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Francisco Correia

EMPREGABILIDADE NO TURISMO

No momento em que se aproximam as eleições a diversos cargos públicos ? deputados, senadores, governadores, Presidente da República, nada mais oportuno do que se pensar num dos fatores mais importantes da vida social e econômica do País: a empregabi

09/08/2010 09:51

No momento em que se aproximam as eleições a diversos cargos públicos – deputados, senadores, governadores, Presidente da República, nada mais oportuno do que se pensar num dos fatores mais importantes da vida social e econômica do País: a empregabilidade.

O fato social – empregabilidade – detém a chave de um dos problemas cruciais da ordem econômica e social do País. Quanto mais oportunidades de trabalho existirem menor será a violência, melhor será a qualidade de vida das populações marginalizadas. Todo um conserto de organização da teia social se modifica positivamente, quando se consegue elevar a empregabilidade, buscando o grande alvo do pleno emprego.

São várias as opções de políticas públicas, que poderão viabilizar o aumento da empregabilidade. Entre essas iniciativas a atividade turística sobressai de forma evidente, no contexto dos diversos segmentos da economia.

Segundo a Organização Mundial do Turismo – OMT (pertencente às Nações Unidas – ONU), o turismo é responsável pela geração de 6% a 8% do total de empregos no mundo, exigindo o menor dos investimentos. Estudos da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica - FIPE, revelam que a hotelaria, demanda cerca de R$ 16.198,60 do valor de produção da atividade para a geração de uma vaga, enquanto a indústria têxtil investe R$ 27.435,20, a construção civil, R$ 28.033,00 e a siderurgia, R$ 68.205,90. Dados publicados no documento - Referencial Turismo no Brasil 2011/2014, divulgado pelo Ministério do Turismo.

Esse fato demonstra que a exigência de investimento para oferecer uma vaga de trabalho na hotelaria (a principal atividade turística) é o menor entre os principais segmentos do setor secundário da economia – a indústria convencional. Mas se de um lado o índice de investimento para absorção de mão de obra é tão vantajoso, o segmento turístico é aquele que produz maior valor agregado ao produto final, quando se considera que os visitantes atuam no mercado, adquirindo bens e serviços consumidos no próprio país. Neste particular, as atrações turísticas funcionam como mais valia do produto turístico, porque são vivenciadas, apreciadas e fotografadas, mas permanecem no local de produção. Resta apenas mantê-las corretamente, conservá-las.

São estes argumentos muito convincentes para que qualquer uma gestão governamental atue convenientemente na articulação, incentivo e promoção desse setor, que com maior rapidez responde às tendências do mercado mundial. E o turismo, segundo dados da OMT, cresce anualmente nos principais quadrantes do planeta, não podendo ser ignorado como adequado fator de desenvolvimento econômico e aprimoramento social.

Em um País como o Brasil, cujas exportações apresentam-se predominantemente constituídas por “commodities” (matérias primas), como café, soja, carne, minério de ferro, entre outras, com mínimo valor agregado, incentivar o turismo contribui para modificar o esse citado perfil, em menor espaço de tempo para organizar o parque fabril.

Mas outra grande oportunidade que o turismo oferece encontra-se na criação de um Programa para atração de investidores aos diversos segmentos da economia estadual e ao próprio turismo. Isso pode acontecer empregando a cadeia de comunicação das empresas que exercem a atividade – as agências de viagens e turismo. Um sistema tecnicamente elaborado para esse fim poderá em curto espaço de tempo fomentar a vinda de novas iniciativas para elevar rapidamente o parque industrial do Estado em diversos municípios, cuja vocação econômica e conhecida.

São conhecidas as políticas adotadas por diversos governos estaduais, particularmente no nordeste brasileiro, onde a organização para atrair investidores vem proporcionando o aumento do fluxo turístico e por conseqüência a elevação das oportunidades de trabalho, aumento da renda e divisas.

Além disso a atividade turística constitui instrumento de inclusão social, conforme afirmou Dom Piero Montini, em Pequim, 17 a 24/10/2003. “O turismo constrói uma cultura da acolhida e da recíproca compreensão, contribuindo para o conhecimento e apreço das diferentes culturas dos povos.” “Ação eficaz de luta contra a pobreza e importante instrumento de crescimento social e ocupacional”.

Como candidata a deputada estadual estarei atenta a essa gama de oportunidades que o turismo oferece como setor que promove a empregabilidade e que em boa hora o Governo Federal criou um Ministério específico para planejar e promover esse setor: o Ministério do Turismo.

Pugnarei permanentemente junto ao Governo do Estado para que aproveite tecnicamente esse importante segmento da economia, na certeza de que melhores dias serão oferecido aos rondonienses.


Flora Castelo Branco
Candidata a Deputada Estadual – Porto Velho - RO








Fonte: Anchiêta Correia
Edição: Portal O Dia
Repórter: Portal O Dia

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