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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011 | 12/09/2011 09:49

'De novo, o sucesso': Leia o editorial do Jornal O DIA desta segunda

Josiel | atualizado em 12/09/2011 09:51

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Mais uma vez o Instituto Dom Barreto figura entre as melhoras escolas do Brasil no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio, o principal mecanismo de seleção para ingresso em diversas instituições de ensino superior do país, por meio do SiSU, o Sistema de Seleção Unificada.

A escola piauiense conquistou o 2° lugar do ranking e se consolida como sinônimo de educação de qualidade no país. Outra escola privada de Teresina, o Educandário Santa Maria Goretti, também aparece entre as 20 melhores no ranking do Enem 2010. Embora a lista completa com a posição de cada uma das instituições participantes vá ser divulgada apenas hoje (12) pelo Inep, a boa colocação de pelo menos duas escolas do Piauí já é motivo de orgulho e de reflexão para todos os piauienses.

Orgulho por ver o Estado ganhar notoriedade pelo desempenho de seus estudantes de Ensino Médio numa avaliação nacional. E reflexão para apreender as razões que culminam no sucesso de alunos de escolas como o Dom Barreto e o Santa Maria Goretti, transferindo-as para as escolas da rede pública do Estado, que carecem de bom desempenho e figuram nas últimas colocações em avaliações externas como a do Inep.

VEJA MAIS: Dom Barreto fica em 2º lugar no Enem 2010


Tanto o Dom Barreto como o Santa Maria Goretti somam a qualificação de seus professores e o detalhado acompanhamento psicopedagógico dos estudantes e profissionais a um forte comprometimento dos funcionários e à participação familiar. Esses parecem ser realmente os ingredientes do sucesso. E não são impossíveis de realizar em escolas públicas.

Prova disso é o desempenho dos alunos do professor Antônio Amaral, da rede pública municipal de Cocal dos Alves, um formador de medalhistas. Numa cidade pequena, numa escola pública com pouquíssimos recursos e com um salário desanimador, o professor investe em sua qualificação, acompanha de perto o desenvolvimento de seus alunos, incentiva-os a driblar as dificuldades e consegue mobilizar a comunidade para a educação de seus filhos. Resultado: melhora nos índices de aprovação, alunos premiados em olimpíadas de Matemática e o reconhecimento nacional.

Imagine do que seria capaz o professor Antônio Amaral, e tantos outros bons professores nas escolas públicas de todo o Estado, se possuíssem as mesmas condições de trabalho de escolas como o Dom Barreto e o Santa Maria Goretti. É claro que a realidade de escolas públicas é muito diferente da de estabelecimentos privados, mas não custa começar a fazer aquilo é possível, agora, para que os estudantes da rede pública conheçam, de fato, o sabor de serem vitoriosos, e não apenas no Enem.