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Emoção marca sessão solene do Dia Mundial de Combate ao Suicídio

Emoção marca sessão solene do Dia Mundial de Combate ao Suicídio

13/09/2017 14:15h

 

Emoção marca sessão solene do Dia Mundial de Combate ao Suicídio
Depoimentos emocionantes marcaram a sessão solene especial realizada na manhã desta quarta-feira(13) para debater o Dia Mundial de Combate ao Suicídio. O requerimento para a realização da sessão é de autoria dos deputados Doutor Hélio (PTC) e Francis Lopes(PRP). Fizeram parte da mesa representantes das entidades que atuam no setor de prevenção e combate ao suicídio, como CVV Samaritanos e CDM – Centro Débora Mesquita. O secretário estadual de saúde, Florentino Neto, falou em nome do governo do Estado.
Primeiro a falar, o deputado Francis Lopes revelou os números preocupantes de suicídio no mundo, Brasil, no Piaui e em Teresina. Segundo Francis, segundo dados da OMS-Organização Muyndial de Saúde “são mais de 800 por ano no mundo, o Brasil está em 8o. Lugar; o Piauí está em 5o. No Brasil e Teresina consegue ficar em primeiro lugar em número de suicídio de jovens.
Francis destacou ainda que o objetivo desta sessão é a contribuição da Assembleia ai trazer pra casa o debate e buscar susgestões para diminuir estes números alarmantes. Tudo faz parte da comemoração do Dia Mundial de Combate ao Suicídio – que acontece dia 10 de setembro – e o “Setembro Amarelo”, com a participação do CFM – Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria.
O deputado falou das ações do governo para minorar o problema, como o lançamento recente do “Plano Estadual de Combate ao Suicídio” e lamentou que, apesar destas ações da atuação de órgãos como CVV e CDM, não consegue mudar a fria estatística de que 9 entre 10 mortes de suicidas poderiam ser evitadas.
Em seguida falou o co-autor do requerimento, deputado Doutor Hélio mostrou-se solidário com o sofrimento das famílias das vítimas e disse que hoje o suicídio é tratado como um problema de saúde pública. Doutor Hélio disse ainda que é até dificil a abordagem do assunto em razão dom trauma que carrega, mas sugeriu ações como “caminhadas nas ruas” como forma de mobilização da população. O assunto está tão comum, segundo ele, que muitas pessoas vêm lhe comunicar que “minha cidade é campeã em número de suicidios”.
O depoimento mais emocionante foi dado pela presidente do CDM, Késia Miranda, que contou a traumática morte de sua irmã Débora Mesquita, que deu o nome ao Centro criado pela família para dar aos suicidas em potencial aquilo que ela não teve: orientação e apoio. Tudo começou em 19 de julho de 2012 quando, num surto, Débora saiu entre os carros da avenida João XXIII querendo por fim à sua vida. Aparaceram polícia, ambulância mas ninguém sabia se tinha algum hospital ou casa de repouso, pública ou privada, que atendesse esses casos. No dia seguinte ela conseguiu seu intento.
Desde então Késia e sua família vem tentando fazer a sua parte para salvar vidas de quem só precisa de um apoio e atendimento especializado. E citou a diferença entre o discurso e a prática do governo: quando lançaram o “Plano Estadual de Combate ao Suicídio” prometeram muito e, dentre outras coisas; editar uma cartilha com orientação para os jovens. “Até hoje ninguém viu esta cartilha. Outra: em Teresina existe sim uma casa para atender a tratar jovens como Débora. São os CAPS – Centro de Atendimento Psicossocial. Mas ninguém que a socorreu naquele dia sabia disso. Nem guardas, nem médico e enfermeiro do Samu”.
Falaram também a representante do Conselho Regional de Psiquiatria Cíntia Selma Araujo e o secretário estadual de Saúde, Florentino Neto. Ela falou da atuação da entidade que dirige e cobrou mais do governo; enquanto o secretário se disse preocupado com o aumento da demanda e garantiu que o governo vem fazendo a sua parte com a “Rede de Proteção e Prevenção nos Municípios”, da qual fazem parte as secretarias de Educação, Saúde, Ação Social e apoio da APPM – Asociação Piauiense dos Municípios.
Repórter: Edmundo Moreira.

