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Família, base de um mundo melhor

Ainda assim, eu declaro: quero ter casa, marido, filhos – o pacote completo!

28/07/2019 09:31

“A transformação do mundo a partir de si mesmo” (ISBN: 978-85-60232-02-4) foi o tema que os jovens pesquisadores de Logosofia se propuseram investigar à luz desta nova concepção humanística. Esse estudo os fez voltar sobre a realidade do mundo mental, cuja influência mais evidente se expressa na cultura e costumes de um povo. Também os fez refletir sobre seu mundo interno, que se manifesta em seu temperamento, caráter, tendências e predileções. A investigação os levou a revisar os conceitos e valores que devem ser incorporados à vida, para que cada um seja ator consciente dessa transformação.

Se o estudo levou os jovens a perceberem o quanto podiam realizar em si mesmos, despertou também o sentimento altruísta de querer fazer com que outros pudessem viver e experimentar a mesma felicidade. Perceberam, ao final, que a transformação do mundo está vinculada à própria superação da espécie humana no que diz respeito às suas possibilidades intelectuais, morais e espirituais.

Os ensaios publicados nas páginas deste livro apresentam reflexões e experiências dos jovens em torno deste tema. Os resultados alcançados até o momento indicam que ainda há muito por fazer. Que isso se constitua num grande estímulo para que todos se unam em um grande ideal: a superação.

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Família, base de um mundo melhor

Constituir uma família não está nos planos de muitas pessoas da minha geração. A chamada geração Y caracteriza-se por ter frequentado as melhores escolas e universidades; lançando-se em seguida na pós-graduação, mestrado, MBA, intercâmbio. São jovens que se dizem sem fronteiras, empreendedores, de muitas viagens, muitos amigos e constantemente conectados. A vida parece estar sempre começando e o auge fica cada vez mais distante, pois, antes dele, ainda há um mundo por conquistar.

Em pleno século XXI, a ideia de casar e ter filhos soa como uma ameaça ao sucesso. Dividir o tempo com outras pessoas, mudar prioridades, ganhar novas responsabilidades, negar uma proposta de trabalho, adiar o doutorado, viajar menos, gastar mais... É... parece que construir família não se encaixa na fórmula do sucesso.

Ainda assim, eu declaro: quero ter casa, marido, filhos – o pacote completo!

A família sempre foi primordial para mim. As recordações mais felizes da minha infância são os momentos entre mãe e filha, as brincadeiras com meu pai, a chegada do meu irmão, os passeios com os avós, as conversas nas longas viagens de carro. De tudo o que vivi nesta fase, o que me marcou para sempre foi o amor daqueles que me deram a vida e o carinho de um lar que me fazia sentir-me diante de algo muito grande.

O lar foi meu primeiro campo experimental, onde ensaiei os primeiros passos, aprendi a desempenhar as tarefas imprescindíveis à minha subsistência e recebi orientações valiosas sobre como deveria me conduzir pelo mundo. Os animais já nascem desenvolvidos, independendo de seus progenitores pouco depois de nascer. Mas seria possível ao ser humano sobreviver a seus anos iniciais sem o auxílio da família? A resposta, claramente negativa, me faz indagar: por que é assim? Haveria nisso algum propósito divino?

Fato é que a família de cada um de nós representa uma das tantas células que compõem este grande organismo que chamamos de humanidade e, como uma amostra do todo, é integrada por pessoas diferentes entre si.

Qual campo experimental poderia ser mais propício para iniciar-se na arte da convivência?

Para mim, na família se evidencia a singularidade de cada ser humano, a forma como devo tolerar e aprender com as diferenças, a importância da colaboração mútua, o valor da orientação e correção dos pais.

Na família, aprendi a maior parte do que sei e me formei a pessoa que sou. Depois de ter recebido tanto, como poderia negar igual oportunidade a novos seres?

Conhecendo a mim mesma, vejo que não tenho apenas a estatura semelhante à da minha mãe, mas também seu jeito ativo e alegre. Do meu pai, mais que a cor dos olhos, herdei a calma e a responsabilidade. Além de outros aspectos que eu mesma trouxe em minha bagagem espiritual, herdei de meus ascendentes algumas características negativas e limitações, que, como indivíduos e como família, nos empenhamos em superar.

Ao pensar na mãe que quero ser um dia, imagino a mim mesma serena, sábia, tolerante, paciente e sempre alegre. E, como quem desperta de um sonho, me pergunto: Já sou tudo isso? Com que mágica irão surgir, repentinamente, tantos valores ainda ausentes ou vacilantes em mim? Concluo que não é só o desempenho de uma profissão que exige conhecimento. Constituir uma família, como tudo na vida, requer preparação.

Tenho estudado para ser cada dia melhor. Aos poucos, vou vencendo a impaciência, a falta de vontade, a intolerância e tantas outras deficiências psicológicas; percebo que já melhorei e vislumbro, com entusiasmo, a família que pretendo constituir e que já pode contar com um ser humano melhor e mais consciente da sua responsabilidade.

Cada passo adiante revigora minha confiança no futuro da humanidade, num mundo melhor para se viver. Afinal, se posso transformar a mim mesma, muitos também podem fazê-lo, com o auxílio dos mesmos conhecimentos. Está em cada ser humano a condição de criar a si mesmo, inspirando em seus descendentes o mesmo ideal. E é a família o campo propício onde deve nascer uma nova cultura!

Minha geração pode ser mesmo sem fronteiras, conquistar sempre mais, ganhar o mundo e ser símbolo de sucesso. Mas, além disso, tem a possibilidade de ultrapassar as fronteiras de sua existência individual contribuindo para uma nova humanidade, melhor e mais feliz.

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Em Teresina (PI), a Fundação Logosófica – em prol da superação humana – está presente no seguinte endereço: Rua José Paulino, 845 - 1º andar / Sala 110 – Fátima. Mais informações pelo telefone: (86) 994529269.

Fonte: Ana Carolina Gundin de Freitas – Goiânia/GO – Pesquisadora da Ciência
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