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Decepção com o Puskás e desejo de seguir no Timão: o pós-Fifa de Marlone

Meia do Corinthians admite que esperava a vitória e que se achava merecedor do prêmio de gol mais bonito do ano. E comenta interesse do Galo: "Cabeça está aqui"

10/01/2017 12:07h

A passagem de Marlone por Zurique, na Suíça, terminou com gosto amargo. Considerado por muitos favorito ao Prêmio Puskás de gol mais bonito de 2016, o meia acabou derrotado pelo malaio Mohd Faiz Subri e ficou em segundo lugar. Ele próprio se considerava favorito ao troféu que já foi vencido por dois brasileiros - Neymar em 2011 e Wendell Lira em 2015 - e não escondeu a decepção. Por outro lado, destacou a importância de estar entre os três finalistas da votação, que é popular, e comemorou o fato de ter jogado uma "pelada" ao lado de grandes nomes na manhã dessa segunda-feira, nas dependências da Fifa.

Marlone tietou Cristiano Ronaldo, de quem é fã, após o Fifa "The Best" (Foto: Reprodução / Instagram)

- Se eu falar que não queria ganhar, estarei sendo hipócrita. É aquela sensação de sair triste e ao mesmo tempo feliz. Feliz por estar no top 3, por hoje ter participado de um jogo onde só tinha fera, tinha o Maradona, Puyol, Abidal, Batistuta... Então, hoje tenho mais motivo para sorrir do que para ficar triste. Só tenho que agradecer mesmo à minha família, esposa, minha filha Antonela, ao Brasil que votou em mim, ao Corinthians. A gente sabe que nem sempre vai vencer na vida. Mas tenho mais motivo para sorrir do que para ficar triste. Conversei com Puyol, Aimar... É um marco para a minha carreira, um sonho realizado, e tenho que desfrutar de cada momento que vivi aqui - disse ao GloboEsporte.com após o Fifa "The Best".

Além do vencedor, natural da Malásia, Marlone concorreu com a venezuelana Daniuska Rodríguez. Na opinião do brasileiro, o gol de voleio que marcou contra o Cobresal na Libertadores foi mais bonito do que os outros dois finalistas.

- Sou suspeito para falar, mas acho que sim. Pela jogada, pela construção do gol, acho que eu merecia levar. O outro também foi um golaço e está de parabéns por ter ganhado. Mas é aquilo, tenho mais motivo para comemorar do que para ficar triste.

A derrota no Puskás não foi por falta de empenho. Marlone brincou em relação à quantidade de vezes que votou no seu gol - o detalhe é que cada aparelho de celular ou computador só consegue computar um voto. Só que a diferença foi grande: 59,46% para Faiz, 22,86% para Marlone, 10,01% para Daniuska, enquanto os outros indicados somaram 7,68%.

- Votei mais de 50 vezes. E tinha que ficar mudando de celular, de computador (risos)...

Proposta: vai ou fica?

O tocantinense de 24 anos também falou sobre o futuro. Ele tem proposta do Atlético-MG, mas garantiu que deseja permanecer no Corinthians, com quem tem contrato até o fim de 2019.

- É normal que clubes se interessem por um jogador quando ele se destaca, ainda mais em uma marca como o Corinthians. Realmente há o interesse, mas hoje estou com a cabeça no Corinthians, sou atleta do clube e estou feliz aqui. E o futuro a Deus pertence. Tenho pessoas que cuidam da minha carreira, e o Corinthians tem 50% do meu passe. A diretoria está bem ciente disso. Hoje sou atleta do Corinthians, pretendo iniciar a pré-temporada no Timão e ter um ano melhor. A gente sabe que no futebol as coisas podem mudar a qualquer momento, mas minha cabeça está no Corinthians.

Valorizado, Marlone foi uma das únicas contratações que vingaram no Corinthians na última temporada. O meia fez 38 jogos e marcou oito gols pelo clube.

Fonte: Globo Esporte

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