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Notícias Batalha

11 de agosto de 2017

MPs vistoriam escolas municipais e buscam soluções para ensino de Batalha

Ministérios Públicos vistoriam escolas municipais e buscam soluções para ensino de Batalha

Em um esforço conjunto em prol da educação básica de qualidade, o Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público Estadual do Piauí, com o apoio Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação e Cidadania (CAODEC), instalaram, nesta quinta-feira (10), o projeto Ministério Público pela Educação (MPEduc) no município de Batalha, localizado a 164 km de Teresina.

De carácter estratégico, o projeto, idealizado pelo Grupo de Trabalho Educação da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, busca, entre outras coisas, zelar pelas condições adequadas das escolas públicas de ensino básico e consolidar o desenvolvimento intelectual dos alunos que são assistidos pelos municípios.

De acordo com o procurador da República, Kelston Lages, neste primeiro momento, a força de trabalho, que já atua nos municípios de Porto e Nossa Senhora de Nazaré, irá fazer um raio-X completo da situação das escolas do município, que, apesar de contar com recursos federais, tem Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) aquém do patamar educacional mínimo aceitável.

“Essa fase compreende a coleta de dados. Com esse trabalho estamos conferindo de perto a precariedade física, de material e de pessoal de todas as escolas do município. A ideia é fazer um diagnóstico dessa realidade em seus aspectos físicos e humanos para que possamos, em um segundo momento, com o resultado dessa coleta, definir as ações a serem desenvolvidas a fim de solucionar os problemas identificados”, explica o procurador.

Durante reunião realizada nesta manhã com o secretário de Educação, representantes de conselhos municipais e representantes dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, o prefeito de Batalha, João Messias, disse reconhecer a realidade precária de ensino do município, mas se compromete a fornecer os dados necessários e apoiar as ações e recomendações dos ministérios.

Escolas de Batalha recebem vistorias

Após o encontro, uma equipe formada pelo procurador da República, Dr. Kelston Lages, a promotora de Justiça e coordenadora do CAODEC, Flávia Gomes Cordeiro, o promotor de Justiça da Comarca de Batalha, Charles Almeida, e sua equipe de apoio, realizou vistoria em quatro escolas: duas da zona rural e duas da zona urbana.

Segundo o promotor de Justiça Charles Almeida, dentre os aspectos que chamaram mais atenção e que influenciam negativamente no processo de aprendizagem dos alunos, está a ausência de itens básicos em várias escolas, problemas sanitários, de infiltração, falta de merenda escolar adequada às idades das crianças, entre outros. 

“Vamos focar na solução desses problemas. Já verificamos que o município ainda não tem um Conselho de Educação formalizado, nas escolas há necessidade de reformas urgentes. Em relação à lotação irregular de professores, sabemos que Batalha tem um número suficiente de professores para abastecer todas as escolas da zona urbana e zona rural, o que está faltando é redistribuir os professores que estão em número excedente na zona urbana para as escolas da zona rural”, descreve Charles Almeida.

Para a promotora de Justiça e coordenadora do CAODEC, Flávia Gomes Cordeiro, a iniciativa irá contribuir ainda mais com as ações desenvolvidas pelo MPPI no setor da educação e deve obter impactos positivos em pouco tempo. “É um projeto que está gerando um impacto muito positivo, pois o gestor respeita o Ministério Público e procura cumprir aquilo que é recomendo. O resultado que esperamos é a melhoria na estrutura das escolas, organização administrativa e uma presença mais efetiva da família na vida acadêmica dos filhos. É aproximação do gestor, do Ministério Público e da sociedade visando à melhoria na qualidade da educação e aprendizagem por parte dos alunos”, explica.

Além das visitas às escolas, o diagnóstico também compreende a realização de entrevistas com diretores e coordenadores municipais e presidentes dos conselhos de Alimentação Escolar (CAE) e de Acompanhamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Após essa etapa, uma audiência Pública será marcada para discutir com a comunidade a situação das escolas e será possível cobrar do poder público as melhorias necessárias para a área da educação básica. A intenção é, no decorrer do processo, apresentar as soluções por meio de recomendações e, finalmente, apresentar os resultados à população.

22 de novembro de 2016

28 de janeiro de 2016

A visita do Governador!

Texto do batalhense Padre Leonardo Sales acerca da visita do Governado a Batalha

Padre Leonardo Sales

A recente visita do Governador do Piauí à Batalha, (15-01-2016) para inauguração de obras e, sem dúvidas também para a consolidação de conchavos políticos para as eleições municipais deste ano, me fez refletir sobre que caminho seguiremos em 2016. Pois, os pretendentes a cargos públicos começam já a se movimentarem, olhando para um lado e piscando para o outro.

As obras inauguradas e os atos do Senhor Governador, soam mais que meras inaugurações e apontam para apoios futuros, na velha tática vergonhosa do toma lá-da-cá. Títulos de terra conferidos, sem nenhuma resposta sobre casos de proprietários de terra que gritam aos céus, como o da missionária Conceição que perdeu seu título de propriedade sem explicações razoáveis; quadra de esporte inaugurada numa Escola; linha de transmissão e distribuição de energia. Acham os meus concidadãos batalhenses que tudo isto é gratuito? Não! Isto tem um preço, o da sua consciência, e do seu voto, para a perpetuação da velha política local, do troca-troca de sobrenomes.

A situação pode ser medida pelas fotos que abundam nas redes sociais, onde a “corte” do Governador aparece sempre ladeada de lideranças locais, em busca de um lugar à luz dos holofotes; para qualquer inteligência medíocre não são presenças gratuitas, nem interessadas no bem comum, mas na manutenção de interesses futuros.

Os descompassos da atual administração municipal cantam um refrão de que é preciso aprender novas lições e fazer diferente. As mudanças não significam apenas substituir nomes, siglas, programas ou até mesmo prioridades. Essas ações já são práticas comuns, com resultados pouco relevantes, diante das necessidades e das oportunidades para saltos mais qualitativos no conjunto de um município que vai perdendo chances importantes para o seu desenvolvimento.

A incompetência e a mediocridade na representação do povo ou no exercício daquilo que de fato nos compete nos diversos serviços e responsabilidades que temos é evidente. Não basta agir só contanto com nossas escolhas e preferências para garantir a nossa comodidade, ou para garantir aquilo que se acha que é o melhor!

Para transformar esses cenários desoladores, não bastam as mudanças em propósitos e hábitos pessoais. A renovação das consciências é minimamente presumível para que seja superado o descaso com que se costuma tratar a vida e as coisas na sociedade batalhense.

Se não houver mudança de conduta, haverá ainda mais o comprometimento do Bem e da Justiça. Os mais pobres e indefesos sempre pagam o preço mais alto. Não diz respeito apenas a funcionamentos comuns e nem mesmo se resolverá com mudanças de nomes ou substituição de legendas partidárias. A crise, quando de caráter antropológico, é algo mais sério e profundo. Exige novos entendimentos e grande investimento na configuração mais consistente do tecido cultural.

Assim, não basta resolver o caos perpetuado na sede dos poderes. Lá estão urgências que precisam de novas e velozes reconfigurações. Mas é necessária uma revolução cultural na sociedade batalhense, a partir de análises, assessorias especializadas, engajamentos mais efetivos e afetivos!

A falta de líderes com lucidez para ajudar na superação das muitas crises é um peso sobre os ombros de todos. Liderar, na contramão de mandos ou manipulações em prol de interesses próprios, partidários e mesquinhos, exige posturas cidadãs, altruísmo, generosidade e clareza sobre as direções a serem tomadas para promover o bem comum.

A carência de líderes autênticos compromete instituições. Não são poucos os segmentos que simplesmente buscam explorar as riquezas e o potencial daquilo que pertence ao povo, sem oferecer a contrapartida necessária à coletividade. Anomalias antropológicas minam a cultura da solidariedade, impedem desdobramentos construtivos e inovadores em benefício de todos.

O que mais se vê é o aumento de conluios e conivências, acordos em favor de interesses abrigados no território da mesquinhez e da indiferença em relação ao bem de todos. Vale analisar o conjunto de ações e os projetos existentes na sociedade batalhense, com atenção especial para a própria cidade, o bairro e a comunidade onde se vive.