 


Depoimentos emocionantes marcaram a sessão solene especial realizada na manhã desta quarta-feira(13) para debater o Dia Mundial de Combate ao Suicídio. O requerimento para a realização da sessão é de autoria dos deputados Doutor Hélio (PTC) e Francis Lopes (PRP). Fizeram parte da mesa representantes das entidades que atuam no setor de prevenção e combate ao suicídio, como CVV Samaritanos e CDM – Centro Débora Mesquita. O secretário estadual de saúde, Florentino Neto, falou em nome do Governo do Estado.

Primeiro a falar, o deputado Francis Lopes revelou os números preocupantes de suicídio no mundo, Brasil, no Piauí e em Teresina. Segundo Francis, segundo dados da OMS-Organização Muyndial de Saúde “são mais de 800 por ano no mundo, o Brasil está em 8º. Lugar; o Piauí está em 5o. No Brasil e Teresina consegue ficar em primeiro lugar em número de suicídio de jovens. Francis destacou ainda que o objetivo desta sessão é a contribuição da Assembleia ai trazer pra casa o debate e buscar susgestões para diminuir estes números alarmantes. Tudo faz parte da comemoração do Dia Mundial de Combate ao Suicídio – que acontece dia 10 de setembro – e o “Setembro Amarelo”, com a participação do CFM – Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria.

O deputado falou das ações do Governo para minorar o problema, como o lançamento recente do “Plano Estadual de Combate ao Suicídio” e lamentou que, apesar destas ações da atuação de órgãos como CVV e CDM, não consegue mudar a fria estatística de que 9 entre 10 mortes de suícidas poderiam ser evitadas. 

Em seguida falou o co-autor do requerimento, deputado Doutor Hélio mostrou-se solidário com o sofrimento das famílias das vítimas e disse que hoje o suicídio é tratado como um problema de saúde pública. Doutor Hélio disse ainda que é até dificil a abordagem do assunto em razão dom trauma que carrega, mas sugeriu ações como “caminhadas nas ruas” como forma de mobilização da população. O assunto está tão comum, segundo ele, que muitas pessoas vêm lhe comunicar que “minha cidade é campeã em número de suícidios”.

O depoimento mais emocionante foi dado pela presidente do CDM, Késia Miranda, que contou a traumática morte de sua irmã Débora Mesquita, que deu o nome ao Centro criado pela família para dar aos suicidas em potencial aquilo que ela não teve: orientação e apoio. Tudo começou em 19 de julho de 2012 quando, num surto, Débora saiu entre os carros da avenida João XXIII querendo por fim à sua vida. Aparaceram polícia, ambulância mas ninguém sabia se tinha algum hospital ou casa de repouso, pública ou privada, que atendesse esses casos. No dia seguinte ela conseguiu seu intento.

Desde então Késia e sua família vem tentando fazer a sua parte para salvar vidas de quem só precisa de um apoio e atendimento especializado. E citou a diferença entre o discurso e a prática do governo: quando lançaram o “Plano Estadual de Combate ao Suicídio” prometeram muito e, dentre outras coisas; editar uma cartilha com orientação para os jovens. “Até hoje ninguém viu esta cartilha. Outra: em Teresina existe sim uma casa para atender a tratar jovens como Débora. São os CAPS – Centro de Atendimento Psicossocial. Mas ninguém que a socorreu naquele dia sabia disso. Nem guardas, nem médico e enfermeiro do Samu”.


Falaram também a representante do Conselho Regional de Psiquiatria Cíntia Selma Araujo e o secretário estadual de Saúde, Florentino Neto. Ela falou da atuação da entidade que dirige e cobrou mais do governo; enquanto o secretário se disse preocupado com o aumento da demanda e garantiu que o governo vem fazendo a sua parte com a “Rede de Proteção e Prevenção nos Municípios”, da qual fazem parte as secretarias de Educação, Saúde, Ação Social e apoio da APPM – Asociação Piauiense dos Municípios.





Edmundo Moreira - Edição: Katya D'Angelles 

 


Fonte: Alepi Fonte: Alepi

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