• Patrimônio 10/17
  • Unimed
  • assinatura jornal

Aécio diz que Temer pediu retirada da ação para cassar chapa Dilma-Temer

Senador falou do assunto com o dono da JBS Joesley Batista. Diálogo consta no pedido de investigação de Aécio, Temer e do deputado Rodrigo Rocha Loures, autorizado pelo STF.

19/05/2017 14:10h

Em conversa gravada entre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o dono do frigorífico JBS Joesley Batista, o tucano conta ao empresário que o presidente Michel Temer pediu a ele que retirasse a ação contra a chapa Dilma-Termer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que Dilma Rousseff sofreu impeachment.

"A Dilma caiu, a ação continuou, e ele quer que eu retire a ação, cara, só que se eu retirar, e não estou nem aí, eu não vou perder nada, o Janot [procurador-geral da República] assume, o Ministério Público assume essa merda", diz Aécio em conversa gravada por Joesley.

O diálogo consta na página 11 do pedido de inquérito 4483, apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizado pelo Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (18), para investigar Aécio, Temer e o deputado federal também afastado Rodrigo Rocha Loures.


Foto Lula Marques/AGPT

Segundo o documento, a conversa ocorreu no encontro de Aécio e Joesley no hotel Unique, em São Paulo, em março deste ano. Em um dos pontos da conversa, eles falam sobre a ação que tramita no TSE pedindo a cassação da chapa Dilma-Temer, proposta pelo PSDB.

O pedido de investigação é baseado na delação dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, homologada pelo ministro relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin. Segundo o documento, pelo contexto da conversa, a pessoa que Aécio diz que pediu a retirada da ação é Temer.

O G1 entrou em contato com as assessorias de Aécio e do presidente Michel Temer e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

Além de ter sido afastado do cargo, Aécio deixou a presidência nacional do PSDB.

O julgamento da ação foi marcado pelo presidente do TSE, Gilmar Mendes, para os dias 6 a 8 de junho. Na ação, apresentada pelo PSDB em dezembro de 2014 – dois meses depois da derrota de Aécio nas urnas –, os tucanos acusaram a chapa Dilma-Temer de ter cometido abuso de poder político e econômico por, supostamente, ter recebido dinheiro de propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Atualmente, o PSDB integra do governo Temer, no qual detém quatro ministérios.

Fonte: G1

Deixe seu comentário