Em Batalha, e não só nela, constata-se, com frequência, certo marasmo, a inexistência de projetos arrojados com o propósito de atender às necessidades importantes do povo. Basta para tal a constatação que se asfaltam ruas, em tempos de aquecimento global, mas não se investe um metro em saneamento básico, e em rede de esgoto.

Hoje, quando alguém faz alarde a respeito de um feito ou de uma obra, desconfia-se de que é uma resposta atendida com décadas de atraso. Para que governantes, administradores e profissionais diversos não fiquem ancorados no estreitamento da mediocridade, é necessária inteligência assertiva e sensibilidade nascida da sabedoria.

Da visita do Governador fica a percepção óbvia que muitos se contentam com um volume de afazeres e mesmo obras que são “o feijão com arroz” de cada dia. No entanto, o compromisso social de buscar a inovação e a inventividade, em benefício de todos, é um quadro de carência. A preocupação predominante relaciona-se à acumulação de bens, fortalecida pelo medo de não ter. Por isso, não há coragem para investir. O receio de perder aprisiona líderes políticos, empresariais, culturais, religiosos na mediocridade de ações e na condição de mantenedores do óbvio.

Isso inviabiliza o crescimento e as respostas novas. Se esse aprisionamento é consequência da tensão econômica, política ou de outra ordem qualquer, muito mais se relaciona a uma terrível crise cultural. As correções precisam ser feitas na raiz. Não bastam transformações pontuais sem gerar nova mentalidade.

Nossa querida Batalha tem essências históricas, religiosas e culturais, tradições, experiências, personagens e natureza que merecem, mais do que nunca, um mutirão capitaneado por todos os líderes, orientados por gestos de altruísmo.

Essa união é necessária para que sejam possíveis apoios, ações, valorização e investimentos em projetos capazes de consolidar Batalha no lugar que lhe é próprio no cenário estadual. Há de se criar oportunidades para superar as muitas crises. Isso requer a coragem para viver a dinâmica da “saída”, superando a mera conservação. Eis o caminho para inovar e participar de grandes projetos que se desenham para 2016, se quisermos fugir à mesmice, o que acho difícil, mas tenho esperança!

Pe. Leonardo de Sales.

26 de janeiro de 2016

Dupla de moto é acusada de assaltar comércio em Batalha

Após o assalto, eles fugiram no sentido Esperantina

A Polícia Civil divulgou as imagens dos suspeitos de assaltar um posto de combustível e uma drogaria em Batalha. Os comerciantes estão assustados, pois foram dois assaltos na mesma semana.

O primeiro aconteceu no domingo, dia 17 de janeiro, por volta das 17h57. As imagens obtidas através do circuito denominado “Guardião Eletrônico”, localizado nas Avenidas Getúlio Vargas e Inácio Farias, mostram os supostos assaltantes chegando ao Posto São Paulo, depois deixam o local em disparada. O posto fica localizado defronte a delegacia de Polícia. Um dos homens estava armado com um revólver.

A polícia acredita que os elementos circulando na motocicleta sem placa, cor vermelha, são os assaltantes do posto. O homem que estava na garupa usava uma camisa de malha vermelha, bermuda branca e sandália branca. Já o piloto trajava camisa e bermuda de cor clara e sandália vermelha. Após o assalto, eles fugiram no sentido Esperantina.

Os dois também são suspeitos de assaltar a Drogaria São João, localizada na avenida Coronel Messias Melo, no último sábado (23), por volta da 19h00.

Segundo o proprietário da farmácia, Sr. Valmir, os bandidos estavam armados com revólver e levaram dinheiro, cinco aparelhos celulares e uma boa quantidade de Jóias Rommanel – prejuízo estimado em 5 mil reais.

Qualquer pessoa que tenha informações sobre os indivíduos que praticaram os crimes podem realizar denúncia ligando para o celular da delegacia (86) 9.9809.2508.

22 de janeiro de 2015

Caro Dr. Leandro Lages

Resposta do Padre Leonardo Sales

Em um texto recheado de conhecimento, o Batalhense Leonardo Sales, Padre da Diocese de Lins-SP e atualmente fazendo mestrado em Roma, reafirma suas inquietações que foram contestadas pelo advogado, filho da Prefeita de Batalha e ex-secretario de Administração do município, Leandro Lages.


Em uma leitura fluente, o sacerdote expõe e contrapõe tudo o que foi dito em uma matéria intitulada "Resposta ao Padre Leonardo Sales". Apesar de um pouco extenso, o artigo do dileto Padre expõe sob a luz da verdade a mais pura realidade do município de Batalha e as aflições do povo Batalhense. Uma leitura prazerosa e que vale a pena ir até o final.

__________________

Caro Dr. Leandro Lages, 

Obrigado pela sua resposta às minhas inquietações de cidadão político, que sem interesses e sem partido político fiz à atual administração da qual o senhor participou como secretário, eu não só esperava essa resposta, como no fim do meu artigo a solicitei a quem a pudesse responder, assim terminava o referido texto âEstou aberto à resposta, desde que sejam inteligentes e coerentes com a verdade!â. Que bom que vivemos tempos democráticos onde podemos expressar a nossa opinião, e creio eu, que elas contribuem para o fortalecimento da Democracia, ainda uma criança que dar seus primeiros passos no nosso país!

Esperava que a nossa prefeita de próprio punho elaborasse a sua resposta, porém, como vivemos tempo em que os administradores têm seus assessores, deixou esta tarefa para o senhor, que a fez bem, porém, não entendeu bem a minha exigência a única feita no texto, que a repito: âEstou aberto à resposta, desde que sejam inteligentes e coerentes com a verdade!â. Sendo o senhor um advogado, não desconsidero a sua capacidade de escrever e argumentar, até aqui você cumpriu metade da minha única pobre exigência, âinteligênciaâ, no que toca a coerência com a verdade, não estou convencido, e creio que qualquer pessoa que age não motivada por paixões políticas pela atual administração, mas pela Justiça, e isenção de interesses, tão raro, porém, possível!

O senhor é advogado e escritor de duas obras na área do Direito, e não se passa por um nível de estudos como o seu sem ter conhecimento do conceito de verdade, o que eu aprendi vem de São Tomás de Aquino, Doutor Angélico e o mais erudito e genial mestre e produtor teológico de que o Cristianismo tem notícia, ele com santidade e maestria a conceitua, assim: âA verdade é o meio pelo qual se manifesta aquilo que é.â

A manifestação daquilo que é, ou seja, aquilo que é se manifesta, e não subsiste à mentira e ao engano, a dissimulação, porque o que é se manifesta. Com desdém o prepotente Pilatos perguntou a Jesus o que era a verdade, mas não esperou a resposta e o entregou à morte e lavou as mãos!

Todo o seu esforço de me ajudar com seus esclarecimentos a perceber o meu possível equívoco diante das minhas inquietações e enxergar melhor a verdade, como assim se expressou: âE como estudioso que o senhor é, tenho certeza que a busca da verdade consiste em um grande propósito em sua vida e em suas convicções.â, é em vão diante das evidências, que não as descreverei, pois os atos falam por si mesmo, e temo ser muito longo diante do óbvio e muito breve diante do inevitável, entre as duas coisas, ainda prefiro não ser omisso, por isso destacarei alguns pontos que o senhor procurou, em vão, tentar responder no seu texto! 

Sua resposta chega a ser motivo de risada para alguns. Em algumas páginas você consegue mostrar o que um verdadeiro secretário administrativo não pode ser. Seus pares sentiriam vergonha de ler o que você disse em sua resposta, que não foi tido na verdade a mim, mas à população de uma cidade. O irônico de tudo isso é que, enquanto você escreve procurando justificar a conduta de uma administração que não só perdeu o rumo, pois se perde quando pelos menos se procurou o rumo, os fatos se encarregam de mostrar a tão amada verdade, que o senhor se propôs a me ajudar a encontrá-la.

O senhor fez toda uma enorme ginástica matemática e administrativa para me fazer entender a Lei de Responsabilidade Fiscal, quase me convence, não fosse a publicação do Decreto Nº 001/2015 de 16 de Janeiro de 2015, que faz a convocação de 15 aprovados no Teste Seletivo realizado em agosto de 2013. Os motivos dados pelo senhor desmoronaram diante da verdade, nada contra os aprovados que foram enfim chamados para trabalhar, o problema é que, não poderão ser pagos porque se a administração quer se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal e fez demissões, como faz agora contratações?

