, médico pediatra, médico ultrassonografista, enfermeiro obstetra e técnico em enfermagem. As inscrições tiveram início na última segunda-feira (16), e deviam se estender até o dia 26 de janeiro. 

O Ministério Público fixou o prazo de cinco para que a Sesapi comunique o cumprimento da recomendação.

16 de janeiro de 2017

Cinco suspeitos de fraudar concursos estão soltos e vão usar tornozeleira

Juiz Washington Luiz Gonçalves Correia arbitrou fiança de R$ 1.874,00. Advogados estão entrando com pedido de revogação de prisão de outros supostos envolvidos

Está grande a movimentação na 8º Vara Criminal de Teresina desde o retorno do recesso judiciário, no dia 9 de janeiro. O motivo é a quantidade de pedidos de revogação de prisão que estão sendo feitos pelos advogados dos suspeitos de envolvimento em fraudes de concursos públicos no Piauí.

Até agora, pelo menos cinco alvarás foram concedidos pelo juiz Washington Luiz Gonçalves Correia, após arbitrar fiança de R$ 1.874,00 e determinar que os suspeitos utilizem a tornozeleira eletrônica. Um dos envolvidos foi solto na quinta-feira (12), dois foram liberados na sexta e outros dois deveriam ter sido soltos no sábado. Outros pedidos estão sendo avaliados.

De acordo com informações apuradas pelo Portal O DIA, um dos beneficiados com o alvará de soltura teria questionado o uso da tornozeleira eletrônica, alegando que isso poderia prejudicá-lo no trabalho. Por conta disso, o juiz teria suspendido a expedição de novos alvarás por alguns dias, por entender que os advogados dos suspeitos estariam usando de má-fe.

Devido à complexidade do processo e ao número de presos, o magistrado também teria solicitado, junto à Diretoria da Unidade de Administração Penitenciária (DUAP), informações sobre a quantidade e onde estão detidos os supostos envolvidos em fraudes a concursos no Piauí.

Durante o ano de 2016, 72 pessoas foram presas pela Polícia Civil do Piauí em operações que investigavam esse tipo de fraude, sendo 32 na Operação Veritas, sobre o certame do Tribunal de Justiça, cinco no concurso para agente penitenciário da Sejus, e 35 durante a Operação Vigiles, contra fraude no certame do Corpo de Bombeiros. Dos três inquéritos abertos pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado, dois foram concluídos – o da Operação Veritas e o da Operação Vigiles – e um ainda se encontra em andamento – o do concurso da Secretaria de Justiça.

Ao todo, 93 pessoas foram indiciadas, sendo 21 em março, no encerramento do inquérito sobre o concurso do TJ, e 72 no inquérito sobre o concurso do Corpo de Bombeiros. Já no concurso da Sejus, a primeira etapa foi anulada, que corresponde às provas escrita e dissertativa. A decisão foi anunciada na sexta-feira (13) pelo Secretário de Justiça Daniel Oliveira, após parecer da Procuradoria Geral do Estado, que identificou a prática de ilícitos por parte de alguns candidatos que realizaram as provas.

O Portal O DIA buscou mais detalhes sobre os alvarás, mas foi informado de que o juiz não autoriza repassar dados sobre os processos. O magistrado também foi procurado, mas não pode atender a reportagem.

13 de janeiro de 2017

Sejus anula concurso de agentes penitenciários e nova prova será realizada

Anulação corresponde à primeira etapa do concurso. Nucepe tem até 15 dias para apresentar novo calendário

A Secretaria de Justiça do Piauí anulou a primeira etapa do concurso para formação de cadastro de reserva para o cargo de agente penitenciário. A etapa corresponde às provas escrita e dissertativa. A portaria com a decisão foi publicada ontem (12).

A anulação foi feita após parecer da Procuradoria geral do Estado, em razão da comprovação, pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), da prática de ilícitos por parte de candidatos que realizaram as provas.

A portaria determina que os candidatos inscritos terão seus direitos resguardados, podendo participar das novas provas objetiva e dissertativa, sem nenhum prejuízo. As demais etapas do concurso público serão mantidas.

Ainda de acordo com a portaria, o Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos da Universidade Estadual do Piauí (Nucepe), entidade organizadora do concurso, terá o prazo de 15 dias para divulgar o novo Anexo I (Cronograma de Execução), com nova data de aplicação das provas e das outras etapas do certame.

A portaria aguarda publicação no Diário oficial do Estado do Piauí. O concurso é destinado à classificação de 400 candidatos (360 na ampla concorrência e 40 pessoas com deficiência). O salário inicial é de R$ 5.966,14. De acordo com a Secretaria de Justiça, 75 classificados serão chamados imediatamente.

Entenda

No dia 18 de setembro, quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil durante a aplicação da prova, dentre as quais o advogado Evilásio Rodrigues de Oliveira, que já havia sido preso anteriormente, durante a Operação Véritas, acusado de ser um dos integrantes de uma organização criminosa que tentou fraudar o concurso do Tribunal de Justiça, em dezembro de 2015.

Segundo o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), duas pessoas foram presas por fraude comum, ao serem flagradas com "colas", e as outras duas por estarem com gabaritos, incluindo o advogado e Evilásio Rodrigues e uma mulher.