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Infantino rebate críticas: "futebol é mais do que Europa e América do Sul"

Infantino ainda defendeu a qualidade do Mundial com a expansão, usando como exemplo a Costa Rica, que chegou às quartas em 2014.

10/01/2017 12:22h

Em uma entrevista posterior à decisão do Conselho da Fifa de estender o número de participantes da Copa do Mundo para 48 seleções, o presidente da entidade, Gianni Infantino, rebateu as críticas e disse que o futebol hoje é mais do que Europa e América do Sul.

"Nós temos que adequar o futebol ao século XXI. O futebol é mais do que Europa e América, ele é global", disse Infantino, que ainda afirmou preferir nas críticas positivas à expansão da Copa a partir de 2026.

Especificamente sobre a resistência alemã ao novo formato, Infantino usou a ironia.

"Eles se qualificariam mesmo que tivessem apenas dois lugares. São campeões do mundo, times top, seja qual for o formato a Alemanha, eles estarão lá. Mas para outros países será a chance de participar", explicou.

"Essa é a razão pela qual eles foram tão críticos. Mas eles têm vários jogadores (estrangeiros) na Bundesliga que terão a oportunidade de jogar a Copa uma vez na vida", completou.

Infantino ainda defendeu a qualidade do Mundial com a expansão, usando como exemplo a Costa Rica. Longe de ser considerada favorita, a seleção da Concacaf chegou às quartas de final da Copa realizada em 2014, no Brasil.

"Veja a Itália e Inglaterra, por exemplo. Elas não foram eliminadas pela Argentina de Messi ou pelo Brasil de Neymar, mas pela Costa Rica. O aumento dará a possibilidade para nações em desenvolvimento no futebol e que têm atletas em grandes ligas pelo mundo", disse.

Pênaltis na primeira fase

O presidente da Fifa, no entanto, disse que dois detalhes importantes serão decididos posteriormente: a divisão de vagas por continente e como será realizado o desempate na primeira fase. Para este último item ele citou duas propostas que serão discutidas, já que a possibilidade de empate em todos os critérios já estabelecidos será muito maior com apenas três seleções em um grupo.

"A possibilidade de pênaltis decidirem quem avança nos grupos será decidida 3 anos antes da competição. O ranking seria outra opção a considerar, porque as equipes já entrariam em campo sabendo como seria o desempate", disse.

Segundo Infantino, o mais importante neste momento é avaliar questões logísticas sobre a Copa de 2026, como o número de estádios e quantas partidas serão disputadas em um dia. Porém, ele reafirmou que a previsão de 32 dias para a disputa do Mundial será mantida apesar de 16 partidas a mais com o formato.

Fonte: UOL

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