Talvez sejam servidores para compor os quadros da Saúde, porque na matéria da TV Clube, senti vergonha de ver divulgado em todo o Piauí, que uma senhora que precisa de remédios para controlar a pressão não tenha nem onde bater, porque a porta do suposto posto é uma cortina!

Caro Dr. Leandro, gostaria muito de ter emitido uma opinião positiva sobre Batalha e sobre tudo que vi em alguns dias de convivência na cidade. Porém, não tinha motivações para tanto, e como o senhor disse, como estudioso, procuro a verdade, e infelizmente, não poderia mentir, talvez se eu tivesse escrito um belo texto elogiando e destacando os feitos dessa administração, a resposta a seu artigo não seria possível! Pois se eu não expressar a minha opinião, fazer o meu protesto e revelar a minha indignação, estarei me sujeitando à condição de vaca de presépio ou peça de rebanho, como muitos que poderiam se manifestar e não o fazem, é preferível a honestidade de consciência, que a falsidade dos subjugados pelas barganhas do poder!

Diante disso, repito que as festas de fim de ano não merecem o tratamento que receberam. Não estou sugerindo que a Igreja Católica tenha tratamento diferenciado na realização de seus eventos, que mais que evento como o senhor chama, é celebração da fé de um povo, portanto, estamos falando de identidade cultural.

Não concordo com o senhor quando diz que os festejos não têm potencial turístico, segundo a capacitada e referenciada orientação do SEBRAE, que fez com que a administração voltasse os seus olhos para a Festa do bode que está só na sua 9ª edição, e se desdobrasse em arrecadação de recursos e investimentos para viabilizá-la!

A Igreja matriz tem 200 anos de construção, mas não só os motivos de antiguidade deveriam ser fundamentais para a sensibilização da administração, no apoio a esta festa, mas também os motivos que destaco a seguir.

Não é possível falar de Batalha, ou dos batalhenses, sem se passar por suas festas - e, no nosso caso em particular, pela tradicional festa de São Gonçalo.  Mas, não podemos ignorar que além dela existem outros conjuntos de sinais e símbolos a serem lidos e analisados à luz das especificidades que nascem em torno a esta festa, tão antiga quanto a nossa história.

Em suas formas de expressão, nas instituições e ritos que ainda definem seus grandes atores, nas referências aos vultos do passado que ainda povoam o imaginário da festa, as celebrações em louvor ao santo português, que vivera na Idade Média, revelam fortes ecos de um passado festivo sobre o qual é preciso, portanto, nos debruçarmos, se quisermos entender os seus significados. Um mundo feito de continuidades e mudanças, do novo e do velho, que na festa continuamente se recria e se transforma.

Na dinâmica particular das formas de sociabilidade que a festa de São Gonçalo põe em movimento, reside uma trama de símbolos culturais construídos, historicamente, indicando que âo presente seja lá qual for, é reconhecido enquanto passadoâ.

A celebração festiva do padroeiro, que se repete há mais de um século está viva pelo sentido que imprimiu e continua a imprimir em nós. Sem dúvida, sofrendo os arranjos e interferências que lhe impõem sua situação atual, mas ao mesmo tempo, conservando sua identidade por meio da manutenção desta tradição que serve de referência à cidade e enche de sentido o nosso cotidiano.  

As cerimônias festivas e religiosas fazem parte da cultura e tradições populares. Reafirmam laços sociais, reúnem e resgatam lembranças e emoções. Expressadas pela dança, canto, culinária, devoções, pois o que vale mesmo é a união, a nostalgia, a festa, o reencontro com os amigos, a celebração da fé e o compromisso evangélico, que deve nascer de tudo isto.

E, infelizmente a Festa do bode, mesmo não negando o seu potencial econômico, não possui um referencial simbólico!  

O que falta é um projeto que viabilize tudo isto, com atenção para a cultura, não fiquemos na superficialidade das constatações, o desafio é ir ao fundo da questão. Façamos a Festa do bode, mas também preparemos a cidade dignamente para viver o seu tempo de festa com decência e oportunidades a quem nos visita!

à tudo isto que deveria ser considerado, mais que pagar uma banda de música, ou dar jóias em leilões para ter o nome anunciado aos quatro ventos, enfeitar a praça com luzes e presépios de péssimo gosto, falo de um projeto que valorize estas realidades, porém, falta sensibilidade dos administradores, não só de hoje!

São nessas manifestações simples que a exuberância do batalhense se mostra por inteira, e é também por isso, que o nosso povo é conhecido pelas festas e animações tão características.

Quanto à questão das drogas, quero lhe agradecer pela sua sensibilidade, o senhor tem razão quanto diz que é um problema mundial, e que é responsabilidade de todos, eu estava curioso para conhecer o projeto da Secretaria Municipal de Educação em relação à prevenção nas escolas, porque posso satisfazer a sua curiosidade sobre o que a Igreja Católica tem feito sobre esta situação lastimável.

Não sei se o senhor sabe, eu sou padre da Diocese de Lins-SP, onde é o bispo Dom Irineu Danelon, este senhor na altura dos seus 75 anos de vida, 40 deles dedicados aos dependentes químicos, fundou a Pastoral da Sobriedade, que se ocupa da prevenção e recuperação de pessoas dependentes de drogas com projetos de prevenção e casas de recuperações, e todos nós, seus padres temos compromissos claros com esta pastoral.

Quando estive aí em Batalha, por diversas vezes, fiz o meu papel de alertar a comunidade mediante minhas reflexões, clamando pela união das forças contra o mal da droga, ou o leão destruidor como me referi, se o senhor estivesse presente teria ouvido o meu grito. Como estou tão longe de Batalha, (e creio que o senhor pelo cargo que ocupou more na cidade), e corro o risco de ficar só no discurso, que é um perigo não só para mim, mas para todos nós, sugiro que o senhor tome as rédeas deste movimento, não lhe faltarão apoio, inclusive da Igreja e da sociedade civil, como ficaríamos contagiados com o exemplo do Dr. Leandro Lages, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília, passeando pelas ruas do pobre bairro Pedra do Letreiro e em grupos de prevenção contra a droga, fazendo acontecer o projeto da vida!Nos dê esta alegria!

Doutor a sua ironia atingiu o ápice no parágrafo onde pede a minha intercessão para ajudar a pechinchar o preço do terreno da igreja que está impedindo o projeto do anel viário, junto à paróquia de São Gonçalo.  O fato é que esta novela desse anel vem de longe e tem rendido votos a muitos políticos, vem de longe a história da construção dessa via para desafogar o trânsito das ruas da cidade.

Assim, como o senhor me ajudou nas informações para eu entender a razão da demissão dos servidores concursados, por falta de recursos, ou adequação à Lei de Responsabilidade Fiscal, como assim explicou e não justificou a questão, quero também ajudá-lo no que toca a essa questão do terreno da paróquia.

Não sei se é do seu conhecimento que metade das terras do município de Batalha, pertenciam por doação de proprietários de terra a São Gonçalo, eram doações de fieis e devotos do santo, dentro do quadro histórico da época. Na administração do Sr. Humberto Tabatinga, estas terras foram desapropriadas em favor do município, e o fez bem. De forma que para a Paróquia restaram poucas terras, ou quase nada, entre o que restou está o referido terreno em questão.

Eu posso interceder junto ao padre ou mesmo ao bispo de Parnaíba para ajudar a resolver este empecilho, se é só isto que realmente falta para a obra começar. Porém, façamos um acordo em público, que quero, seja religiosamente cumprido, nos seguintes termos de esclarecimentos. Antes da negociação entre a Prefeitura e a Paróquia que seja mais evidenciada e esclarecida a questão do aluguel de um terreno para depósito dos veículos do município. Se a Prefeitura pode desembolsar 2.500.00 ao mês perfazendo, segundo dados mostrados na reportagem da TV Clube, R$ 42.000,00 por ano para pagar o aluguel de um depósito de carros, numa contabilidade que está causando dúvidas aos contribuintes, pois, R$ 42.000:12 = 3.500,00 + 2.500,00 = 6.000,00 mensais diante disso eu pergunto por que falta dinheiro para a compra do terreno da Paróquia, ou mesmo para uma indenização?

