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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011 | 09/09/2011 08:38

'Morrer aos poucos': Leia o editorial do Jornal O DIA desta sexta

Josiel | atualizado em 09/09/2011 08:41

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O Conselho Universitário da Uespi se reúne hoje (09) para decidir a realização do vestibular da instituição este ano. Segundo a Uespi, o Governo não vem cumprindo os repasses prometidos para a universidade, o que pode comprometer a realização do processo seletivo.

As dificuldades por que passa a Universidade Estadual não são novidade. Há um ano, estudantes e professores da Uespi iniciaram o movimento SOS UESPI, denunciando falta de condições necessárias para o funcionamento da instituição.

De acordo com os manifestantes, a Uespi carece de salas de aula adequadas, professores efetivos em número suficiente, e até mesmo material de expediente, como quadros e pincéis. O SOS UESPI já protagonizou uma greve com duração de mais de 40 dias, participou de diversas audiências públicas, deu visibilidade à situação vivenciada pelos 30 mil alunos nos 27 campi da instituição e, depois de muito tempo, conseguiu do poder executivo o compromisso de repassar recursos que garantissem o custeio da universidade.

Quando se pensava que a Uespi caminhava para a tranquilidade, com os problemas estruturais se resolvendo a contento, é divulgada a notícia de que o vestibular da instituição está ameaçado. Já era bastante ruim a indefinição da Uespi em relação às orientações do certame, prejudicando a preparação de milhares de estudantes que têm na universidade a chance de ingressarem num curso superior. Agora, a situação fica ainda mais complicada.

O reitor da Uespi já havia sinalizado a possibilidade de redução do número de vagas no vestibular deste ano, com o argumento de que só seriam ofertados os cursos com condições de funcionamento pleno. Essa redução das vagas já teria um grande impacto nos sonhos dos estudantes, mas era perfeitamente compreensível na tentativa de readequação e reestruturação da Uespi, conforme os anseios dos piauienses. Mas a possibilidade de não realização do vestibular 2012 da instituição revela que os dramas da Universidade Estadual podem ser ainda mais graves que os denunciados pelo movimento SOS UESPI. E, se não forem sanados de forma urgente e definitiva, podem terminar por decretar a morte da Universidade Estadual do Piauí.