24 de Outubro de 2008 14:44
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Adolescente espalhou boato sobre ataque cardíaco de Steve Jobs, diz agência
Um adolescente de 18 anos foi o responsável pelo boato surgido na internet no começo do mês de que o executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, teria sofrido um ataque cardíaco o episódio fez com que as ações da empresa tivessem uma queda forte e repentina no último dia 3. A informação é da agência Bloomberg, citando fontes envolvidas no assunto.
A SEC (Securities and Exchange Commission, o órgão regulador dos mercados nos Estados Unidos) está investigando a origem do boato, publicado no site de jornalismo colaborativo da CNN, o iReport, para saber se o autor da informação queria derrubar o valor dos papéis da Apple.
De acordo com a Bloomberg, as investigações não mostram que o adolescente se beneficiou com a queda das ações. A Apple, que naquele dia teve de vir a público para negar o problema de saúde de Jobs e evitar uma queda maior no valor dos papéis, e a SEC não comentam o assunto oficialmente.
Segundo analistas, os seguidos boatos envolvendo a saúde de Jobs podem prejudicar o desempenho dos papéis da empresa neste ano os acionistas querem mais transparência sobre o assunto.
A Bloomberg informa que esse assunto contribuiu para a queda de 50% no valor das ações da Apple registrada desde dezembro.
Na semana passada, durante um lançamento de notebooks, Jobs fez mais uma piada sobre seu estado de saúde. Segundo ele, sua pressão arterial estava em 110/70 mmHg. "E isso é tudo que nós vamos falar sobre a saúde do Steve hoje", disse.
Uma das preocupações está relacionada ao fato de o executivo ter sofrido de um tipo raro de câncer no pâncreas em 2004. O tumor foi retirado após uma cirurgia considerada bem-sucedida, mas a informação sobre o assunto só foi divulgada quando ele já estava em tratamento.
Ano ruim
Os rumores sobre o assunto ganharam força em junho, durante a Worldwide Developers Conference, em San Francisco, em que o iPhone 3G foi apresentado, quando Jobs pareceu mais magro que o comum no evento da semana passada, o executivo ainda parecia magro, porém "ativo".
Em agosto, a própria Bloomberg contribuiu para as preocupações quando distribuiu, por engano, um obituário incompleto do executivo. O rascunho de uma extensa reportagem sobre o executivo trazia inclusive nomes de pessoas a serem contatadas para falarem sobre ele.