Os mesmos devotos, senhor Leandro, que sofrem com o problema do trânsito, sofreriam também de peso de consciência por lesar os bens sagrados. Porém, se ficar comprovado a carências de recursos para aquisição do terreno, sugiro à paróquia alugar pelo mesmo valor à prefeitura outro terreno sem uso pelo mesmo preço que se paga pelo da reportagem em questão, assim pelo menos as flores para o altar de São Gonçalo, estariam garantidas, imagine RS 6.000,00 só para flores?

E daria boas noites de sono ao senhor vigário da cidade!E ainda sobrariam alguns trocados para ajudar a Prefeitura a comprar alguns sacos de cimentos para tapar um buraco que vergonhosamente depõe contra a administração, o que vos impede de tapar aquele buraco? 

Dileto Leandro cheguei a ler todas as suas respostas também com grande interesse. Porém, o senhor disse não ter entendido bem o trecho onde questionei algumas construções que não condiz com os rendimentos dos proprietários, e diz que espera que eu não tenha me referido à sua mãe nem ao seu pai. Se você reler o texto, eu me refiro à Batalha, e não me referi a nenhum nome. Para a sua informação eu não conheço a propriedade de sua família, nunca estive naquele local, sei apenas que se chamam Cocos. Apenas disse que a quem servisse a constatação que fizesse bom uso. Sem comentários! 

Recebo com grande admiração a informação que seus pais residem na zona rural numa casa com modestas instalações, tão humildes quanto à casa paroquial de Batalha, esta agora reformada e adequada com novas instalações, onde a transparência na aplicação dos recursos dos fiéis é tão clara como as águas que segundo me disseram jorram dos canos do sistema de irrigação fertilizando as terras dos Cocos, e aplicados com a mesma agilidade dos peixes que nadam nos poços de piscicultura!

Mais admirado ainda fiquei em saber o bem que sua família está fazendo a estas 50 famílias beneficiadas com a caridade de seus genitores! Na minha visita a Batalha, pude celebrar o batismo de mais de 200 crianças, entre eles estava um neto de uma dessas famílias que me disseram morar por aquelas bandas, após a longa celebração pude partilhar do pão e da alegria dessa família, num almoço simples que ofereceram na residência dos pais do menino. Ah! que alegria seria para os avós dessa criança a presença dos seus benfeitores que com certeza apreciariam esta presença amiga, queria eu também tê-los encontrados por lá!

Queria ter lido doutor a sua resposta sobre o silêncio e a subserviência da atual Câmara de Vereadores, porém, sobre isto nenhuma palavra. O seu silêncio só não fala mais, que a omissão deles em diversas situações da vida dessa cidade!  Fiquei triste quando, li num site aqui na internet o esclarecimento de um vereador, que se desculpava com o grande público ao informar que seu padrinho político está muito satisfeito com sua atuação na Câmara Municipal, quando li isto, tive que reler porque pensei estar me equivocando se era aquilo mesmo que eu havia lido e, constatei que eu sou um grande babaca por entender que a satisfação de atuação de um homem público deveria ser dada à população que o elegeu e não a um grupo ou a uma pessoa em particular! 

Dourtor Leandro a história não tem donos. Muito menos os processos libertadores. Ajude-me a entender também, esta situação de silêncio de nossos vereadores, me ajude a recuperar a crença que a História tem, sim, protagonistas que não se deixam seduzir pelas benesses do inimigo, cooptar por mordomias, corromper-se por dinheiro ou função. Que ainda existem homens públicos que nunca confundem alianças táticas com as estratégicas. Ajude-me a recuperar a minha credibilidade ética nesta casa e, sobretudo nas bandeiras que exigem reformas estruturais de nosso município.  

O senhor me acusa indiretamente de ser leviano na minha interpretação da situação que gerou o meu texto, quando assim se expressou âGostaria apenas que da próxima vez o senhor procurasse visualizar os dois lados da moeda antes de emitir uma opinião.â Caro doutor eu não tenho lado, tenho sim opinião, elas são motivadas por um grande amor que tenho por Batalha, quero com isto reforçar as mesmas palavras já ditas aqui, eu não tenho partido, eu tenho vergonha e indignação e amor por Batalha!E não aceito ver a minha esperança e de tantas pessoas sendo corroída pelos vermes do poder!

Dê-me razões para elogiar os feitos dessa administração e o farei com honestidade! Não sou contra A ou B, e a favor de C, meu compromisso é com o Evangelho! Meu desejo é que a atual administração acerte o passo, faça Batalha crescer, é verdade que nenhum governo agrada a todos, porém, é mentira que ao menos metade desse povo que elegeu a atual Prefeita esteja satisfeito! Talvez esteja eu equivocado, a TV Clube também esteja fazendo uma campanha de perseguição contra a administração, e as pessoas que pensam diferente sejam só invejosas dos bons salários que são pagos e, que a realidade atual não é bem vista, porque os olhos da maioria estão envoltos numa nuvem de fumaça que os impedem de ver qual benéfica é esta gestão!

Obrigado pelo seu elogio à minha sensibilização social. Espero sinceramente que não seja só ironia discursiva! De fato, como o senhor disse tenho grande carinho por esta cidade e me entristece vê-la sem progresso e crescimento. Ao contrário do que o senhor diz a minha missão não se encerra em Roma, ela renasce e si inicia, pois, os conhecimentos adquiridos aqui não são nem privilégio ou vaidade, não gostaria de ser um mestre, e voltar para o Brasil com um título de uma universidade européia, para galgar salários astronômicos e me dar uma posição de destaque social, quero contribuir para fazer este mundo melhor, onde todos tenham oportunidades, não creio em loteria biológica, eu creio em Justiça!

O último parágrafo de sua resposta revela a meu ver mais que um desejo, revela a sua preocupação, o texto nem necessitaria da sua assinatura, porém, foi nele que você revelou a sua infelicidade total na interpretação das minhas inquietações!Eu não quero ser prefeito!Pelo menos não é um projeto de vida no atual momento da minha trajetória.

Doutor eu nunca fui filiado a nenhum partido, talvez o senhor não saiba e muitos possam ignorar. Tampei os meus ouvidos ao canto das sereias. 

Terra prometida não é um lugar geográfico Dr. Leandro é um símbolo que aponta para a satisfação do desejo humano de plenitude, algo que a Política não é capaz de realizar e lhe digo porque:

Assim é a política: horizontes de sonhos para os quais se caminha sob o peso das bolas de ferro presas ao tornozelo. Não há rotas lineares; todas são labirínticas, acidentadas. Em cada curva, uma surpresa, obrigando o viajante a mudar de ritmo e refazer seu mapa. Nas costas, a sacola atulhada de vaidades intransponíveis, maledicências, frituras e bajulações desmedidas.

Nela se ingressa sem passar pela prova da competência, nem se exige atestado de integridade moral e, no caldeirão dos eleitos, misturam-se honestos e safados, probos e corruptos.

Financiada pelo contribuinte, a política administra recursos que bem podem ser canalizados para favorecer os direitos da maioria, ou desviados para engordar contas escusas, atividades ilegais, caixas de campanhas ou mordomias injustificáveis. Ladrões da bolsa pública não costumam arrombar o cofre da legislação. Conhecem o seu segredo e, assim, julgam-se inocentes por enfiarem a mão na brecha percebida entre o emaranhado de leis.

Assim é a política: discursa enfatizando o interesse público, mas o orador tende a pensar primeiro em seu alpinismo rumo ao cume do poder. Como a escalada é longa, difícil e perigosa, ele aprende a fazer concessões, abrir mão de princípios, enveredar-se por atalhos suspeitos, reinterpretar suas antigas convicções, desde que não retroceda.

A política não é um campo aberto, no qual o Sol destaca frutos e flores. à um cipoal sobre um pântano. Qualquer passo em falso, a queda pode ser fatal. Nem é a política o reino maniqueísta do claro e escuro, certo e errado, bom e mau. Tudo se mescla, as cores se misturam, as posições são flexíveis; as opiniões, elásticas. O que é hoje pode não ser amanhã. O que se diz agora não é necessariamente o que se fará depois. O vidente de ontem pode aparecer, hoje, como um cego desprovido de tato.

