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Força e coragem pra seguir

Sem meias palavras, com fé inabalável e um inesquecível talento para as panelas

18/10/2016 09:54h

18 de outubro. Essa data é uma das mais difíceis da minha vida. Hoje faz dois anos que um centro cirúrgico materializou a transformação do meu tão esperado bebezinho numa estrela.

Os últimos dias têm sido especialmente difíceis com essa lembrança. Tem sido assim, desde a nossa separação física.

Mas, como em 2014, eu hoje encontro uma razão para tudo ter fisicamente terminado no dia 18 de outubro. Dia do aniversário da minha avó Beêza.

A vovó sempre foi exemplo de força e resignação. Suportou o sofrimento e a doença por anos, sem nunca reclamar.

Manteve a lucidez mesmo quando o corpo já não respondia aos comandos do cérebro. Sempre firme e segura.

Quando os lábios já não articulavam palavras, falava conosco pelo olhar e pelo aperto de mãos.  

Em dias como hoje, eu me lembro ainda mais da minha avó. Do seu talento para a cozinha – que eu não herdei – e de como cada comida feita por ela era uma declaração de amor.

Lembro o seu jeito forte e decidido, sem meias palavras, sempre segura de si. E tento fazer disso o meu espelho.

Recordo o seu prazer em festejar a vida, com a casa cheia, muita comida à mesa, bolos doces e risadas.

Lembro a sua mão, fortaleza da família. E olho para a minha mãe, enxergando nela a vovó Beêza.  

E mesmo hoje sendo um dia triste, é um dia feliz. O dia em que a vovó e a minha estrelinha se encontraram e se abraçaram. E eu sei que juntas elas olham por mim e me ajudam a seguir.

Por: Viviane Bandeira, jornalista e mãe da Laura, de uma estrelinha e da Luísa

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