Assim é a política: uma dança em que cada bailarino escuta um ritmo diferente. Uma orquestra em que cada instrumento toca uma música distinta. Um coro em que cada cantor entoa segundo sua própria conveniência.

A política é o resultado da sociedade que a produz e, em seu espelho, reflete todas as contradições. E ainda que as estruturas sociais fossem justas, a política continuaria a ser o efeito dos defeitos do coração e dos desvarios da razão â que não são poucos, enquanto o ser humano não for capaz de reinventar a si mesmo.

Assim é a política: entre tanto esterco, um diamante lapidado, um administrador eticamente ousado, um parlamentar que perde o mandato, mas não a moral. Mas nela também há lugar para o jogo de cena, a mentira deslavada e as lágrimas de crocodilo.

A política é uma senhora sisuda que se julga bela e sedutora, acima de qualquer juízo. Irrita-se quando a criticam. Odeia cobranças. Mas mendiga, em cada esquina, reconhecimento e elogios. Alimenta-se da mesma ração de Narciso.

Assim é a política: contraria as leis da Física, pois nela dois corpos ocupam o mesmo espaço, e o quente é frio e o frio é quente. E também da Geometria, pois duas paralelas se encontram bem antes do infinito. O que hoje atrai, amanhã repele; o que agora aproxima, depois distancia. E toda vez que o Sol sobe, as estrelas vão atrás. Insaciadas com o brilho próprio procuram como a Lua, também refletir o dele.

Lembre-se Dr. Leandro: para fazer a omelete é preciso quebrar os ovos. Mas não se exige sujar as mãos.

Obrigado por ler a minha resposta! Quanto a mim esta conversa está encerrada. Prefiro continuar a assinar Pe. Leonardo, pois, uma pessoa não é prefeito (a) ele ou ela estar prefeito (a), enquanto, o Padre é padre no céu, e até nos infernos! E como tal, continuarei orando pela sua felicidade e de toda a sua família! 

Se depois do que escrevi o senhor ainda estiver disposto a me apoiar no que penso e faço, nos unamos e façamos uma história nova, do contrário obrigado pelo seu apoio, pois, talvez rezamos em livros diferentes! Enquanto não tenho a sua resposta, continuarei com o apoio de outro Advogado, o Paráclito, o defensor, ou seja, o Espírito Santo, que ele me livre de toda arrogância e me faça cada dia mais consciente dos meus limites, na mesma proporção dos meus direitos e deveres sociais e políticos!

Pe. Leonardo de Sales.

14 de janeiro de 2015

Batalhense será empossado como novo presidente da Academia de Letras

A solenidade de posse acontecerá no plenário da Câmara Municipal de Batalha-Pi

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O advogado Antônio Pedro Almeida Neto, ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PI e atualmente presidente da Câmara de Dirigentes Lojista de Batalha (CDL/Batalha), tomará posse no próximo dia 17 de janeiro de 2015, sábado, como novo presidente da Academia de Letras do Vale do Longá â ALVAL. Ele substitui o atual presidente José Itamar Abreu Costa.

A solenidade de posse acontecerá a partir das 9h30min, no plenário da Câmara Municipal de Batalha-Pi, à Avenida Getúlio Vargas.

Antônio Pedro Almeida Neto é filho do também acadêmico, juiz de direito Carlos Magno de Almeida, e irmão do poeta e escritor Carlos Magno de Almeida Filho, todos dotados de habilidades ímpares.

Na programação consta homenagem aos 200 anos da Igreja Matriz de São Gonçalo, com lançamento do livro Um Brinde à Vida â de Lisete Napoleão.

Diretoria eleita para o biênio 2015/2016

ANTÃNIO PEDRO DE ALMEIDA NETO

Presidente

FRANCY MONTE

Vice-Presidente

LISETE NAPOLEÃO MEDEIROS

Secretária Executiva

REINALDO BARROS TORRES

Secretário Geral

ALTEVIR ESTEVES

Tesoureiro

JOÃO ALVES FILHO

Coordenador de Comunicação e Cerimonial

HOMERO CASTELO BRANCO

Chanceler

MONTE FILHO

Diretor da Sede

CONSELHO CONSULTIVO

Itamar Abreu Costa, Herculano Moraes e Antenor Rego Filho

CONSELHO FISCAL TITULARES

Gisleno Feitosa, Sarah Maria Mourão Benício e Dayse Castelo Branco

SUPLENTES

Frederico Rebelo Torres, Maria Do Socorro Carvalho e Cléa Rezende Neves de Melo

Inquietações - Por Pe. Leonardo Sales

Uma verdadeira reflexão sobre a nossa cidade e sua situação política atual

São 16.30 aqui em Roma, acabei de chegar da Universidade onde frequentei quatro aulas, hoje é um daqueles dias que não se pára a não ser para um simples café, é quase hora de jantar e, ainda não almocei. Ao ligar o meu computador me deparei com um convite no facebook de diversas pessoas de Batalha, para participar de uma manifestação, intitulada âcontra a corrupção e o desrespeitoâ, confesso o meu cansaço, porém, não posso deixa de manifestar minha opinião diante do cenário político e da conjuntura atual de nossa cidade!

Sobre a relação da atual administração com a Educação e a classe dos professores já escrevi algumas vezes, de forma que a minha opinião já não é uma novidade, porém, para quem tem dúvidas a reafirmo, em sã consciência não posso optar pelo silêncio, que seria conivente com a atual situação, nem tão pouco posso ser econômico nas criticas, em relação às posturas recentes, pois, segundo o meu entendimento de Justiça, não a dos livros e dos tribunais, as últimas atitudes não são coerente, e se não são coerentes não são justas e, como tal, não podem não resistir a uma análise inteligente e desprovida de interesses particulares, como são os meus!

Acabo de chegar de uma visita a Batalha, onde fui visitar a minha família e participar da festa de jubileu dos 200 anos da construção da igreja matriz de São Gonçalo, concluída em 1814! Confesso que retornei muito desiludido não com o que me disseram, mas com o que eu pude ver! E o que o Pe. Leonardo viu? Pode-se perguntar o leitor, ou mesmo o ouvinte desse texto, proponho-me a responder às suas curiosidades, que espero não sejam apenas meras curiosidades, mas também ocasião de uma verdadeira reflexão sobre a nossa cidade e sua situação política atual.

A cidade

Encontrei uma cidade com uma maquiagem de péssimo gosto, o precário brilho das luzes natalinas reflete a escuridão que se encontra a atual administração, sem um norte, sem rumo, um jogo de marionete, nas mãos de um esperto e ágil ator, o palco estava horroroso, mas, os artistas, são ótimos, e o são porque usam de inteligência, isto reconheço, de estratégias, para continuar a lubridiar cinco ou sei lá quantas dúzias de apaixonados, não por Política, mas por um projeto de vantagens pessoais, cujos nomes estão incluídos, que recebem as benesses, enquanto outros, diga-se quase todos, nem o mínimo tem! 

Vi pessoas que trabalharam o ano inteiro para comprar alguma coisa no fim do ano, para se divertirem com dignidade, ou prepararem a casa, com uma pintura nova, com uma mesa farta para receber um amigo ou um parente que veio de longe, sendo frustradas, porque era já o dia 28 de dezembro e não receberam seus vencimentos, salários atrasados, sem dinheiro girando não foi possível a muitos nem arrematar uma jóia no famoso leilão de São Gonçalo, e qualquer economista de Gibi sabe sem dinheiro injetado a Economia local não vai avante! Quanta frustração, sem falar na baixa estima das pessoas, que estava lá em baixo, coração de luto em plena festa!

Nossa Cultura

Vi nossa cultura agonizando nas mãos de quem não têm nenhum interesse de promovê-la, geri-la ou o que seria mais óbvio, cuidá-la. Cortou-me o coração quando perto de mim vi alguém arrecadando minguadas ofertas para patrocinar o serviço dos músicos da âBanda de Musica MUNICIPALâ, durante o festejo, eu  sugiro que enquanto não forem valorizados e respeitados, não usem o nome de Manuel Fabiano, o maior de nossa música, junto como adjetivo municipal. Essa banda não tem nada de municipal, pois não tem o respeito do gestor, só mesmo em Batalha, acontece uma atitude dessas, onde já se viu uma festa do tamanho dos festejos de São Gonçalo não ter apoio da administração local, nem mesmo para uma Banda de Música, um patrimônio comum.

O meu gesto de pedir à prefeita o seu apoio para a banda, nada teve de político, mas me senti incomodado com a presença de pessoas tão dedicadas sem nenhum estimulo institucional, que têm que se submeterem aos caprichos e vaidades de alguns para realizarem o que lhes competem.

Réveillon

A festa de Réveillon foi uma vergonha sem igual, o único avanço é que o grupo artístico que se apresentava, não estava em cima de uma carroçaria de caminhão, ou mesmo na carroça do falecido Bett. Quem quis se divertir com decência e dignidade teve que desembocar R$ 30,00 por um ingresso em um dos clubes da cidade! Uma apresentação muito aquém do momento, e ainda paga pelos próprios barraqueiros, que se uniram para tal.

Tudo revela que a cidade não tem um projeto de festa de réveillon, que não sabe aproveitar o potencial turístico, pois Batalha é a única cidade na região nesta época com capacidade de atração turística, mas sem nenhum investimento de potencial capaz de satisfazer os visitantes, que vêem para participar da festa trazendo dinheiro e fazendo girar a economia.

Parabéns pelos fogos, não pela beleza deles, mas porque foram sinais de que a nossa esperança deve ser teimosa, como eles o foram, ao tentar nos fazer acreditam em dias melhores, mesmo diante do precário, a história caminha, o tempo passa e nada nem ninguém é eterno.

As barracas do festejo

Sem falar na novela das barracas. Em 37 anos de idade foi a primeira vez que vi um festejo sem barracas, minha esperança foi frustrada, pois sou do tempo das âpalhoçasâ, nada tenho eu a ver com a disputa entre barraqueiros e a Prefeitura, eu quero é chegar à minha terra e ter um local com dignidade, onde possa com a minha família, e meus amigos me encontrar para matar a saudade, tomar uma cerveja e rever pessoas que fazem parte da minha história, nem isto estão mais respeitando.

As ruas

Se não fossem as lojas ao longo da Avenida Cel. Messias Melo, o município mais pareceria àquelas cidades do velho oeste americano: abandono total. Ruas tomadas de trânsito irregular, mais parecendo uma Meca de Maomé. O abandono, inclusive o desrespeito dos comerciantes que amparados pelo não funcionamento da administração estão invadindo as calçadas e tirando o espaço dos pedestres. Ruas com mau cheiro, em plena praça da matriz, sem falar em animais soltos disputando a céu aberto o lixo com os urubus, como vi na esquina na Rua Zeca Alves próximo à Escola Dirceu Arcoverde, uma vergonha! 

Sobrados e casas

Todos que me conhecem sabem onde fica a casa onde nasci, fui criado e vivi e sempre retorno, trata-se de uma casa simples e muito modesta, tudo isto adquirida com esforços de uma simples aposentaria de minha avó, que nunca foi apadrinhada politicamente por ninguém. à praticamente a mesma casa, desde sempre. Porém, me desculpem a franqueza vi sobrados e casas construídas em Batalha que não correspondem com os vencimentos recebidos do funcionalismo público, de algum lugar vêm este montante, uma coisa é perder a vergonha outra é escancará-la sem respeito pela nossa inteligência. Quem construiu uma casa sabe o quando é difícil e demorado, e caro, nada contra o esforço honesto de quem o faz, o problema são os que não primam por este caminho, abrindo lacunas de desconfiança, a quem servir a alerta, faça bom uso!

Drogas

Vi famílias sendo destruídas pelo avanço das drogas, bocas de fumo que se multiplicam às vistas de todos, vamos deixar nossos jovens e adolescentes e até crianças morrerem sem reagirmos, vão apelar para São Gonçalo?  Ou vamos nos unir contra o leão destruidor, a droga, qual o projeto da Secretária de Educação para a questão da prevenção no uso de drogas nas Escolas? Quero conhecer o projeto, sugerir idéias. Porque projetos como o do Ponto de Cultura, que me encheu de esperança, ao ouvi-los tocando a boa musica, não tem apoio explico e maciço da atual administração? Porque não se investe na música, na cultura, no esporte, como se investe na festa do Bode, alguém pode me responder? 

Câmara de Vereadores

Os vereadores conseguiram me decepcionar 10 vezes mais que a prefeita. Da mesma forma que Abraão clamou a Deus antes de destruir Sodoma, para não arrasar a cidade onde havia justos, tenho que ser coerente que dessa âSodomaâ chamada Câmara Municipal De Batalha poderá âsair junto com Lóâ só uns poucos! Já vi muitos vereadores ruins, mas iguais aos dessa gestão funesta, nunca!

Porque ao entrarem nesta casa ficam hipnotizados pelo grande Faraó, o espertalhão que manipula as marionetes do seu mundo encantado, o fabuloso reino dos bonecos do legislativo?

E o pior é que os vereadores marionetes por não terem números mais atrativos para a platéia (nós eleitores) aceitam fazer o patético espetáculo.

Como não bastasse a manipulação interna, temos ainda compondo esse circo, atrações como a de um vereador que vi num ambiente publico patrocinando cervejadas para a juventude, a custa de seus futuros votos, me desculpem se quiserem, mas a Câmara com raras exceções tem sido subserviente, sem projeto, cujo governo deriva como o barco de Pero Magalhães pelo mar das Antilhas! Ou seja, não sem saber para onde vai, porque todos sabem para onde vão, ou não sabem?

Como vocês no futuro vão falar aos seus filhos e netos que colaboraram para o progresso de nossa cidade?

Não se julguem inteligentes e astutos estrategistas, não se iludam vocês só serão úteis à medida que servirem ao sistema, na hora que com seriedade romperem com as falsas ideologias, ou contrariarem os interesses de Faraó, perceberam que não passam de um bando de Maria vai com as outras que não têm noção do mal que estão fazendo à cidade. Acordem, se oponham, tenham atitudes, formalizem denuncias, saiam do discurso! 

Quando fizerem isto serei eu o primeiro a aplaudi-los e anunciar aos quatro ventos a minha admiração, porém, enquanto isto não vem não contem com meu silêncio, nem com a minha admiração!Estaria sendo falso e mentiroso! Espero este dia!

A situação atual

Ouvi diante de uma multidão da senhora prefeita o seguinte: âEu sou uma pessoa que sempre gostei da educaçãoâ - Palavras da prefeita pronunciadas no dia 22 de dezembro de 2014. No dia 07 de Janeiro de 2015 vi a triste noticia que os servidores efetivos, principalmente da educação, receberam citações de uma Comissão Permanente de Inquérito para se defender de uma possível demissão. Não quero entrar aqui no mérito dessa questão, porém, não deixarei de fazer algumas perguntas, que peço sejam respondidas.

1. Porque não aparecem na lista o nome de pessoas que estão na mesma situação que os demitidos? 

2. Há necessidade que os nomes que não figuram na lista sejam lembrados, a quem a fez? Talvez sofram de aminessia.

3. O critério da proteção política a alguns apadrinhados foi determinante para a elaboração da lista?

4. Se o a justificativa para tal ato é que a folha de pagamento está sufocada, se a prefeitura recebe do FUNDEB, é insuficiente para gerir a folha, que critério foi usado para o concurso público, além das promessas eleitoreiras, sejam de quem quer que seja? Quem casa com a viúva herda os filhos.  

5. Porque não se adota o mesmo critério para todos, porque os âBaba-ovosâ de carteirinha, não têm o mesmíssimo tratamento, as figuras fantasmas, os defensores apaixonados da situação atual, cujos privilégios são intocáveis?

6. Se o concurso foi realizado pelas vias legais, ou seja, conhecimento e aprovação de quem compete, onde está a irregularidade?

7. Na lista figuram nomes que são oposição política da atual administração, estas posturas de não ser conivente ou mesmo silenciar-se diante dos desmandos de um gestor municipal, foi considerado na elaboração da lista de demitidos?

Não estou interessado em saber se a administração passada fez ou deixou de fazer, o que não se pode é fazer igual, o pior, o mínimo aceito é fazer diferente! E até agora não vi a diferença. Prefiro esperá-la para na ficar com a imagem do pior.

Não posso aceitar a justificativa que não tem caixa para gerir as receitas do município e fazer uma administração mais eficiente, há cidades menores e com receitas inferiores onde as cosias estão acontecendo, porque o interesse é outro, é o bem comum, de fato nenhum dinheiro será suficiente quando os interesses são outros, sobretudo, a falta de transparência na gerencia do bem público.

Se de fato, o MEC recomenda um professor para cada 25 alunos, Batalha tem segundo as fontes um professor para 8 alunos, se a matemática do Sr. Antonio Lages estiver correta, me orgulho de ter nascido numa cidade do interior do Piauí,  pois o cálculo apresentado numa matéria disponível na internet apresentado pelo ilustre ex-prefeito, supera a Suécia, Dinamarca e Cuba que têm rácios médios de 10 alunos por professor, países de 1º mundo, só falta agora igualar os salários para sermos menos injustos com os nórdicos e cubanos!

Mas o abandono maior e mais covarde que estou vendo, não vem da administração responsável por manter a cidade no mínimo habitável, mas de nossos líderes e pessoas comuns. Da administração nós já sabemos que se não mudar seu rumo não chegará senão a mesmo buraco que vergonhosamente já está transformando-se em cratera, sem o mínimo de cinismo de pelo menos tapar um buraco!

Agora o abandono pior que tenho sentido, é dos que dizem amar Batalha, dos que cada há quatro anos nos procuram para pedir votos para si ou para outros. Onde estão esses líderes que desapareceram após as eleições, abandonando Batalha nas mãos dos incapacitados gestores? Onde estão vocês que deixam a cidade abandonada e comandada por quem já se mostrou incapaz de fazer qualquer coisa de bom para o povo? Será que as demonstrações dadas até agora não são suficientes para que vocês líderes e pessoas do povo, donas de casa, homens e mulheres de boa vontade, mas, sobretudo, os jovens, que enchem os campos de futebol e ginásios e forrós atrás de diversão não é hora de aparecerem e cobrarem uma mudança de rumo? O futuro de vocês está em jogo!

Há professores e funcionários públicos que não movem uma palha para garantir seus direitos, são omissos e defensores da situação, e ainda ocupam o posto de outros no desejo de abraçar o mundo com dois braços e movidos pela ganância, a estes a ocasião de se manifestarem também!

Estou clamando a vocês que estão acomodados, bem instalados em seus castelos de carta de baralho, prontos para ruir, que apareçam e mostrem que se preocupam com a Educação, a Saúde, o Esporte, enfim a vida de todo dia dessa cidade e não tenha medo de enfrentar os que estão transformando a cidade num caos! 

Convido também os apaixonados por sobrenomes de família tradicionais e pedidores de votos. Tenho certeza que vocês vão aparecer dentro de pouco tempo para pedir voto dizendo que vocês ou seus candidatos vão mudar Batalha, tenho certeza que vão precisar da população. Portanto, apareçam agora e mostrem que são diferentes dos pára-quedistas que só vem a cada quatro anos. Votar, com responsabilidade significa fiscalizar e praticamos o exercício da liberdade democrática.

Se vocês não aparecerem agora para peitar essa gente que aí está é porque não precisam do nosso voto, de nossas famílias a e de nossos amigos e parentes para acabar com a situação de abandono a que chegamos. Porque se vocês podem acabar nas eleições, podem pelo menos lutar agora para que a incompetência administrativa que foi sendo percebida pela população desde os primeiros meses da atual administração, caia fora agora.

Sou batalhense, nascido aqui há alguns anos e estou cansado de ver esta cidade patinar em uma esteira política calamitosa, que me indigna e envergonha. Como diria Odorico Paraguaçu, âVamos botar de lado os entretantos e partir para os finalmenteâ

Minha intenção ao escrever este artigo é chamar atenção para o óbvio, é alertar os cidadãos e mostrar que se nós não fizermos nada estaremos fadados a padecer para sempre nas mãos de uma minoria que governa como quer e que foram ungidos com o voto do povo e não correspondem as expectativas dessa gente que como eu está cansado de ver o interesse da coletividade cada dia mais distante, pois não dá mais para esperar este futuro que espero desde que sou menino, entra um e sai e nada muda, a não suas vidas pessoais.

Eu não tenho partido, eu tenho vergonha e indignação e amor por Batalha!E não aceito ver a minha e esperança de tantas pessoas sendo corroída pelos vermes do poder!

Deixemos de fazer espetáculos ridículos para este bando de hienas famintas, a final apenas uns poucos aplaudem o show decadente que acontece nesse momento em nossa cidade, que não pode ter o respaldo de quem pensa a Política com seriedade e segundo o Evangelho de Jesus Cristo! Não estou insinuando à baderna nem à anarquia, longe disso, mas conclamando a acordarmos do sono eterno. Seja A, ou seja, B, se não tiver o foco no bem comum, numa administração que se preocupe com todos, será sempre motivo de minhas criticas!

Esta minha indignação manifestada neste artigo, é a tradução do grito calado de milhares de cidadãos que não tiveram coragem de mostrar o que pensam sobre o que vi em alguns dias, e que vocês sentem todos os dias. à hora de sair detrás da coluna, mostre sua cara, saia da indiferença, se posicione!

Eu teria motivos de sobra para viver no meu mundo fechado e acomodado, pouco me importando com o que se passa em Batalha, visitá-la, e me conformar com que acontece há anos e me satisfazer com uma visita aos meus familiares, motivos os tenho de sobra, sem nenhuma pretensão de vanglória, ou de contar vantagens, ou falta de humildade, falo só para ilustra o que escrevo, falo dos motivos de sobra para viver alheio a tudo que se passa em Batalha, sem me posicionar, pois tenho dois cursos superiores, leio e escrevo em quatro línguas diferentes, faço mestrado na Europa atualmente, vivo numa excelente casa no centro de Roma, perto de pontos turísticos famosos, escrevi livro, me considero de inteligência mediana, tenho bons amigos e excelente formação humana e cristã, etc. Porém, me incomoda que o que tenho e sou não é um privilégio, não deve ser sorte, ou loteria biológica, ou como se diz que ânasci com a bunda para luaâ. 

A classe social em que cada um de nós nasceu decorre da política vigente no país. Houvesse menos injustiça e mais distribuição da riqueza, ninguém nasceria entre a miséria e a pobreza. Como nenhum de nós escolheu a família e a classe social em que veio a este mundo, somos todos filhos da loteria biológica. O que não deveria ser considerado privilégio por quem nasceu nas classes média e rica, e sim dívida social para com aqueles que não tiveram a mesma sorte. Como não passo de um menino pobre, aposto na via da Justiça e para mim tudo veio como resultado de oportunidades, e quero crer que a Política, o bem comum, seja a casa de acesso para todos! E sem Educação não se chegará a nenhum lugar!

Quero ser arauto das boas notícias, das novidades julgadas vencidas pelo tempo dos homens comuns. Quero trafegar anônimo pela vida, como são anônimas as crianças que inventam em seu mundo de brincadeiras e faz de contas. 

O que faço, não o faço por que sou contra este o aquele â o faço por missão, e esta de crer num futuro para Batalha é uma difícil missão - que para mim não é um fardo, mas prazer - de escrevendo procurar despertar os homens do meu lugar a fazerem uma viagem dentro de si mesmos, para que se tornem mais atentos à realidade e tomem partido, quando através dum convite especial, ou seja, pelas letras que formam palavras sobre a tela luminosa de um computador no fim de um dia de cansaço, que fazem, pelas palavras que dizem, levar àqueles que precisam de mais ou menos colorido em suas vidas, mais que certezas políticas precisamos de certezas eternas, sou teimoso em acreditar! Amanhã será melhor!Eu tenho esperança! 

Como todos os funcionários públicos são nossos empregados, inclusive os políticos. A nós devem prestar contas. Temos o direito de cobrar, exigir, reivindicar, e eles o dever de responder às nossas expectativas. Estou aberto à resposta, desde que sejam inteligentes e coerentes com a verdade!

Pe. Leonardo de Sales.

08 de janeiro de 2015

Prefeita de Batalha deverá demitir dezenas de servidores efetivos do município

As portarias foram publicadas no Diário Oficial dos Municípios na edição de 06 de janeiro deste ano

A prefeita do município de Batalha-PI, Teresinha de Jesus Cardoso Alves, baixou dezenas de portarias determinando a instauração de procedimento administrativo para fins de adequação dos limites de pessoal estabelecida na Lei Complementar nº 101/2000, ou seja, para viabilizar a possibilidade de demitir alguns servidores efetivos da Secretaria Municipal de Educação.

As portarias foram publicadas no Diário Oficial dos Municípios na edição de 06 de janeiro deste ano.

A prefeita alega que a medida visa controlar os gastos com pessoal no município e que houve um excesso de convocação de servidores no último concurso sem haver necessidade.

Teresinha Lages relata ainda que a folha de pagamento sofre um incremento vegetativo, em virtude dos reajustes impostos ao município do Piso Salarial profissional nacional, o que prejudicou as finanças da prefeitura.

âVários servidores da educação ainda não transcorreu o prazo do estágio de 3 anos previsto no art. 41 da Constituição Federal de 1988, sendo portanto, não estáveis, e podendo, desta forma, serem demitidos, para fins de adequação dos limites com despesa de pessoal estabelecidos na Lei Complementar nº 201/2000â, relatou a prefeita no Decreto.

A Comissão que vai apurar as demissões dos servidores efetivos é formado pelo senhor Raimundo Nonato dos Santos (indicado pela Secretaria Municipal de Educação), Raimundo Nonato do Nascimento Sousa (indicado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) e Daniel da Costa Araújo (Assessor Jurídico).

31 de dezembro de 2014

28 de dezembro de 2014

27 de dezembro de 2014

22 de dezembro de 2014

Oh bendita madrugada!

Confira o novo artigo do Pe. Leonardo Sales sobre a festa de São Gonçalo

A canção de Benito de Paula âretalhos de cetimâ sucesso de 1973, assim exalta num samba a sua expectativa em relação à sua escola de samba: âMinha escola estava tão bonita, era tudo o que eu queria ver em retalhos de cetim eu dormi o ano inteiro e ela jurou desfilar pra mimâ aplico esta inspiração do cantor àquilo que hoje sente nossas almas, esperamos o ano inteiro para ver este dia nascer!

Esta é uma madrugada bendita, dentre todas a mais bendita! Nossa espera chegou ao fim, o dia 22 de dezembro está por nascer, quando os últimos sinais da noite forem vencidos pela luz do sol, será já alvorada na nossa Batalha, e será já festa de São Gonçalo!

No alto da colina começaram a surgir siluetas de pessoas que vem ouvir a alvorada, a tocada do sino e o avanço dos ponteiros do relógio. Não vem por causa de um café da manhã que será oferecido, pois todos os presentes têm café em suas casas, mas vem atraídos pelo cheiro desse café diferente, que tem cheiro de saudade, de amizade, e, sobretudo tem cheiro de Fé!

Os dezembros de Batalha são marcador por esperas. E a vocação do ser humano é esperar! Esperamos para nascer, esperamos a morte, esperamos também encontrar um sentido para a vida, e esperamos o salário que teimosamente, vem para alguns só no fim de cada mês, e quando vem! Esperar festejos é o que eu gosto mais! E ele chegou!

E este ano nossa Igreja brilha mais que as luzes que a adornam. Brilha no espaço e no tempo, num arco de 200 anos de história, quando na aventura da Fé irmãos aqui chegaram num passado longínquo, traziam na bagagem a audácia de um povo, a garra do pioneirismo e a Fé na certeza do futuro.

Lugar de refúgio de tantos de nós, em momentos de rara beleza e espiritualidade e expressão de nossa Fé, a Igreja de São Gonçalo, é um ícone não só da beleza de nossa arquitetura, suas paredes e torre falam dentro de nossos corações e sonhos.

Quantos de nós ali na sua pia batismal não fomos batizados? Eu mesmo ainda criança fui conduzido no dia 30 de outubro de 1976 para receber o santo Batismo, quantos ali diante de seu altar, não selaram a sua união matrimonial, ou no seu patamar começou os namoros que terminaram por assinalar que tínhamos encontrado nossa alma gêmea?

Quantas vezes ali em momentos de perda dos nossos entes queridos, nossa alma não foi consolada pela oração pelos nossos parentes, que partiram para a casa celeste?

Quantas belas procissões ali já participamos? Quantos de nós dentro desse templo não recebeu o Cristo pela primeira vez na Eucaristia, na celebração tão emocionante de nossa Primeira Comunhão? Sem falar no dia inesquecível de nossa Crisma? Quantos não saíram dali alimentados pela Palavra santa de nosso Deus, anunciada em seu púlpito?

Se o melhor da festa é esperar por ela, em si tratando dos festejos de São Gonçalo, sou obrigado a discordar. O melhor mesmo é a festa!

Festejos são muitos, não é uma palavra singular é plural, e numerosos são os seus tesouros, que estão emoldurados por 200 anos de história. Para além desses dois séculos, grandes referências a lugares, acontecimentos, personalidades, fé, cultura e testemunho de Fé. Neste horizonte de incontáveis riquezas, um convite deve ser acolhido por todos e, particularmente, encontrar lugar no coração de cada batalhense. Se fazer presente nesta madrugada é reafirmar um compromisso, é lembrar dos que partiram para a casa do Pai, mas nós estamos aqui, e queremos fazer memória de todos aqueles que nos precederam no  caminho da Fé!

Podemos nesta hora sentir entre nós a alma de Manuel Fabiano e Mestre Quincas, vejo na casada da dona Bola, dona Elza machado, lá na janela de dona Deloca Dona Matildes, Teresinha, vejo pelos telhados o saudoso Zé Catarina, e ouço os gritos de viva São Gonçalo vindos da voz eletrizante do devoto Miltinho!

Hoje, 22 de dezembro, é dia de festa. A gratidão a Deus e a todos, possa gerar em nossos corações, operários desta hora e deste tempo, alegrias e coragem audaciosa para continuarmos a escrever a história desse povo!

Tomemos o café, ouvindo dobrados e valsas, regados por saudade e Fé, mas, sobretudo, renovemos a nossa esperança em dias melhores, e vivamos cada segundo desta festa, que demora a chegar e passa como a fumaça de um bule cheio de café, mas não perderá nem o sabor sem o cheiro, enquanto for madrugada, e bendita madrugada, que os primeiros raios de sol deste dia encontrem corações dispostos a serem aquecidos.

Que São Gonçalo nosso amado padroeiro, como tem feito nestes 200 anos, não nos deixem jamais sem estas madrugadas grávidas do dia 22 de dezembro, a parir festejos, alegrias e reencontros. Boa festa a todos!

Pe. Leonardo Sales

20 de dezembro de 2014

Encerramento da VI Peregrinação de São Gonçalo em Teresina

Uma Santa Missa foi presidida Pelo Pároco Oscar e co-celebrada pelo Padre Evandro

 Na noite desta sexta-feira (19) a colônia batalhense em Teresina se reuniu na residência do Sr. Ribamar, no Bairro Mocambinho, para celebrar o encerramento de mais uma Peregrinação do Santo Padroeiro de Batalha pelos lares de Batalhenses na capital. Uma Santa Missa celebrada pelo Pároco Oscar Almeida e co-celebrada por Padre Evandro Alves marcou o encerramento da sexta edição da Peregrinação.

Após a Santa Missa houve a Confraternização dos Batalhenses em Teresina que foi seguida de leilão e um Bingo que contou com 5 prêmios: Ferro Elétrico, Vídeo Game, Ventilador, Celular e Bicicleta.

Toda a renda obtida nesta peregrinação será em prol da colocação do Forro na Igreja Matriz de São Gonçalo, que neste ano completa 200 anos da finalização de suas obras de construção.

A Coordenação da Peregrinação informa ainda que um ônibus sairá de Teresina com destino à Batalha no dia 22 de dezembro para que os filhos ausentes possam acompanhar a abertura da Festa Dedicada ao Santo Padroeiro, que se estende até o dia 1º de Janeiro de 2015. O ônibus é muito confortável e conta com Ar Condicionado. O Valor da Passagem de Ida e Volta é R$ 30,00 e a saída está prevista para às 13h00 da residência do Casal Sergio e Socorro Tabatinga, localizada na Avenida Jacob Almendra - Bairro Porenquanto. O Retorno será após a Santa Missa de Abertura do Festejo.